Crítica: Rambo IV

Quando Rambo – Programado para Matar foi lançado, além de um filme de ação, era uma produção com uma mensagem relevante a passar. Um reflexo dos problemas e preconceitos pelos quais os veterandos do Vietnan viveram no final da década de 70 e início de 80. Sylvester Stallone era John Rambo, uma máquina de matar que buscava algum sossego, mas encontrava o inferno nas mãos de um xerife que via no ex-combatente a personificação da desordem. Sucesso de público, foram necessários apenas 3 anos para que um novo Rambo surgisse nos cinemas. O segundo filme, porém, já não é mais tão relevante e cai nas graças do público apenas como mais um blockbuster de ação. Mais tres anos e Rambo 3 coloca o herói no Afeganistão para ajudar os Mujaheddin a se libertarem dos russos. De novo, apenas ação. A única mensagem era que os russos estavam abusando do povo Afegão. O que anos mais tarde os EUA fariam ainda pior.

Agora, 20 anos depois, chega aos cinemas Rambo IV. O primeiro dirigido pelo próprio Stallone, que tenta mais uma vez retomar sua carreira como astro de ação. Sua primeira tentativa foi bem sucedida com Rocky Balboa, um filme extramente saudosista, com uma bela mensagem de superação baseada na própria carreira do ator/diretor/roteirista inserida no meio. Além de ter sido a prova que Stallone ainda “aguenta o tranco”. Mas não há tempo para saudosismo no novo Rambo a não ser pelas marcas registradas do herói, o arco-e-flecha, a faca e a capacidade de matar usando as mãos (sério... só as mãos) e pela cena final. Porém, nem por isso o novo filme traz os erros de seus dois antecessores. Há muito mais de Programado para Matar do que das continuações. Há uma mensagem, que por mais controversa é extremamente relevante aos dias atuais. A violência deve ser combatida com violência? Segundo Rambo, sim. Segundo os missionários que precisam ser resgatados por ele das mãos de soldados burmaneses, não. A discussão até lembra um pouco Tropa de Elite, com menos cérebro que o filme nacional, mas ainda assim, pertinente.

Uma outra semelhança com o primeiro filme é o contexto realista que Stallone insere o personagem. E ele faz questão de mostrar isso das mais variadas formas. No início, imagens reais em clima de documentário mostram a situação em Mianmar, o país que sofre com uma guerra civil de mais de 30 anos. A fotografia do longa é granulada, com pouca iluminação nas cenas noturnas e a câmera tremida para passar ao espectador a sensação de realismo. Além disso, a já citada discussão sobre o uso da não-violência para conter a violência pregada pelo grupo de missionários. Embora em uma das batalhas Rambo escape de uma explosão nuclear, essa opção pelo verossímil é até bem-vinda, mesmo que contraditória na cena descrita acima, meio fora de contexto. Mas, como para a geração Playstation, não bastam mensagens, têm de haver pirotecnias, é compreensível que Stallone opte por alguns exageros. Nas cenas de ação é como se o Rambo do primeiro filme fosse inserido nos cenários de guerra do segundo e do terceiro. O exemplo mais claro disso é o que aparece nos inúmeros trailers. O personagem atirando com uma metralhadora .50 em soldados, cortando-os ao meio e os explodindo (dependendo da distância). Violência extrema? Pode ser, mas está lá pra cumprir seu propósito. Mesmo que controverso.

A verdade é que o filme encerra, não com a mesma competência que Rocky Balboa, é verdade, uma série de sucesso que teve seus altos e baixos nos exemplares da franquia. Não é tão emocionante como o pugilista das ruas criado por Sly, mas, por trazer de volta o personagem às suas raízes e, finalmente, sugerir um destino definitivo a ele, Stallone mostra que ainda é capaz não apenas de enfrentar um exército sozinho, mas de agradar platéias que o seguiram por anos com seus mais memoráveis personagens. E os fãs ainda esperam uma continuação para Cobra. Será que vinga?

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Confira agora o trailer completo de Homem de Ferro

 

A Paramount divulgou agora a noite a prévia final da adaptação do herói da Marvel. Confira nos links em alta definição ou abaixo no Youtube.

1080p | 720p | 480p

O filme estréia em 2 de maio e tem Robert Downey Jr. no papel principal, além de Terrence Howard, Gwyneth Paltrow e Jeff Bridges. A direção ficou a cargo de Jon Favreau.

Homem de Ferro promete ser um dos grandes filmes do ano. O que começou com uma produção "menor", já que o filme tem o dinheiro da Marvel e não de um grande estúdio, acabou tendo ares de blockbuster nas mãos do diretor. Mas, trailer é assim mesmo. Vende muito bem o produto. Resta saber se é tudo isso que os vídeos mostram. Para o bem da Marvel, é bom que seja.

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Liga da Justiça - Agora vai?

 

Com o fim da greve dos roteiristas, a Warner parece ter desengavetado de vez o projeto do filme do supergrupo de heróis. Com alguns astros já contratados desde dezembro, o diretor George Miller continua em sua base na Austrália desenvolvendo a produção.

Os roteiristas Kieran and Michele Mulroney estão em fase de polimento do roteiro, esperado para voltar às mãos do estúdio em algumas semanas. A Warner mantém contato com o elenco, pedindo para que os atores continuem seu treinamento e preparação para seus papéis de super-heróis.

Adam Brody será o Flash, enquanto o rapper Common viverá o Lanterna Verde John Stewart. Armie Hammer Jr. será o Batman e Megan Gale, a Mulher-Maravilha.

Segundo a Variety, Liga da Justiça é a maior prioridade da Warner e a data da estréia continua marcada para 2009. Será que vai dar tempo?

A grande verdade é que um filme desse exige uma grande produção. Ser for feito às pressas, com alguma sorte teremos um filme do nível de X-Men 3 (reiterando, com alguma sorte!). De certa forma, essa adaptação ja nasceu errada com a decisão de não usar nem Christian Bale ou Brendon Routh para reprisarem seus papéis de Batman e Superman, respectivamente, criando assim o que seria uma nova franquia que não se passa no mesmo "mundo" dos filmes dos dois ícones da DC.

Aos fãs, resta a esperança de que o filme seja, pelo menos, tão bom quanto o desenho animado, o que convenhamos, não será nada fácil.

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Veja os ganhadores do Oscar 2008

 

Sem muitas surpresas na entrega do prêmio da Academia neste ano. O filme Onde os Fracos Não Tem Vez, dos irmãos Coen, faturou 4 das 8 estatuetas a que estava indicado. Sangue Negro, que era um dos favoritos ficou com um prêmio técnico e com o que também já era esperado: Melhor Ator para a incrível interpretação de Daniel Day-Lewis.

Para os fãs da franquia Bourne, a boa notícia é que o filme abocanhou todos os prêmios em que concorria. Tudo bem, categorias técnicas, mas é um tipo de produção difícil de entrar na premiação, então essa boa recepção da Academia está até de bom tamanho (e com a confirmação de que o quarto filme está em andamento, a Universal deve estar pulando de alegria).

Quem esperava Ratatouille levando todas se decepcionou. As aventuras do ratinho cozinheiro acabou ficando mesmo com a estueta para Melhor Animação (ganhar de Persépolis é até meio injusto, mas os executivos da Disney/Pixar agradecem).

No mais, foi um Oscar bem equilibrado. Sweeney Todd levou um merecidíssimo prêmio de Direção de Arte e Juno o igualmente merecido prêmio pelo Roteiro Original.

Confira abaixo a lista completa.

Melhor Filme

  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Desejo e Reparação
  • Juno
  • Conduta de Risco
  • Sangue Negro

Melhor Direção

  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Juno
  • Conduta de Risco
  • Sangue Negro

Melhor Ator

  • Daniel Day-Lewis - Sangue Negro
  • George Clooney - Conduta de Risco
  • Johnny Depp - Sweeney Todd
  • Tommy Lee Jones - No Vale das Sombras
  • Viggo Mortensen - Senhores do Crime

Melhor Atriz

  • Marion Cotillard - Piaf Um Hino ao Amor
  • Cate Blanchett - Elizabeth: A Era de Ouro
  • Julie Christie - Longe Dela
  • Laura Linney - The Savages
  • Ellen Page - Juno

Melhor Ator Coadjuvante

  • Javier Bardem - Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Casey Affleck - O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
  • Philip Seymour Hoffman - Jogos do Poder
  • Hal Holbrook - Na Natureza Selvagem
  • Tom Wilkinson - Conduta de Risco

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Tilda Swinton - Conduta de Risco
  • Cate Blanchett - I'm Not There
  • Ruby Dee - O Gângster
  • Saoirse Ronan - Desejo e Reparação
  • Amy Ryan - Gone Baby Gone

Melhor Animação Longa-Metragem

  • Ratatouille
  • Persepolis
  • Tá Dando Onda

Melhor Roteiro Adaptado

  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Desejo e Reparação
  • Longe Dela
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Sangue Negro

Melhor Roteiro Original

  • Juno
  • Lars and the Real Girl
  • Conduta de Risco
  • Ratatouille
  • The Savages

Melhor Direção de Arte

  • Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
  • O Gângster
  • Desejo e Reparação
  • A Bússola de Ouro
  • Sangue Negro

Melhor Fotografia

  • Sangue Negro
  • O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
  • Desejo e Reparação
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Figurino

  • Elizabeth: A Era de Ouro
  • Across the Universe
  • Desejo e Reparação
  • Piaf Um Hino ao Amor
  • Sweeney Todd

Melhor Filme Estrangeiro

  • The Counterfeiters - Áustria
  • Beaufort - Israel
  • Katyn - Polônia
  • Mongol - Cazaquistão
  • 12 - Rússia

Melhor Documentário

  • Taxi to the Dark Side
  • No End in Sight
  • Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience
  • Sicko
  • War/Dance

Melhor Documentário Curta-Metragem

  • Freeheld
  • La Corona
  • Salim Baba
  • Sari's Mother

Melhor Montagem

  • O Ultimato Bourne
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Na Natureza Selvagem
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sangue Negro

Melhor Maquiagem

  • Piaf - Um Hino ao Amor
  • Norbit
  • Piratas do Caribe: No Fim do Mundo

Trilha Sonora Original

  • Desejo e Reparação
  • O Caçador de Pipas
  • Conduta de Risco
  • Ratatouille
  • Os Indomáveis

Melhor Canção Original

  • "Falling Slowly" - Once
  • "Happy Working Song" - Encantada
  • "Raise It Up" - O Som do Coração
  • "So Close" - Encantada
  • "That's How You Know" - Encantada

Melhor Curta Animado

  • Peter & the Wolf
  • I Met the Walrus
  • Madame Tutli-Putli
  • My Love

Melhor Curta Live-Action

  • Le Mozart des Pickpockets
  • At Night
  • Il Supplente
  • Tanghi Argent-i
  • The Tonto Woman

Melhor Edição de Som

  • O Ultimato Bourne
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Ratatouille
  • Sangue Negro
  • Transformers

Melhor Mixagem de Som

  • O Ultimato Bourne
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Ratatouille
  • Os Indomáveis
  • Transformers

Efeitos Especiais

  • A Bússola de Ouro
  • Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
  • Transformers

Agora fica aqui meu registro de descontentamento com a completa falta de respeito da Rede Globo para com seus espectadores. Começar a transmissão da entrega do Oscar 1 hora depois do início da festa é uma tremenda sacanagem. Quem queria ver os prêmios serem entregues perdeu Melhor Animação, Figurino, Direção de arte... a lista é longa. Engraçado é que pra transmitir o desfile das escolas de samba do Rio, a emissora colocou o Big Brother as 19h. Porque não mostra o mesmo respeito aos espectadores mais seletos que gostam de assistir ao Oscar?

Além de tudo, somos obrigados a aguentar os comentários ridículos de José Wilker. Exagero? Então leia a transcrição de uma de suas pérolas:

Após a entrega dos dois prêmio relacionados à edição e mixagem de som ao filme Ultimato Bourne, Wilker solta: "depois desses prêmios podemos chegar a conclusão que Ultimato Bourne é um filme do barulho..." (será que é ele que escreve os textos do narrador da Sessão da Tarde?). Isso depois de fazer pouco caso da produção, como se um blockbuster não pudesse ser um bom filme. Bem, depois de confessar que A Noviça Rebelde é seu filme preferido não dá pra esperar muito mesmo.

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Veja os "vencedores" do Framboesa de Ouro 2008

 

O Oscar começa daqui a pouco para eleger os melhores do cinema no último ano. Mas, se você tem a curiosidade mórbida de saber quem foram os piores, veja abaixo a lista dos contemplados com o Troféu Framboesa de Ouro.

Eu Sei Quem me Matou, terror em que Lindsay Lohan é uma stripper, líder em indicações, faturou quase tudo! Inclusive pior filme de terror. E o páreo estava dificil, nessa categoria a concorrência vinha forte com Hannibal - A Origem do Mal. Eu sei... levou oito das nove indicações que tinha, batendo o recorde histórico do prêmio! Incrível.

Também saiu queimado Eddie Murphy, que concorria nas oito categorias. Ele acabou levando três: Pior Ator, Pior Ator Coadjuvante e Pior Atriz Coadjuvante, culpa dos vários papéis que interpreta no execrável Norbit

Confira a lista completa - vencedores em negrito:

Pior Filme

  • Eu Sei Quem me Matou
  • Bratz
  • Acampamento do Papai
  • Eu os Declaro Marido e... Larry!
  • Norbit

Pior Ator

  • Eddie Murphy (no papel de Norbit em Norbit)
  • Nicolas Cage (Motoqueiro Fantasma, A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos e O Vidente)
  • Jim Carrey (O Número 23)
  • Cuba Gooding, Jr. (Acampamento do Papai e Norbit)
  • Adam Sandler (Eu os Declaro Marido e... Larry!)

Pior Atriz

  • Lindsay Lohan como Aubrey (Eu Sei Quem me Matou)
  • Lindsay Lohan como Dakota (Eu Sei Quem me Matou)
  • Jessica Alba (Awake, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado e Maldita Sorte)
  • Logan Browning, Janel Parrish, Nathalia Ramos & Skyler Shaye - Pelo preço de uma! (Bratz)
  • Elisha Cuthbert (Captivity)
  • Diane Keaton (Minha Mãe Quer Que Eu Case)

Pior Ator Coadjuvante

  • Eddie Murphy como Sr. Wong (Norbit)
  • Orlando Bloom (Piratas do Cocô-ribe: No Fim da Inteligência)
  • Kevin James (Eu os Declaro Marido e... Larry!)
  • Rob Schneider (Eu os Declaro Marido e... Larry!)
  • Jon Voight (Bratz, A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos, September Dawn e Transformers

Pior Atriz Coadjuvante

  • Eddie Murphy como Rasputia (Norbit)
  • Jessica Biel (Eu os Declaro Marido e... Larry! e O Vidente)
  • Carmen Electra (Deu a Louca em Hollywood)
  • Julia Ormond (Eu Sei Quem me Matou)
  • Nicolette Sheridan (Operação Limpeza)

Pior Par

  • Lindsay Lohan & Lindsay Lohan como a Yang do seu próprio Yin (Eu Sei Quem me Matou)
  • Jessica Alba & Hayden Christensen (Awake)
    ou Dane Cook (Maldita Sorte)
    ou Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado)
  • Qualquer combinação de dois personagens descerebrados (Bratz)
  • Eddie Murphy como Norbit & Eddie Murphy como Sr. Wong
    ou Eddie Murphy como Rasputia (Norbit)
  • Adam Sandler & Kevin James
    ou Jessica Biel (Eu os Declaro Marido e... Larry!)

Pior Refilmagem ou Cópia

  • Eu Sei Quem me Matou (cópia de Hostel, Jogos Mortais e The Patty Duke Show - comédia familiar de 1963)
  • Uma Casa de Pernas Para o Ar (Refilmagem/Cópia de Lar, Meu Tormento, de 1948)
  • Bratz (Uma paródia de si mesmo!)
  • Deu a Louca em Hollywood (Paródia de todos os filmes que parodia)
  • Who's Your Caddy? (Cópia de Clube dos Pilantras)

Pior Prelúdio ou Seqüência

  • Acampamento do Papai
  • Aliens Vs Predador 2
  • A volta do Todo Poderoso
  • Hannibal - A Origem do Mal
  • O Albergue: Parte II

Pior Diretor

  • Chris Siverston (Eu Sei Quem me Matou)
  • Dennis Dugan (Eu os Declaro Marido e... Larry!)
  • Roland Joffe (Captivity)
  • Brian Robbins (Norbit)
  • Fred Savage (Acampamento do Papai)

Pior Roteiro

  • Eu Sei Quem me Matou (escrito por Jeffrey Hammond)
  • Acampamento do Papai (Roteiro de Geoff Rodkey e David J. Stem & David N. Weiss)
  • Deu a Louca em Hollywood (escrito por Jason Friedberg & Aaron Seltzer)
  • Eu os Declaro Marido e... Larry! (escrito por Barry Fanaro e Alexander Payne & Jim Taylor)
  • Norbit (roteiro de Eddie Murphy & Charles Murphy e Jay Sherick & David Ronn)

Pior Desculpa para um Filme de Terror (Nova categoria)

  • Eu Sei Quem me Matou
  • Aliens Vs Predador 2
  • Captivity
  • Hannibal - A Origem do Mal
  • O Albergue: Parte II

Amanhã confira os vencedores do Oscar aqui no Re-enter.

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Resenha: Lenny Kravitz – It’s Time for A Love Revolution

 

http://www.edonis.fr/wp-content/uploads/2007/10/lennykravitz_cover_20081.jpgQuando veio ao Brasil para o Live Earth, Lenny Kravitz aproveitou para se isolar em uma fazenda e gravar seu novo album, o recém-lançado It’s Time for A Love Revolution. Mas o que a nova investida do artista tem de novo? Sinceramente? Nada. E isso é mais do que necessário para fazer desse, um dos melhores trabalhos de Kravitz.

Seu som sempre foi ultrapassado, buscando nas raízes dos anos 70, ritmo, riffs e temas. E exatamente por isso “It’s Time...” é tão bom. Como em seus primeiros álbuns, Lenny está mais afiado do que nunca nessa busca por um som datado. Seu mais bem sucedido lançamento, o CD “5”, foi o começo de uma fase mais pop que chegou ao auge com “Baptism”, não por acaso um CD fraco. Tentativas frustradas de “inovação” como a parceria com Jay-Z provavelmente levaram Kravitz a um retorno ao que ele realmente sabe fazer: rock sem frescuras.

Em “It’s Time...”, como de costume, o músico gravou sozinho todos os instrumentos, o que rende um som mais intimista, principalmente num álbum em que o tema central é o amor. Todas as músicas refletem isso, de uma maneira que só Prince havia feito até agora. Letras que parecem ter saido de algum blues inspirado, melodias que refletem de Queen (a faixa A Long and Sad Goodbye parece até homenagem a Bryan May) a Black Crowes (impossível não se lembrar da banda ao ouvir If You Want It), “It’s Time...” vale ser escutado várias vezes, nem que seja para ficar procurando as inspirações de Lenny.

Mas nem tudo são elogios. Mais uma vez, seu primeiro single não faz justiça ao álbum e a faixa I’ll Be Wating é provavelmente a mais fraca. Não representa o peso das canções mais “hard” e nem as outras belíssimas baladas contidas no CD.

Numa época em que a música não tem mais aquele feeling ou originalidade de antigamente, é até irônico que um artista consiga criar boas canções exatamente por não ser original. Mas esse tipo de coisa é pra quem pode, e não pra quem quer.

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É OFICIAL: Guitar Hero Aerosmith!!

Depois de Street Fighter IV, só uma notícia dessas poderia me deixar mais feliz!

Abaixo, a notícia tirada do site Geek:

A Activision revelou que o próximo título a ser lançado para a série de jogos rítmicos Guitar Hero será dedicado ao sucesso da banda Aerosmith.

Segundo o site TG Daily, o game terá cerca de 30 músicas, cobrindo os mais de 30 anos de história do conjunto, uma das bandas de rock americanas de maior sucesso, com o recorde de vendas na história da música, um total de mais de 66,5 milhões de álbuns apenas nos Estados Unidos.

Em um anúncio da BestBuy, é mencionado que "Guitar Hero: Aerosmith" colocará o jogador na pele de todos os membros da banda, incluindo o cantor Steven Tyler e o baterista Joey Kramer.

A informação, notada pelo site Joystiq, abriu margem para rumores de que periféricos como bateria e microfone podem estar presentes, recurso até então existente apenas no concorrente Rock Band.

"Guitar Hero: Aerosmith" será lançado em junho de 2008 (possivelmente no dia 29) para os videogames PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox 360 e Wii.

Imagem do jogo, com o fundo da turnê Nine Lives!!

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Street Fighter IV: novo personagem revelado

Essa é relativamente velha, mas não tem problema...

Nessa semana aconteceu no Japão a AOU, uma convenção de games. Neste evento, a Capcom montou um estande exclusivo para o jogo ainda em estágio de produção Street Fighter IV, a ser lançado 9 anos depois do último jogo da série (Street Fighter III - Third Strike).

No estande estavam disponíveis máquinas de arcade com o jogo para que os visitantes pudessem experimentar uma partida escolhendo entre um dos 8 personagens clássicos de Street Fighter II (Ryu, Ken, E.Honda, Dhalsim, Chun-Li, Guile, Zangief e Blanka) além de dois novos personagens: a já anteriormente anunciada C. Viper e outro que só foi revelado pouco antes do evento: Abel.

C. Viper, ou Crimson Viper, é uma lutadora norte-americana (mais um americano na série...) com design bem contemporâneo que se utiliza de uma roupa cheia de tecnologia para desferir seus golpes especiais que usam fogo e eletricidade. Já Abel é um grandalhão que apresenta um estilo de luta misto que lembra os de lutadores de torneios MMA (ou "vale-tudo"), e é francês (os jogadores franceses devem estar se sentindo melhor agora, já que o único personagem francês anterior era o infame Remy, de SFIII).

Agora confira as originais sinopses oficiais destes dois personagens: Crimson Viper é "misteriosa" e "pouco se sabe sobre ela" e Abel sofre de amnésia e "busca pelo seu passado, que pode estar ligado à Shadaloo" (organização criminosa do chefão M. Bison). Palmas para a Capcom pela criatividade sem tamanho... Alguém lembra aí da história da Cammy, por exemplo?

Outra novidade é que o game na versão arcade está previsto para ser lançado no meio do ano no Japão. Mais personagens ainda serão revelados até lá.

Agora as artes oficiais dos dois novatos:



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Crítica: Sweeney Todd

Não é que Johnny Depp seja um ator esquisito a ponto de se encaixar tão bem nos personagens de Tim Burton. O segredo é que Depp é simplesmente um excelente ator. Com toda sua versatilidade, ele sabe exatamente o que o diretor e amigo quer. Burton gosta de personagens trágicos, sombrios e freaks. O ator então adapta o arquétipo a sua interpretação e brinda os espectadores sempre com uma atuação perfeita. Em Sweeney Todd, sua mais recente parceria com o diretor de Edward Mãos de Tesoura, não é diferente.

Pra início de conversa, o filme é um musical. Provavelmente, caro internauta, você torceu o nariz. O público brasileiro não é muito acostumado a esse gênero, o que rende comentarios interessantes no cinema como: “coisa chata, esse filme... só tem música!”. Mas, embora muito se tenha reclamado, a adaptação da peça de Stephen Sondheim não chega a ser enfadonha como se imagina. Talvez, exatamente pela direção de Burton e pela interpretação de Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, entre outros, Sweeney Todd seja essa boa surpresa.

A história mostra o barbeiro Benjamim Barker (Depp), retornando a Londres após ser injustamente condenado a prisão pelo Juiz Turpin (Rickman). A condenação veio porque o magistrado se apaixona pela esposa do barbeiro. A moça é levada à desgraça e sua filha é adotada por Turpin. Para se vingar, Barker adota o nome de Sweeney Todd e monta sua barbearia em seu antigo endereço, onde tambem funciona uma loja de tortas comandada pela Srta. Lovett (Bonhan Carter). Todd então resolve matar seus algozes e se une a quituteira que usa a carne das vítimas em suas tortas.

Uma trama assim tão macabra só poderia mesmo atrair a atenção de Tim Burton, que consegue colocar na tela todo o humor negro do texto, e ainda cria um suspense de primeira nas cenas em que o barbeiro entra em ação. A caracterização de Depp por si só já é assustadora. Com afiadas navalhas nas mãos então, nem se fala. Outro destaque do elenco é Sacha Baron Cohen. O eterno Borat, encarna a primeira vítima de Todd, o barbeiro charlatão Pirelli. Sua interpretação “over the top”, típica de humoristas de seu naipe, rouba as cenas, principalmente quando resolve cantar. Por incrível que pareça, sua caracterização é que menos se encaixa no mundo de Burton. Mas que traz um toque singular à produção.

No que se diz respeito às músicas, apesar de não serem tão famosas quanto alguma obra de Andrew Lloyd Weber, tiveram um arranjo tão “Burtoniano”, ou seria “Elfmaniano” (embora Danny Elfman não tenha participado da trilha, sua influência por trabalhos anteriores com Tim é escancarada) que pareciam ter sido concebidas para um filme do diretor e não para uma peça de teatro. E Johnny Depp, sabe cantar, quem diria. Claro, com Pro Tools até o mais desafinado aspirante a cantor consegue alcançar algumas notas, mas, isso não vem ao caso. O que importa é que além de interpretar bem, o astro convence quando solta sua voz.

Além de tudo, a fotografia ajuda no clima sombrio. Embora nada criativa, pois lembra em muito A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (outro resultado da parceria Burton/Depp). Mas é esse visual que o diretor gosta, então, com Sweeney Todd, ele está mais do que confortável. E que não reclamem da quantidade absurda de sangue. A proposta é esta mesmo. O exagero visual dos grandes musicais é transposto aqui para a violência. Não é para chocar nem deixar ninguém enojado. Muito pelo contrário.

Entre tantas tentativas de se trazer o musical de volta as telas de cinema, são poucas que realmente valem a pena. Moulin Rouge, pela sua ousada proposta é um exemplo de como atrair as novas audiências pra esse tipo de produção. Sweeney Todd não traz nada novo, mas pelo menos não cai na armadilha de reciclar elementos clássicos. Com a mão certeira de Burton, o resultado é um filme quase autoral. O diretor encontra mais uma vez uma história que se encaixa em sua visão muito particular de mundo. Sempre escancarando nossos defeitos mais sombrios e estranhos.

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Saiu o trailer de Indiana Jones 4!!!!

 

Não vou nem comentar! A emoção é tanta que faltam palavras. É Harrison Ford!!! É Spielberg!!! É George Lucas!!! É INDIANA JONES!!!!! Vejam a prévia aqui.

O novo filme, que os fãs aguardam há 19 anos sai em 22 de maio.

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Confira prévia de Batman: Gotham Knight

 

O anime que será lançado no mercado de DVDs em julho junto com The Dark Knight ganhou um "first look". O vídeo a seguir acompanha as cópias da animação Liga da Justiça: New Frontier (que em breve terá uma resenha aqui, aguarde).

Dirigido por Bruce Timm, Gotham Knight é dividido em 6 partes, cada uma roteirizada e produzida por mestres como Brian Azarello, Alan Burnett e David Goyer.

Veja o vídeo abaixo.

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Cenas Memoráveis - O Homem que Sabia Demais (1956)

Um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, O Homem que Sabia Demais é, na verdade, uma refilmagem de si mesmo. Hitch havia filmado a história nos anos 30 na Inglaterra, e quando foi para a América decidiu refazer, agora com mais recursos financeiros.

O resultado foi uma produção magnífica que tem seu ápice na cena a seguir. Na história, o casal interpretado por James Stewart e Doris Day tem o filho sequestrado por outro casal que planeja matar um cônsul. O assassinato se dará num concerto. No momento da música em que os pratos tocam, o assassino deve dar o tiro. Tanto a personagem de Doris Day quanto de James Stewart sabem do plano e querem tentar impedir, mas não imaginam como. Repare na construção da sequência, uma clara homenagem ao cinema mudo, principalmente nos momentos envolvendo Stewart.

A solução final para a cena é genial e infelizmente não esta completa no vídeo a seguir. Mas é uma boa desculpa para a locação do DVD ;)

Vale destacar que o que você vai ver abaixo foi copiado sem pudores no recente Controle Absoluto, do diretor D.J. Caruso, que já havia surrupiado Janela Indiscreta, outro clássico de Hitchcock, em seu Paranóia.

Curiosidade: o maestro que conduz a orquestra é interpretado por Bernard Herrmann, compositor da trilha deste e de mais um sem número de filmes de Hitchcock, incluindo Psicose. O músico também é famoso por sua composição para Cidadão Kane. É mole?

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Crítica: Cloverfield - Monstro


A premissa de um monstro à solta em uma metrópole icônica parecia algo com muitas chances de fracassar em um filme lançado no ocidente em 2008, considerando, por exemplo, o que a versão norte-americana de Godzilla causou no público e crítica. Mas, definitivamente, não é este o caso de Cloverfield, filme que estreou nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros.

Logo que o filme começa, com a tela de “colorbar” e o aviso de que “esta gravação pertence ao Departamento de Defesa dos EUA”, notamos que não se trata de uma narrativa convencional, mas sim de algo no estilo de outro filme que provocou semelhante hype em sua época de lançamento: A Bruxa de Blair. Ou seja, temos um filme contado em forma de “vídeo-amador”, no qual Hud, melhor amigo do protagonista, Rob, está documentando a festa de despedida do segundo. Rob vai para o Japão ser vice-presidente de alguma companhia que não é claramente revelada no filme, e as primeiras cenas de Cloverfield parecem ser nada mais do que um vídeo caseiro qualquer, apresentando os personagens que vamos acompanhar quando a ação de fato começar.

Assim como foi comentado por alguns críticos mais “intelectuais”, não há um roteiro inovador, uma história original ou grandes conflitos em Cloverfield. Trata-se de um filme de monstro japonês, porém formatado para a geração atual, com elementos que fazem a diferença. Ou seja, a história é a seguinte: um monstro ataca Nova York de surpresa, pessoas tentam entender o que acontece e sobreviver. Simples assim. Porém, aos nos colocar na companhia de meras testemunhas que sabem tanto quanto o espectador sobre a tragédia que se desenrola na trama (ou seja: nenhuma informação), o filme prende totalmente a atenção, assim que entendemos a paixão de Rob por Beth e o conflito entre os dois. O primeiro susto acontece e tomamos por nossa a preocupação de Rob em reencontrar Beth em meio ao caos em que se transforma a cidade em questão de segundos.

O que devemos esperar de um filme como Cloverfield? Com certeza não seria uma obra de arte de grandes profundidades existencialistas ou temas sociais relevantes. Mas sim 84 minutos de entretenimento e adrenalina com um certo ar de inovação. E é aí que entra a equipe da Bad Robot Productions, produtora de J.J. Abrams, uma das principais mentes por trás do fenômeno da televisão dos últimos anos, o seriado LOST. E como poderíamos descrever a fórmula de sucesso de LOST? Certamente como uma trama que nos faz ganhar apreço pelos personagens para depois colocá-los em situações inexplicavelmente inóspitas e em seguida alternar momentos de revelação com pausas que só fazem com que o suspense e a vontade de ver e saber mais aumente.

E assim ocorre em Cloverfield. Com certeza um dos grandes lances do filme é a ansiedade em vermos a criatura que está provocando terremotos, explosões e ruídos intimidadores pela cidade. Mas no decorrer da jornada de nosso time de sobreviventes (Hud, o cinegrafista; Rob, o rapaz que vai ao Japão e procura por Beth; seu irmão Jason e a namorada Lily; e ainda Marlena, a garota sempre bêbada que “nem devia estar lá”), o monstro que os aterroriza vai sendo revelado pouco a pouco. Um relance aqui, outro ali, em meio a explosões, pessoas correndo, gritos de desespero, fumaça, prédios caindo e a câmera tremida de nosso cinegrafista amador que com certeza não estava preparado para a situação. E o envolvimento com o filme só tende a aumentar. Seria possível maior semelhança com LOST?

Outro aspecto que torna Cloverfield diferente dos demais filmes é a falta de preocupação dos produtores em revelar os detalhes por trás do surgimento do monstro. Alguns pontos-chave são jogados no ar através dos diálogos dos personagens em meio à correria, que podem muito bem ser suficientes para um espectador ocasional. Mas para os cinéfilos mais envolvidos (ou mais nerds mesmo, por assim dizer) há um universo de pistas a explorar. Tal qual ocorreu (mais uma vez) com LOST, um ARG (alternative reality game – jogo de realidade alternativa) expandindo a trama do filme foi lançado na Internet meses antes de sua estréia. Através de sites criados pela produção (como este), vídeos no Youtube simulando comerciais de produtos existentes no enredo do filme (como a bebida japonesa Slusho, que teria papel fundamental na criação do monstro) e flashes de telejornais, cabe aos “jogadores” montar as peças deste quebra-cabeça. Aliado a isso, também no melhor estilo Lost, há os “easter-eggs” presentes no filme que aumentam esse caráter místico, como algo muito bem escondido durante a cena final (veja por sua conta e risco de spoiler).

Esta fusão de diferentes mídias contemporâneas para contar uma história é algo que foi lançado com sucesso em LOST pela equipe da Bad Robot e que já influenciou outros filmes, séries e demais produtos no mundo inteiro. Até mesmo a MTV brasileira tentou copiar a estratégia há pouco tempo atrás. Mais uma das ferramentas que torna Cloverfield um sucesso para a geração digital, desenvolvendo toda uma mitologia que já rende comentários sobre uma possível seqüência. Parabéns para o trabalho do diretor Matt Reeves, do roteirista Drew Goddard, do elenco por mostrar atuações convincentes, e da produção e idealização de J.J. Abrams – uma das “mentes nerds” que vêm ajudando a recriar a mídia do entretenimento neste início de século XXI. Resta saber se Cloverfield se imortalizará como ícone da cultura pop cinematográfica nos próximos anos.

Considerações finais e curiosidades:

- Algumas pessoas em cinemas norte-americanos disseram sair com tontura e náuseas das salas de projeção devido ao efeito frenético da câmera de mão utilizada no filme. Alguns cinemas chegaram até a colocar avisos na entrada alertando sobre os possíveis sintomas. Confesso que fiquei um pouco incomodado no início do filme, por estarmos acostumados com uma filmagem “profissional”, mas logo acostumei. Além disso, este é um elemento essencial para o filme.

- O ator T.J. Miller, que interpreta o cinegrafista amador Hud, chegou a filmar de verdade cerca de um terço das cenas do filme. Aproximadamente metade deste material foi aproveitado na edição final.

- Com certeza este é um filme para ser visto em um cinema, e de preferência um cinema digital, com som Dolby e uma imagem de qualidade. A ambientação na sala de cinema é algo muito difícil de ser reproduzido com televisores e, como este não é um filme cujo ponto-forte é a história em si, essa característica tem importância fundamental.

- Como o filme procura reproduzir uma narrativa documental, não há trilha sonora, com exceção das cenas durante a festa de despedida de Rob. Estas músicas foram reunidas em um cd intitulado “Cloverfield - Rob’s Party Mix” e distribuído a convidados de um evento de lançamento do filme em Nova York. O disco não está sendo comercializado.

- Um série em mangá está sendo lançada em quatro volumes no Japão. Intitulada “Cloverfield/Kishin”, a série funciona como prévia da história do filme, tendo como protagonista o estudante colegial japonês Kishin. Estranhamente sem previsão de lançamento no ocidente.

- As adaptações nacionais de títulos continuam se superando... Sempre fazendo questão de explicar e resumir o filme já no título para o suposto público brasileiro burro e preguiçoso: “Cloverfield: MONSTRO”??

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Cenas Memoráveis - Tubarão

O filme de Spielberg que praticamente definiu o termo Blockbuster se mostra mais relevante do que nunca nesta sexta. Hoje entra em cartaz no Brasil, Cloverfield, produzido por J.J. "Lost" Abrams, película de monstro que segue a cartilha do diretor de E.T. e outros sucessos.

Isso porque é um filme que não escancara o monstro logo na primeira cena. No caso de Tubarão, Spielberg fez a decisão de não mostrar o animal por questões financeiras, já que o animatronic que seria usado deu defeito na última hora. Graças a essa jogada, o filme se tornou muito mais assustador, e nas palavras de seu diretor, "se não fosse por isso, a cena em que o tubarão aparece pela primeira vez, quase no final do filme não faria os espectadores pularem da cadeira até hoje".

No caso de Cloverfield, é a simples colagem da fórmula, que também funcionou no primeiro Alien. Uma forma inteligente de se criar suspense e de deixar uma marca de identificação na cabeça de quem assiste. Claro que em Tubarão, a música de John Williams foi fundamental, mas isso é outra história.

Confiram abaixo a cena de abertura do filme, antológica e parodiada pelo próprio Spielberg em sua comédia fracassada "1942", sobre a Segunda Guerra.

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Confira primeiro pôster de Quantum of Solace

 

Pra quem ainda não se habituou, esse é título do novo filme de James Bond! :P

Mal começaram as filmagens e a Sony tira da manga um teaser pôster. Revelado nessa tarde, o cartaz simplesmente anuncia a chegada de um novo filme de 007, desta vez com armamento pesado. Que por sinal é a mesma arma que o agente secreto utiliza na cena final de Cassino Royale.

Quantum of Solace traz Daniel Craig novamente como Bond, alem de Mathieu Almaric como o vilão. Judi Dench, Olga Kurylenko,Gemma Arterton, Jeffrey Wright e Giancarlo Giannini completam o elenco. A estréia acontece em 7 de novembro.

 
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Gilberto Gil é pioneiro e cria canal exclusivo no Youtube

 

Tá, a notícia é meio velha, mas num tem muita coisa pra colocar no blog mesmo, então, vamos lá...

O Ministro e um dos artistas brasileiros mais respeitados no mundo (menos no Brasil, já que temos a estranha mania de venerar só o que não presta) lançou, em parceria com o Google, um canal no Youtube em que disponibiliza vídeos, histórico e até uma música inédita, faixa de seu novo álbum "Banda Larga", nome mais do que apropriado.

Desde o dia 21 de janeiro, o canal está no ar, contendo a videografia completa de Gil. "Terá todos os videoclipes, vídeos oficiais e muitos feitos durante turnês e momentos pessoais do artista em diversos locais e situações", diz Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil.

Além disso, os usuários podem enviar vídeos produzidos por eles para o canal. O próprio Gil irá moderar esse espaço, escolhendo o que entra e o que não entra.

Pois é, uma boa idéia para a utilização do Youtube, com certeza. Muito parecido com o que o MySpace tem em conteúdo, mas com um layout mais clean e organizado.

Agora, com certeza, um vídeo que Gilberto Gil não aprovaria para o seu canal é este aqui. Sacanagem...

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Indiana Jones e a Caveira de Cristal: Revelado o grande segredo do filme

 

Bom, se todo mundo reclamou dos aliens no final de Inteligência Artificial, talvez alguns fãs mais chiitas torçam o nariz para Indiana Jones 4.

O fato é que se a foto abaixo for real (e deve ser, já que o site que a publicou teve de tirá-la do ar), Steven Spielberg pode, ou não ser criticado por gente chata. Confira abaixo a imagem que revela o grande segredo da Caveira de Cristal!


EXCLUSIVE: First Look at the Actual Crystal Skull from Indiana Jones 4!

O filme estréia em 22 de maio.

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Confira trailers de novidades no cinema e TV

 

O Omelete colocou no ar alguns trailers interessantes. Vale a pena conferir o que vai bombar no cinema e na televisão nos próximos meses.

The Happening: O novo filme de M. Night Shyamalan

O diretor de O Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Dama na Água se cansou de filmes leves (hein?!?!). É isso mesmo. The Happening, sua mais nova investida, promete deixar os supra-citados com cara de filme infantil. A produção é a primeira de Shyamalan a ter censura 18 anos, e o trailer é sombrio e tenso. Uma descrição de uma cena, alguns meses atrás, dizia que o personagem principal andava de carro por um campo enquanto pessoas no lado de fora, infectadas por um tipo de vírus cometiam suicídio das mais variadas formas. Confira aqui a prévia. O filme estréia em 13 de junho.

Wall-E: novo da Pixar é apresentado por Buzz e Woody em comercial de TV

Uma nova produção da Pixar/Disney é sempre garantia de qualidade. Depois do excelente Ratatouille, esse ano teremos Wall-E, a história de um robozinho lixeiro, último de sua espécie, feito para limpar a Terra, que se tornou inabitável graças a quantidade de sujeira. E, domingo, no intervalo do Superbowl foi ao ar um comercial do filme, apresentado por Buzz Lightyear e Woody, os personagens principais de Toy Story (como se você não soubesse). Confira o vídeo. Wall-E estreia em 27 de junho.

O Procurado: comercial do Superbowl

Adaptação da aclamada HQ de Mark Millar, O Procurado mostra James McAvoy no papel de Wesley Gibson, um tipico looser que descobre ser filho de um supervilão misteriosamente assassinado. De herança ele ganha um curso para se tornar melhor que o pai. O vídeo mostra que o diretor russo Timur Bekmambetov (fale esse nome rápido 3 vezes :P) não perdeu o estilo, como já era de se esperar do cara que fez Guardiões da Noite (é um filme russo sobre vampiros. Tem nas locadoras). Além do mais, tem Angelina Jolie, muito tiro e explosões. A estréia acontece em 27 de junho. Confira.

Smallville: Veja a Canário Negro em ação

Essa semana vai ao ar nos EUA o episódio que marca o retorno do Arqueiro Verde no seriado. Junto com ele, aparece pela primeira vez a Canário Negro, interpretada aqui por Alaina Huffman. Confira o desempenho da moça com seu grito sônico no trailer do episódio. Numa notícia relacionada, Michael Rosenbaum, o Lex Luthor, confirmou semana passada que vai dizer adeus ao seriado ao final da atual temporada. Se a série já estava ruim de doer, que será que vai acontecer agora, sem um dos melhores atores do programa? E, lógico, sem o principal vilão da história!

Wolverine and the X-Men: prévia do desenho é surpreendentemente boa!

Por essa ninguem esperava. Com a infantilização do Homem-Aranha e dos Tranformers em seus respectivos novos desenhos, era de se esperar que a nova animação dos mutantes seguisse a mesma linha. Mas, parece que, apesar da atração ser direcionada a um público de 6 a 12 anos, não irá subestimar seus jovens espectadores. Na trama, separação, lamentos, e um assassinato. É mole? Bom, é X-Men e não tem como ser fiel e infantilóide ao mesmo tempo com esse grupo da Marvel. Que bom! A série misturará elementos 3D e 2D e terá 26 episódios de 11 minutos. O lançamento é prometido para final do ano. O o vídeo você confere aqui.

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Homem de Ferro: Comercial e site onlines

 

O grande evento da TV norte-americana é o SuperBowl, e como de praxe, os estúdios aproveitam para divulgar seus próximos lançamentos. Para os nerds, a noite foi da Marvel, com a divulgação de um novo comercial do filme Iron Man, baseado no seu popular personagem.

A Paramount, responsável pela distribuição do longa, aproveitou para lançar o website oficial e já disponibilizou a prévia por lá. Confira aqui.

Além disso, a pagina tambem conta com novas fotos. Iron Man, dirigido por Jon Favreau, estréia em 2 de maio. Robert Downey Jr., Terrence Howard, Gwyneth Paltrow, Jeff Bridges e Shaun Toub estão no elenco.

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The Punisher: Confira novas imagens do filme

O novo filme do Justiceiro, o vigilante da Marvel acaba de ganhar novas imagens. Bem, na verdade elas estão online desde o começo da semana, mas apenas agora podem ser conferidas em alta resolução.

O filme, dirigido pela alemã Lexi Alexander estréia em 12 de setembro. O anti-herói será interpretado por Ray Stevenson, que pelas imagens abaixo não está nem um pouco confortável no uniforme. Clique nas imagens para ver em tamanho grande.


É impressão minha ou temos mais um filme que copia descaradamente o visual de Blade Runner? :P
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