Saindo do Forno

Assista ao oitavo episódio de Mortal Kombat Legacy

Continuando a história da semana passada, o novo capítulo enfoca os poderes de Sub-zero e Scorpion.




Veja um comercial da Chevrolet com o Bumblebee

Desde o primeiro Transformers a GM investiu pesado pra que seus carros estivessem presentes na franquia. No terceiro filme não será diferente. Abaixo confira um comercial que está sendo exibido nos cinemas americanos para promover Transformers - O Lado Oculto da Lua, que estreia em 1º de julho.



Ouça o novo álbum do Arctic Monkeys

Se você ainda não fez o download de Suck it And See, o novo trabalho da banda, não se desespere. A gravadora Domino Records disponibilizou todas as faixas em stream. Ouça e se curtir, compre o CD, que sai em 6 de junho.


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Saindo do Forno: Novidades do dia

Veja os primeiros 3 minutos da nova temporada de True Blood!

Os fãs da série da HBO não aguentam mais esperar pela 4ª temporada. Pra deixá-los ainda mais sedentos pelos novos episódios, a emissora colocou os 3 minutos que iniciam o novo ano de True Blood. Assista abaixo.

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Rapidinhas

A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood, 2011)- Com o sucesso de Crepúsculo com o público jovem, não é de se estranhar o aparecimento de produções genéricas. Realizado pela diretora Catherine Hardwicke, do primeiro filme da Saga vampiresca, A Garota da Capa Vermelha não escapa do destino de toda cópia: ser pior que o original, que convenhamos não é nenhuma obra-prima. O longa é uma versão reimaginada do conto da Chapeuzinho Vermelho, que até poderia ser interessante, não fossem os diálogos risíveis (existem explicações melhores para a motivação do "Lobo" em episódios do Scooby-Doo) e a direção infantil de Hardwicke. A produção também não ajuda e os cenários são tão falsos que não escondem o fato do filme todo ter sido rodado em estúdio, mesmo tendo 80% de cenas que deveriam ser externas. A direção de fotografia chega a ser irritante, com uma câmera subjetiva vez ou outra que se revela como a perspectiva de vários personagens. Sério, pra passar a ideia de que todos podem ser suspeitos dos crimes cometidos pelo lobisomem, bastava um texto inteligente. O uso de recursos assim, de forma exagerada e sem a menor coerência só comprovam a ineficiência de seus realizadores.

Sem Limites (Limitless, 2011) - Um filme não precisa ser "cabeça" pra ser bom. E pode ser inteligente sem se tornar intragável para as massas. Partindo dessa ideia, Sem Limites agrada por ser um filme direcionado ao grande público, sem subestimá-los. O thriller mostra Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor vivendo um momento de bloqueio criativo. Surge então seu ex-cunhado, um traficante de luxo, que lhe oferece uma nova droga, com a promessa de poder ampliar a capacidade do cérebro humano. Morra aceita tomá-la e, com apenas um comprimido, escreve praticamente metade de seu livro. Procurando sair do momento de fracassos em que se encontra, começa a tomar mais doses, passando por transformações radicais em sua vida, o que inclui ser perseguido por um misterioso grupo. Sem Limites tem vários elementos típicos de Philip Dick, como a própria droga, e algumas sutilezas irônicas do texto. Um bom exemplo é o agiota a quem Morra recorre para iniciar seus empreendimentos. Quando ele toma a droga e se descobre inteligente, cita descobertas que fez no Google. A direção de Neil Burger também é acertada, usando recursos visuais sofisticados e uma montagem ágil para contar a história. E há também Robert De Niro, que embora não apareça muito, foge da interpretação caricata a que tem se dedicado nos últimos anos.


Desconhecido (Unknown, 2011) - Liam Neeson parece ter gostado de ser um herói de ação em Busca Implacável e se arrisca novamente com Desconhecido, um thriller bastante eficiente em prender a atenção do espectador (não é pra isso que são feitos, afinal?). Jaume Collet-Serra dirige o longa que mostra Neeson como o Dr. Martin Harris, chegando com sua esposa em Berlin para uma conferência científica. Mas, ao pegar um táxi, sofre um acidente, e quando acorda descobre que sua mulher não o reconhece e há outra pessoa se fazendo passar por ele. É a típica trama de colocar um personagem comum em situações extraordinárias, o que torna Desconhecido um pouco menos interessante pra quem já está acostumado com thrillers dessa linha. Fica a impressão de que o filme seria muito melhor num mundo onde Busca Frenética, de Roman Polanski ou Cortina Rasgada, de Alfred Hitchcock nunca tivessem sido feitos. No mais, existem boas cenas como a perseguição pelas ruas da cidade alemã ou o clímax, apesar dessa última não conter muitas novidades.

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Saindo do Forno

Três novos comerciais de Lanterna Verde

Com estreia marcada para 17 de junho nos EUA e 19 de agosto no Brasil, Lanterna Verde tem seu marketing intensificado com três novas prévias para TV. A primeira vale a pena, tem umas imagens novas, as outras é meio que mais do mesmo. Confiram.







Veja o novo clipe do Jane's Addiction

End of The Lies é o primeiro single do próximo álbum da banda, que sai em agosto. O Clipe abaixo não é recomendado para menores (sei que não adianta avisar, mas minha parte tá feita :P).

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Saindo do Forno

Veja um featurette de X-Men: Primeira Classe

Esta tarde, o twitter foi bombardeado por comentários extremamente positivos de quem conferiu o filme na cabine de imprensa. No vídeo abaixo, vários depoimentos sobre o desenvolvimento da trama e algumas cenas que já apareceram em trailers e comerciais de TV.

X-Men: Primeira Classe
estreia em 3 de junho.




Começam a sair os primeiros clipes de Lanterna Verde

A estreia do filme acontece nos EUA em 17 de junho, então, a partir de agora a divulgação de cenas deve se tornar constante. Confira abaixo Michael Clarke Duncan apresentando a sequência em que Kilowog (personagem dublado por ele) se encontra pela primeira vez com Hal Jordan (Ryan Reynolds). No Brasil, o filme chega em 19 de agosto.


Ouça o novo álbum de Eddie Vedder na íntegra

Ukulele Songs é o novo trabalho solo do vocalista do Pearl Jam. O lançamento será em 31 de maio.

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Crítica: O Poder e a Lei

A introdução de O Poder e a Lei consegue dizer muito sobre o background do personagem central, Mick Haller (Matthew McConaughey). Passeando pelas ruas de Los Angeles com seu Lincoln da linha Town Car, ele é a essência do advogado com complexo de yuppie do final dos anos 80 e começo dos anos 90. Aquele que faz seu trabalho com a única intenção de ganhar dinheiro.


A escolha do carro, um símbolo americano de poder (O Lincoln é um autêntico modelo de luxo), aliada a canção Ain't No Love in The Heart of The City (cujo título também é "revelador") constroem bem a personalidade do "advogado de porta de cadeia" que McConaughey interpreta. Aliás, não à toa, esse é o nome nacional do livro que o longa se baseia, de Michael Connelly. As rugas do ator, marcadas pela direção de fotografia, surgem para mostrar o quão ultrapassada é essa postura. Só faltou um anel de formatura proeminente, saltando à tela a cada gesto do personagem.


Haller está sempre em busca de casos dos mais baixos níveis, mas que sejam fáceis de ser defendidos, ou seja, dinheiro garantido e pouco trabalho. Eis que cai em seu colo uma acusação de tentativa de estupro. Como o futuro cliente vem de uma rica família local, não pensa duas vezes e aceita defender o playboy vivido por Ryan Phillippe. O que ele não espera, no entanto, é que o caso é mais complicado que parece, e ao mesmo tempo que traz ecos de um antigo erro do advogado, pode também trazer uma chance de redenção com a consciência.


Com uma passagem tímida pelos cinemas norte-americanos, O Poder e a Lei surpreendeu por sua aceitação de público e crítica, graças ao competente roteiro de John Romano e a direção correta de Brad Furman. A fórmula de filmes de tribunal pode acabar caindo no mais do mesmo sem o direcionamento correto. Aqui é diferente por misturar as habituais cenas de advogado de defesa contra acusação e os discursos para o júri com um suspense bem marcado por uma câmera inquieta e uma edição ágil.


Para que o personagem de McConaughey não fosse uma figura detestável, o filme foca nas ramificações de seus atos, quando percebe que pode ter cometido um erro e mandado alguém inocente pra cadeia. Também mostra o advogado como um pai atencioso, frisando que por baixo daquela postura arrogante existe alguém cuja consciência finalmente foi ferida. E a busca pela reparação o faz encarar seu pior medo, o de não conseguir reconhecer a inocência.


O ator já interpretou inúmeros advogados em sua carreira, geralmente com bastante competência, sem muito esforço pra transparecer a canastrice necessária para convencer um júri ou o próprio cliente. Mas em O Poder e a Lei, McConaughey se supera por sair do lugar comum e mostrar ao espectador um personagem que comete mais erros do que se poderia permitir.


Por mais antiquada que seja a atitude de Mick Haller, é ela que o faz repensar suas estratégias e torna sua jornada à redenção um ato quase heroico. Quase, porque no fim, o personagem prefere recorrer à meios menos ortodoxos. Afinal, nem sempre ostentar um Lincoln na garagem é demonstração suficiente de poder.

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Cenas Memoráveis - Blow Out - Um Tiro na Noite

Brian De Palma construiu sua carreira de cineasta com thrillers, filmes policiais e algumas obras de terror, homenageando Alfred Hitchcock e outras figuras clássicas que serviram de inspiração. E foi justo na época em que o diretor ainda iniciava na sétima arte, que produziu o que muitos consideram seu melhor filme até hoje (e olha que nos anos seguintes ele faria Scarface, Os Intocáveis e O Pagamento Final).

Blow Out - Um Tiro na Noite pode ser considerado um filme sobre filmes, disfarçado com uma trama conspiratória nos moldes de A Conversação de Francis Ford Coppola, amigo de De Palma. No longa, John Travolta é um técnico de som de um estúdio especializado em filmes B. Numa noite, ele está captando o áudio de pássaros num parque, quando ouve um estrondo. Logo em seguida, o barulho de uma derrapada de pneus, terminando na batida de um carro em uma ponte, fazendo o veículo cair em um rio. Quando o motorista é revelado como um importante político, Travolta passa a desconfiar que o acidente tenha sido, na verdade, um assassinato. No decorrer do filme, o protagonista descobre que alguém tirava fotos aquela noite e conseguiu captar a sequência exata de imagens que levaram o carro para seu destino trágico. E aí, De Palma constrói uma cena genial.

Usando os princípios básicos da arte cinematográfica (som e imagem), Travolta edita sua pequena prova do crime. A montagem de imagens sucessivas que dão impressão de movimento é a mais usada das definições da sétima arte e serve como pretexto para o diretor criar a expectativa, aliado à edição de som, que usa a repetição do áudio quase como trilha sonora. Confira a sequência abaixo.


Curiosidade: Blow Out, além de usar o próprio cinema como referência, faz homenagem à um clássico de Antonioni, Blow Up que tem uma trama semelhante, mas com propósitos diferentes.
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Saindo do Forno

Veja o trailer completo de Smurfs

Prontos pra uma volta à infância? Confira o trailer do filme que estreia em 5 de agosto em 3D e 2D.

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Baú do Re-Enter: Chinatown (1974)

Um dos mais memoráveis filmes dos anos 70, Chinatown é dirigido por Roman Polanski, com Jack Nicholson no papel do Detetive Jake Gittes. Situado em Los Angeles, nos anos 30, o filme revive o cinema noir com maestria, numa história em que fantasmas do passado assombram todos os personagens, levando a um desfecho trágico e surpreendente.

O roteiro, de Robert Towne, mostra Gittes, detetive particular especializado em casos de adultério, sendo contratado para investigar Hollis Mulwray, engenheiro do Departamento de Água da cidade. A esposa de Mulwray, Evelyn (Faye Dunaway) é quem contrata os serviços do detetive, pois segundo ela, seu marido não tem passado muito tempo em casa. Pensando se tratar de mais um caso de traição, Gittes aceita o caso. Durante a investigação, descobre uma jovem garota na vida de Mulwray, a primeira vista sua amante, mas ao longo da história, o estopim para algo muito maior.

O engenheiro está tentando impedir que obras prejudiquem a cidade. Essas obras são financiadas pelo fazendeiro Noah Cross (John Houston), seu sogro. Quando Gittes percebe o que está acontecendo, se vê em meio a um jogo de interesses que envolve todos os personagens, inclusive a si mesmo, ao se apaixonar por Evelyn, a Femme Fatale do longa. E se no cinema noir esse tipo de mulher leva o personagem à ruína, em Chinatown não é diferente. O detetive, cego de amor, percebe tudo quando é tarde demais. A relação de Cross com sua filha se torna evidente no momento em que Gittes começa a perder a noção dos acontecimentos, finalmente trazendo-o de volta ao “chão”. Porém, por causa desse segredo sórdido de família, o final do filme não deixa espaço para felicidade. Como numa tragédia antiga, tudo acaba mal quando Jake Gittes resolve exorcizar seus próprios fantasmas em Chinatown, não só o título do filme, mas o bairro chinês de Los Angeles onde há muito tempo, o detetive havia passado por problemas.

Polanski cria, no filme, um cenário pessimista, habitual nas suas obras até então. A sensação, a todo momento, é de que os problemas não terão solução. Pelo menos não uma que beneficie alguém. A música, composta por Jerry Goldsmith na última hora (em apenas 10 dias, depois do compositor original ter sido dispensado), é triste e melancólica, confirmando essa sensação. Um grande destaque do filme é seu desenho de produção, que reproduz com fidelidade a cidade nos anos 30. A ambientação está perfeita.

A produção de filmes noir nos anos 70 não era comum. Chinatown é de certa forma não só uma homenagem, como um certo tipo de ponta-pé para o neo-noir, que iria reviver o gênero nos anos seguintes.

A trilogia de dois filmes

Chinatown é a primeira parte de uma trilogia planejada por seu roteirista, Robert Towne. A segunda parte chegou a ser filmada. A Chave do Enigma, dirigido e estrelado por Jack Nicholson, saiu em 1990. Contudo, o filme foi um desastre comercial e de crítica, afundando as chances de Cloverleaf, sua últma parte, ser lançada. Em A Chave... Jake Gittes investiga o negócio de distribuição de gás natural em Los Angeles. A história se passa nos anos 40. A terceira parte seria sobre a construção do sistema de freeways na cidade.

Irônicamente, o roteiro de Cloverleaf não foi inteiramente desperdiçado. A base da história foi utilizada no filme Uma Cilada Para Roger Rabbit, comédia de ação que mistura atores reais e desenhos animados, dirigida por Robert Zemeckis em 1988, antes de Nicholson resolver dirigir a segunda parte da história.

Uma curiosidade, ainda sobre o plano de levar a trilogia adiante, o ator recusou todo papel de detetive que lhe era oferecido, para que interpretasse somente Jake Gittes.

Chinatown foi o último filme feito por Roman Polanski nos EUA. Por causa de um processo de abuso infantil, o diretor deixou o país para morar na França.
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Saindo do Forno

Veja a lista de músicas da Trilha Sonora de Transformers 3

Seguindo o que já virou tradição nos álbuns da franquia dos robozões, a trilha de Transformers - O Lado Oculto da Lua conta com a presença de Linkin Park, além de Goo Goo Dolls (que teve música no primeiro filme), My Chemical Romance e Taking Back Sunday. Nas lojas em 7 de junho. Veja a lista abaixo:



01. Linkin Park - "Iridescent"
02. Paramore - "Monster"
03. My Chemical Romance - "The Only Hope For Me Is You"
04. Taking Back Sunday - "Faith"
05. Staind - "The Bottom"
06. Art Of Dying - "Get Thru This"
07. Goo Goo Dolls - "All That You Are"
08. Theory Of A Deadman - "Head Above Water"
09. Black Veil Brides - "Set The World On Fire"
10. Skillet - "Alive & Awake (Remix)"
11. Mastodon - "Just Got Paid" (Ouça no Youtube)

Veja o Trailer de Call of Duty: Modern Warfare 3

Com lançamento previsto para novembro, o novo jogo da série promete ser tão bom quanto os dois primeiros. Confira!


Veja o sétimo episódio de Mortal Kombat Legacy

A Webserie continua e desta vez os destaques são os personagens mais populares do game: Scorpion e Subzero. Precisa dizer que está imperdível?


X-Men: Primeira Classe ganha Making of para a web

Aguenta ainda mais um pouco de vídeos do filme dos Filhos do Átomo? Pois é, além de trailers, comerciais e clipes, o material agora é um making of com 20 minutos! Assista nos players abaixo. O filme estreia em 3 de junho.











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Saindo do Forno

Novo trailer da quarta temporada de True Blood

Os vampiros, lobisomens, transmorfos e fadas da HBO voltam em 26 de junho. Confira abaixo a nova prévia mostrando uma certa mudança no direcionamento. Vamos esperar que a série fuja do lenga-lenga e que a história avance, ao contrário de outra "saga" sobre vampiros...


Veja o teaser do novo filme dos Muppets

Muito criativa a prévia, que parece se tratar de uma comédia romântica, apenas para revelar os personagens que fizeram parte da infância de muita gente: Caco, Miss Piggy e toda turma dos Muppets.

O filme estreia em 23 de novembro nos EUA e terá participações especiais de Emily Blunt, Ricky Gervais, Alan Arkin, Billy Crystal, Jean-Claude Van Damme, Jack Black, Zach Galifianakis, Danny Trejo, Donald Glover, Dave Ghrol e Lady Gaga. James Bobin, cocriador da série Flight of the Conchords, dirige o longa para a Disney.

Veja John Lasseter falando sobre Carros 2

O mais novo filme da Pixar, que estreia em 24 de junho, ganhou um featurette que discute o retorno ao universo dos carros e mostra John Lasseter, o chefe do estúdio e diretor do primeiro filme, apresentando algumas cenas e falando sobre os dubladores originais. Confira.

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Rapidinhas

O Ano do Dragão (Year of the Dragon, 1985) - Michael Cimino, roteirista do segundo filme de Dirty Harry e diretor de O Franco Atirador, não teve muita sorte nos anos 80. Começou a década dirigindo o filme que praticamente levou a United Artists à falência, O Portal do Paraíso, e em 85, para a MGM, realizou este O Ano do Dragão, com Mickey Rourke como protagonista. A trama mostra o policial interpretado por Rourke, encarregado de cuidar da Chinatown de Nova York. Arrogante, decide iniciar uma guerra com a máfia chinesa e acaba atingindo mais do que gostaria. Apesar do ritmo lento, o filme vale por quesitos técnicos como fotografia e direção de arte, que dão ao longa uma atmosfera típica do cinema policial dos anos 50 (com destaque para o figurino do personagem principal). Outro ponto positivo é a caracterização de Rourke, um verdadeiro anti-herói, que toma atitudes às vezes detestáveis para atingir seus objetivos, que, como deixa transparecer, existem por mero orgulho de ser o policial mais condecorado da cidade.

Horas de Desespero (Desperate Hours, 1990) - Ainda do diretor Michael Cimino, essa refilmagem do clássico com Humpfrey Bogart tem Mickey Rourke novamente no papel central. O diretor tinha o ator em grande estima e o considerava perfeito para interpretar o personagem outrora vivido por Bogart. Na trama, um criminoso prestes a ser condenado, foge no meio do julgamento auxiliado por sua advogada, que também é sua amante. Ao se reunir com o irmão parceiro de crimes, inicia sua fuga, que os leva até a casa de um advogado e sua esposa, interpretados por Anthony Hopkins e Mimi Rodgers, fazendo ambos e seus filhos de refém. Sem entrar no mérito de qual versão da história é melhor, o filme de Cimino cria uma tensão crescente, graças a Rourke, que começa como um sequestrador gentil para, aos poucos, se revelar um verdadeiro sociopata. O diretor mostra muita competência também na sequência inicial, que apresenta a namorada do criminoso. A trilha, feita para evocar filmes dos anos 40 e 50, ajuda no ritmo e o suspense psicológico que só aumenta durante a projeção ainda divide espaço com uma espécie de estudo de personagens, que passa por Rourke e chega até a estranha relação entre Hopkins e Rodgers. Infelizmente, o longa sofre um pouco no último ato, com um desfecho um tanto mirabolante. Pesa também a agente do FBI designada para o caso. A atriz Lindsay Crouse não consegue imprimir nenhum tipo de empatia com o espectador, o que atrapalha ainda mais os últimos momentos do filme.

O Mafioso (Kill the Irishman, 2011) - Produção pequena, dirigida e escrita por Jonathan Hensleigh, retrata o caminho de ascenção de Danny Greene (Ray Stevenson), chefe da máfia irlandesa de Cleveland nos anos 70. Pontuando a biografia do criminoso com as várias vezes que escapou de atentados promovidos por seus desafetos, o filme faz uma boa recriação do período, apesar do orçamento apertado. O roteiro faz bem em ser "direto ao ponto" sem enrolar muito a trama. Apesar disso, segue a cartilha dos filmes do gênero fazendo o espectador até gostar do personagem principal, mostrando momentos "sensíveis" de Greene e sempre justificando muito bem cada uma das mortes atribuidas à ele. Com Val Kilmer, Christopher Walken, Vinnie Jones e Vincent D'Onofrio, O Mafioso ou Kill The Irishman, no original, passou batido nos cinemas americanos e no Brasil veio direto para DVD, mas nem por isso deve ser descartado.
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Saindo do Forno: Novos comerciais de Harry Potter, X-Men e Lanterna Verde

Veja um comercial de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

Nova prévia televisiva enfoca ação do filme e prepara os fãs para o que promete ser um final épico. O oitavo filme do bruxo estreia em 15 de julho.



Mais um comercial de X-Men: Primeira Classe cai na rede

Por falar em ação, a Fox divulgou no final de semana outro comercial do novo filme dos heróis mutantes. Confira abaixo. Ainda sobre o longa, começaram a sair algumas resenhas em sites americanos e a notícia é boa: a maioria está favorável. Talvez X-Men: Primeira Classe cale a boca de muita gente. Dirigido por Matthew Vaughn, a estreia acontece em 3 de junho.



Lanterna Verde ganha mais um comercial de TV

Já deu pra notar que as emissoras americanas deixaram os nerds malucos neste fim de semana, certo? Mais um comercial do filme do Lanterna acaba de sair. Com cenas já conhecidas do último trailer, vale por alguns relances inéditos. O filme chega aos cinemas brasileiros em 19 de agosto, dois mese depois da estreia norte-americana.

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Crítica: Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas

Fazer um bom filme de aventura, de uns tempos pra cá, tem se tornado uma tarefa difícil. Agradar ao público atual com fórmulas meio batidas é praticamente impossível, a não ser que o roteiro consiga chamar atenção com "enfeites" jogados pro espectador em meio à clichês cinematográficos, conhecidos desde os tempos mais longíquos da sétima arte. Essa é uma das explicações para o sucesso da franquia Piratas do Caribe, que chega agora ao seu quarto exemplar, prometendo uma repetição das enormes bilheterias de seus antecessores. Afinal, o que é o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), senão uma distração para que as explicações absurdas, as ações sem sentido dos outros personagem e a desnecessária duraçãode 141 minutos passem sem ser notadas?

Na nova aventura, o Capitão sem navio está em Londres, tentando tirar da prisão um velho conhecido dos filmes anteriores. É capturado por nobres que estão em busca da lendária Fonte da Juventude e que pedem a Sparrow que os ajude em sua empreitada, antes que o lugar mitológico caia nas mãos dos espanhóis. Depois de escapar de forma mirabolante, ainda que divertida (provavelmente a melhor sequência do filme), Jack cai no colo, quase literalmente, de seu pai, mais uma vez interpretado por Keith Richards, que aliás é agraciado pelos roteiristas com uma piada até que criativa (está em um dos trailers, estragando um pouco a experiência). No encontro, o personagem de Depp descobre que para a Fonte funcionar, ele precisará de alguns itens, no melhor estilo "quest" de RPG.

Depois disso, é a hora de Angelica (Penelope Cruz) dar o ar de sua graça e sequestrar o o Capitão para servir no navio do temido Barba Negra (Ian McShane), que também tem seus motivos para descobir a Fonte. Em meio a tudo, a volta do divertido Barbossa (Geoffrey Rush) e um forçado romance entre um jovem clérigo (Sam Claflin) e uma sereia (Astrid Berges-Frisbey), espaço que ficou vago com a saída de Orlando Bloom e Keira Knightley.

Os roteiristas Terry Rossio e Ted Elliot parecem ter se ofendido com as resenhas negativas do terceiro Piratas, que destacavam as cenas sem nexo e a falta de explicações mais plausíveis pra certas soluções da trama. Ao invés de criarem um roteiro que pudesse equilibrar aventura com diálogos mais interessantes, resolveram explicar tudo que estava ocorrendo, de forma preguiçosa, com falas que atrapalham mais do que ajudam. Por causa disso, as cenas de ação, marca registrada da cinessérie e impecáveis em qualidade técnica, sofrem com o ritmo arrastado e com o péssimo timing do diretor Rob Marshall, que assume Piratas 4, depois dos três dirigidos por Gore Verbinski. Várias vezes o espectador espera por uma ação que não acontece, justamente por conta de alguma conversa desnecessária entre personagens. Quando o esperado chega, a hora de deixar quem está assistindo, mais interessado no longa, já passou.

Outro ponto irritante do filme é a quantidade de elementos que não adicionam nada à história. O mais notável é a disputa entre a Inglaterra e a Espanha pela Fonte da Juventude. Parece um MacGuffin mal elaborado que surge no início, e é resolvido de forma brusca no clímax.

Por outro lado, não há como negar que Depp está muito à vontade na quarta vez que assume o personagem Jack Sparrow. Há também uma química interessante entre ele e Penelope Cruz, sem contar a participação de Rush como Barbossa, provavelmente o único personagem em toda a franquia que realmente evoluiu com o passar do tempo. Já Ian McShane é o típico ator que ou acrescenta muito a um filme ou simplesmente atua no modo automático. Deve depender do interesse em determinados gêneros. No caso de seu Barba Negra, infelizmente o ator pende para a segunda hipótese, deixando muito a desejar, principalmente por ter se dado tão bem ano passado com um personagem tão vilanesco quanto o lendário pirata na minissérie Os Pilares da Terra.

Baseado vagamente no livro On Stranger Tides, de Tim Powers, Piratas do Caribe 4 é, na verdade, mais um típico longa de verão que não foge à regra de produções megalomaníacas da Disney. Grande qualidade técnica (cenário e figurino são ótimos) para uma história pouco interessante. Como pontuado no começo do texto, nada que você nunca tenha visto, com apenas alguns adereços, que se não forem melhor aproveitados nos vindouros filmes (sim, há planos para mais dois, pelo menos) também terão saído de moda.

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Confira também a resenha do terceiro filme!
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Saindo do Forno

Confira uma nova cena de X-Men: Primeira Classe

A divulgação do novo filme dos mutantes não para! Saiu mais uma cena, em meio de inúmeros comerciais de TV. Confira um diálogo entre os jovens Fera e Mística.


O filme estreia em 3 de junho.

Confira a primeira imagem de Tom Hardy como Bane!

Como todo bom viral, começou de sopetão a campanha de marketing de The Dark Knight Rises, continuação de Batman - O Cavaleiro das Trevas e terceiro filme da franquia dirigido por Christopher Nolan.

O site oficial do filme foi inaugurado hoje com uma página em preto. Não há qualquer imagem, apenas o som de uma multidão cantando. Provavelmente uma ligação com a Índia - onde parte do filme foi rodado. Ao clicar na página, porém, abre-se um arquivo de áudio, um wave, em que é possível ler a frase "#thefirerises". O símbolo "#" indica tratar-se de uma ação no twitter. Na página thedarkknightrises.com/image uma imagem foi formada a partir de cada "twitt" que usar a hashtag #thefirerises. (Fonte: Omelete)

Confira Tom Hardy como Bane, o vilão que nos quadrinhos quebrou a coluna do Batman.

Se as coisas andarem como foram na campanha viral de O Cavaleiro das Trevas, teremos ainda muitas novidades nos próximos meses, já que além de Bane o novo filme também conta com a Mulher-Gato e quem sabe um novo Batmóvel, já que o ultimo foi destruido no filme anterior.

The Dark Knight Rises será lançado em 20 de julho de 2012.

Veja um novo trailer de Lanterna Verde

Dia produtivo para a Warner/DC. Depois de revelar o Bane do filme do Batman, acabou de sair um novo trailer do Lanterna, desta vez voltado para o lançamento em 3D. Confira!

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Saindo do Forno

Veja uma cena de Transformers 3 [Atualizado]

Transformers 3 - O Lado Escuro da Lua, promete ser bem melhor que a bomba que foi o segundo filme, apesar de não ter mais Megan Fox no elenco. Veja abaixo a primeira cena do filme a ser divulgada pela Paramount. Nela, Carly, personagem de Rosie Huntington-Whitely apresenta seu chefe (Patrick Dempsey) ao seu namorado Sam (Shia Labeouf). Infelizmente, nada dos robozões na cena.


[Atualização] Saiu agora a tarde mais uma cena do filme, confira!


Transformers 3 estreia em 1º de julho.

Mais um clip de Super 8 cai na rede

Produzido por Spielberg, dirigido por J.J. Abrams, Super 8 até agora tem se mostrado um dos filmes mais bacanas dessa temporada. Com a promessa de resgatar a estética e aventura dos filmes juvenis dos anos 80 como Goonies, a trama coloca um grupo de seis garotos testemunhando um acidente de trem e gravando tudo com uma camera Super 8. Quando misteriosos desaparecimentos começam a acontecer na região, a ligação pode estar na carga do trem, cuja natureza ninguém sabe.


A estreia desse está marcada para 12 de agosto no Brasil.
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Baú do RE-ENTER: Laura

Se uma das características do noir é analisar e adentrar a personalidade obscura do ser humano, Laura, dirigido por Otto Preminger inova, pois não apenas usa essa marca do gênero na história, mas também em sua montagem, que privilegia o suspense psicológico, fundamental para o desenvolvimento da trama.


O filme, de 1944, começa evocando o assassinato de uma publicitária, Laura Hunt (Gene Tierney). Na investigação, um triângulo amoroso é revelado. Waldo Lydecker (Cliffton Webb, sensacional do papel), um jornalista, era amigo da moça, noiva de Shelby Carpenter (Vincent Price). Mas, ele sentia mais do que amizade por ela, e por isso resolve ajudar na investigação, que aponta o noivo como o criminoso. Porém, na metade do filme, uma reviravolta no melhor estilo Um Corpo Que Cai muda a história, e o detetive encarregado de desvendar o crime (Dana Andrews) desenvolve um plano mirabolante para prender o verdadeiro culpado.


Ninguém na história é santo. Claro, é um filme noir. O que justifica as ações perigosas do detetive, as motivações de Waldo e a natureza um tanto dúbia de Laura. A interpretação de Cliffton Webb como o cínico jornalista causa risos do espectador atento a seu humor negro e um certo desconforto àqueles que percebem os preconceitos, as manias e a maneira ranzinza do personagem. Por várias vezes, ele zomba de Shelby pelo rapaz não vir de “berço de ouro”. Para Waldo, só isso já justificaria o crime. Um golpe para ficar com o dinheiro de Laura. A publicitária, por outro lado, hora é a santa, hora, a devassa. Aos olhos de Waldo essas duas personalidades são reveladas como delírios de sua mente perturbada.


Voltando à montagem, Otto Preminger opta por jogar o espectador de sopetão na trama. Somos introduzidos ao assassinato de Laura logo no início, sem nem mesmo sabermos de quem os personagens estão falando. Porém, se por um lado a história começa com esse impulso, seu desenvolvimento mostra o que se tornaria marca de Preminger. A linguagem do filme é de uma elegância extraordinária. Os movimentos de câmera, as passagens de cena. Tudo é ritmado, dando um tom primoroso à obra.


Os méritos devem ser atribuidos também ao diretor de fotografia, Joseph LaShelle, vencedor do Oscar por seu trabalho neste filme. Além disso, o tema central composto por David Ruskin, ao mesmo tempo cria expectativas e imerge o espectador na trama.


Produção conturbada


Quem assiste um filme tão bem acabado como Laura, não imagina os problemas enfrentados pelo estúdio para a sua realização. Logo na escolha do elenco, quando Cliffton Webb fora anunciado, críticos destilaram seu veneno. Tudo porque o ator era homossexual assumido. Na época isso era considerado absurdo para os padrões Hollywoodianos. Diziam que Webb “desmunhecava” demais. Porém, sua interpretação se comprovou tão competente, com toda a ironia que o ator colocou no personagem, que se impôs a partir daí, sendo respeitado por suas habilidades de interpretação, que nada tinham a ver com sua opção sexual.


Outro tormento foi a demissão do diretor original do longa. O filme começou a ser filmado por Rouben Mamoulian, porém quando o produtor Daryl Zanuck viu os primeiros copiões, tratou de dispensar o cineasta, colocando em seu lugar o austríaco Otto Preminger, que havia trabalhado numa das inúmeras versões do roteiro de Laura, uma adaptação do livro de Vera Caspary.


Talvez todos esses problemas vieram apenas para fortificar o filme. O resultado final é um clássico do cinema, reverenciado mesmo depois de mais de 60 anos de idade. Laura é um filme dotado de interpretações incríveis, estilo elegante e tem a marca do gênero noir impressa em cada detalhe. Em cada sombra de sua fotografia e em cada parte de seu quebra-cabeças psicológico.


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Saindo do Forno: Novidades do Dia

Depois dos posteres, confira o primeiro teaser trailer de As Aventuras de Tintim

Não é de se estranhar o alarde todo em cima desse filme. Produzido por Peter Jackson e dirigido por Steven Spielberg, as expectativas são grandes. E aumentam com a prévia lançada hoje. A estreia acontece em 23 de dezembro. Confira. No site da Apple uma versão ligeiramente diferente pode ser vista em HD.


Confira um trailer estendido de Terra Nova

E, por falar em Spielberg, saiu na noite de ontem um novo vídeo da série produzida por ele, Terra Nova, que mostrará um grupo de humanos viajando 150 milhões de anos no passado. Essa série promete também e estreia em 23 de maio nos EUA. O restante da temporada só em setembro.



Mais um episódio de Mortal Kombat Legacy está no ar

A sexta parte da web série destaca Raiden, assista:



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Saindo do Forno


Alcatraz, nova série de JJ Abrams ganha primeiras imagens

O criador de Lost é uma das mentes mais inquietas do cenário TV/Cinema. O cara não para de produzir. Em 2010 não se deu muito bem, já que sua nova aposta, o seriado Undercovers foi
cancelado logo nos primeiros episódios. Em 2011/2012, o produtor, roteirista e cineasta tentará emplacar duas novas séries: Person of
Interest, co-criação com Jonathan Nolan, o irmão do Christopher e Alcatraz. Ambas trazem atores que se destacaram em Lost, como Michael Emerson na primeira e Jorge Garcia na segunda. A estreia de Alcatraz está prevista para 2012, mas a Fox liberou umas imagens de divulgação que você confere logo abaixo. A trama coloca investigadores da polícia de San Francisco atrás de um ex-detento da famosa ilha-prisão. Coitado do Hurley, será que não está meio traumatizado com ilhas?



Veja o primeiro pôster de As Aventuras de Tintim [Atualizado]


Com produção de Peter Jackson e direção de Steven Spielberg, o filme As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne estreia em 23 de dezembro.

[Atualização] E mais um poster acaba de ser divulgado! Confira:

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Som: The Cars - Move Like This

Não é segredo que o cenário fonográfico está repleto de referências à épocas mais produtivas da música. A maior parte dos novos artistas só estão fazendo o que já foi feito de 20 anos pra trás (só que com mais vícios de produção). E quando as bandas daquela época resolvem voltar? #comofaz?

São duas vias, geralmente: ou se renovam pra tentar adaptar o som às modinhas recentes ou têm coragem para continuar fazendo exatamente a mesma coisa de antes. Essa última só funciona com bandas que conseguiram acumular vários sucessos ao longo de suas carreiras. No caso do retorno do Cars, infelizmente, não deu muito certo.

O álbum Move Like This é o primeiro da banda desde 1987. De lá pra cá, entre reuniões pra algumas turnês e a morte do vocalista original, Benjamin Orr, o grupo nunca conseguiu se destacar como nos anos oitenta, onde podem ser lembrados pela baladinha Drive. O novo trabalho, apesar de ter potencial pra agradar os fãs, provavelmente não vai chamar muita atenção do público atual. Principalmente por não ter nenhuma faixa memorável quanto seus hits de mais de 20 anos.

O que incomoda em Move Like This é o exagero no som new wave, já que o Cars teve bons momentos no passado, unindo os tecladinhos daquele estilo com uma levada rockabilly. Isso faz a banda soar mais como uma caricatura do que como autêntica. Pesa contra essa reunião também, o fato de Ric Ocasek, que assumiu os vocais, não ter uma voz tão agradável quanto a de Orr.

Os destaques do álbum ficam pras músicas Too Late, Sad Song e Drag on Forever, que conseguem fugir um pouquinho do new wave exagerado das outras faixas. Não que seja ruim ouvir uma banda que se mantém fiel às suas origens. Mas é que depois de 24 anos, era de se esperar algo que justificasse um retorno. Afinal, pra ouvir exatamente a mesma coisa, compensa mais investir numa coletânea.

Veja a seguir o clipe de Blue Tip, primeiro single de Move Like This.

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Crítica: Os Agentes do Destino

De acordo com Peter Parker no primeiro filme do Homem-Aranha, "toda história que mereça ser contada acontece por causa de uma garota". É mais ou menos partindo dessa premissa que Os Agentes do Destino adapta, com muita liberdade criativa, um conto meio obscuro de Philip K. Dick. Dirigido por George Nolfi, o longa chama atenção por sua união de Ficção Científica e Romance, não necessariamente nessa ordem, e funciona também (quando não parte pro didatismo) ao discutir uma das questões mais polêmicas da existência humana: o livre arbítrio, ou a ilusão dele. Mesmo de forma fácil de ser digerida, Os Agentes... não perde tempo em jogar no espectador algumas boas perguntas que envolvem religião e filosofia.

A história coloca Matt Damon como David Norris, um jovem e promissor político que almeja uma cadeira no Senado americano pelo Estado de Nova York. Apesar de liderar as pesquisas, sua campanha sofre um baque com uma matéria de jornal que revela um lado agressivo e impulsivo de sua personalidade. No dia de sua derrota, encontra, no banheiro masculino de um hotel, a bela Elise, bailarina vivida por Emily Blunt. Embora a atração de um pelo outro seja mútua, por uma fatalidade, ele não pega sequer o nome da moça e ambos não voltam a se encontrar por mais alguns meses. É quando o acaso os une pela segunda vez que a vida do político vira de ponta-cabeça. Perseguido por estranhos homens de chapéu, David é apanhado e recebe o aviso: "pare de procurar por essa garota, vocês não devem ficar juntos". Todo mundo sabe que se você quer manter uma criança longe de um bolo nunca deve dizer: "não mexa aí". Mesmo com a demonstração de poder dos Agentes do título, o político se mostra firme em ignorá-los.

A partir daí, o roteiro, também de Nolfi, busca apresentar um texto que a todo momento confronta o público com ideias muito interessantes a respeito de destino, acaso e livre arbítrio e joga com o conceito de uma força superior que não se sente confiante o bastante pra deixar a humanidade caminhar sozinha. Esse subtexto, digno das melhores obras de Philip Dick, seria muito melhor se não fosse jogado de forma tão irregular. Em determinados momentos a discussão é sutil e funciona muito bem. Porém, alguns diálogos parecem brincar com a inteligência do espectador, como se tudo fosse muito complicado. Mesmo que fosse, não há nada demais em colocar uma semente de discussão na massa, sem precisar de muitas explicações. A escolha de inserir uma narração no final é um desses escorregões. O recurso não havia sido usado até então, e mesmo que não fosse completamente desnecessário, causaria estranheza por estar deslocado no filme.

Dotado de boas atuações do casal protagonista, que mostra uma química convincente em tela, Os Agentes do Destino, porém, não conta com grandes momentos cinematográficos, até porque é o primeiro filme de Nolfi como diretor. O maior feito visual do longa está nas sequências de perseguição, que envolvem bons efeitos que se tornam orgânicos à trama, muito parecido (mas não no mesmo nível de qualidade) com o resultado que Christopher Nolan conseguiu em A Origem.

A trilha sonora, por outro lado, merece destaque. Thomas Newman une orquestra com guitarras, bateria e piano, em peças musicais muito efecientes em criar a atmosfera do cotidiano de Norris e Elise. Ao mesmo tempo, os temas de ação fogem da regra atual ditada por compositores como Hans Zimmer, por exemplo. Há ainda duas músicas de Richard Ashcroft, vocalista da banda The Verve. Ao contrário de seu grupo músical, Ashcroft não tenta soar como um Oasis genérico e mostra grande evolução desde que apresentou ao mundo o sucesso dos anos 90, Bitter Sweet Symphony.

O resultado final é um longa acima da média dos filmes de verão, por ser voltado a um público mais maduro, mas que infelizmente fica apenas na vontade de se tornar uma grande obra do gênero. Levando em conta a definição do herói aracnídeo da Marvel, sobrariam motivos para que Os Agentes de Destino fosse um filme melhor, por se tratar de um belo romance. Infelizmente, o diretor/roteirista mostra ter o mesmo problema do Presidente da Agência do Destino, ou seja, é inseguro quanto a capacidade da audiência em conseguir entender sua mensagem sem um empurrãozinho. Com um ato bobo, Nolfi não invalida por completo sua obra, mas com certeza a impede de se tornar algo mais memorável e relevante.

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Para conhecer outra obra de Philip Dick adaptada ao cinema, com muito mais qualidade, clique aqui e veja o Especial Blade Runner.
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Leia HQ gratuita de Thor

Gostou do filme do Deus do Trovão? Pois é, em uma parceria com o refrigerante Dr. Pepper, a Marvel resolveu lançar uma HQ gratuita que serve de prelúdio para o longa de Kenneth Branagh. A história, publicada em partes, mostra Thor e Sif, ainda jovens, na busca por um amigo de Odin. Pra ler é só acessar a página, em inglês.



Veja os primeiros teasers trailers de Call of Duty Modern Warfare 3

Começaram a ser divulgados os primeiros vídeos da nova entrada na franquia de Call of Duty. Confira abaixo o primeiro trailer, divulgado para o público norte-americano. No canal do Youtube, você vê ainda mais prévias, uma Inglesa, uma Francesa e uma Alemã. Mais vídeos podem surgir ainda no fim de semana, então se inscreva na página do jogo e fique ligado.

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Clipe de It Feels So Good do Steven Tyler

Essa semana você, leitor do blog, ouviu a música do trabalho solo do vocalista do Aerosmith. Veja agora o clipe, que assim como a música tem uma levada bem pop, com direto a participação da ex-Pussycat Dolls, Nicole Scherzinger.


Veja o trailer do remake de A Hora do Espanto

Bela jogada da Dreamworks, aproveitar a sexta-feira 13 pra lançar a primeira prévia de Hora do Espanto, nova versão do popular terror (0u terrir) oitentista, que agora adere também à moda do 3D. No elenco: David Tennant, Colin Farrel e Anton Yelchin. Vejam aí!



Quem entrou no blog quarta e ontem, sabe que o blogger comeu dois posts por causa de uma manutenção do serviço. Se eles não regurgitarem de volta, infelizmente não irei republicá-los, já que não tinha backup dos textos. :/ sad, but true...
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Cenas Memoráveis - Karatê Kid (1984)

Ícone de uma geração, Karatê Kid é daqueles filmes com uma bela mensagem e que, de quebra, emociona pelo carisma dos personagens. O Sr. Miyagi (Pat Morita), com toda sua sabedoria, consegue fazer o jovem Daniel Larusso (Ralph Macchio) descobrir o melhor em si mesmo. História bacana, ponto final. Junte isso a um clímax igualmente emocionante e o sucesso de Karatê Kid, assim como o lugar que muitos reservam para o filme em suas memórias, são facilmente compreendidos. Para quem é saudosista, a cena abaixo trará boas lembranças do tempo gasto em frente à TV acompanhando a Sessão da Tarde. Depois do vídeo no entanto, esse texto continua e talvez desmistifique um pouco esse clássico oitentista. Assista e leia por sua conta e risco.



Ok, se você chegou até aqui, talvez não se importe muito em saber que Karatê Kid é, na verdade, um produto de propaganda. Pra entender isso, basta uma simples contextualização. Metade da década de 80, o Japão está chegando com tudo nos EUA. Fusões com grandes empresas, produtos sendo vendidos em diversas áreas de consumo e uma relação que antes fora de antagonismo, toma ares de parceria econômica.

Que forma melhor de retratar as boas relações com a Terra do Sol Nascente mesmo depois de tê-los atacado com duas bombas nucleares?

Quem já viu o filme deve se lembrar da emocionante história do Sr. Miyagi, que sai do Japão, vai para América e luta ao lado do exército estadunidense na Segunda Guerra Mundial. Perde sua mulher e seu filho e é consumido pela culpa de não ter estado ao lado deles.

Entenderam não é? A mensagem basicamente foi: nós fomos atacados pelos japoneses, retaliamos com duas bombas nucleares, mas e daí? Nós tivemos bravos orientais lutando lado a lado em nossas forças armadas! E agora, mais do que nunca, continuamos parceiros e podemos nos ajudar mutuamente.

O filme foi responsável pela popularização das artes marciais nos EUA e provavelmente ajudou o relutante povo americano a aceitar o Japão como parceiro comercial.

E ai, gostava mais de Karatê Kid com os olhos inocentes da infância?

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Saindo do Forno: Novidades do Dia

Teaser de Hitman Absolution

A franquia Hitman produziu excelentes jogos e é sempre bom saber que um novo título está a caminho. Mesmo sem data de lançamento definida, a Eidos divulgou um teaser pra deixar os fãs do assassino 47 ávidos por mais novidades. Confiram abaixo.


Veja um show do Jane's Addiction

Uma das bandas mais importantes dos anos 90, o Jane's Addiction se apresentou ontem num evento do Google (como se a empresa já não fosse cool o bastante). Tire um tempo do seu dia e confira o show de 42 minutos na íntegra (está disponível também em 720p) :



Veja a primeira cena completa de X-Men: Primeira Classe

O novo filme dos heróis mutantes tem se tornado uma incógnita. Embora os pôsteres lançados sejam muito ruins, os trailers e comerciais são muito bem editados e chegam a empolgar. Eis que surge hoje a primeira cena completa do filme, com Charles Xavier (James McAvoy) numa reunião na CIA revelando os mutantes para a agência norte-americana. A estreia do filme está marcada para 3 de junho.


Confira Sinopse de Os Mercenários 2

Divulgada pelo site da produtora NuImage, pelo visto a trama do novo filme é meio requentada do primeiro.
"Os mercenários estão de volta e desta vez é pessoal! Depois que Tool (Mickey Rourke), a alma do grupo, é brutalmente morto em uma missão, seus camaradas juram vingança - mas não são os únicos sedentos por sangue. A bela e selvagem filha de Tool, Fiona, embarca em sua própria missão de vingança, mas complica a situação quando é capturada por um cruel ditador que planeja destruir o movimento de resistência a que se opõe. Agora Barney e os mercenários devem arriscar tudo para salvar a moça e a humanidade." (Fonte: Omelete)
A estreia acontece em 17 de agosto de 2012.
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Telinha: Um Borrão de Esperança

Em 11 de setembro de 2001, um golpe foi desferido contra a maior potência do mundo contemporâneo. Os atos terroristas que fizeram desmoronar as Torres Gêmeas do World Trade Center pegaram os americanos, e o planeta todo, de surpresa. As marcas do trauma foram sentidas imediatamente. Mudanças nos hábitos, medo de tocar no assunto e até mesmo um cuidado com a produção cultural, tentavam fazer a população dos EUA não lembrar de sua fragilidade naquele momento tão difícil. Era neste cenário complicado que a Warner tinha marcado a estréia de Smallville, o seriado que deveria contar a juventude do maior herói da Terra: Superman. O ataque levou a emissora a adiar a exibição do piloto para outubro, ainda relutante sobre se aquele era mesmo o momento para uma série do Homem de Aço. Quando a audiência quebrou recordes, não restava dúvida: era justamente o herói que o povo americano precisava.

Maio de 2011. Osama Bin Laden, o grande vilão que orquestrou o ataque em solo estadunidense é finalmente morto pelo exército do Tio Sam. A sensação de alívio, junto a uma mistura distorcida de justiça e vingança, toma conta da população, levando à comemorações e mensagens de apoio ao presidente Obama. Chega ao fim a caçada que começara 10 anos antes, assim como se encerra a jornada que fará Clark Kent (Tom Welling) se tornar o Superman. Apenas uma coincidência, mas com grandes significados. Seria mesmo essa a mensagem que o Homem de Aço passa para a humanidade? E o mundo agora, precisa tanto de um herói como precisava no começo da década passada?

Ao longo de 10 temporadas, Smallville trouxe temas da mitologia do Último Filho de Krypton nunca abordados fora dos quadrinhos. E, principalmente nas duas últimas, tem mostrado grande preocupação em moldar um Superman muito diferente daquele dos filmes , desenhos e derivados. Adaptar o herói para outras mídias sempre significou mostrá-lo da forma mais bidimensional possível. A prática gerou uma percepção de que o Azulão é infalível e que sua única fraqueza é a Kryptonita. Nunca houve a ousadia de colocar Clark Kent dizendo que precisa selecionar as prioridades quando escuta alguém em perigo e como isso é um fardo que poucos conseguiriam carregar. A todo o momento, alguém grita por socorro, mas, se ele resolver salvar a todos, a humanidade poderia se tornar dependente demais de seu maior herói. Sim, no filme dos anos 70, Marlon Brando, no papel de Jor-el, diz isso, mas a idéia nunca é bem aproveitada (muito pelo contrário, a atitude final do herói em mudar o curso da história vai totalmente contra esse princípio). O Homem de Aço é mostrado em Smallvile como um símbolo de esperança e não como um escoteiro superpoderoso que passa o dia tirando gatinhos de cima das árvores.

Embora tenha tomado inúmeras liberdades com a cronologia dos personagens, a série tem como maior atrativo aos fãs justamente o cuidado com o mito do Super, mostrando-o em sua complexidade, cometendo erros e disposto a se sacrificar para salvar não só a mulher que ama, mas o mundo todo. Longe de ser o representante máximo dos ideais norte-americanos, o Azulão de Smallville, assim como sua contraparte nas HQs demonstrou recentemente, está muito mais para um cidadão do mundo do que de um instrumento de propaganda do Tio Sam.

Diversas vezes ao longo das temporadas mais recentes, viajantes do tempo e mesmo os companheiros de Clark em sua jornada, tentam mostrá-lo o significado de sua existência na Terra. O jovem herói em treinamento é relutante, escolhendo inclusive o anonimato, partindo para seus atos heróicos sem o devido reconhecimento. No começo, Clark não entende que suas atitudes precisam de algo mais: um rosto para servir de espelho para a humanidade. Ninguém se sente seguro por causa de um Borrão colorido. Por isso, mais importante do que saber se Tom Welling vestirá a cueca vermelha por cima da calça, é entender a força de suas atitudes como um símbolo a ser seguido.

Dentro deste contexto, fica mais fácil responder as perguntas acima. A interferência norte-americana, feita por motivos políticos nunca interessaria ao Superman. Porém, não haveria hesitação de sua parte ao defender qualquer que seja a região do mundo, de injustiças, intolerâncias ou desastres naturais. No entanto, saber se ele é o herói que a humanidade precisa agora é um pouco mais complicado. Smallville chegará ao fim na época mais promissora da espécie humana, mas também da mais cínica. Valores, ideais e muito do que move um herói em sua jornada, foram deixados de lado. Prefere-se hoje, acreditar no anti-herói, aquele que está à margem da lei e disposto a quebrá-la, que invade a privacidade dos cidadãos e derrota o vilão a qualquer preço. Não foi esse o desfecho do maior filme de HQs dos últimos anos? Superman passou a ser interpretado de forma errada e considerado ultrapassado. Por isso, quando Clark vestir seu uniforme e voar rumo ao sol pela primeira vez, sua missão será muito mais difícil do que enfrentar Lex Luthor ou Darkseid. Ser aceito como a inspiração para atitudes melhores sem parecer piegas, será sua batalha mais árdua.

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