Cenas Memoráveis - 2001 - Uma Odisséia no Espaço

Se um filme mudou a forma como a ficção científica era vista, foi a obra-prima de Stanley Kubrick. 2001 mostrou que a boa Sci-Fi é aquela que, mais do que mostrar o espaço, criaturas alienígenas ou tecnologia avançada, fala sobre seres-humanos.

A cena a seguir, parte do primeiro segmento do filme, denominado The Dawn of Man. Fala de evolução, sentidos primitivos, inteligência, comunicação, percepção e mais um punhado de temas filosóficos, sem conter um único diálogo. Para uma versão mais completa do segmento, clique aqui, ou simplesmente assista ao filme, o que é mais recomendável.

Assista a cena aqui, no Youtube.
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Cenas Memoráveis - Casablanca

A cena abaixo é cosiderada por muitos aficionados por cinema, como a mais clássica de todos os tempos. Bem, podem haver controvérsias, mas a verdade é que o final de Casablanca é, com certeza, um dos momentos mais bonitos que Hollywood já proporcionou.

Casablanca é, por si só, um filme espetacular. Multi-gênero, já que consegue misturar romance, drama, aventura e intriga numa só história, ainda conta com Humpfrey Bogart, mais inspirado que nunca num habitual papel canastrão. Isso sem falar de Ingrid Bergman, na interpretação pela qual ficou marcada por toda sua carreira.

Um aviso, a cena a seguir é o final do filme, então se você ainda não o assistiu (assista!!!), pode ser que se assistir, estrague a experiencia.

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Crítica: Batman – O Cavaleiro das Trevas (DVD e Blu-Ray)

Se você quer saber minha opinião sobre o filme, clique aqui. Esta resenha fala do lançamento em Home Vídeo (DVD e Blu-Ray) da adaptação de quadrinhos mais comentada de 2008.

DVD

Como o filme foi um sucesso arrebatador, o que os fãs esperavam do DVD de Batman – O Cavaleiro das Trevas é que tivesse extras ainda melhores dos que os encontrados na edição dupla de Batman Begins, um dos melhores lançamentos da Warner no formato digital. Porém, indo contra todas as expectativas, a versão contendo 2 discos do filme não traz nenhum tipo de bônus que realmente valha a pena. O que deveria ser o making of mais parece uma faixa de comentários ilustrada por fotos e cenas de bastidores que não revelam muita coisa. Curtíssima duração, com pouco mais de meia hora, nem chega aos pés do documentário de Batman Begins, que mostra detalhes da concepção do roteiro, direção de arte e outras formas de produção. Temos também, no disco 2, os episódios do Gotham Tonight, uma espécie de telejornal de Gotham, apresentado por Mike Engel, o personagem de Anthony Michael Hall no filme. É uma boa inserção, mas poderia conter mais coisas relacionadas ao marketing viral, que durou vários meses na internet. Uma linha do tempo seria bem-vinda àqueles que não tiveram a sorte de acompanhar cada ação promovida na rede mundial de computadores. Continuando com os extras, temos também 6 seqüências gravadas com as câmeras IMAX. Aqui uma vantagem e uma desvantagem em relação a edição do filme em Blu-Ray. Em alta-definição, as seqüências em IMAX foram inseridas no filme, tal qual foram concebidas para exibição nas telas de 8 andares de altura. A vantagem da edição em DVD é apresentar as imagens no formato original IMAX e não simplesmente formatada para widescreen, como as cenas se encontram no disco azul. Todas as cenas são apresentadas com áudio Dolby Digital 5.1. Além disso, o disco contém uma interessante galeria de imagens de produção, desenhos conceituais e pôsteres, e ainda os trailers e alguns comerciais de TV.

No disco 1, onde se encontra apenas o filme e nenhum extra, pontos positivos e negativos. Positivos em relação ao som. A edição de áudio de O Cavaleiro das Trevas é muito bem feita, a utilização das caixas traseiras é bastante ativa, assim como o subwoofer, com graves muito potentes, fazendo do filme um dos mais indicados pra demonstrar as funções de um home-theater. Os pontos negativos ficam em relação a imagem. Comentei há algum tempo que fiquei impressionado com a qualidade da saga O Poderoso Chefão nesta última remasterização lançada. São filmes de 3 horas de duração, em apenas um DVD, com uma imagem limpa, cristalina e que não mostra defeitos de codificação geralmente visíveis em MPG. Pois bem, isso não acontece com o Cavaleiro das Trevas. Em várias cenas há pixelização, aqueles famosos quadradinhos que aparecem em cenas mais movimentadas. Parece até cópia de DVD de 8GB numa mídia de 4.5GB, o que não é o caso aqui. O filme está ocupando todo o disco, e não divide o espaço com nada a não ser 2 trailers. Encaro isso como um “incentivo” da Warner para que os consumidores comecem a fazer a troca de seus filmes para o Blu-Ray. Quem se lembra dos últimos VHS lançados sabe como a imagem das velhas fitas começaram a piorar em relação ao que era lançado antes da chegada do DVD. É a história se repetindo, mas desta vez, antes do que pudéssemos esperar.

No geral, o DVD de Batman – O Cavaleiro das Trevas é obrigatório, mesmo com a falta de material bônus interessante. O filme se mostrou um sucesso tanto ao barulho causado pela morte de Heath Ledger quanto pelo fato de ser uma das melhores adaptações de quadrinhos dos últimos anos. E, por falar em Ledger, uma homenagem ao ator também caberia bem como extra, o que infelizmente não acontece.

O FILME EM IMAX

Pra os poucos afortunados que já são agraciados pela qualidade da alta definição, o Blu-Ray de O Cavaleiro das Trevas é um daqueles filmes obrigatórios. A qualidade é surpreendente, a imagem é cristalina, ao contrário do DVD e quando as cenas em IMAX surgem, o que deveria causar estranheza, graças a mudança de aspect ratio (formato letterbox nas cenas comuns e 2.35:1), na verdade impressiona, já que as imagens são de deixar qualquer cinéfilo boquiaberto. Há uma certa diferença de tons em relação ao que foi filmado em 35mm, mas nada que prejudique a experiência. Na verdade pode prejudicar uma indicação a Melhor Direção de Fotografia no Oscar, o que seria uma injustiça.

Em relação ao som, o filme é apresentado com uma faixa Dolby TrueHD de cair o queixo (ou rachar as paredes, dependendo do seu sistema de som e da construção da sua casa). Graves e surround ativos, como na edição em DVD, mas com uma imersão muito maior. Parabéns a Warner, que já havia mostrado competência nessa área com Blade Runner – The Final Cut.

Em relação aos extras, o mesmo documentário do DVD é apresentado aqui, com uma diferença, o que dura 30 minutos no disco standard, passa de 1 hora no Blu-Ray. Apesar de ser mais detalhado, ainda assim é um making of com cara de material incompleto.

No disco 2 da edição em alta definição, dois documentários discutem a psicologia de Batman e dos vilões do Homem-Morcego e a tecnologia usada nos quadrinhos e nos filmes e sua verossimilhança em relação ao mundo real. No mais, os mesmos extras da edição em DVD.
Como já dito acima, se você tem um Playstation 3 ou algum outro player de Blu-Ray, não pense duas vezes antes de adquirir o filme. Se não pelos extras, pela qualidade incomparável de imagem e som.
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Cenas Memoráveis - O Encouraçado Potemkin

Obra indispensável pra quem estuda cinema, O Encouraçado Potemkin, é dono de uma das cenas mais memoráveis da arte cinematográfica. E também uma das cenas mais imitadas, ou homenageadas, como deve preferir Brian De Palma, que usou de liberdade poética para "recriar" a sequência a seguir em Os Intocáveis.

Mas, o assunto aqui é o filme de Sergei Eisenstein, uma obra-prima da montagem, a especialidade de seu diretor.

Confiram a sequência abaixo.

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Crítica: Max Payne

Você com certeza já viu Max Payne. Se não o filme baseado no famoso game, pelo menos já viu algo parecido. Olha só o resumo da história: policial tem família assassinada e vive amargurado, em busca de quem cometeu o crime. Suas investigações chegam até um esquema de tráfico de drogas e, entre traições e femme fatales, descobre que a morte da esposa fazia parte de um plano maior, o que o deixa ainda mais sedento por vingança. Sério, é quase um roteiro de filme do Steven Seagal.

A história é até fiel ao jogo. O problema é que, enquanto a versão digital usa a previsibilidade do argumento apenas como desculpa pra fazer você passar algumas horas disparando contra bandidos, o filme Max Payne se leva a sério. Tão a sério a ponto de usar um subplot envolvendo as drogas, só pra criar um ar sobrenatural que parece cópia de Constantine.

Mark Wahlberg no papel-título está no modo automático. Taí um ator que não consigo entender. O cara se destaca em Boogie Nights, em que interpreta um ator pornô, rouba a cena em Os Infiltrados como o policial escroto e perde tempo fazendo filmes que vão do meia-boca ao total desastre. Ok, Max Payne não é um total desastre. Tem lá seus momentos, em que uma cena bonita plasticamente consegue fazer valer os buracos no roteiro. Mas com certeza dava pra se tirar algo melhor da adaptação.

Nem a participação de Olga Kurylenko, que está no filme só pra tirar a roupa (se pararmos pra pensar, o único filme em que a atriz não é objeto de decoração de cena é 007 – Quantum of Solace), chega a ser empolgante.

Bom, ainda não foi desta vez que Hollywood acertou com uma adaptação de game. É bom alguém tirar algo bom desse nicho, porque as opções estão acabando. A bem da verdade, um filme de videogame original nunca vai existir. Se for fiel demais, conterá todos os maneirismos do jogo que se baseou, provavelmente cópia de algum filme de sucesso ou algo do tipo. E se distanciar demais do material original, vira outro filme, que no fim vai apenas levar o nome de algum jogo famoso.
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Cenas Memoráveis - Sem Destino

Final da década de 60. O auge da era hippie e da busca pela liberdade num país que continuava mandando jovens soldados pra uma guerra sem sentido.

Sem Destino é um marco dessa época. O filme, regado a drogas e rock and roll é quase um anti-cinema. Dirigido por Dennis Hopper, com trilha de várias bandas da época, incluindo Steppenwolf e a sua inconfundível Born to be Wild, Sem Destino ajudou a levar para o mundo uma certa ideologia de liberdade, ainda buscada nos dias de hoje, mas sem tanta intensidade.

Confira a cena de abertura, praticamente um videoclipe, ao som da trilha citada acima, que ainda por cima ajudou a batizar outra vertente do rock: o heavy metal!

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Cenas Memoráveis - Cantando na Chuva

Pra iniciar a nova fase das Cenas Memoráveis - agora aos finais de semana - um clássico: Singing in the Rain. À fase áurea dos musicais no cinema, Gene Kelly contribui com uma das cenas mais emblemáticas da história (adoro hipérboles, já perceberam?) de Hollywood. Não há quem não conheça a música, e nem a sequência a seguir.

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Cenas Memoráveis - agora no final de semana

É isso aí! Não tenho tempo de ficar procurando mais cenas durante a semana, então essa sessão (que é a única do blog atualmente rsrsrs) fica pra ser atualizada no final de semana, ou sabado ou domingo. Depende do meu humor :P
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Crítica: 007-Quantum of Solace

De jeito nenhum que Quantum of Solace é melhor que seu antecessor, Cassino Royale. Mas isso significa que a 22ª aventura do agente secreto é ruim? Não. Longe disso. É o filme anterior que é excelente e dificilmente as próximas produções envolvendo 007 vão chegar no mesmo nível.

Quantum é a continuação direta de Cassino, começa exatamente onde este último termina, com James Bond levando o Sr. White pra ser interrogado. A cena pré-créditos é espetacular, nos seus cortes rápidos no melhor estilo Jason Bourne. Sim, há muito da franquia do outro JB nesse filme, parte por “culpa” de Dan Bradley que coreografou as cenas de ação da trilogia protagonizada por Matt Damon e que agora entrou pro time de Bond, e parte por culpa do sucesso de Bourne que praticamente redefiniu as cenas de ação no cinema. Diminui a sensação que este é um filme de 007? Um pouco, mas somos lembrados que estamos diante de uma aventura do agente britânico mais famoso do mundo quando o filme nos leva a viajar da Itália até Londres, depois pro Haiti, Bolívia e Rússia. Aliás, sensacional a idéia de colocar o nome dos lugares na tela com caracteres típicos de cada cultura.

O que acontece depois da abertura com a música de Jack White e Alicia Keys é que o Sr. White revela que há algo muito maior o comandando, uma organização que está por trás do poder, de governos e de grandes empresas. Assim como a SPECTRE, que deu trabalho a Sean Connery nos primeiros filmes de Bond, a Quantum não tem lados, não interessa se é leste ou oeste, esquerda ou direita. Tudo isso é explicado mais pra frente, num diálogo que faz referência ao que o Dr. No diz quanto a organização no primeiro filme do agente. Aliás, referências não faltam. Seja na abertura, que também usa elementos da primeira aventura cinematográfica de Bond (repare em como os nomes dos envolvidos na produção aparecem), seja na homenagem a Goldfinger ou no momento O Espião que me Amava. Sempre há algum pequeno elemento lembrando o espectador: “É diferente, mas ainda é um filme do 007!”.

E, por ser diferente não significa ser igual ao Bourne, como muitos críticos andam dizendo por aí. Ele não é igual aos outros filmes da franquia porque a mão do diretor Marc Forster foi firme o suficiente pra criar momentos de verdadeira competência cinematográfica. A própria cena pós-créditos, em que somos apresentados a situação do Sr. White enquanto é mostrada cenas do que acontece ao mesmo tempo, a corrida de cavalos de Pálio na Itália, é de uma habilidade impressionante. O mesmo pode-se dizer da sequência da ópera Tosca de Puccini. A edição é uma aula de como montar um filme. São detalhes artísticos num exemplar de uma série de cultura pop. Só por isso, Quantum of Solace já valeria o ingresso.

Mas não só de técnica vive este filme. É hora de elogiar Daniel Craig. O ator está perfeito no papel. A cada cena, percebe-se o quanto o personagem se torna, aos poucos, aquele que ficou tão famoso ao longo de mais de 20 filmes. Do capanga que mata por qualquer motivo em Cassino Royale, a um verdadeiro agente secreto ao final desta nova aventura. Mas não se engane. Há mais elementos do Bond literário do que do Bond cinematográfico, então por mais que ele se aproxime do 007 que o grande público se acostumou tanto nas próximas aventuras, é de sua contraparte dos livros que Craig busca se espelhar. Quem rouba a cena também é Judi Dench, reprisando o papel de M, a chefe do MI-6 (e não M16, como insiste a legenda). O relacionamento dos dois personagens poderia ter sido melhor desenvolvido, mas o resultado final é bem satisfatório. Mathieu Almaric como o vilão Dominc Greene é o que mais deixa a desejar. O ator francês, elogiadíssimo como o personagem principal de O Escafandro e a Borboleta, cria um personagem caricato e cheio de tiques (a luta entre ele e Bond no final que o diga). Há também Jeffrey Wright como o agente da CIA, Felix Leiter, desenvolvendo seu personagem para um futura participação mais ativa nos filmes. E, no quesito Bondgirl, Gemma Arterton como a agente Strawberry Fields (ok, pode rir) até merecia mais tempo de tela, mas é Olga Kurylenko como Camille que realmente chama a atenção. Ian Fleming (o criador de Bond, pra quem não sabe) ficaria orgulhoso da personagem, a mais problemática das Bondgirls. A mais marcada, física e psicologicamente.

Quanto a falta de alguns elementos clássicos, por incrível que pareça, não incomoda. A essa altura todo mundo já sabe que Craig não diz “Bond, James Bond” e nem pede um Martini “Shaken, not Stirred”. Mas, se considerarmos Quantum a segunda metade de uma história, ele já se apresenta com a famosa frase ao final do filme anterior. Já sobre sua predileção pelo “batido e não mexido”, bem, ele nem sabe preparar um drink ainda. E o “gunbarrel”, aquela famosa introdução com 007 atirando em direção à camera ficou pro final, o que faz todo sentido do mundo, já que o “gunbarrel” de Quantum está no começo de Cassino.

Ao final de tudo, Quantum of Solace acaba sendo uma grata surpresa, principalmente pra quem for ao cinema sem a esperança de um filme melhor que Cassino Royale. Como já citado lá no começo da resenha, essa seria uma missão quase impossível pela escassez de boas histórias e também por ter sido o último livro de Ian Fleming a ser adaptado pro cinema.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Cassino Royale (2006)

Com o carro invisível de Um Novo Dia Para Morrer, a era de invenções tecnológicas malucas dos filmes de 007 chegava ao fim. Não só por isso. É bom explicar que a reinvenção do personagem em Cassino Royale não foi apenas porque a crítica especializada achou o filme anterior o cúmulo do absurdo. A verdade é que a Sony há anos tinha vontade de iniciar sua própria série com o agente britânico, pois detinha de alguns direitos adquiridos numa pendenga judicial de Kevin McClory e Ian Fleming, sobre a criação do personagem. Como a maior parte desses direitos estava nas mãos da MGM, distribuidora da série oficial de filme, a Sony simplesmente comprou o estúdio. Como a aceitação de Um Novo Dia... não foi boa, aproveitou para botar seus planos em ação, convencendo os produtores Michael Wilson e Barbara Broccoli a reiniciarem a franquia.

Cassino Royale foi Bond Back to Basics. Com um clima retrô misturado a gadgets modernas como celulares e notebooks, introduziu o verdadeiro 007 do século 21: Daniel Craig. Rústico, humanizado, cheio de falhas. A adaptação do primeiro livro escrito por Ian Fleming com o personagem foi a chance de adaptar o conceito de filme de origem ao agente secreto. Por mostrar como tudo começou, não fazia muito sentido na cabeça dos produtores, roteiristas e diretor que Bond fosse aquele mulherengo charmoso, de fala macia, que Pierce Brosnan tanto fez questão de interpretar nos filmes anteriores. A nova versão do personagem era mais próxima do que Fleming idealizara nos seus livros. Bond deixou de ser um agente secreto para se tornar mais um assassino. Ora, ele tem licença para matar, não é?

Uma das cenas mais emblemáticas da humanização do personagem foi a tortura que o vilão Le Chiffre submete a 007. Tirada quase que literalmente de sua versão original, a tortura envolve o quase esmagamento da genitália do herói. Violenta e brutal, é aliviada pelo senso de humor do protagonista frente a situação. Impagável a maneira que ele pede para que o vilão dê uma “coçadinha” nas suas partes baixas.


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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Um Novo Dia para Morrer (2002)

Os filmes de 007 sempre foram lembrados por seus gadgets, as bugigangas usadas pelo agente secreto para cumprir suas missões. Por mais absurdas que fossem, sempre aumentam o grau de diversão dos filmes.

Porém, em 2002, com 007 – Um Novo Dia para Morrer, os produtores pegaram pesado. Sendo o vigésimo filme de Bond, a produção tem um ar de homenagem, com inúmeras cenas fazendo referências aos 19 filmes anteriores. A mais célebre é a do personagem Q, interpretado por John Cleese, mostrando o novo Aston Martin do espião britânico. Aqui a lógica foi completamente mandada às favas e 007 ganha seu primeiro carro invisível. É isso mesmo. Carro invisível.

Exageros a parte, Um Novo Dia... não foi um fracasso de bilheteria, mas afundou em críticas pessimistas quanto ao futuro da franquia. Ou seja, graças a uma trama boba que servia de desculpa para efeitos especiais absurdos e gadgets surreais, quase que um filme comemorativo encerra de vez a carreira de Bond nos cinemas. Foi o último filme de Pierce Brosnan na pele do herói, assim como o fim de uma era. Um novo começo estaria prestes a surgir, 4 anos depois. Mas isso fica pro próximo post. Agora confiram a cena de perseguição do filme, com Bond usando toda a parafernalha do seu Aston Martin.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Permissão para Matar (1989)
Aqui é onde James Bond finalmente volta a ter um pouco de dignidade na telona, depois da fase galhofa de Roger Moore. Mas, os tempos eram outros e exatamente os motivos que fizeram de Cassino Royale um sucesso arrebatador em 2006, fizeram de Permissão para Matar um fracasso. Não de público, mas de crítica. Ninguém estava preparado para um 007 mais sério, movido pela vingança e violento. A interpretação de Timothy Dalton foi muito criticada, mas era o mais próximo do que o personagem é nos livros.

Dalton é um ator de formação Shakespeariana, ao contrário de Sean Connery (foi leiteiro e caminhoneiro), Roger Moore (oriundo da TV) e George Lazenby (modelo). Quando o papel de 007 lhe caiu no colo, sua exigência foi, conhecendo o personagem, que os filmes passassem a ser mais fiéis aos livros. Em sua primeira aventura (007 - Marcado para Morte), Dalton já mostrava nuances do que ele imaginava para Bond. Ele trouxe de volta o cigarro ao personagem, o deixou mais frio e calculista, mas o mais impressionante, conseguiu mesclar isso com o charme que Connery deu ao agente secreto, principalmente a partir de 007 contra Goldfinger.

Garantiu mais uma produção na pele de 007. Mas a mudança de um filme pra outro é tão drástica que provavelmente assustou os fãs quando foi lançado. A única sequência realmente "viagem" é a de pré-créditos, em que Bond "pesca" um avião. É uma cena emblemática, que representa tudo que Dalton não queria para o personagem, mas que os fãs se acostumaram tanto que precisaram de um filme extremamente centrado em bugigangas e palhaçadas mentirosas pra perceberem que o agente britânico é muito mais que isso. Mas isso fica pro próximo post. Enquanto isso, assistam a cena memorável de hoje, exatamente a pré-créditos de 007 - Permissão para Matar.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)

Ok, vamos sair da ordem cronológica. Quando Sean Connery saiu da franquia 007, George Lazenby acabou o substituindo, gerando um dos filmes mais controversos da cinessérie. Isso porquê, apesar de ser uma das poucas adaptações fiéis dos livros de Ian Fleming, A Serviço Secreto de Sua Majestade fracassou por não ter o astro que fez de James Bond uma febre nos anos 60.

O filme é excelente e Lazenby nem é um Bond ruim (a cena final é uma prova disso). Mas é que Connery era o rosto que todos queriam como 007. Voltou no filme seguinte, apenas para se despedir do papel mais uma vez, dando lugar a Roger Moore, que fez tanto sucesso quanto.

A cena a seguir é a pré-créditos (são quase sempre as mais memoráveis mesmo), mostrando o agente impedindo uma jovem de ser raptada (não com muito sucesso). O que a torna memorável é o que Bond diz quando a moça foge, deixando apenas seu sapato pra trás: "Isso nunca aconteceu com o outro cara". A frase é uma piada com Cinderella, mas também uma bela tirada de sarro com o próprio Lazenby, já que antes nenhuma mulher havia fugido de Connery.

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Mini Resenhas

Busca Implacável

A trilogia Bourne mudou mesmo a forma de se fazer um filme de ação. Até 007 entrou na onda da correria realista, edição fragmentada e visual videoclipe. Daí, não era difícil imaginar que mesmo filmes menores, menos pretensiosos, acabassem por adotar esse estilo. Se a moda era a “inovação” dos efeitos visuais de Matrix, a onda agora é a ação crua e brutal.

O mais recente exemplar a chegar aos cinemas é Busca Implacável, que traz Liam Neeson como um ex-agente secreto tentando resgatar a filha adolescente, seqüestrada em Paris. A jovem caiu nas mãos de uma rede de prostituição e os vilões vão ter de enfrentar toda a fúria do pai da moça, que quando entra em ação, não faz feio frente as peripécias de Jason Bourne.

A trama, um amálgama de Charles Bronson e Steven Seagal, é só uma desculpa pra perseguições, cenas de pancadaria e frases de efeito. Típico filme “pra macho”, Busca Implacável desempenha bem seu papel. Tem seus defeitos, como a caricatura do mundo adolescente e o discurso imperialista e machista do personagem de Neeson, mas não dava pra esperar nenhuma obra-prima de um filme com essa proposta.

As Duas Faces da Lei

Robert De Niro e Al Pacino são atores de uma mesma geração, que tiveram a sorte de participar de alguns dos mais importantes filmes já feitos em Hollywood. Taxi Driver, Serpico, O Poderoso Chefão, Touro Indomável, O Franco Atirador, Um Dia de Cão, Scarface... a lista é gigante. É então que surge a pergunta: O que aconteceu com esses dois gigantes da interpretação nos últimos 10 anos? Seus filmes mais recentes podem não ser produções completamente imbecis, mas estão longe, muito longe, do que ambos já fizeram pelo cinema.

A mais recente prova disso é As Duas Faces da Lei, que reúne os dois astros mais uma vez, a terceira, se contarmos O Poderoso Chefão – parte 2, em que os dois não contracenavam juntos e Fogo contra Fogo, filme de Michael Mann que redefiniu o gênero policial, mas que conta apenas com uma cena em que De Niro e Pacino trocam diálogos. Por finalmente colocar os atores juntos em tempo integral, o filme prometia ser muito mais do que realmente é.

A melhor definição da produção dirigida por Jon Avnet, o mesmo do já sofrível 88 Minutos (que tem temática muito semelhante à desse filme), protagonizado por Pacino, é “filme do Supercine”. Sabe aqueles policiais feitos direto pra DVD, com um roteiro ruim que dói e interpretações automáticas? Pois é. Nem a bagagem dos dois atores consegue salvar As Duas Faces da Lei, que tenta ser pretensioso com uma virada no final que já era anunciada desde os créditos iniciais.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - O Espião que me Amava (1977)

De Sean Connery vamos pular pra Roger Moore. O ator, muito popular como Bond, entregou uma interpretação bem própria, carregada de um humor cínico, tipicamente inglês. Seja visualmente ou em frases cortantes, essa característica ficou mais evidente a cada filme, com apenas uma exceção em 007 - Somente Para Seus Olhos, a interpretaão mais próxima que Moore chegou do James Bond dos livros de Ian Fleming.

Mas, vamos falar de O Espião que me Amava, filme que tira muito de seu roteiro de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. Apesar disso, O Espião... foi o filme da era Moore mais significativo, pois equilibra algumas boas doses de espionagem com o já citado humor. Além disso, tem uma Bondgirl russa, em plena Guerra Fria, que Bond acaba dominando no final.

A cena memorável a seguir já foi copiada inúmeras vezes em várias mídias: cinema, games, TV e por aí vai. Consiste em Bond fugindo de espiões russos de esqui. Até que ao chegar num desfiladeiro, salta e abre seu para-quedas patriota. Essa nasceu clássica. Confiram.

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Crítica: Trilogia O Poderoso Chefão - The Coppola Restoration (DVD)



Ainda me lembro das reprises de O Poderoso Chefão nas madrugadas. A primeira vez que se assiste um clássico como a saga da Família Corleone, acaba ficando marcada. A gente se lembra de detalhes que dependem da experiência. Por exemplo, o que mais me vinha à memória, tirando as cenas clássicas, eram como as cenas clássicas pareciam escuras. O único momento iluminado de que me lembrava era o casamento de Connie, no início do primeiro filme.

E, veio o DVD comemorativo, no início desta década, para desmistificar um pouco essa lembrança que muita gente tem de O Poderoso Chefão, graças a cópias em VHS que se deterioraram com o tempo. Mas, ainda não fazia jus à direção de fotografia exuberante de Gordon Willis.

Até que agora, finalmente, graças ao que há de mais moderno em restauração de películas e transferência digital, a trilogia é lançada aos novos formatos (DVD e Blu-Ray), com nova remasterização, supervisionada pelo diretor em pessoa, Francis Ford Coppola.

Como o “raio azul” ainda não chegou ao conforto da minha casa, essa resenha diz respeito a versão em DVD. E isso me deixa ainda mais confiante em dizer: O Poderoso Chefão – The Coppola Restoration é uma coleção indispensável. Pois se no disco de 8 Gigabytes a imagem é tão nítida, imagine na mídia azul de 25. Sério, ainda estou tentando descobrir como conseguiram chegar em tamanha qualidade, pois são filmes de 3 horas com duas faixas de áudio Dolby 5.1, mais uma faixa de comentários do diretor.

Vale destacar que a maior diferença em termos de imagem está mesmo na primeira parte da saga. E se existe uma sequência que resume isso é justamente a inicial. Enquanto no escritório de Don Vito (Marlon Brando), predominam o amarelo e o preto, no casamento de Connie as cores saltam aos olhos. A diferença é gritante em comparação com as cópias anteriores. Toda a cor que se perdeu com o tempo, está de volta, tal qual diretor e diretor de fotografia idealizaram em 1971. A maneira com que Gordon Willis trabalha com a cor preta pode ser finalmente contemplada. Reparem em como a cor é sólida, sem variações ou quadriculados (coisa rara em DVD). Existe uma granulação natural da película em cenas noturnas que só adiciona mais realismo à trama.

No segundo filme, destaco as cenas iniciais na Sicilia. São de uma plástica incrível. E no terceiro, a sequência do tiroteio do helicóptero, mais pelos efeitos sonoros que quase colocaram minha sala a baixo.

E por falar em som, a remasterização em 5.1 está impecável. Como é um filme voltado mais aos diálogos, a caixa frontal é muito bem usada, e nas cenas em que há multidões ou tiroteios, o surround não faz feio, adicionando profundidade e imersão total. A faixa dublada não é ruim, mas há uma perda considerável de qualidade em relação à original.

E há também um disco de bônus com 90 minutos de material falando da importância de O Poderoso Chefão para o cinema e para a cultura pop.

Assistir essa nova edição da trilogia é como assistir aos filmes pela primeira vez. E, se os detalhes que mais ficam na memória se devem à experiência proporcionada, desta vez estou com o filme todo na cabeça, cena por cena, diálogo por diálogo, tiro por tiro.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 Contra a Chantagem Atômica (1965)

Se o agente James Bond é famoso por seus apetrechos, com certeza se deve a esse filme, que estipulou um padrão que seria seguido e ampliado ao longo da série. Não que nos anteriores a Chantagem Atômica não houvessem as "gadgets", mas foi aqui que elas começaram a se tornar quase que personagens dos filmes.

Já na sequência pré-créditos, 007 usa uma jatinho estilo Rocketeer. É impagável. E reparem nos efeitos especiais, que renderam ao filme um Oscar nessa mesma categoria.

Como o Youtube bloqueou a divulgação deste vídeo em sites, clique aqui para assistir.
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Crítica: Missão Babilônia

Devemos desconfiar de filmes que prometem histórias inteligentes de ficção científica. Sério. Principalmente quando o diretor do filme, semanas antes da estréia, declara que odiou a versão final e pede pra que não assistam sua obra. É, dá mesmo pra desconfiar.

O filme em questão é Missão Babilônia, com Vin Diesel no papel de um mercenário que recebe a missão de escoltar uma jovem que pode ser a última esperança de uma humanidade em decadência, num futuro cyberpunk com influências dos quadrinhos franceses de Moebius e Enki Bilal. Tirando a última parte, a história lembrou Filhos da Esperança? Pois é, a premissa é a mesma, o final é parecidíssimo, mas tem um problema. Missão Babilônia é mais ou menos a versão do filme com Clive Owen se fosse dirigida por um adolescente da geração MTV.

Sério, a premissa do filme é mesmo boa. Mas o resultado final chega a ser constrangedor. Principalmente quando descobrimos que os planos de um dos personagens incluem implantar inteligência artificial em bebês. Pra quê? Nem Deus sabe!

O diretor, Mathieu Kassovitz, culpou a Fox por cortes e por interferências na produção. Mas, por mais que o estúdio seja famoso por essa prática, coisas como a citada acima estavam no roteiro, faziam parte de uma pretensiosa história de ficção científica, que no final afunda em sua vontade de ser “algo mais”.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

A partir de hoje até novembro (é, parece muito, mas é um sessão semanal :P), vamos revisitar alguma cenas memoráveis dos filmes de 007.

Tudo bem, a cinessérie do agente secreto nunca deixou nenhum diretor criar sequências inteligentes demais, sempre dando prioridade pras peripéciais do herói, mas existem momentos realmente dignos de figurar entre os melhores do cinema comercial.

Vejamos por exemplo, a cena que inicia esse especial: a primeira aparição de Ursula Andress em 007 Contra o Satânico Dr. No. A imagem da primeira Bondgirl saindo do mar com seu biquini branco e uma faca na cintura se tornou clássica e até hoje é reverenciada. Em 007 - Um Novo Dia Para Morrer, Halle Berry reprisa a cena quase que na íntegra (o filme faz referências a vários momentos clássicos dos 19 anteriores). Já em 007 - Cassino Royale, Daniel Craig protagoniza uma cena parecida num momento homoerótico já comentado pelo próprio ator, que se sentiu uma quase Bondgirl. E tem um clipe nacional da Ivete Sangalo que ela protagoniza várias cenas de filme e a de Dr. No está lá (antes que alguém passe a maldizer a referência, vi esta pérola na época que a MTV resolveu virar povão).



E não vamos deixar de mencionar: como primeira Bondgirl o nome da personagem já é bem marcante: Honey Rider. Entra pra lista de nomes que o Mike Myers adora parodiar em seus filmes como Austin Powers. Sério, ainda temos ao longo dos 21 filmes, Tiffany Case, Christmas Jones, Mary Goodnight e, pasmem, Pussy Galore. Essa rende uma Cena Memorável Bônus!
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Agora é oficial: ouça Another Way To Die na íntegra! E uma boa surpresa pros Bond-fãs brasileiros

O tema de Quantum of Solace por Jack White e Alicia Keys cai na net agora em versão integral. Confira aqui.

Tenho que confessar: essa música está tão dificil de engolir quanto Die Another Day de Madonna. O instrumental é até bacana, mas o vocal em dueto que tanto foi comentado (é a primeira vez num filme de Bond) é uma bagunça total.

Ontem, saiu em vários sites a declaração de Noel Gallagher do Oasis dizendo que os temas de 007 não devem ser compostos por americanos. Odeio admitir, porque não vou com a cara dos irmãos xaropes da música, mas Gallagher tem razão!

Quantum of Solace estréia em 7 de novembro. Tomara que o filme seja melhor que a música!

Continuando com 007: a Record estréia neste sábado a sessão Cine Avon James Bond. Todo sábado as 14h, um filme do agente secreto britânico mais famoso do mundo. Começa com 007 - O Espião Que Me Amava, longa que redefiniu Bond para uma nova audiência, e que eternizou Roger Moore no papel principal.
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Cenas Memoráveis - Especial Matrix

Matrix Revolutions (2003)

Pra encerrar o especial, a batalha final entre Neo e o Agente Smith. Ok, não saiu tão boa quanto realmente deveria ser, afinal os efeitos atrapalham um pouco. Há momentos em que parece aqueles videos de jogos do Playstation2. Mas ainda assim é uma bela sequência, com suas influências diretas de animes. É impossível não lembrar de Dragon Ball nas demonstrações absurdas de poder do Escolhido.



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Ouça sample de Another Way to Die, tema do novo filme de 007

Composta por Jack White, com vocais de Alicia Keys e de White, Another Way to Die segue a tradição das canções-tema dos filmes de 007. Mas, no sample que você confere aqui (ouça logo antes que saia do ar), parece que falta algo. As belas músicas como From Russia With Love, Goldfinger, Live and Let Die, entre outras, já não são feitas há muito tempo. Mesmo o tema de Cassino Royale, de Chris Cornell, não conseguia chegar aos pés do que foi feito por artistas como Matt Munro, Tom Jones, Shirley Bassey e Paul McCartney.

Talvez, quando a versão completa sair oficialmente, eu mude de idéia. Mas até agora, a música não me convenceu.

007-Quantum Of Solace estréia em 7 de novembro no Brasil.
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Cenas Memoráveis - Especial Matrix

Matrix Reloaded (2003)

Ok, as sequências não chegaram nem aos pés de tudo que o primeiro filme fez pelo cinema fantástico. Porém têm seus bons momentos, afinal os Wachovski sabem muito bem como montar uma cena de ação.

Em Reloaded há duas de tirar o fôlego. A luta de Neo contra vários agentes Smith e a perseguição na Freeway. Escolhi a segunda para postar aqui porque na minha humilde opinião é a mais cinematográfica, por ter sido mais "orgânica" e menos virtual. Isso porque a auto-estrada da cena teve de ser construída nos sets australianos. Isso mesmo. "Não podemos filmar numa freeway de verdade? Vamos construir uma!". Foi mais ou menos esse o pensamento dos irmãos e do produtor Joel Silver. Confira em duas partes abaixo.





Curiosidade: várias cenas, como as que se passam ainda no centro da cidade (parte 1 do video), foram dirigidas por James Mcteigue, diretor de segunda unidade, que anos depois levaria às telas a adaptação de V de Vingança. Atualmente, cuida de Ninja Assassin, também produzido pelo Wachovski.
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Confira o novo trailer de 007 - Quantum of Solace

A nova aventura do agente secreto mais famoso do cinema acaba de ganhar um novo trailer, desta vez com mais detalhes da história, que continua imediatamente após Cassino Royale. Confira.



Mais uma vez com Daniel Craig no papel principal, o filme ainda tem Olga Kurylenko, Mathieu Almaric, Gemma Arterton, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Anatole Taubman e outros. Marc Forster dirige.
Quantum of Solace chega aos cinemas em 7 de novembro.
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Mini-Resenha: Hellboy II - O Exército Dourado

Não é que o filme não mereça uma resenha completa. Eu que estou com preguiça mesmo! :P



Com o primeiro Hellboy, Guillermo Del Toro apresentou ao cinema a história do obscuro personagem idealizado por Mike Mignola. Um demônio criado por humanos e que dedica sua passagem na Terra a caça de monstros, figuras místicas ou qualquer que seja a forma sobrenatural que o mal resolveu tomar. Porém, no primeiro filme, apesar do grande esforço do diretor (o que inclui a participação do próprio Mignola como desenhista de produção, para garantir uma ambentação fiel), haviam certos aspectos que não agradaram nem aos fãs dos quadrinhos de onde surgiu o Hellboy (como o irritante personagem humano pra tentar amenizar as ações do personagem título), e nem aos fãs de Del Toro, que perceberam o quanto o cineasta estava "amarrado" e não pôde exercitar todo seu potencial criativo.


Pois bem, Del Toro realizou O Labirinto do Fauno e se firmou como um diretor visionário, autoral, artístico. Então, nada mais justo do que dar a ele total liberdade em Hellboy II, filme que chegou ao Brasil na última sexta-feira. E o resultado final é um espetáculo visual, uma prova de que o diretor mexicano tem um caminho brilhante por Holywood com suas inventivas formas de contar uma história. É bem parecido com o que a Warner fez com Christopher Nolan em Batman - O Cavaleiro das Trevas. Mas, enquanto no mundo do Homem-Morcego, a palavra é "realismo", em Hellboy, é justamente a fantasia que toma conta. Cenários grandiosos e um sem número de criaturas, que desta vez adquirem o visual típico de Del Toro, fazem desta adaptação uma verdadeira exposição da criatividade do diretor.


Na história, Hellboy (Ron Perlman) tem de impedir o príncipe Nuada (Luke Goss, o reaper de Blade II, também de Del Toro) de ativar o Exército Dourado, criado há muitos anos numa guerra entra o mundo mágico e os humanos. Para o vingativo príncipe, a nossa espécie está destruindo o mundo que as criaturas mágicas tanto lutaram para habitar. Há um tipo de mensagem ecológica nas entrelinhas, mas sem deixar o filme com cara de propaganda do Al Gore. No meio disso tudo, Abe Sapien, mais uma vez interpretado pelo mímico Doug Jones, se apaixona pela irmã dé Nuada, Nuala. Isso dá mais abertura ao personagem, além de render uma sequência engraçadíssima de Abe e Hellboy cantando uma música de Barry Manilow (!!!).

Destaques para a rápida aparição de John Hurt, como o Prof. Broom, e para a abertura em animação contando a história da guerra entre os humanos e as criaturas místicas. Só essa sequencia já mostra que Del Toro é mesmo a escolha ideal para levar O Hobbit às telas. Que venha logo 2012!
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Cenas Memoráveis - Especial Matrix

É isso aí, especial Trilogia Matrix. Por que? Porque eu quero! :P

The Matrix (1999)

O primeiro Matrix foi um marco para o cinema que conhecemos hoje. Trouxe coisas boas e coisas ruins e infelizmente, nos "filhotes" que gerou, as ruins se sobressaíram. É que não bastava copiar o efeito "bullet-time". Tinha que ter conteúdo, e isso, a história criada pelos Irmãos Wachovsky tinha de sobra. Tudo bem, é uma colagem de várias fontes diferentes: animês, literatura de ficção científica, quadrinhos, música, religião, filosofia e mais um sem número de inspirações. Mas isso não diminui a importância do filme.

A cena a seguir é a abertura de Matrix, com Trinity escapando dos Agentes. Por que essa sequência é memorável? Simples. Em menos de 5 minutos, o filme já diz a que veio, com uma perseguição de tirar o fôlego, uma prévia do que seria o efeito pelo qual se tornou famoso, cenas de lutas coreografadas brilhantemente e uma homenagem a "Um Corpo Que Cai" de Alfred Hitchcock. Não é pra qualquer um.

Uma curiosidade: para apresentar a proposta de Matrix aos executivos da Warner, os Wachovsky precisavam mostrar o que eles tinham em mente, e que provavelmente sem uma referência visual clara, garantiria um sonoro "NÃO!" a eles. Pra isso, chamaram dois desenhistas de quadrinhos (Geof Darrow e Steve Skroce) para criarem os storyboards de algumas cenas. Porém, como os irmãos vinham do mundo das comic books (eles roteirizavam gibis no começo dos anos 90), foram bem claros quanto ao estilo dos storyboards, geralmente apenas um guia para o diretor de fotografia. Eles queriam algo na linguagem dos quadrinhos, pois assim poderiam ser mais diretos na hora de explicar as cenas. Cada página realmente se encaixaria facilmente numa Graphic Novel, com traços perfeccionistas e até as típicas onomatopéias. E, era tão HQ que os irmãos proibiram a utilização de setas, comuns em storyboards pra indicarem movimento de câmera ou personagens.

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Queima-Filme: Ozzy Osbourne

Tá, o Ozzy teve o filme queimado quando concordou em mostrar sua família no programa The Osbournes e virou atração principal por sua postura de maior lesado da TV. Porém, na década de 80, o comedor de morcegos inventou de participar de um filme de terror chamado Trick or Treat, que no Brasil ganhou o título Heavy Metal do Horror.

Ozzy faz o papel de um pastor que aparece na TV pregando contra letras de rock. Não percam o visual Roberto Leal do rockeiro!

Além de Ozzy, Gene Simmons do KISS também participa do filme, como um radialista que tem papel fundamental na história. Pois é, como não bastasse queimar o filme de uma lenda do rock, queimou o de duas!

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Cenas Memoráveis - Jurassic Park

Bom, se uma coisa Spielberg sabe fazer é manter o suspense. Em Tubarão, o monstruoso animal aparece apenas no final do filme, mas mesmo assim, a cada pista que o espectador tem de que um ataque está prestes a acontecer, o sangue sobe, a tensão é criada. Em Jurassic Park, o diretor faz algo parecido com o Tiranossauro Rex. Durante boa parte do filme, nós somos apresentados apenas ao que o bichão é capaz de fazer, mas nunca ao dinossauro em si. Porém, na cena em que finalmente o T-Rex aparece, o impacto é tão grande que todo aquele suspense se justifica.

Além disso, a perfeição dos efeitos especiais ainda não foi superada, nem mesmo pelas continuações que o filme ganhou. Assim como Exterminador do Futuro 2, os efeitos do primeiro Jurassic Park não parecem datados em momento algum. O que, pela data em que ambos saíram, é impressionante.

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Crítica: Star Wars - Clone Wars

Quando resolveu fazer a nova trilogia da sua saga espacial, George Lucas sabia que teria de explicar o que foram as Guerras Clone, citadas no primeiro Star Wars, em 1977. Porém, como, na opinião do próprio diretor, a batalha não tinha nada de relevante para Anakin Skywalker, ela não ganhou, nos filmes, um grande espaço. Vemos seu início em Episódio II e seu desfecho em Episódio III, mas o que se passou entre os dois filmes ficou a cargo do universo expandido mostrar. Uma série em quadrinhos foi lançada e mais tarde, uma animação do Cartoon Network, que serviu de ponte entre os dois episódios de cinema. Agora, Lucas resolve mostrar mais um pouco da Guerra com a animação Clone Wars,que estreou nos cinemas semana retrasada. Na verdade o filme é o piloto de um seriado que chega na TV norte-americana neste setembro e no Brasil em janeiro do ano que vem.

Dito isso, é também interessante esclarecer que, embora tendo a televisão como mídia principal, a qualidade técnica da animação é superior a qualquer seriado do gênero. Porém, nem de longe parece ter sido feita pra cinema. Não vá esperando o primor da Pixar ou as texturas da Dreamworks. Por outro lado, o visual dos personagens, cartunesco ao extremo é um ponto mais do que positivo, principalmente para disfarçar certas “falhas”.

Quanto a história, bem, pode-se dizer que se mantém fiel ao espírito de aventura descompromissada que originou Star Wars no final da década de 70. Mas, com o teor dos temas voltado a um público bem mais jovem. Contudo, se serve de consolo, em momento algum, Clone Wars é ”infantilóide”. Não subestima a inteligência das crianças, e só isso já vale o preço do ingresso. Outra vantagem da história é mostrar certos aspectos sobre o clã dos Hutt, incluindo Jabba, que só haviam sido vistos por quem acompanha os livros ou HQs.

Mas, se o filme deixa a desejar, é justamente por não ser um “filme”. O final deixa ganchos para os episódios de TV, o que pode desagradar quem esperava ver mais um capítulo de Star Wars. Na verdade foi apenas o começo, uma bela jogada pra criar novos fãs, coisa que Lucas faz muito bem. Agora é esperar pra saber se teremos histórias dignas dos personagens e que consigam redimir os erros dos mais recentes episódios da saga.
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EA Games tira onda com usuário do Youtube e divulga novo game de golf

Tudo bem, os dois únicos games que já foram notícia nesse blog são de luta: Street Fighter e Mortal Kombat Vs. DC Universe. Mas, uma ação dessas não poderia passar em branco. A EA Games foi motivo de piada ano passado, por parte do usuário Levianator25 do Youtube, que postou um vídeo de um bug no game Tiger Woods PGA Tour 08. A falha em questão é que em determinado momento, o golfista anda sobre a água, dando origem ao que Levianator25 chamou de Jesus Shot.

Agora, para o lançamento da versão 2009 do game, a EA divulgou um video no mesmo site de vídeos que se aproveita da situação, colocando o próprio Tiger Woods andando na água com a frase no final: Não é um bug. Ele que é bom mesmo.

Não só o vídeo da desenvolvedora já tem o dobro de visualizações que a brincadeira que o originou, como é também uma prova cabal de que hoje, pra se ter sucesso, tem que estar ligado nas novas mídias. E saber usá-las muito bem.

Confiram o vídeo original aqui e a resposta da EA aqui.

Fonte: Brainstorm #9
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Cenas Memoráveis- Eu Sou a Lenda

E quem disse que o cinema recente não proporciona cenas memoráveis? (acho que foi eu mesmo, mas isso não importa)

Em Eu Sou a Lenda, Will Smith carrega a história nas costas com uma interpretação impressionante, com vários monólogos em que contracena apenas com manequins e um cachorro. Na cena a seguir, ele cai numa armadilha simples, mas eficiente. Seus inimigos entenderam a fixação do personagem em uma certa organização social criada para que ele próprio não enlouquecesse. Entendendo o background de protagonista, que vem da rígida disciplina militar, essa obsessão é bem plausível e ajuda a compreender suas motivações em achar uma cura para a doença que transformou humanos em criaturas noturnas.

Confiram.

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Queima-Filme: Shaquille O'Neal

O astro do basquete norte-americano resolveu se aventurar pelo cinema. O resultado foi "Steel", filme baseado num personagem da DC Comics que surgiu nas histórias do Superman. O herói se tornou popular a ponto da Warner querer produzir um longa-metragem.

Sem qualquer ligação com o mundo do Homem-de-Aço (ou seja, começou errado), o filme foi um fracasso de público e crítica. Também, pudera. Confiram as cenas em que O'Neill aparece trajando sua armadura. Veja o trailer dessa bomba. Se a curiosidade (mórbida) surgiu, no youtube o filme pode ser assistido na íntegra. Ou você pode esperar pelas reprises do SBT.

Nessa época a Warner ainda estava no mundo das adaptações do nível de Batman & Robin. Graças a Cavaleiro das Trevas, parece que o estúdio finalmente vai levar a sério os heróis da DC. Já estava na hora.
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Veja o final alternativo da segunda temporada de Heroes

O DVD/Blu-Ray com os episódios do Vol. 02 de Heroes será lançado em alguns dias, mas alguns extras caíram na net. Confira aqui o final alternativo da temporada e duas cenas deletadas.

O ano três, que deve dar ênfase aos vilões do seriado, estréia em setembro nos EUA.
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Cenas Memoráveis: Mad Max 2

O post de hoje é pra corrigir uma injustiça. Tivemos um especial de cenas de perseguição, mas não foi incluida a sequência final de Mad Max 2. Revisitando o filme, recentemente, fiquei me perguntando como diabos eu fui esquecer dessa cena! É perfeita, incrivelmente realista, ainda mais se levarmos em conta os mais de 25 anos do filme.

Mad Max 2 continua as aventuras do "cavaleiro solitário" interpretado por Mel Gibson, num futuro pós-apocalíptico. Essa perseguição foi homenageada num filme recente chamado Doomsday, no Brasil o título oficial é Juízo Final. Em breve uma resenha desta produção vai pintar aqui no blog ;)

Agora fiquem com a cena, dividida em dois vídeos.


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ATUALIZADO Morgan Freeman em estado grave após acidente de carro

Morgan Freeman, 71, que ganhou um Oscar em 2005 por sua atuação em "Menina de Ouro", ficou gravemente ferido em um acidente de carro em Mississippi (sul dos Estados Unidos), informaram meios de comunicação internacionais nesta segunda-feira (4).

Freeman foi levado em estado crítico para um hospital de Memphis, no Estado norte-americano de Tennessee, depois de o carro onde ele estava ter capotado várias vezes, segundo meios de comunicação locais e a rede de televisão CBS. O acidente ocorreu na noite de domingo (3).

Segundo a agência de notícia France Presse nos EUA, o canal News 3, de Memphis, afirmou que o ator estava acompanhado de uma mulher, que também foi internada no Regional Medical Center --também conhecido como The Med-- junto com Freeman. Segundo a porta-voz do hospital, Kathy Stringer, o estado do ator é "muito grave".

Freeman, nascido em 1º de junho de 1937, foi indicado ao Oscar três vezes além de sua vitória em 2005. A primeira indicação veio em 1988 com o filme "Street Smart".

Em 1990, ele foi indicado pelo filme "Conduzindo Miss Daisy" e, cinco anos depois, em 1995, Freeman recebeu mais uma indicação com "Um Sonho de Liberdade", no qual atua ao lado de Tim Robbins.

Atualmente o ator pode ser visto em Batman - O Cavaleiro das Trevas, fazendo o papel de Lucius Fox.

ATUALIZAÇÃO: Segundo o site The Clairon-Ledger, Freeman não corre risco de morte. Em entrevista ao site, Bill Luckett, parceiro de negócios do ator, disse te-lo visitado e que ele está bem. "Está em repouso com alguma fraturas, mas nada que ameace sua vida. Nada permanente. Ele está bem humorado, apesar de sofrer dores". O cineasta Paul Saltzman disse que Freeman quebrou um ombro e um braço e que a expectativa para recuperação é de 6 a 8 semanas.
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Queima-Filme: William Shatner

Imortalizado como o Capitão Kirk de Jornada nas Estrelas, William Shatner resolveu, quando do fim do seriado, alçar vôos mais altos quando investiu numa carreira musical.

Como não sabia cantar e precisava exercitar seus dotes de interpretação, gravou diversos sucessos da época apenas declamando as letras. Lucy in the Sky With Diamonds (procure no youtube) foi uma das pérolas, mas uma que até apresentação ao vivo acabou gerando foi Rocketman, sucesso de Elton John. Confira abaixo. E qualquer piada sobre o cigarrinho que ele está fumando é bem-vinda e bem apropriada! E assista até o final! Chega a ser constrangedor...

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Resenhas Rápidas

Me lembro de, uns dois meses atrás, nosso colaborador Mauro ter mencionado algo sobre mini-resenhas. Pois bem, vou me apropriar da idéia dele pra falar de dois filmes que assisti semana passada: Hancock e O Procurado.

Hancock

Este já estreou no Brasil há algum tempo, com Will Smith no papel do herói fanfarrão que não está nem aí pra como vai exibir seus poderes. A premissa é muito interessante. Afinal, em épocas atuais, quem imaginaria espaço para um herói politicamente incorreto que ameaça sodomizar os criminosos de uma maneira bem peculiar? E até os primeiros 40 minutos do longa, até que vai tudo bem. Mas, a segunda metade parte pra um sem fim de discursos piegas sobre como um herói deve se portar perante a sociedade e tudo mais. Mas o que realmente atrapalha é a explicação do porque Hancock é um ser tão mal humorado. Ele na verdade guarda um segredo que parece piada: rejeição. Mas é uma rejeição mostrada de uma forma boba, não aprofundada. Claro, uma pessoa que vive sozinha por quase um século teria tendências em ser tão rude, mas há inúmeras maneiras de se mostrar isso de forma eficiente e nenhuma delas está presente aqui.

No final, mais pieguice, que poderia não ser, com a mesma solução encontrada pelo personagem para continuar sua vida, mas o é, porque o cinema atual não permite que um filme termine sem uma mensagem bonitinha. Atrapalha também a mania do diretor de usar os maneirismos do produtor do filme, Michael Mann, com câmeras chacoalhando todo o tempo. Mann sabe fazer isso, não adianta querer copiar.

Hancock é apenas uma boa idéia e mesmo sendo divertido (pelo menos na primeira metade), não passa disso.

O Procurado

Já que as HQs de heróis estão sendo adaptadas a toque de caixa, porque não adaptar uma HQ de vilões. Escrita por Mark Millar, Wanted, nos quadrinhos, mostra Wesley Gibson, um típico perdedor que descobre ser filho de um dos maiores vilões do mundo e herdeiro de seu legado. O que o cinema Hollywoodiano fez? Transformou o pai do rapaz num assassino de uma agência que mata pessoas que precisam morrer para equilibrar a ordem natural do mundo. Claro, seria pesado demais se o personagem central de uma superprodução fosse um bandido sem escrúpulos. Dirigido por Timur Bekmambetov , o russo responsável por Guardiões da Noite, O Procurado é, de certa forma, um filme divertido, com suas cenas de ação mirabolantes (imagine uma mistura dos efeitos de Matrix com as cenas absurdas de Mandando Bala) e com Angelina Jolie num papel extremamente insinuante. Seria, inclusive, bem melhor se não levássemos em conta o material original. Claro que existem diferenças entre adaptação e transposição. Mas, como adaptação o filme peca justamente por não manter o espírito da HQ. Não que uniformes “colant” fazem falta, mas mesmo com mudanças necessárias para que a história se encaixe na linguagem cinematográfica, elas nunca devem atingir o núcleo da intenção original.

O filme acabou agradando nas bilheterias a ponto de já se falar sobre uma continuação. Ou seja, o vírus do politicamente correto que infectou Hollywood acabou atingindo o outro lado: o dos espectadores.
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Cenas Memoráveis: O Resgate do Soldado Ryan

Uma das sequências mais impactantes da história do cinema é a recriação da invasão da praia de Omaha, para o filme O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg. O longa começa com essa cena que revolucionou o gênero de guerra e gerou várias imitações, inclusive em outras mídias, como videogames e comerciais de TV.

Confira (mas, um aviso, a cena é bem violenta)

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Notícias do dia (hoje tem bastante!)

HQ entrega detalhes de Transformers 2

A editora IDW Publishing, que publica o gibi de Transformers, anunciou uma minissérie em cinco edições que servirá de ponte entre a história do primeiro filme e do segundo. A minissérie se chama Transformers: Destiny e o resumo que o escritor da HQ Chris Mowry entregou em entrevista à MTV já adianta: o vilão do segundo filme será mesmo Fallen.

Na mitologia da série, Fallen é um dos 13 Transformers criados no início dos tempos por Primus para ajudá-lo a derrotar Unicron. Sua função era manipular as forças primais da entropia, a evolução e a dissolução da ordem no universo como o presságio de uma nova criação. No embate entre os dois deuses, Fallen se voltou contra os seguidores de Primus e aliou-se a Unicron - daí seu nome, em tradução livre, "o caído", "o corrompido". Detalhe: numa aproximação do imaginário bíblico, em que os anjos caídos encontram morada no inferno, Fallen se caracteriza pela lataria perenemente consumida pelo fogo.

"Exploraremos o contexto que envolve The Fallen - o principal vilão do filme - e simultaneamente expandiremos a história 'Reign of Starscream' que já vinha se desenrolando, unindo tudo no próximo filme", explicou Mowry. "O próximo filme começa com uma tonelada de ação e obviamente haverá um monte de perguntas, então esperamos responder algumas delas previamente [com a minissérie]."

O arco Reino de Starscream que Mowry menciona - e que ocupa o gibi atualmente - está ligado ao primeiro longa (lembra-se que o Decepticon que se transforma em jato saiu voando ao fim do filme?). Com o fim de Megatron, Starscream se tornou o líder dos vilões na viagem de volta a Cybertron - tendo em seu poder informações que Frenzy, aquele robô-espião diminuto, roubou dos computadores do exército da Terra sobre o All Spark.

Mowry fala mais da minissérie: "Estamos tentando encaixar [na HQ] o máximo de personagens da continuação. Veremos o envolvimento do Sector 7 e como eles se tornaram um novo grupo em formação. O mesmo com novos personagens, vamos explicar como eles chegaram à Terra. Como o filme já começa com uma batalha gigantesca, as pessoas vão se perguntar de onde eles saíram".

A minissérie em quadrinhos sai nos EUA em dezembro. Enquanto isso, o roteirista Roberto Orci indica no fórum de mensagens do produtor Don Murphy que o teaser trailer do filme pode sair com Eagle Eye em 26 de setembro.

O segundo Transformers estréia em 26 de junho de 2009.

Veja o teaser de Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Saiu! E tem até Dumbledore com cara de Gandalf! Brincadeiras a parte, a prévia está bem sombria. Mais uma vez dirigido por David Yates, o filme entra em cartaz em 21 de novembro. Veja aqui o trailer.

Confira trailer de longa animado da Mulher-Maravilha

Continuando com os lançamentos da sua linha de animações voltadas para um público mais maduro, a DC/Warner liberaram uma prévia do filme The Wonder Woman. Confira.

Produtores tiram dúvidas sobre novo Robocop

Com Darren Aronofsky como o diretor do filme que reinicia a franquia RoboCop, os produtores Brad Fischer e Mike Medavoy tentam acabar com mal-entendidos.

Em entrevista à MTV, eles disseram que o filme será mesmo para adultos - provavelmente censura 18 anos nos EUA, segundo eles - e não será uma continuação. "Nenhum dos filmes anteriores será visto como cânone, na verdade", disse Fischer, que trabalha com a idéia de fazer com o policial do futuro algo similar a Batman Begins.

Medavoy, que trabalhou nos três primeiros, emenda: "Os temas das máquinas e da tecnologia, por exemplo, estão mais presentes hoje. O homem deixa de exercer certas coisas e deixa isso para suas criações e se afiança nelas. É um material bem provocativo. Temos pessoas hoje com todos os tipos diferentes de implantes mecânicos. Em que ponto essa pessoa deixa de ser um humano?".

Realmente, premissa interessante. Com Darren Aronofsky comandando, no entanto, corre-se o risco de algo cabeça demais. Resta saber qual será a liberdade criativa do diretor e se ele vai conseguir casar isso com elementos mais comerciais, como fez Christopher Nolan com o próprio Batman citado pelos produtores acima.

Veja prévia de The Spirit exibida na Comic-Con

É bootleg, mas tá na rede. Confira o vídeo que alem de outras coisas, privilegia as beldades do filme (alias, esse parece ser o mote de toda campanha publicitária do longa). Veja aqui.
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Jack White e Alicia Keys na trilha sonora de Quantum of Solace

Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Brocolli acabam de confirmar a parceria de Jack White e Alicia Keys na canção-tema de 007 - Quantum of Solace. A música, Another Way To Die é o primeiro dueto na história de 22 filmes do agente secreto.

Quantum chega aos cinemas em novembro, mas o álbum com a trilha será lançado em 28 de outubro.
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Crítica: Garotos Perdidos - A Tribo


Um dos filmes mais marcantes das inúmeras sessões da tarde da minha infância e adolescência foi Garotos Perdidos. Dirigida por Joel Schumacher, com Jason Patric, Corey Haim, Corey Feldman e Kiefer Sutherland como o líder de uma gangue de vampiros, a produção marcava por seu visual kitsch (“aperfeiçoado” pelo diretor em Batman & Robin) e por uma incomum abstração nas cenas que mostravam a lenta transformação do personagem principal em uma criatura da noite.

Durante anos, uma continuação desse clássico dos anos 80 foi cogitada mas nunca saía. Até quem em 2007, finalmente confirmaram: Lost Boys – The Tribe seria lançado em 2008. E o melhor, traria os dois Coreys do original, os atores mirins mais cogitados da “década perdida”. Ora, só isso já serviria para deixar um fã de Garotos Perdidos ansioso. Mas... começaram as notícias de teor duvidoso. Na direção, ao invés de alguém com, pelo menos alguns, maneirismos visuais pra substituir Schumacher, foi contrato um tal de P.J. Pesce. No currículo do desconhecido cineasta? A trash seqüência de Um Drink no Inferno. Pra piorar, o filme seria lançado direto pra DVD, o que geralmente significa “bomba a vista”.

Eis que, neste final de semana, foi lançado nos EUA, então, a esperada continuação. E o que dizer do resultado final? Como dito acima, Pesce dirigiu um filme de vampiros trash na sua carreira e, sabe Deus porquê, achou que Lost Boys deveria seguir a mesma cartilha. Já na sequência inicial temos cabeça decapitada, vísceras a mostra e uma praia de estúdio. É, isso mesmo... areia de verdade com fundo de chromakey para a paisagem marítima. A história mostra dois irmãos Chris (Ted Hildenbrink) e Nicole Emerson (Autumn Reeser) (compartilham o mesmo sobrenome dos irmãos do original, embora nenhuma relação seja mencionada) chegando a Luna Bay, cidade paraíso de surf, depois de terem perdido os pais num acidente de carro. Lá se encontram com Shane, famoso surfista que desapareceu anos atrás. Vivido por Angus Sutherland (meio-irmão de Kiefer), o rapaz é líder de uma gangue de vampiros-surfistas-jackass. Não, você não leu errado. A trupe é tão idiota que vivem se mutilando, simplesmente porque podem se regenerar. Adicione mais vísceras à mostra na lista de violência gratuita.

A história é quase um remake do original, mas com nenhuma das características que o fizeram um clássico. Incluindo a trilha sonora, que conta com as musicas mais equivocadas possíveis nos piores momentos. A única mais ou menos aceitável é o cover de Cry Little Sister, tema do primeiro, numa versão meio gótica.

Quanto às atuações, bem, vamos dizer que Sutherland é o que mais se esforça. Mas não convence. O único ponto positivo está em Corey Feldman reprisando o papel do caçador de vampiros Edgar Frog. É incrível como ele interpreta o personagem da mesma maneira que o fez em 1987. As mesmas manias absurdas, o olhar de paranóia, está tudo lá. E, realmente, ainda bem que sua participação não foi uma ponta de 5 minutos. Se não tivéssemos a presença de Feldman, esse filme não valeria em nada o que foi gasto na sua produção.

O pior acabou ficando pro final, já que depois dos créditos temos um gancho para uma continuação que simplesmente acaba com a graça do outro Corey, o Haim, que aparece como seu personagem Sam Emerson, transformado em vampiro, prestes a sair no braço com Feldman, por algum motivo que envolve a morte do outro irmão Frog, Alan.Se você, depois dessa resenha, for masoquista o suficiente pra assistir esse filme, repare nas referências ao primeiro. Principalmente na participação de Tom Capello como um mendigo tocando sax. É uma brincadeira muito sem graça com ele mesmo, já que no primeiro filme ele aparece cantando uma de suas músicas, numa performance parecida. A diferença aqui é que Capello está barrigudo e sem noção.

E pensar que durante a produção, os fãs chegaram a fazer petição online pra essa bomba ser lançado nos cinemas.
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Veja o primeiro trailer de X-Men Origins: Wolverine

O filme do baixinho invocado (que no cinema tem 1,90m) acaba de ganhar seu primeiro video. Exibido na Comic-Con neste final de semana, o trailer foi filmado por alguém que, claro, jogou na internet.

Confira abaixo. E repare nas participações de personagens célebres dos quadrinhos mutantes. E não menos importante: preste atenção no delírio dos espectadores quando aparece o Gambit!

X-Men Origins: Wolverine estréia em 1º de maio de 2009.

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Notícias do Dia

Red Sonja dá as caras na Comic Con


Quem resolveu aparecer em San Diego na convenção nerd mais cultuada dos EUA foi Robert Rodriguez para apresentar seu próximo projeto, a adaptação de Red Sonja para os cinemas. A personagem, criação de Robert E. Howard (o mesmo de Conan) já ganhou uma versão para as telonas nos anos 80, muito meia boca. Agora parece que a coisa é séria e pelo visual dos pôsteres (sim, Rodriguez já criou alguns com ajuda do Photoshop) podemos esperar um épico estilizado nos moldes de 300. Se mesmo assim você não se animar, lembre-se: a personagem será vivida por Rose McGowan (que por seu envolvimnto com Rodriguez, parece estar em todos os futuros projetos do diretor). Clique nas imagens para versões maiores.




Lembrando: o filme será apenas produzido por Rodriguez. A direção ficará a cargo de Douglas Aarniokosky, de Highlander: Endgame.

Veja vídeo de Punisher: War Zone mostrado na Comic Con

Com o primeiro trailer do filme ficou uma sensação de "hmm, sei, e...?". Sabe quando você termina de ver um trailer e não sabe exatamente o que esperar do filme? Pois é. Agora, um vídeo foi mostrado na Comic Con e... é sensacional. Violento, brutal, estilizado, exatamente como um filme do Justiceiro deve ser. Parece que a Marvel, desta vez, acertou com o personagem. Ou não, pode ser propaganda enganosa, vai saber. Assista abaixo (requer confirmação de dados).


Darren Aronofsky vai dirigir remake de Robocop

Com certeza uma notícia inusitada, mas que levanta possibilidades muito boas para um filme que, a um primeiro momento, não prometia grande coisa. Darren Aronofsky, diretor de Pi, Requiem para um Sonho e A Fonte da Vida foi confirmado pela MGM para comandar Robocop, O roteiro do filme ficou a cargo de David Self, de Estrada Para Perdição.

Especula-se também que o filme não descarte o original e se passe em Los Angeles, vinte anos depois, com a polícia reativando o projeto que deu origem ao primeiro Policial do Futuro. A estréia está prevista para 2010.

Veja o tracklist do novo Cd do Metallica

O novo álbum, Death Magnetic ainda não tem uma data de lançamento definida. Talvez saia em 22 de setembro, mas nada foi confirmado. Porém, ja podemos conferir o nome das faixas, com uma surpresa pros fãs. The Unforgiven III. Uma dica de que talvez a banda tenha voltado aos eixos? Vamos esperar. Confira abaixo o tracklist.

"That Was Just Your Life"
"The End of the Line"
"Broken, Beat & Scarred"
"The Day That Never Comes"
"All Nightmare Long" "Cyanide"
"The Unforgiven III"
"The Judas Kiss"
"Suicide & Redemption"
"My Apocalypse"

E, atenção: está acontecendo em San Diego a Comic-Con 2008. Como não tenho paciência pra ficar aqui postando cada novidade que pinta por lá, deixo esse serviço a cargo de gente mais competente. Pra saber as novidades da feira, veja no Omelete a cobertura completa.
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Cenas Memoráveis: A Vida de Brian (1974)

Ah, o humor do Monty Python... a cena memorável de hoje é o final de A Vida de Brian, um filme que tira sarro da história de Jesus! É, se você acha que politicamente incorreto numa comédia são piadinhas escatológicas, precisa rever seus conceitos.

O bacana da cena é a situação e a ação absurda do personagem. Completamente inesperada, a música que ele começa a cantar deve ser mais eficiente que qualquer livro de auto ajuda. Pra entrar no clima, veja a letra abaixo, depois da cena.



Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...
And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...
If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle - that's the thing.
And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...
For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.
So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath
Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.
And always look on the bright side of life...
Always look on the right side of life...
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life...
Always look on the bright side of life...
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life...
(I mean - what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing - you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life...
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Queima-Filme: Halle Berry/Mulher-Gato

Esse é um Queima-Filme duplo. Primeiro para a atriz Halle Berry, que sabe lá porque entrou nessa roubada. Depois de interpretar a Tempestade em X-Men 1 e 2, ela resolveu ir pra concorrente e protagonizar o filme da Mulher-Gato, dirigido pelo francês Pitof. A bomba foi tão grande que qualquer outra atriz teria enterrado a carreira com o papel. Para a sorte de Berry, ela tinha uma estueta do Oscar na estante, o que geralmente garante que o ator ou atriz façam um certo número de filmes e papéis constrangedores antes do total esquecimento.

Mas, como eu disse, esse post é duplo, já que o filme acabou queimando pra personagem Mulher-Gato que depois da interpretação memorável de Michelle Pfeifer, teve de encarar essa porcaria que a Warner resolveu levar pras telonas.

A sorte é que em momento algum o filme remete ao universo do Batman, que já estava devidamente comprometido graças a Batman & Robin. Incrível imaginar que um ano depois do lançamento de Mulher-Gato, a Warner tenha dado início a uma revolução com filmes de HQ com Batman Begins.

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Notícias do Dia

Cavaleiro das Trevas quebra recorde de Homem-Aranha 3

A continuação de Batman Begins fez bonito no final de semana. Além de ter um número absurdo de resenhas positivas, O Cavaleiro das Trevas arrecadou 155,34 milhões de dólares nos três primeiros dias de exibição. O valor foi 4,23 milhões maior que o de Homem-Aranha 3. A Warner espera alcançar os 200 milhões durante essa semana. Nada mal para um filme que custou 185 milhões. Esse resultado deve garantir uma continuação, com ou sem o diretor Christopher Nolan.

Veja o primeiro teaser de Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Não é lá grande coisa. Só o logo com o título do filme e a voz de Michael Chabon como Dumbledore dizendo: Mais uma vez devo lhe pedir que faça o impossível, Harry. Confira.

Um teaser com imagens deve ser lançado em 1º de agosto.

Novo filme de Sam Raimi tem primeira imagem

Parece que o diretor de Homem-Aranha resolveu mesmo voltar às origens de Evil Dead com o filme Drag Me To Hell. Na trama, Christine Brown (Alison Lohman) é uma ambiciosa agente de crédito em Los Angeles com um namorado charmoso, o professor Clay Dalton (Justin Long). Um dia chega ao banco a misteriosa Sra. Ganush (Lorna Raver) implorando pela extensão do financiamento de sua casa própria. Christine deve seguir seus instintos e dar uma chance à senhora? Ou negar o pedido para impressionar seu chefe, Sr. Jacks (David Paymer)? Christine vai na fé e escolhe a segunda opção, despejando a Sra. Ganush - que para recompensá-la joga uma maldição em Christine. Perseguida por um espírito do mal, ela busca a ajuda do vidente Rham Jas (Dileep Rao). Começa então um embate de feitiços contrários. O filme estréia em 29 de maio do ano que vem.

Nova imagem de Ninja Assassin está na rede

O filme de ninjas (como é legal noticiar isso) produzido pelos Wachovsky teve mais uma imagem divulgada. Confira o astro coreano Jung "Rain" Ji-hoon banhado de sangue ai do lado.

O roteiro co-assinado pelo quadrinista J. Michael Straczynski com Matthew Sand acompanha Raizo (Rain), um dos assassinos mais mortais do mundo. Tirado das ruas ainda garoto, ele foi transformado em um matador pelo Clã Ozunu, sociedade secreta cuja existência é considerada um mito. Mas assombrado pela execução sumária de um amigo pelo Clã, Raizo se rebela... E desaparece. Agora ele aguarda, preparando sua vingança com exatidão.

O elenco tem ainda Naomie Harris, Ben Miles, Rick Yune e o ícone japonês dos filmes de ninja dos anos 80 Sho Kosugi, como o cruel líder do clã. A estréia é prometida para o ano que vem. A direção é de James McTeigue (V de Vingança).

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Crítica: Batman - O Cavaleiro das Trevas

Na época das gravações de Batman Begins, em uma entrevista, Christian Bale, o ator que vive Batman na nova franquia, declarou que a renovação do personagem no cinema era a adaptação de Graphic Novels e não de Histórias em Quadrinhos. De forma alguma Bale ofendeu as HQs, mas resumiu o que ele, o diretor Christopher Nolan e todos os outros nomes envolvidos no projeto estavam fazendo. Com Batman Begins, os “filmes de quadrinhos” tinham um exemplar sólido, realista e que elevava o nível de como colocar um personagem assim nas telonas. Agora, com Batman – O Cavaleiro das Trevas, Nolan faz o que parecia impensável: algo muito melhor. O filme que estreou nesta ultima sexta é muito mais do que um filme de quadrinhos. É um filme. E se ele se encaixa em alguma gênero está mais para o drama policial, do qual fazem parte Fogo contra Fogo, Os Infiltrados e Os Intocáveis.

Enquanto os melhores filmes de quadrinhos até agora foram produções família com uma pitada de temática adulta, Batman – O Cavaleiro das Trevas é um filme adulto, com temática adulta. Não se engane. Embora os adolescentes de 15 anos ou as crianças de 10 irão adorar as incríveis cenas de ação, a produção irá agradar mesmo quem tem um pouco mais de experiência nas “coisas da vida”. Porque o Cavaleiro das Trevas é mais baseado no drama de um herói que arrisca perder tudo para prosseguir com sua jornada, do que em alegorias milionárias de efeitos especiais. Finalmente podemos dizer que temos um filme de HQ realmente sério. Que fala de esperança e de como sofremos quando a perdemos. Das consequências de se fazer o que é certo, ou do que achamos ser certo. Nisso, Batman tem até uma semelhança com George Bush, bem nítida quando vai a Hong Kong pegar o mafioso Lau e levá-lo a Gotham sob custódia. Ou quando vira uma espécie de Big Brother. Tudo em nome de sua cruzada para livrar sua cidade do mal.

E o mal desta vez vem representado pela figura anárquica do Coringa, interpretado de forma magistral por Heath Ledger, ator morto no início deste ano devido a uma overdose acidental de remédios. Suas ações absurdas e totalmente imprevisíves fazem deste um dos vilões mais marcantes dos últimos anos. A maneira como manipula os personagens com seus joguinhos, como coloca a cidade toda no limite, vai além de praticamente tudo que o Coringa já fez nos próprios quadrinhos. Talvez as duas caracterizações do vilão que mais se assemelham ao que Heath Ledger faz sejam as mostradas nas Graphic Novels A Piada Mortal e Asilo Arkham. E a escolha dos irmãos Nolan (Christopher co-roteirizou com seu irmão Jonathan) de não revelar a origem do personagem o torna ainda mais ameaçador. Imaginar se alguma das versões que ele conta em momentos distintos do filme é realmente verdadeira já é, por si só, um belo exercício de intimidação. É a interpretação definitiva do Coringa, sem dúvida.

Além do Palhaço do Crime, Batman tem de enfrentar também a máfia, agora sob o comando de Sal Maroni (Eric Roberts). Mas, ele não está sozinho. Ao seu lado estão o Tenente Jim Gordon (Gary Oldman) e Harvey Dent (Aaron Eckhart), o novo promotor público, o Cavaleiro Branco de Gotham. Dent é uma bela surpresa. Ele é, de certa forma, a espinha dorsal do filme. Não que o Homem-Morcego seja deixado para trás, mas o honesto promotor tem a história mais interessante, justamente por ser tão trágica. Todos sabemos que ele irá se tornar o Duas-Caras, mas as circunstancias dessa transformação são muito mais interessantes do que as mostradas nos quadrinhos. De sua ascenção a sua queda, sentimos pelo personagem uma espécie de compaixão, porque sabemos que ele simplesmente teve seu “dia ruim”. E isso o muda completamente. Não é só Ledger que entregou sua melhor performance. A honestidade que Aaron Eckhart traz para Dent quando de seus momentos como promotor é tamanha, que realmente acreditamos que ele possa mesmo fazer a diferença numa cidade tão corrupta. E a sede de vingança quando o personagem ressurge como Duas-Caras é intensa e também nos faz pensar se, nas situações vivenciadas por ele, agiríamos de forma diferente.

Ainda falando de coadjuvantes, Michael Caine e Morgan Freeman repetem de forma brilhante seus personagens do filme anterior, o mordomo Alfred e Lucius Fox, o CEO das Empresas Wayne, respectivamente. A ambos, foi dada uma importância ainda maior e melhores diálogos também. Desta vez o humor se encaixa de forma muito mais natural e realmente funciona como uma vávula de escape diante de tantos momentos dramáticos e sombrios a que somos apresentados. A adição de Maggie Gyllenhall ao elenco como Rachel Dawes também foi muito bem-vinda. Deu muito mais credibilidade a personagem, anteriormente interpretada por Katie Holmes.

O filme deixa um gancho fantástico ao final de suas quase 2 horas e meia. Não é o gancho que a maioria espera. Muitos vão até reclamar do final. Mas, tudo de encaixa de forma tão perfeita quando percebemos que a história toda leva ao que acontece. Todas as reviravoltas do filme, todo o plano bem orquestrado do Coringa leva ao trágico destino de um dos personagens principais, que poucos podiam imaginar que seria resolvido agora e não num futuro terceiro exemplar. A verdade é que se Nolan voltar a direção, as coisas vão ter um caminho diferente do que, quando ao final de Batman Begins, o Tenente Gordon olha para o herói com um sorriso de esperança. Gotham ficou com cicatrizes tão profundas quanto as que o Coringa tem no rosto. E que vão demorar muito para sarar.
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Notícias do Dia

Pôster de Star Trek revela alguns personagens



O filme, dirigido por J.J. Abrams, renova a franquia Jornada nas Estrelas e traz Chris Pine como o Capitão Kirk, Zachary Quinto como Spock e Eric Bana como o vilão Nero. Um novo pôster revela o visual dos três e de Zoe Saldana como Uhura, a chefe de comunicações da Enterprise. Confira.

Star Trek chega aos cinemas em 8 de maio de 2009.

Confira trailer do ano 3 de Heroes

Se o vídeo reflete o que podemos esperar para a nova temporada do seriado, pode ser que agora a "coisa vai", já que ano passado Heroes sofreu com um péssimo desenvolvimento de história. Veja abaixo o vídeo.


Heroes volta a TV norte-americana em 22 de setembro.

E já que o assunto é trailer de seriados, veja aqui a prévia do longa-metragem feito para TV de 24 horas, que irá servir de prelúdio para o ano 7. O filme vai ao ar em 23 de novembro e o seriado volta em janeiro.

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Trailer: Watchmen

Agora é a vez de Watchmen ganhar seu primeiro trailer. Junto com Exterminador do Futuro 4, é uma das atrações de prévias que irão acompanhar Batman - O Cavaleiro das Trevas a partir de amanhã. Mas, na internet você já pode assistir, clicando aqui.

Dirigido por Zack Snyder, Watchmen adapta a Graphic Novel de Alan Moore e Dave Gibbons que revolucionou os quadrinhos de super-heróis nos anos 80. Precisa dizer mais alguma coisa?
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Dando um tempinho de Batman: confira os trailers de Exterminador do Futuro 4 e The Spirit

O primeiro teaser de Terminator Salvation: The Future Begins caiu na rede. O filme traz Christian Bale (sim, o Batman) como John Connor na luta para salvar a humanidade das máquinas. A prévia deve acompanhar as cópias de O Cavaleiro das Trevas, que estréia nesta sexta. Veja abaixo. O filme chega aos cinemas em 22 de maio do ano que vem.

Outro que teve trailer divulgado foi The Spirit, adaptação do célebre personagem de Will Eisner com Frank Miller na direção. Controverso, Miller apagou qualquer traço da caracterização original do personagem e imprime sua própria visão. Pra saber se o resultado será satisfatório só em 25 de dezembro, quando o filme estréia nos cinemas norte-americanos. No Brasil, só em janeiro.

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Especial O Cavaleiro das Trevas - Papéis de Parede

Quer entrar no clima do novo filme do Batman? Visite nossa área de Wallpapers e enfeite seu desktop. São 8 papéis de parede que você só vai encontrar aqui (é sério!).

Clique e confira.
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Especial O Cavaleiro das Trevas - A Trilha Sonora

Quando Hans Zimmer e James Newton Howard foram anunciados como compositores da trilha de Batman Begins era difícil imaginar o que eles trariam para ajudar Christopher Nolan a contar sua história. Os dois são conhecidos por estilos bem distintos. Enquanto Zimmer é mais relacionado a filmes de ação, Howard se envolve em trabalhos mais introspectivos como drama ou suspense. O resultado foi uma trilha que equilibrava esses dois lados em faixas distintas. Ficava bem evidente que ambos desenvolveram em separado cada tema. Porém, em seu retorno ao universo do Homem-Morcego, os compositores puderam interagir e criaram uma trilha que se não for indicada a Oscar, será uma grande injustiça.

A primeira faixa, Why So Serious? é, como o nome sugere, o tema do Coringa. E se enquanto o filme não chega, temos apenas aquela impressão do caos como motivação do vilão, essa música corrobora ainda mais com isso. Imagine uma música do Nine Inch Nails, em sua fase mais pesada e criativa, interpretada por uma orquestra. Chega a ser perturbadora em determinados momentos. O tema do Batman vem em seguida com I’m Not A Hero, (uma pista sobre o tom do filme, talvez?), uma releitura de alguns temas de begins, porém com uma temática mais voltada para o drama. Harvey Two-Face é a terceira música e indispensável dizer que temos aqui o tema de Harvey Dent. Recheada de momentos de heroísmo e pompa, tem seus belos momentos dramáticos indicando a inclinação do personagem para sua enventual ruína.

Essas três faixas são as principais e as que apresentam o que iremos escutar durante todo o CD. O destaque, além do que já foi citado, fica para Like a Dog Chasing Cars, extremamente empolgante, com a intromissão inesperada do tema do Coringa (exatamente como o próprio personagem). Agent of Chaos e Introduce a Little Anarchy também são bons exemplos da interação Zimmer/Howard.

Para finalizar o álbum, A Dark Knight, com seus 16 minutos é uma suíte de temas, que termina de forma heróica. Mas não aquele heroísmo da marcha do Superman. Algo muito mais melancólico e introspectivo. Só ouvindo pra entender.

Uma coisa que não se vê muito em Hollywood ultimamente são filmes verdadeiramente imersivos. Que levam o espectador pra dentro daquele mundo mostrado na tela. Um dos fatores que ajudam essa experiência é a música incidental (Vangelis e sua composição para Blade Runner que o digam). Aliada a magnífica fotografia de Wally Pfister, a trilha criada em quatro mãos pelos dois compositores é mais que um detalhe técnico. É parte da arte de contar histórias.

Lista de Faixas:

1. Why So Serious?
2. I'm Not A Hero
3. Harvey Two-Face
4. Aggressive Expansion
5. Always A Catch
6. Blood On My Hands
7. A Little Push
8. Like A Dog Chasing Cars
9. I Am The Batman
10. And I Thought My Jokes Were Bad
11. Agent Of Chaos
12. Introduce A Little Anarchy
13. Watch The World Burn
14. A Dark Knight

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