Trilhas Marcantes: O Último dos Moicanos (1992)

Quando se fala do diretor Michael Mann, o gênero que vem a cabeça é o policial. Fogo Contra Fogo, Miami Vice, Inimigos Públicos são apenas alguns exemplos de como esse tipo de filme é o forte do cineasta. Porém, em 1992, Mann se aventurou pelo romance de época. O Último dos Moicanos é baseado em uma história norte-americana que já havia sido filmada várias vezes no século XX e que encontrou na vontade do diretor em recriar com realismo os eventos históricos, sua versão definitiva. Daniel Day-Lewis no papel central desempenha uma de suas melhores performances. A fotografia de Dante Spinotti, que privilegia as belíssimas locações também dão vida ao filme. Mas, é na música de Randy Edelman e Trevor Jones que O Último dos Moicanos encontra sua alma. O tema central, que logo de cara abre a primeira sequência é emotivo e ao mesmo tempo imponente, uma ode a bravura dos personagens principais. E o inesquecível tema romântico, até hoje usado a exaustão em casamentos, marca o principal foco da história, o amor entre Hawkeye (Day-Lewis) e Cora (Madeleine Stowe). Confira abaixo.

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Crítica DVD: Homem de Ferro 2 – Edição Especial 2 Discos

Como fiquei devendo a resenha quando estreou, aqui vai a do DVD, com algumas opiniões sobre Homem de Ferro 2. Porém, a crítica é reservada ao produto e não ao filme.Ah e desculpem as fotos, minha câmera resolveu entrar em coma... :(

Começando no começo: EMBALAGEM

Continuando o que já virou tradição nos DVDs da Paramount, essa edição especial de Homem de Ferro vem envolta em uma luva muito bonita com impressão de efeito metalizado e em alto relevo. Vale destacar a qualidade de impressão, muito melhor que a do primeiro filme (que apresenta sinais de desgaste depois de algum tempo se não for bem guardada). Abrigando o filme, uma embalagem Amaray branca transparente que poderia ter sido melhor aproveitada se a capa do DVD tivesse impressa no verso alguma imagem ou até mesmo a descrição dos capítulos.

Embalagem transparente mal aproveitada

DISCO 1 – O filme

Homem de Ferro 2 continua, com a mesma competência do original, a história de Tony Stark (Robert Downey Jr.), o herói playboy, com crise de meia idade e meio irresponsável, cuja existência se torna o estopim para algo muito maior: a criação dos Vingadores, o super-grupo da Marvel. Agora temos mais participação de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a estreia de mais uma personagem da editora, a Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson, além do Ten. James Rhodes, amigo de Stark interpretado agora por Don Cheadle, que toma pra si um protótipo da armadura original do Homem de Ferro e se torna o Máquina de Guerra. Em conjunto, eles precisam impedir a ameaça da vez, o vilão vivido por Mickey Rourke.

Imagem: A transferência em vídeo do DVD está ótima. A Paramount novamente da um show na codificação e a imagem, que já é ajudada pela fotografia impecável e sem muitos artefatos (reforçando a ideia de que este é um filme de quadrinhos), é cristalina. Claro que aqueles probleminhas de resolução standard sempre aparecem, como o preto não muito sólido e a pixelização de alguns tons de cores, mas nada que atrapalhe a experiência.

Som: Mais um acerto da Paramount, o audio é fantástico e o filme pede isso. As cenas de ação se tornam ainda mais envolventes quando, em uma explosão, você ouve os artefatos sendo jogados pelos cantos da sua sala. Tanto no original em inglês, quanto no dublado em português a experiência é gratificante. Claro que na dublagem perde-se um ou outro efeito da edição de som, mas o filme continua divertido mesmo assim. Vale ressaltar o excelente trabalho de interpretação, principalmente do dublador do Homem de Ferro/ Tony Stark, Marco Ribeiro.

Extra: No Disco 1 o único extra é o comentário do diretor Jon Favreau, sempre bem-humorado e vale por curiosidades sobre background da história e produção.

DISCO 2 – Os extras

Ok, o título deveria ser DISCO 2 – A falta de Extras. Sério, é importante o incentivo ao Blu-Ray, mas isso não pode significar descaso com o DVD, que ainda será a mídia padrão por algum tempo. Pra fazer o COLECIONADOR começar a comprar os filmes na mídia azul, é mais importante o cuidado com o preço, tanto dos filmes quanto do sistema de alta definição que se comparado com preços praticados no exterior, ainda é caro. Os extras são obrigação, principalmente levando em conta o espaço da mídia e o fato do lançamento de EDIÇÕES DE COLECIONADOR. No DVD é a mesma coisa. Se você lança uma edição especial, dê a quem vai pagar 50 reais por ela, algo a mais do que o filme embalado numa luva bonitinha.

O tímido menú do disco 2

Os “extras” de Homem de Ferro 2, somados, chegam a 30 minutos e 21 segundos. O disco 2 se resume a apenas 2 featurettes de bastidores, um com 6 minutos e outro com 8, 10 minutos de cenas deletadas e o clipe da música do AC/DC que faz parte da trilha sonora. E é só. Enquanto no Blu-Ray, só o Making of tem 30 minutos (que ainda conta com uma infinidade de featurettes e cenas adicionais), aqui o disco todo tem essa duração. Pra lançar isso, seria melhor enluvar a edição simples, como foi feito com G.I. Joe.

Avaliação Final: O filme é bom, a imagem e o áudio são excelentes, mas a falta de extras fazem com que o atrativo da Edição Especial seja apenas a sua bonita luva metalizada. Se você é fã do filme, fique com a edição simples ou compre o Blu-Ray pra ter todos os extras que os fãs merecem. Se você é colecionador, vai acabar comprando a versão de dois discos pra combinar com o primeiro filme, esse sim, com suplementos decentes. E, se calhar, vai comprar o azulzinho também.

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Séries da nova temporada – O que assistir?

É, demorou um pouquinho mas vamos lá. O fato é que não dá pra analizar uma série por seu piloto, então esperei essas 2 semanas pra poder falar melhor do que vem por aí na sua tv por assinatura nos proximos meses ou o que você já deve acompanhar graças aos torrents e megauploads da vida.

Como não sou maluco de querer assistir a todas as estreias, selecionei abaixo algumas séries que valem a pena e outras que nem tanto. Então vamos lá.

Undercovers – Como fã de Lost começo as análises com a nova série de J.J. Abrams. E, indo contra a maré ou qualquer expectativa de quem está acostumado com as tramas intrincadas do diretor/produtor/roteirista e atual midas de Hollywood, Undercovers é a primeira série que não recomendo de jeito nenhum! Ela foi o principal motivo da demora pra esse post. Pelo piloto, que até foi divertidinho, não dava pra analisar direito o que esperar do seriado, então resolvi dar uma segunda chance ao J.J. e esperar pelo próximo episódio. E... não deu. As cenas de ação até que enganam, mas a trama, que mostra um casal de espiões que volta a ativa, além de ser um clichê atrás do outro, não decola em ponto algum. É o típico seriado em que há zero desenvolvimento de personagem. Aposto que se essa série chegar a uma segunda temporada, o relacionamento dos dois agente estará exatamente onde parou no episódio da semana passada. É um tipo de relacionamento que só funcionou em “Casal 20” (isso porque os protagonista daquele seriado tinham muito mais carisma). O humor chega a atrapalhar. Entra na hora errada e não tem graça nenhuma (sério, alguém ai achou original e engraçado o termo sexpionage? É sério, eles dizem isso. É constragendor). Até aquele seriado das três espiãs era mais engraçadinho por ser assumidamente galhofa.

Hawaii 5-0 – Este é o típico caça-níquel. A chance que as emissoras sempre veem em resgatar uma antiga franquia de sucesso pros novos tempos. Se você, como eu, não se lembra muito do seriado original, sorte sua. A nova roupagem é divertida, tem ação na dose certa, protagonistas carismáticos e tramas que, apesar de não escaparem dos clichês, convencem.

Se você se lembra da série clássica, vai adorar as referências. O tema de abertura está lá (se bem que se não estivesse, nem precisavam fazer a série, né?), as frases de efeito, as histórias que enaltecem o bom trabalho policial... tudo que fez da original, um sucesso, está aqui, com uma nova abordagem que lembra muito o tipo de adaptação feita para Esquadrão Classe A.

Pros fãs de Lost, Daniel Dae Kim está no seriado com um personagem que provavelmente terá muito mais tempo de tela do que o saudoso Jin. Os orfãos de Galactica também vão gostar de saber que a eterna Sharon, a atriz Grace Park também é protagonista. Sua personagem, inclusive, é prima do interpretado por Dae Kim (piada interna sobre as duas séries mais influentes da última década?). O elenco tem como principais nomes Alex O’Loughlin como Steve McGarrett e Scott Caan como o detetive Danny Williams. A química entre os dois é a força do seriado e Cann rouba a cena.

Os roteiros e produção ficam a cargo de Roberto Orci e Alex Kurtman, responsáveis, junto com J.J. Abrams (olha o homem aí de novo) pela reformulação de Star Trek nos cinemas.

Nikita - Todo mundo já conhece a história da agente que se rebela contra a organização que a treinou e resolve sabotar as missões, que são mais do interesse do seu chefe do que dos EUA. Agora, no novo seriado, não somos apresentados novamente a origem de Nikita. Aqui ela já se tornou renegada e desapareceu por 5 anos. Agora ela ressurge e, ao mesmo tempo, a organização começa o treinamento de mais uma delinquente, que da mesma forma que a protagonista, passa por uma severa transformação para se tornar, futuramente, uma assassina e agente secreta. A diferença é que a nova garota é, na verdade, uma espiã que Nikita infiltrou pra acabar de vez com seus perseguidores.

A abordagem é interessante, a série tem seus bons momentos. Mas não vejo muito sentido em sua existência. Desta vez, Nikita é interpretada por Maggie Q de forma não tão memorável quanto suas predecessoras. Mas, vamos lá, o seriado merece uma chance. Ainda não decolou e corre o risco de ficar preso em sua própria trama, se limitando a histórias fechadas a cada semana que podem também não levar a progresso nenhum. Se você não se importa em ficar sem conhecer o final caso a emissora resolva cancelar a série antes mesmo do final da temporada, vale dar uma checada.

Boardwalk Empire – A cereja do bolo das estreias de 2010 é uma série sobre o contrabando de bebidas na época da Lei Seca. O cenário é Atlantic City, que desponta como o centro de apostas mais badalado dos EUA. Seria só mais uma série de gangster se não fosse por um fator: Boardwalk Empire é produzida por Martin Scorsese. O diretor de Bons Companheiros e Os Infiltrados também comandou o episódio piloto, estipulando todo o visual e narrativa, ou seja, se você é fã de Scorsese vai adorar Boardwalk Empire.

Além dos fatores citados, o seriado também tem o trunfo de ser produzido pela HBO, com a qualidade que o canal ficou famoso em manter, desde Os Sopranos, passando por Roma e mais recentemente True Blood (tá, a primeira temporada de True Blood). Violência, sexo e palavrões não são problemas pra esses seriados das emissoras a cabo, o que garante mais liberdade na hora de contar uma história que exige esses elementos.

E o protagonista é ninguém menos que Steve Buscemi, eterno coadjuvante de Hollywood provando aqui a força dramática de uma interpretação que vai segurar o seriado por muito tempo (a segunda temporada já foi encomendada).

Rubicon – Mais uma altamente recomendável. Produzida pelo mesmo canal de Breaking Bad, Rubicon é um seriado sobre teorias de conspiração, que, como a frase de divulgação não deixa ninguém esquecer, não é uma teoria. O que mais chama atenção nessa série é também um dos principais motivos de seu provável cancelamento. O ritmo dos episódios, que pro público americano é lento e arrastado, na verdade demonstra a preocupação de seus roteiristas em primeiro estabelecer os personagens, que não são poucos, pra depois começar a contar a história. Se fosse produzida na Inglaterra estaria fazendo o maior sucesso. Mas, pro telespectador Homer Simpson, rótulo que cada vez mais se encaixa pro brasileiro, Rubicon vai parecer mesmo uma chatisse.

É louvável a falta de pressa em se contar uma trama que nas mãos erradas poderia se tornar um Identidade Bourne genérico. A referência aqui é outra e muito mais antiga. O ritmo lembra muito os filmes de conspiração dos anos 70, principalmente Os Três Dias do Condor. A função do personagem principal do seriado, inclusive, é a mesma daquele interpretado por Robert Redford. Sinceramente espero que a baixa audiência não desanime a emissora e aposte em pelo menos mais uma temporada pra terminar a história e colocar um pouco mais de qualidade nas produções atuais.

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É isso. Além dessas estreias, temos a volta de Dexter, House, Smallville (em sua última temporada), Human Target (azarão do ano passado que convenceu o suficiente pra uma segunda temporada), V, Caprica (que continua a sua primeira temporada, interrompida no meio do ano) e a vindoura The Walking Dead, série baseada na célebre HQ sobre zumbis com inspiração nos filmes de George Romero, que chega às telinhas no final do mês. Por aqui, a partir do dia 17 de outubro a HBO começa a exibir Boardwalk Empire. Já Hawaii 5-0 poderá ser conferida a partir do dia 20 do mesmo mês, pelo canal pago Liv.

Continua...
 
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