Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Um Novo Dia para Morrer (2002)

Os filmes de 007 sempre foram lembrados por seus gadgets, as bugigangas usadas pelo agente secreto para cumprir suas missões. Por mais absurdas que fossem, sempre aumentam o grau de diversão dos filmes.

Porém, em 2002, com 007 – Um Novo Dia para Morrer, os produtores pegaram pesado. Sendo o vigésimo filme de Bond, a produção tem um ar de homenagem, com inúmeras cenas fazendo referências aos 19 filmes anteriores. A mais célebre é a do personagem Q, interpretado por John Cleese, mostrando o novo Aston Martin do espião britânico. Aqui a lógica foi completamente mandada às favas e 007 ganha seu primeiro carro invisível. É isso mesmo. Carro invisível.

Exageros a parte, Um Novo Dia... não foi um fracasso de bilheteria, mas afundou em críticas pessimistas quanto ao futuro da franquia. Ou seja, graças a uma trama boba que servia de desculpa para efeitos especiais absurdos e gadgets surreais, quase que um filme comemorativo encerra de vez a carreira de Bond nos cinemas. Foi o último filme de Pierce Brosnan na pele do herói, assim como o fim de uma era. Um novo começo estaria prestes a surgir, 4 anos depois. Mas isso fica pro próximo post. Agora confiram a cena de perseguição do filme, com Bond usando toda a parafernalha do seu Aston Martin.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Permissão para Matar (1989)
Aqui é onde James Bond finalmente volta a ter um pouco de dignidade na telona, depois da fase galhofa de Roger Moore. Mas, os tempos eram outros e exatamente os motivos que fizeram de Cassino Royale um sucesso arrebatador em 2006, fizeram de Permissão para Matar um fracasso. Não de público, mas de crítica. Ninguém estava preparado para um 007 mais sério, movido pela vingança e violento. A interpretação de Timothy Dalton foi muito criticada, mas era o mais próximo do que o personagem é nos livros.

Dalton é um ator de formação Shakespeariana, ao contrário de Sean Connery (foi leiteiro e caminhoneiro), Roger Moore (oriundo da TV) e George Lazenby (modelo). Quando o papel de 007 lhe caiu no colo, sua exigência foi, conhecendo o personagem, que os filmes passassem a ser mais fiéis aos livros. Em sua primeira aventura (007 - Marcado para Morte), Dalton já mostrava nuances do que ele imaginava para Bond. Ele trouxe de volta o cigarro ao personagem, o deixou mais frio e calculista, mas o mais impressionante, conseguiu mesclar isso com o charme que Connery deu ao agente secreto, principalmente a partir de 007 contra Goldfinger.

Garantiu mais uma produção na pele de 007. Mas a mudança de um filme pra outro é tão drástica que provavelmente assustou os fãs quando foi lançado. A única sequência realmente "viagem" é a de pré-créditos, em que Bond "pesca" um avião. É uma cena emblemática, que representa tudo que Dalton não queria para o personagem, mas que os fãs se acostumaram tanto que precisaram de um filme extremamente centrado em bugigangas e palhaçadas mentirosas pra perceberem que o agente britânico é muito mais que isso. Mas isso fica pro próximo post. Enquanto isso, assistam a cena memorável de hoje, exatamente a pré-créditos de 007 - Permissão para Matar.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)

Ok, vamos sair da ordem cronológica. Quando Sean Connery saiu da franquia 007, George Lazenby acabou o substituindo, gerando um dos filmes mais controversos da cinessérie. Isso porquê, apesar de ser uma das poucas adaptações fiéis dos livros de Ian Fleming, A Serviço Secreto de Sua Majestade fracassou por não ter o astro que fez de James Bond uma febre nos anos 60.

O filme é excelente e Lazenby nem é um Bond ruim (a cena final é uma prova disso). Mas é que Connery era o rosto que todos queriam como 007. Voltou no filme seguinte, apenas para se despedir do papel mais uma vez, dando lugar a Roger Moore, que fez tanto sucesso quanto.

A cena a seguir é a pré-créditos (são quase sempre as mais memoráveis mesmo), mostrando o agente impedindo uma jovem de ser raptada (não com muito sucesso). O que a torna memorável é o que Bond diz quando a moça foge, deixando apenas seu sapato pra trás: "Isso nunca aconteceu com o outro cara". A frase é uma piada com Cinderella, mas também uma bela tirada de sarro com o próprio Lazenby, já que antes nenhuma mulher havia fugido de Connery.

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Mini Resenhas

Busca Implacável

A trilogia Bourne mudou mesmo a forma de se fazer um filme de ação. Até 007 entrou na onda da correria realista, edição fragmentada e visual videoclipe. Daí, não era difícil imaginar que mesmo filmes menores, menos pretensiosos, acabassem por adotar esse estilo. Se a moda era a “inovação” dos efeitos visuais de Matrix, a onda agora é a ação crua e brutal.

O mais recente exemplar a chegar aos cinemas é Busca Implacável, que traz Liam Neeson como um ex-agente secreto tentando resgatar a filha adolescente, seqüestrada em Paris. A jovem caiu nas mãos de uma rede de prostituição e os vilões vão ter de enfrentar toda a fúria do pai da moça, que quando entra em ação, não faz feio frente as peripécias de Jason Bourne.

A trama, um amálgama de Charles Bronson e Steven Seagal, é só uma desculpa pra perseguições, cenas de pancadaria e frases de efeito. Típico filme “pra macho”, Busca Implacável desempenha bem seu papel. Tem seus defeitos, como a caricatura do mundo adolescente e o discurso imperialista e machista do personagem de Neeson, mas não dava pra esperar nenhuma obra-prima de um filme com essa proposta.

As Duas Faces da Lei

Robert De Niro e Al Pacino são atores de uma mesma geração, que tiveram a sorte de participar de alguns dos mais importantes filmes já feitos em Hollywood. Taxi Driver, Serpico, O Poderoso Chefão, Touro Indomável, O Franco Atirador, Um Dia de Cão, Scarface... a lista é gigante. É então que surge a pergunta: O que aconteceu com esses dois gigantes da interpretação nos últimos 10 anos? Seus filmes mais recentes podem não ser produções completamente imbecis, mas estão longe, muito longe, do que ambos já fizeram pelo cinema.

A mais recente prova disso é As Duas Faces da Lei, que reúne os dois astros mais uma vez, a terceira, se contarmos O Poderoso Chefão – parte 2, em que os dois não contracenavam juntos e Fogo contra Fogo, filme de Michael Mann que redefiniu o gênero policial, mas que conta apenas com uma cena em que De Niro e Pacino trocam diálogos. Por finalmente colocar os atores juntos em tempo integral, o filme prometia ser muito mais do que realmente é.

A melhor definição da produção dirigida por Jon Avnet, o mesmo do já sofrível 88 Minutos (que tem temática muito semelhante à desse filme), protagonizado por Pacino, é “filme do Supercine”. Sabe aqueles policiais feitos direto pra DVD, com um roteiro ruim que dói e interpretações automáticas? Pois é. Nem a bagagem dos dois atores consegue salvar As Duas Faces da Lei, que tenta ser pretensioso com uma virada no final que já era anunciada desde os créditos iniciais.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - O Espião que me Amava (1977)

De Sean Connery vamos pular pra Roger Moore. O ator, muito popular como Bond, entregou uma interpretação bem própria, carregada de um humor cínico, tipicamente inglês. Seja visualmente ou em frases cortantes, essa característica ficou mais evidente a cada filme, com apenas uma exceção em 007 - Somente Para Seus Olhos, a interpretaão mais próxima que Moore chegou do James Bond dos livros de Ian Fleming.

Mas, vamos falar de O Espião que me Amava, filme que tira muito de seu roteiro de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. Apesar disso, O Espião... foi o filme da era Moore mais significativo, pois equilibra algumas boas doses de espionagem com o já citado humor. Além disso, tem uma Bondgirl russa, em plena Guerra Fria, que Bond acaba dominando no final.

A cena memorável a seguir já foi copiada inúmeras vezes em várias mídias: cinema, games, TV e por aí vai. Consiste em Bond fugindo de espiões russos de esqui. Até que ao chegar num desfiladeiro, salta e abre seu para-quedas patriota. Essa nasceu clássica. Confiram.

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Crítica: Trilogia O Poderoso Chefão - The Coppola Restoration (DVD)



Ainda me lembro das reprises de O Poderoso Chefão nas madrugadas. A primeira vez que se assiste um clássico como a saga da Família Corleone, acaba ficando marcada. A gente se lembra de detalhes que dependem da experiência. Por exemplo, o que mais me vinha à memória, tirando as cenas clássicas, eram como as cenas clássicas pareciam escuras. O único momento iluminado de que me lembrava era o casamento de Connie, no início do primeiro filme.

E, veio o DVD comemorativo, no início desta década, para desmistificar um pouco essa lembrança que muita gente tem de O Poderoso Chefão, graças a cópias em VHS que se deterioraram com o tempo. Mas, ainda não fazia jus à direção de fotografia exuberante de Gordon Willis.

Até que agora, finalmente, graças ao que há de mais moderno em restauração de películas e transferência digital, a trilogia é lançada aos novos formatos (DVD e Blu-Ray), com nova remasterização, supervisionada pelo diretor em pessoa, Francis Ford Coppola.

Como o “raio azul” ainda não chegou ao conforto da minha casa, essa resenha diz respeito a versão em DVD. E isso me deixa ainda mais confiante em dizer: O Poderoso Chefão – The Coppola Restoration é uma coleção indispensável. Pois se no disco de 8 Gigabytes a imagem é tão nítida, imagine na mídia azul de 25. Sério, ainda estou tentando descobrir como conseguiram chegar em tamanha qualidade, pois são filmes de 3 horas com duas faixas de áudio Dolby 5.1, mais uma faixa de comentários do diretor.

Vale destacar que a maior diferença em termos de imagem está mesmo na primeira parte da saga. E se existe uma sequência que resume isso é justamente a inicial. Enquanto no escritório de Don Vito (Marlon Brando), predominam o amarelo e o preto, no casamento de Connie as cores saltam aos olhos. A diferença é gritante em comparação com as cópias anteriores. Toda a cor que se perdeu com o tempo, está de volta, tal qual diretor e diretor de fotografia idealizaram em 1971. A maneira com que Gordon Willis trabalha com a cor preta pode ser finalmente contemplada. Reparem em como a cor é sólida, sem variações ou quadriculados (coisa rara em DVD). Existe uma granulação natural da película em cenas noturnas que só adiciona mais realismo à trama.

No segundo filme, destaco as cenas iniciais na Sicilia. São de uma plástica incrível. E no terceiro, a sequência do tiroteio do helicóptero, mais pelos efeitos sonoros que quase colocaram minha sala a baixo.

E por falar em som, a remasterização em 5.1 está impecável. Como é um filme voltado mais aos diálogos, a caixa frontal é muito bem usada, e nas cenas em que há multidões ou tiroteios, o surround não faz feio, adicionando profundidade e imersão total. A faixa dublada não é ruim, mas há uma perda considerável de qualidade em relação à original.

E há também um disco de bônus com 90 minutos de material falando da importância de O Poderoso Chefão para o cinema e para a cultura pop.

Assistir essa nova edição da trilogia é como assistir aos filmes pela primeira vez. E, se os detalhes que mais ficam na memória se devem à experiência proporcionada, desta vez estou com o filme todo na cabeça, cena por cena, diálogo por diálogo, tiro por tiro.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 Contra a Chantagem Atômica (1965)

Se o agente James Bond é famoso por seus apetrechos, com certeza se deve a esse filme, que estipulou um padrão que seria seguido e ampliado ao longo da série. Não que nos anteriores a Chantagem Atômica não houvessem as "gadgets", mas foi aqui que elas começaram a se tornar quase que personagens dos filmes.

Já na sequência pré-créditos, 007 usa uma jatinho estilo Rocketeer. É impagável. E reparem nos efeitos especiais, que renderam ao filme um Oscar nessa mesma categoria.

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