Cenas Memoráveis - 2001 - Uma Odisséia no Espaço

Se um filme mudou a forma como a ficção científica era vista, foi a obra-prima de Stanley Kubrick. 2001 mostrou que a boa Sci-Fi é aquela que, mais do que mostrar o espaço, criaturas alienígenas ou tecnologia avançada, fala sobre seres-humanos.

A cena a seguir, parte do primeiro segmento do filme, denominado The Dawn of Man. Fala de evolução, sentidos primitivos, inteligência, comunicação, percepção e mais um punhado de temas filosóficos, sem conter um único diálogo. Para uma versão mais completa do segmento, clique aqui, ou simplesmente assista ao filme, o que é mais recomendável.

Assista a cena aqui, no Youtube.
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Cenas Memoráveis - Casablanca

A cena abaixo é cosiderada por muitos aficionados por cinema, como a mais clássica de todos os tempos. Bem, podem haver controvérsias, mas a verdade é que o final de Casablanca é, com certeza, um dos momentos mais bonitos que Hollywood já proporcionou.

Casablanca é, por si só, um filme espetacular. Multi-gênero, já que consegue misturar romance, drama, aventura e intriga numa só história, ainda conta com Humpfrey Bogart, mais inspirado que nunca num habitual papel canastrão. Isso sem falar de Ingrid Bergman, na interpretação pela qual ficou marcada por toda sua carreira.

Um aviso, a cena a seguir é o final do filme, então se você ainda não o assistiu (assista!!!), pode ser que se assistir, estrague a experiencia.

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Crítica: Batman – O Cavaleiro das Trevas (DVD e Blu-Ray)

Se você quer saber minha opinião sobre o filme, clique aqui. Esta resenha fala do lançamento em Home Vídeo (DVD e Blu-Ray) da adaptação de quadrinhos mais comentada de 2008.

DVD

Como o filme foi um sucesso arrebatador, o que os fãs esperavam do DVD de Batman – O Cavaleiro das Trevas é que tivesse extras ainda melhores dos que os encontrados na edição dupla de Batman Begins, um dos melhores lançamentos da Warner no formato digital. Porém, indo contra todas as expectativas, a versão contendo 2 discos do filme não traz nenhum tipo de bônus que realmente valha a pena. O que deveria ser o making of mais parece uma faixa de comentários ilustrada por fotos e cenas de bastidores que não revelam muita coisa. Curtíssima duração, com pouco mais de meia hora, nem chega aos pés do documentário de Batman Begins, que mostra detalhes da concepção do roteiro, direção de arte e outras formas de produção. Temos também, no disco 2, os episódios do Gotham Tonight, uma espécie de telejornal de Gotham, apresentado por Mike Engel, o personagem de Anthony Michael Hall no filme. É uma boa inserção, mas poderia conter mais coisas relacionadas ao marketing viral, que durou vários meses na internet. Uma linha do tempo seria bem-vinda àqueles que não tiveram a sorte de acompanhar cada ação promovida na rede mundial de computadores. Continuando com os extras, temos também 6 seqüências gravadas com as câmeras IMAX. Aqui uma vantagem e uma desvantagem em relação a edição do filme em Blu-Ray. Em alta-definição, as seqüências em IMAX foram inseridas no filme, tal qual foram concebidas para exibição nas telas de 8 andares de altura. A vantagem da edição em DVD é apresentar as imagens no formato original IMAX e não simplesmente formatada para widescreen, como as cenas se encontram no disco azul. Todas as cenas são apresentadas com áudio Dolby Digital 5.1. Além disso, o disco contém uma interessante galeria de imagens de produção, desenhos conceituais e pôsteres, e ainda os trailers e alguns comerciais de TV.

No disco 1, onde se encontra apenas o filme e nenhum extra, pontos positivos e negativos. Positivos em relação ao som. A edição de áudio de O Cavaleiro das Trevas é muito bem feita, a utilização das caixas traseiras é bastante ativa, assim como o subwoofer, com graves muito potentes, fazendo do filme um dos mais indicados pra demonstrar as funções de um home-theater. Os pontos negativos ficam em relação a imagem. Comentei há algum tempo que fiquei impressionado com a qualidade da saga O Poderoso Chefão nesta última remasterização lançada. São filmes de 3 horas de duração, em apenas um DVD, com uma imagem limpa, cristalina e que não mostra defeitos de codificação geralmente visíveis em MPG. Pois bem, isso não acontece com o Cavaleiro das Trevas. Em várias cenas há pixelização, aqueles famosos quadradinhos que aparecem em cenas mais movimentadas. Parece até cópia de DVD de 8GB numa mídia de 4.5GB, o que não é o caso aqui. O filme está ocupando todo o disco, e não divide o espaço com nada a não ser 2 trailers. Encaro isso como um “incentivo” da Warner para que os consumidores comecem a fazer a troca de seus filmes para o Blu-Ray. Quem se lembra dos últimos VHS lançados sabe como a imagem das velhas fitas começaram a piorar em relação ao que era lançado antes da chegada do DVD. É a história se repetindo, mas desta vez, antes do que pudéssemos esperar.

No geral, o DVD de Batman – O Cavaleiro das Trevas é obrigatório, mesmo com a falta de material bônus interessante. O filme se mostrou um sucesso tanto ao barulho causado pela morte de Heath Ledger quanto pelo fato de ser uma das melhores adaptações de quadrinhos dos últimos anos. E, por falar em Ledger, uma homenagem ao ator também caberia bem como extra, o que infelizmente não acontece.

O FILME EM IMAX

Pra os poucos afortunados que já são agraciados pela qualidade da alta definição, o Blu-Ray de O Cavaleiro das Trevas é um daqueles filmes obrigatórios. A qualidade é surpreendente, a imagem é cristalina, ao contrário do DVD e quando as cenas em IMAX surgem, o que deveria causar estranheza, graças a mudança de aspect ratio (formato letterbox nas cenas comuns e 2.35:1), na verdade impressiona, já que as imagens são de deixar qualquer cinéfilo boquiaberto. Há uma certa diferença de tons em relação ao que foi filmado em 35mm, mas nada que prejudique a experiência. Na verdade pode prejudicar uma indicação a Melhor Direção de Fotografia no Oscar, o que seria uma injustiça.

Em relação ao som, o filme é apresentado com uma faixa Dolby TrueHD de cair o queixo (ou rachar as paredes, dependendo do seu sistema de som e da construção da sua casa). Graves e surround ativos, como na edição em DVD, mas com uma imersão muito maior. Parabéns a Warner, que já havia mostrado competência nessa área com Blade Runner – The Final Cut.

Em relação aos extras, o mesmo documentário do DVD é apresentado aqui, com uma diferença, o que dura 30 minutos no disco standard, passa de 1 hora no Blu-Ray. Apesar de ser mais detalhado, ainda assim é um making of com cara de material incompleto.

No disco 2 da edição em alta definição, dois documentários discutem a psicologia de Batman e dos vilões do Homem-Morcego e a tecnologia usada nos quadrinhos e nos filmes e sua verossimilhança em relação ao mundo real. No mais, os mesmos extras da edição em DVD.
Como já dito acima, se você tem um Playstation 3 ou algum outro player de Blu-Ray, não pense duas vezes antes de adquirir o filme. Se não pelos extras, pela qualidade incomparável de imagem e som.
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