Revista Empire publica novas e estilosas imagens de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

A revista Empire desta semana trouxe uma coleção de novas imagens que reforçam o tom do longa, que até agora tem mostrado um estilo bem próprio, que casa perfeitamente com a obra criada pelo escritor sueco Stieg Larsson.

Com direção de David Fincher, a adaptação americana do primeiro livro da Trilogia Millenium chega aos cinemas brasileiros em 10 de fevereiro de 2012.

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Video do Dia: Documentário A História da Pixar

Pixar. A empresa que mudou a forma de se fazer animações em longa-metragem, ajudou a trazer a Disney de volta ao centro das atenções e ensinou a adultos que não tem problema em chorar assistindo um filme animado.

Assista abaixo o documentário A Pixar Story, que conta a trajetória do estúdio dos primórdios até o grande sucesso de Toy Story, passando ainda pelos outros filmes que encantaram adultos e crianças no cinema. Dirigido em 2007 por Leslie Iwerks, o vídeo tem entrevistas imperdíveis com John Lasseter, Ed Catmull e Steve Jobs.













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[Atualizado com mais imagens!]EW divulga primeira imagem oficial de Os Vingadores!

[29/09 14h] Agora são as fotos internas da revista que aparecem na internet. Confiram e cliquem nas imagens pra ampliar.



[Fim da atualização]
O grupo reunido, ainda que por uma montagem porca de Photoshop, está na capa da Entertainment Weekly. Os heróis do filme são Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Thor (Chris Hemsworth), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Capitão América (Chris Evans) e Dr. Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo).

Os Vingadores estreia em abril de 2012 no Brasi.
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Assista uma cena de Gato de Botas

O primeiro trecho divulgado pela DreamWorks mostra o Gato, com voz de Antonio Banderas, e a personagem dublada por Salma Hayek, Kitty Softpaws.

Gato de Botas estreia no Brasil em 9 de dezembro.

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Novo trailer da segunda temporada de The Walking Dead

Os novos episódios do seriado começam a ser exibidos em 16 de outubro nos EUA. A nova temporada terá 13 episódios, ao contrário da anterior, com apenas 6. Confira a nova prévia abaixo.




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Coleção em Blu-ray de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração é oficializada! Veja um trailer

O site StarTrek.com publicou o trailer do lançamento, que trará os 178 episódios da série, remasterizados em Full HD. O processo de remasterização é complexo, e envolveu os negativos originais, que foram reeditados sem alterar em nada os episódios. Pra isso, a CBS conta com o auxílio de dois veteranos de Jornada nas Estrelas, Denise e Michael Okuda, que servem de consultores para que nada saia errado.

A primeira parte do lançamento, que comemora os 25 anos de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração, será em janeiro de 2012, em um Blu-ray contendo três episódios clássicos: o Piloto da série, Inner Light, vencedor do Hugo Awards em 1993 e Sins of the Father.

Veja abaixo o trailer, que revela um pouco mais do processo de restauração do seriado.

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Video do Dia: O Oeste Americano na visão de John Ford

Este documentário feito para TV em 1971, mostra um pouco da carreira de um dos diretores mais importantes do cinema norte-americano. Em seus 50 minutos, o vídeo explora a visão única de John Ford ao retratar o "velho oeste" e conta com depoimentos de atores que habitualmente colaboravam em seus filmes como John Wayne, James Stewart e Henry Fonda.

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Próximo longa em animação da DC tem primeiras imagens

Justice League: Doom adapta para as telinhas a Graphic Novel Torre de Babel, que revela os planos de Batman para derrotar cada um dos membros da Liga, caso eles decidam se virar contra o público. O problema é que esses arquivos caem em mãos erradas.

Veja abaixo as duas primeiras imagens da animação que será lançada em DVD e Blu-ray no começo de 2012.

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Veja o pôster de Cavalo de Guerra, novo drama de Steven Spielberg

Depois de um longo período sem dirigir, Spielberg volta em 2011 com duas produções no final do ano. Embora As Aventuras de Tintim seja muito esperado, é Cavalo de Guerra que atrai os olhos de quem se acostumou com os dramas do diretor.

O longa se passa na Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando Joey, um potro com um sinal em forma de cruz no focinho, é vendido ao exército e enviado à Europa. Nas mãos de um oficial, o animal se torna um cavalo de batalha. A coragem de Joey toca os soldados, enquanto o cavalo sofre pela ausência de Albert, o filho do fazendeiro que ele deixou para trás. O filme adapta o livro de mesmo nome escrito por Michael Morpurgo. Veja abaixo o cartaz e logo depois o trailer, lançado já há algum tempo.

O filme estreia no final de dezembro nos EUA e em 6 de janeiro no Brasil.


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Rapidinhas: Algumas séries da Fall Season

Na última semana começou oficialmente a chamada Fall Season, período em que uma enxurrada de seriados invadem a televisão norte-americana. São novas temporadas de programas já consagrados e estreias de séries que podem ainda dar o que falar nos próximos meses. Peguei pra analisar 3 das novidades da última semana, baseadas no que pretendo assistir. Abaixo rápidas análises do que vi. Atenção, se você ainda não viu os episódios analisados, existem alguns spoilers sobre eles nos textos.

Hawaii 5-0 - Segunda Temporada: A série que traz de volta um enorme sucesso dos anos 70 e 80 foi uma surpresa agradável em 2010. Nos últimos anos foram feitas algumas tentativas frustradas de remakes de seriados antigos e quando Hawaii 5-0 foi anunciado, não veio com muita expectativa. Mas, o programa agradou e garantiu uma segunda temporada, merecidamente. O primeiro dos novos episódios vem para dar um desfecho ao enorme gancho deixado pelo final do primeiro ano. O 5-0 está desmanchado, Steve está preso e seus antigos parceiros tentam de alguma forma provar sua inocência. Eis que surge um novo personagem, o Comandante Joe White, o homem que treinou McGarret no exército, interpretado por Terry O'Quinn, famoso pelo John Locke de Lost. Adição mais que bem vinda, pois chama atenção dos fãs da finada série, e proporciona o encontro com seu antigo colega de ilha, Daniel Dae Kim. O episódio não perde o fôlego que os espectadores já acostumaram a ver em Hawaii 5-0, aquela sensação de que se está assistindo a um filme de ação, com cenas muito bem elaboradas e edição frenética. O que incomoda um pouco é a necessidade de uma conclusão rápida da situação da equipe, o que leva o roteiro a usar de uma artimanha nada criativa. Talvez fosse mais interessante que o problema enfrentado pelos protagonistas ainda durassem mais uns dois episódios, sem precisar usar a desculpa de uma câmera com um armazenamento infinito pra inocentar McGarret. Pra encerrar, o capítulo ainda faz uma revelação de última hora, abrindo terreno pra várias mudanças no tom dos futuros episódios.
Avaliação
: se você já acompanhava a série, com certeza deve continuar assistindo. Se você ainda não conhece, pode ser interessante e divertido, mesmo com alguns elementos que necessitem de uma prévia passagem pela primeira temporada.
No Brasil
: não deve demorar pra estrear na TV paga.

Charlie's Angels - As Panteras: já que o assunto é refilmagem de seriados clássicos, a dupla responsável por Smallville, Al Gouh e Miles Millar, resolveu pegar carona no sucesso de Hawaii 5-0 e trazer de volta As Panteras para a TV. Pelo piloto nota-se um agradável respeito pelo original, na forma como a história é contada, mas isso soa antiquado. Assistir as novas Angels é como assistir às antigas. Além do Bosley ser muito mais jovem do que na versão original, não há novidades nessa releitura. Infelizmente isso deve pesar contra o seriado, que tem recebido críticas nada amigáveis, justamente por essa falta de criatividade, o que leva a discussão: se não é pra trazer algo novo, pra quê refazer? O novo Bosley, interpretado por Ramon Rodriguez, ao contrário do que se temia, não é um problema e funciona, protagonizando inclusive uma piada interna muito interessante em sua introdução. Mas é só. E mesmo que o trio de beldades (formado por Annie Ilonzeh, Minka Kelly e Rachael Taylor) possa ser um motivo pra se acompanhar o seriado, não é suficiente pro grande público que se acostumou com boas produções do gênero de ação lançadas recentemente.
Avaliação: talvez seja interessante esperar mais uns dois episódios pra decidir se vale a pena ou não, mas por enquanto, As Panteras não deixa o espectador pedindo por mais.
No Brasil: sem previsão de estreia, por enquanto.

Person of Interest: A união de dois promissores nomes: J.J. Abrams e Jonathan Nolan. O primeiro, criador de Lost, ainda não conseguiu outro sucesso televisivo do mesmo calibre pra colocar no curriculum. O segundo, irmão do cineasta Christopher Nolan, é o roteirista de Batman - O Cavaleiro das Trevas. Person of Interest é criada por Jonathan, que tem o peso do nome de Abrams como produtor. No elenco está Jim Caviezel como um ex-agente norte-americano que depois que perdeu a namorada, abandonou sua antiga vida e se tornou um mendigo. Michael Emerson, o Ben de Lost, é um misterioso homem que contrata o personagem de Caviezel para impedir crimes que um supercomputador foi programado para prever. O melhor do seriado não são suas cenas de ação, mas sim sua abordagem contemporânea da paranóia causada pelo ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001. Aquele dia foi histórico e trouxe muitas mudanças, e as vidas de ambos os protagonistas foram completamente colocadas de ponta-cabeça pelo evento. Nolan trabalha com uma ideia que já havia aparecido em Cavaleiro das Trevas: a da constante vigilância, que não leva em conta direitos como a privacidade. A série, por enquanto, parece ser baseada na velha fórmula de episódios fechados, mas sendo produzida por Abrams, tudo pode acontecer, e pode ser que tenha uma mitologia maior a ser desvendada.
Avaliação: pelo piloto, muito bem escrito, vale a pena acompanhar por enquanto.
No Brasil: estreia em 18 de outubro, as 21h no Warner Channel.
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Luck, seriado produzido por Michael Mann tem novo trailer

A nova aposta da HBO, com Dustin Hoffman, Nick Nolte e Dennis Farina no elenco, Luck tem produção do cineasta Michael Mann, que também dirige o episódio piloto.

O seriado mostra o submundo das apostas nas corridas de cavalo. Pela prévia, o programa contará com o forte estilo visual do diretor, marcado pelo uso de câmeras na mão e pouca iluminação, como em suas obras mais recentes Inimigos Públicos e Miami Vice.

Confira o novo trailer, exibido ontem na emissora.

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Segunda temporada de Game of Thrones ganha novo teaser

E o vídeo faz jus à palavra "teaser". Não há nenhuma imagem inédita, apenas os dizeres "A noite é escura e cheia de horrores" e foi exibido ao término do primeiro episódio da nova temporada de Boardwalk Empire, que voltou à grade da HBO norte-americana ontem a noite.

Os novos episódios de Game of Thrones chegam apenas em abril de 2012.

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Fotos do set mostram que uniforme da Mulher-Gato terá mesmo as orelhinhas!

Faz tempo que não posto nada de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge por aqui, não? É que estou filtrando mais essas notícias. Primeiro pra ter o cuidado de não postar grandes spoilers e segundo pra não colocar por aqui qualquer imagem do set que não mostre nada interessante.

Dessa vez vale a pena dar uma olhada, já que Anne Hathaway apareceu vestida com seu uniforme de Mulher-Gato, revelando que os óculos que aparecem na maioria das outras fotos, se transformam nas "orelhinhas" da gatuna. Além disso, Christian Bale e Gary Oldman também estiveram em cena, no que parece ser uma conversa entre Batman, Gordon e a personagem de Hathaway.

O novo filme do Homem Morcego estreia em julho de 2012.









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Vídeos do Dia: Documentários da Trilogia Clássica de Star Wars

Na verdade pela duração dos vídeos, daria pra nomear esse post como Videos do Final de Semana. Cada um dos documentários (um para cada filme da trilogia clássica) tem mais de 2 horas de duração. São inúmeras informações que foram recolhidas pelo fã Jammie Benning e editadas dentro do filme, como aqueles extras de Blu-ray, que durante a projeção vão aparecendo na forma de comentários em áudio, imagens de bastidores e opções de cenas em outros ângulos. O bacana é que muito material não está presente nas coleções oficiais da saga, então é obrigatório para todo fã desse universo criado por George Lucas.





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Killer Elite ganha um trailer só para maiores

O filme que reúne Jason Statham, Robert De Niro e Clive Owen mostra a que veio no vídeo abaixo, repleto de pancadaria.

Killer Elite, que no Brasil vai se chamar Os Especialistas, estreia por aqui em 2 de dezembro. Nos EUA estreia hoje.

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Novo viral do Gato de Botas faz paródia com comercial do Old Spice

Os comerciais do desodorante Old Spice já ficaram famosos pela internet e virou alvo da nova paródia protagonizada pelo Gato de Botas. O marketing do filme parece ter pego carona no que a Disney está fazendo com Os Muppets, colocando os bonecos pra tirar sarro de trailers. Confira:



O Gato de Botas estreia no Brasil em 9 de dezembro.
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Sai a primeira imagem oficial de Dark Shadows, novo filme de Tim Burton

Adaptação do popular seriado nos anos 60 finalmente divulgou o visual de seus personagens principais. Confira Helena Bonham Carter, Chloe Moretz, Eva Green, Gulliver McGrath, Bella Heathcote, Johnny Depp, Ray Shirley, Jackie Earle Haley, Jonny Lee Miller e Michelle Pfeiffer, reunidos.

Na trama, Barnabas Collins (Depp) é um vampiro centenário que desperta nos anos 70 e passa a morar com os descendentes de sua família, os Collins, liderados por Elizabeth, vivida por Pfeiffer. Clique na imagem para ampliar.

O lançamento de Dark Shadows acontece em maio de 2012.
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Trailers do dia: Trilogia Millenium, Três Mosqueteiros e novo de Joe Carnahan!

Pra não replicar três posts com trailers, vou juntar numa publicação só!

Veja o trailer completo de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

A Sony lançou nesta quinta, o trailer completo do próximo filme do diretor David Fincher. Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres adapta o livro de Stieg Larsson, parte da Trilogia Millenium para as telas americanas, já que o cinema sueco já levou a série toda para o cinema.

No elenco estão Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff e Robin Wright.

A estreia no Brasil parece ter sido antecipada para 27 de janeiro (antes era 10 de fevereiro) de 2012.





Trailer japonês de Os Três Mosqueteiros revela algumas cenas inéditas

Baseado na obra de Alexandre Dumas, o filme é dirigido por Paul W.S. Anderson, e tem Milla Jovovich, Logan Lerman, Matthew Macfadyen, Ray Stevenson, Luke Evans, Mads Mikkelson, Gabriella Wilde, Juno Temple, Orlando Bloom e Christoph Waltz no elenco.

Rodado em 3D, Os Três Mosqueteiros estreia em 12 de outubro.





Veja o primeiro trailer de The Grey, novo longa de Joe Carnahan

O diretor repete a parceria com o ator Liam Neeson, que protagonizou sua adaptação do seriado Esquadrão Classe A. Na trama do novo filme, Neeson lidera um grupo de extratores de petróleo, perdidos numa desolada região do Alaska, depois de uma queda de avião. Agora, eles precisam lutar pra sobreviver ao clima e aos ataques dos lobos que vivem por ali. A estreia acontece em 27 de janeiro nos EUA.

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Warner revela cena inédita da animação Batman Ano Um

Com produção de Bruce Timm, o longa, que adapta a graphic novel de Frank Miller e David Mazzucchelli será lançado em Blu-ray e DVD em 18 de outubro nos EUA. No Brasil, o DVD chega às lojas 2 dias depois.

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Stanley Kubrick: The Invisible Man

Stanley Kubrick é, sem dúvida nenhuma, um dos maiores diretores que já passaram pela história do cinema. Infelizmente, no entanto, apesar de seus 46 anos de carreira, dirigiu apenas 13 longas-metragens. Em comparação, Alfred Hitchcock, outro mestre, no mesmo período dirigiu 50 filmes, praticamente um por ano.

Porém, analisando por um prisma mais frio, comandar poucos filmes significa uma menor incidência de erros. No caso de Kubrick, quase nula. Ok, você pode achar suas produções difíceis de serem digeridas, mas não há como negar a qualidade e a inteligência de suas obras.

Em 1996, um documentário chamado Stanley Kubrick: The Invisible Man, tentou desbravar a carreira do diretor, analisando sua natureza reclusa e o brilhantismo de sua filmografia. Graças às maravilhas da internet, esse documentário pode ser assistido na íntegra pelo Youtube. Está dividido em várias partes e todas valem muito a pena pros fãs de cinema. A parte 4 precisa ser assistida direto no Youtube, é só clicar na imagem.




















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Trailer do Blu-ray de Capitão América mostra cenas inéditas de Os Vingadores

Mas você não pode nem piscar, senão perde! Assista a seguir o vídeo que promove o lançamento de Capitão América - O Primeiro Vingador em Home Vídeo. O Blu-ray do filme chega às lojas norte-americanas em 25 de outubro. Veja também logo depois do comercial, uma lista (em inglês) do conteúdo do disco.


-Filme com comentários do diretor Joe Johnston, do diretor de fotografia Shelly Johnson e do editor Jeff Ford
-"Marvel One-Shot: A Funny Thing Happened on the Way to Thor’s Hammer"
-Featurettes: "Outfitting a Hero," "Howling Commandos," "Heightened Technology," "The Transformation," "Behind the Skull," "Captain America Origins," "The Assembly Begins"
-Cenas deletadas com comentários
-Trailers
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IDW libera preview de Star Trek 1, HQ baseada no filme de J.J. Abrams

O reboot de Jornada nas Estrelas proposto por J.J. Abrams deu o que falar. Funcionou muito bem e sua continuação já é certa. Pra suprir os fãs até que o novo longa chegue aos cinemas, a editora IDW, em colaboração com Roberto Orci, um dos roteiristas do filme, lançará em novembro uma série periódica em quadrinhos situada no novo universo criado pelo diretor de Super 8. O número 1 trará capa de Tim Bradstreet e desenhos de Stephen Molnar, com roteiros de Mike Johnson. Confira aqui um preview da edição.
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Primeiro trailer de J. Edgar, novo filme de Clint Eastwood, está no ar

O longa traz Leonardo DiCaprio no papel de J. Edgar Hoover, o polêmico diretor do FBI, que graças o seu comando do Bureau de Investigações Americano se tornou um dos homens mais importantes do século 20.

Dirigido por Clint Eastwood, e com Naomi Watts, Judi Dench, Armie Hammer e Josh Lucas no elenco, o filme estreia nos cinemas americanos em 11 de novembro. Assista o trailer.




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Novo trailer de The Thing é só para maiores

The Thing é o prelúdio do clássico O Enigma do Outro Mundo, dirigido por John Carpenter em 1982 (por sua vez, um remake de um longa de 1951) e que chega aos cinemas americanos em 14 de outubro. No Brasil, a estreia acontece em 2 de dezembro.

O vídeo abaixo não é recomendado para menores.


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Rapidinhas: Vampiros nos anos 2000 - O século 21 esbanja estilo!

Nos anos 80, eles eram divertidos. Na década seguinte, os que não se tornaram melancólicos, viraram astros de ação. Agora, na entrada de um novo século, as produções cinematográficas com vampiros transbordam visual, em tramas que tentam unir elementos dos 20 anos anteriores.

Anjos da Noite (Underworld, 2003) - O filme de estreia do diretor Len Wiseman, que mais tarde faria Duro de Matar 4.0, segue a cartilha estipulada por Blade, no final dos anos 90. Coloca os vampiros dentro de um filme de ação, enfrentando, numa guerra milenar, seus maiores inimigos, os lobisomens, aqui chamados de Lycans. Mas, Anjos da Noite não tem apenas o Caçador da Marvel como referência. O couro preto, as cenas em slow motion e os tiroteios coreografados quase como uma dança, são egressos do sucesso de Matrix, longa de ficção científica que ditou, e ainda dita, regras para cenas de ação. Na trama, em meio a disputa das duas raças, a vampira Selene (Kate Beckinsale) se apaixona pelo recém-transformado em lobo, Michael (Scott Speedman), e juntos tentam combater ambos os lados, já que o amor proibido os transformam em alvos. A abordagem "Romeu e Julieta" funciona e o romance é bem dosado com ótimas sequências movimentadas e que envolvem muitos efeitos especiais (alguns muito bons, outros muito ruins). O roteiro ainda reserva uma interessante virada envolvendo os vampiros, que muda o ponto de vista da história a favor dos lobisomens. Além disso, a pesada fotografia, unida a um design de produção eficiente e inteligente, trazem uma ambientação gótica que pegou em cheio os fãs do vampirismo contemporâneo, influenciado pela popularidade do RPG Vampiro - A Máscara. Ganharia nos anos seguintes mais três continuações, sendo que uma está em período de pós-produção e seu lançamento está previsto para o começo de 2012.

30 Dias de Noite (30 Days of Night, 2007) - Baseado numa Graphic Novel do escritor Steve Niles, este é um bom exemplo de como os vampiros ainda funcionam como antagonistas de um longa de terror. A premissa coloca os chupadores de sangue atacando uma isolada cidade no Alasca no período do fenômeno do inverno em que o lugar passa 30 dias sem ver a luz do sol. Com isso, os monstros tem a vantagem de não precisarem se esconder. E, por monstros, entenda no sentido literal. Os vampiros de 30 Dias de Noite não esboçam muita humanidade, o que prejudica a visão sofisticada que transformou essas criaturas em seres tão fascinantes. Mas, a proposta do longa é justamente mostrá-los como uma ameaça sanguinária e quase irracional. O recurso serve para que a atenção do espectador fique nos personagens humanos, liderados por Josh Hartnett, impedindo qualquer simpatia por seus antagonistas. Com direção de David Slade, o filme é competente em estabelecer a sensação de isolamento em suas 2 horas de projeção. Longos planos gerais mostrando a imensidão da neve, cenas silenciosas, e um senso de perigo constante ajudam o longa a funcionar dentro de sua pretensão no gênero terror, mesmo que a caracterização dos vampiros não seja das mais interessantes. O líder das criaturas, vivido por Danny Houston, poderia ser interpretado até por um dublê. Não faz muito sentido ter um ator do porte de Houston para fazer um personagem que mais remete a um assassino de slasher (como Jason ou Michael Myers) do que a um ser marcado pela tragédia como Drácula ou Louis de Entrevista Com o Vampiro. Mesmo assim, 30 Dias é um exemplar interessante por tentar uma abordagem mais animalesca das criaturas.

Deixe Ela Entrar (Let The Right One In, 2008) - Produção sueca, que se baseia num livro de John Ajvide Lindqvist, esta é uma das grandes surpresas da primeira década dos anos 2000. Uma história sobre o fim da infância, amor e as características mais sombrias da natureza humana, Deixe Ela Entrar mostra Oskar (Kåre Hedebrant), garoto de 12 anos, que mora com sua mãe e sofre bullying na escola, descobrindo uma bela amizade com sua nova vizinha, Eli (Lina Leandersson), também de sua idade. O problema é que a menina é uma vampira. Ela vive com um protetor, que todos tomam como seu pai, e que na verdade a ajuda a conseguir alimento, ou seja, sangue, matando jovens em locais isolados. O longa faz uma interessante análise do garoto e como suas inclinações psicóticas o levam a adquirir ainda mais afeição por Eli, ao descobrir sua verdadeira natureza. Tudo isso é construído para chegar a um desfecho ainda mais interessante (que não cabe aqui revelar) tornando a trama extremamente coerente com todas as pistas deixadas ao longo da produção. O filme ainda traz um visual de encher os olhos, com a direção de Tomas Alfredson e fotografia de Hoyte van Hoytema, que destaca tanto as cenas externas, com o auxílio da impressionante paisagem coberta por neve, quanto as internas, principalmente as que se passam no isolado quarto de Oskar, ambiente que reflete sua personalidade obscura. Ganhou uma refilmagem norte-americana, Deixe-Me Entrar, que faz jus a obra, mas não supera o original.

Sede de Sangue (Thirst, 2009) - O cineasta coreano Park Chan Wook, de Oldboy, adere ao vampirismo como resultado de uma doença. Na trama, um padre, vivido por Kang-ho Song, é contagiado por uma rara forma de lepra, que mais tarde se revela como uma espécie de vampirismo. O diretor cria um longa repleto de estilo e com subtextos suficientes pra criação de um artigo acadêmico. Sua abordagem cínica misturada a situações de extrema ironia, servem para provocar o espectador com várias discussões religiosas, além de fazer uma escancarada análise da psiquê humana, de forma muito similar a Deixe Ela Entrar, porém com personagens de natureza ainda mais distorcida. A galeria de coadjuvantes é fascinante. Há um velho padre que se entrega ao personagem de Song para servir de alimento, a garota por quem o protagonista acaba se apaixonando e que ao longo da trama revela intenções nada boas, levando a um interessante paralelo com Crime e Castigo de Dostoievski, além de outras personagens que surgem pelo caminho. Interessante também é a forma como o romance é levado às últimas consequências quando os amantes vão pra cama. É paixão carnal no sentido mais literal da palavra. Chan Wook ainda cria uma atmosfera sombria que combina muito com seu senso de humor incrivelmente macabro. Um exercício cinematográfico vindo do oriente para trazer uma, mais que bem-vinda, dose de novidade pra um gênero tipicamente ocidental, que aprendeu a se renovar ao longo de décadas de produções. Deixando o gostinho de que, enquanto o cinema existir, vampiros sempre estarão prontos pra colocar suas presas de fora e sugar o sangue de suas vítimas, seja de forma divertida, melancólica ou visualmente impactante.
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Fã de Tartarugas Ninja? Assista o fan film de Casey Jones!

Um dos coadjuvantes mais famosos das Tartarugas Ninja acaba de ganhar um fan film. Casey Jones, o vigilante que usa máscara de hóckey, é a estrela do curta-metragem dirigido por Polaris Banks. Confira o filme clicando na imagem abaixo e veja um trailer no player a seguir.


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Colin Farrel e Jessica Biel aparecem em fotos do set de Total Recall

A nova versão de O Vingador do Futuro continua suas filmagens em Toronto. Veja abiaxo algumas fotos divulgadas pelo Comingsoon.net. Nelas, o protagonista Colin Farrel, a atriz Jessica Biel e o diretor Len Wiseman aparecem durante a gravação de uma cena envolvendo o que lembra muito um carro voador.

O filme tem estreia prevista para agosto de 2012.






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X Japan no Brasil [coletiva + show]

Quantas bandas você conhece que carregam o seu país de origem no nome? Bom, eu conheço ao menos uma: o X Japan, que, preferências de estilos à parte, sem dúvida é a banda de rock mais representativa da história da música japonesa. Responsável por levar o rock pesado pela primeira vez ao topo das paradas japonesas, a banda liderada pelo baterista e pianista Yoshiki Hayashi foi a precursora do movimento – hoje um tanto desgastado – visual kei, que mistura visuais andróginos e radicais, inspirados no teatro kabuki e no glam rock ocidental, a uma veia musical bem trabalhada e de espírito agitado.

A banda, cujo primeiro single data de 1985, teve seu fim em 1997, com a saída do vocalista Toshi, e o memorável show The Last Live – último registro da banda com o icônico e extravagante guitarrista hide, falecido no ano seguinte. Desde então, cada integrante seguiu carreira solo ou formou outros projetos musicais, para, 10 anos depois, anunciarem seu surpreendente retorno com a música I.V. – tema do filme Jogos Mortais IV. Porém, mais surpreendente ainda seria imaginar que um dia essa banda, sem divulgação oficial nenhuma no país, viria a lotar uma casa de shows com quatro mil pessoas no Brasil, para realizar um de seus shows mais memoráveis. E foi o que aconteceu no dia 11 de setembro de 2011, último domingo, no HSBC Brasil, em São Paulo.



Na noite anterior, Yoshiki concedeu a primeira das duas coletivas de imprensa em sua visita ao país, no hotel em que a banda estava hospedada (a segunda coletiva ocorreu após o show, no próprio HSBC). O Re-Enter teve a oportunidade de comparecer a este evento, que contou com a presença de cerca de 30 jornalistas, onde alguns tiveram a oportunidade de fazer uma pergunta ao músico, responsável pela maioria das composições da banda. Confira um resumo dos principais pontos da entrevista a seguir (nossa pergunta você confere destacada em azul).


- Como você encara o rótulo do visual kei e o estilo do X Japan?


Quando iniciamos a banda, não pertencíamos a nenhum movimento, porque tocávamos música realmente pesada e usávamos um visual bem maluco. Acabamos criando um gênero no Japão, que se tornou o visual kei. Mas o visual kei não é algo sobre o estilo, mas sim sobre a liberdade. É nisso que eu acredito.


- Tanto tempo após a separação da banda, você encontrou alguma dificuldade de entrosamento com os outros integrantes depois do retorno?


Sim. Depois que resolvemos voltar com a banda, tivemos que consertar nossa amizade primeiro. Agir mais como uma família. Não é simplesmente se reunir e tocar, é passar nosso tempo juntos.


- Como foi o processo de compor novas músicas com a ausência de hide?


Compor com o hide era somente parte do tempo que passávamos juntos. Como eu disse antes, uma banda é como uma família, então passávamos muito tempo juntos nos hotéis e a bordo de trens, aviões e carros. Todo esse tempo que divididimos foi muito valioso... A maior parte do tempo que passávamos juntos não era tocando, mas sim nos divertindo. Ele escreveu algumas músicas para a banda, mas contribuía mais na parte de arranjos. Algumas vezes quando escrevo nossas músicas, eu penso em como hide faria o arranjo. Mesmo Taiji [primeiro baixista da banda, falecido há poucos meses], que perdemos recentemente... Sentimos que eles ainda estão conosco em espírito, e adotamos uma atitude positiva com relação a isso.


Coletiva de Yoshiki Hayashi, líder do X Japan, em São Paulo


- Com Sugizo [guitarrista e violinista da “banda-irmã” Luna Sea e velho amigo de hide, substituindo-o no X Japan desde 2009] agora na banda, como você está utilizando-o na composição musical?


Ele é um velho amigo nosso, conheço ele há 20 anos, então foi natural que ele viesse a integrar a banda em algum momento. Ele escreveu uma música para nosso novo álbum, e estamos analisando se vamos incluí-la ou não. Também gostamos de tocar versões acústicas em duetos de piano e violino das músicas do X Japan, o que temos feito nos shows.


- A música Art of Life se diferencia do restante do repertório do X por ter uma duração maior, de meia-hora. Quando você sentiu que estava no ponto de compor uma música dessa grandiosidade, e de onde veio a inspiração?


Bem, essa música tem 30 minutos de duração, então é diferente não só das músicas do X Japan, mas da maioria das músicas de rock, eu acho. Quer dizer... Quem toca uma música de 30 minutos na rádio hoje em dia? Quando pensei em escrever essa música, eu me perguntava por que uma música tinha que ter somente três, quatro ou cinco minutos. A música deveria ter mais liberdade. Então fui até a gravadora e perguntei se eles poderiam tentar tocar na rádio caso eu escrevesse uma música de 30 minutos. Eles disseram: “Mas é claro”. Duas semanas depois - o tempo que levei para escrever a música - apareci com ela pronta e eles enlouqueceram.


A inspiração para Art of Life... Bem, parte das letras do X Japan não são ficção, são baseadas na minha própria experiência. Eu simplesmente coloco toda minha emoção, coloco minha dor, felicidade e tudo mais nas letras. Art of Life é sobre uma parte difícil da minha vida, sobre como eu a superei. Eu estava muito... Eu não sei bem como dizer... Eu estava muito suicida após a morte do meu pai. Eu não queria viver. Se não fosse pela música, eu não estaria aqui. Ao invés de simplesmente ficar louco, eu comecei a escrever músicas. Então, provavelmente essa música, e isso é algo meio estranho para eu dizer, salvou a minha vida.


Vídeo: Cortesia www.asian-box.net


- Qual a sua opinião sobre a evolução da aceitação da música japonesa ao redor do mundo, desde a criação da banda até hoje?


Há 15 anos, demos uma entrevista coletiva em Nova York, para falar da assinatura de contrato com uma gravadora na época, e um repórter me perguntou: “O que você está fazendo aqui? Você nem mesmo fala inglês” – e eu realmente nem falava (risos). Mas eu penso que a música não tem barreiras. Depois de todos esses anos, estamos fazendo uma turnê mundial. A música está se difundindo bastante através da Internet. Eu penso que a música japonesa é muito única, porque nós temos influências do ocidente e do oriente, e acho que já estava na hora da música não vir somente do ocidente. Alguns músicos japoneses já são bastante populares mundo afora. Acho isso maravilhoso.


- Você acha que a banda tem muitos fãs no Brasil?


Sim, principalmente devido ao retorno que tenho via Twitter. A reação dos brasileiros sempre que posto alguma coisa é a maior do mundo. Por isso, eu queria muito tocar logo no Brasil.


- O que você espera do show de amanhã?


Algo que nunca experimentamos. Algo memorável e histórico.


Após a entrevista, representantes do X Japan Brazilian Street Team entregaram presentes a Yoshiki


O SHOW

Se uma banda japonesa ainda precisava comprovar a afirmação de que “música não tem barreiras” dita por Yoshiki na coletiva, o X Japan cumpriu essa missão no HSBC Brasil. Já pela manhã, fãs de todos os estilos e idades ocupavam a fila, preenchendo as ruas ao redor da casa de show com cabelos coloridos e maquiagens extravagantes, ao lado de senhoras de mais idade que também se diziam fãs da banda, acompanhadas de seus filhos. Velhos amigos que se conheciam somente pela Internet devido ao gosto em comum pela banda puderam se ver pessoalmente, e novas amizades nasceram em meio à multidão.


Esse clima de ansiedade e agitação deixava todos animados, o que serviu de combustível para aguentar as longas duas horas e meia de atraso para início do show. O número de vezes que pessoas entravam no palco para regular e polir os instrumentos ou lustrar o chão já chegava a irritar, quando começou a soar pela casa a introdução do show, com os integrantes surgindo no palco, para logo em seguida iniciarem Jade, atual música de trabalho, que empolgou a todos, mesmos os que ainda não a conheciam. A abertura teve direito até mesmo a uma pausa súbita da banda em um dos últimos refrões, cantado a plenos pulmões pelo público.




Na sequência, o X engatou dois clássicos, Rusty Nail e Silent Jealousy, que só não explodiram o lugar por falta de pólvora. Nessas músicas, o novo integrante Sugizo provou a que veio, executando com perfeição os complicados solos criados por hide – o que acabou com o receio de alguns fãs que temiam por playbacks de solos de guitarra do falecido guitarrista, algo que vinha sendo feito como uma espécie de homenagem pela banda após seu retorno aos palcos. A homenagem a hide, no entanto, veio logo na sequência, com Yoshiki e Sugizo deixando o palco após as intensas três primeiras músicas para que o guitarrista Pata, o baixista Heath e o vocalista Toshi executassem Drain – música escrita por hide com pegada mais industrial, com direito a bateria eletrônica, sendo também uma velha conhecida dos fãs.


Sugizo volta ao palco para mostrar sua outra faceta, dessa vez como violinista. Seu solo mesclou trechos das músicas Providence (de sua banda Luna Sea), Miranda (um de seus últimos singles como artista solo) e, para a surpresa e comoção do público, Chega de Saudade, clássico de Tom Jobim, de quem Sugizo é fã declarado. Surge Yoshiki no palco, dessa vez no piano, e ambos dão sequência a um dueto, comprovando toda a versatilidade do X Japan. O dueto termina com a introdução de Kurenai, provavelmente a “Stairway to Heaven” do X, sendo executada nos instrumentos clássicos, para que então os músicos assumissem novamente a guitarra e a bateria, botando fogo no lugar com o restante da banda.



Chega a vez de mais uma música nova, Born To Be Free, que vai estar no próximo álbum da banda, a ser lançado em 2012. A música, com a ousada bateria inspirada em psytrance (estilo musical do qual Yoshiki também é fã) não fez feio, e foi a deixa para que o músico executasse seu solo de bateria na sequência. Pulando de volta ao piano, o líder do X tocou os acordes da já clássica I.V., enquanto Toshi provocava o público a cantar os versos “In the rain / Find a way” por alguns minutos, até que a pesada música de fato começasse. Nesse momento, podíamos ter certeza de quanto os integrantes estavam animados com o show, com Yoshiki interrompendo Toshi para gritar “We are” no microfone do vocalista – mais uma das conhecidas brincadeiras que a dupla costuma fazer um com o outro durante shows.


Mas a hora de entoar o grito de guerra da banda veio logo em seguida, com a música X. Como se estivessem em um show no Tokyo Dome, as quatro mil pessoas do público pulavam com os braços em formato de X no refrão, para depois responder aos gritos de “WE ARE X” do vocalista, durante a pausa da música. Yoshiki aproveitou a deixa para fazer algo que já está se tornando regra nos shows do X fora do Japão: Mergulhar no público. Após o show, ele postou em seu Twitter uma foto em que dizia – satisfeito, no melhor estilo sadomasoquista das letras mais violentas do X - ter mais de dez cicatrizes ganhas nos dois mergulhos que fez durante o show.


A banda sai do palco e o público tenta recuperar o fôlego, sabendo que em seguida viria o encore. Alguns fãs que já previam a setlist se organizaram via Internet para preparar uma homenagem à banda e aos falecidos hide e Taiji. Bexigas vermelhas e amarelas (cores mais marcantes da identidade visual de hide) foram distribuídas e enchidas, decorando então toda a pista durante o discurso emocionado de Yoshiki sobre seus ex-colegas (após dizer que ama guaraná), e nas baladas Forever Love e Endless Rain, tocadas com o músico ao piano. Durante o solo de Endless Rain, as bexigas foram arremessadas no ar, quicando de mão em mão, no que já pode ser considerado um dos momentos mais bonitos da história da banda.




Foi nesse momento que ficou comprovado que o X Japan não faz simplesmente um show, mas sim faz um verdadeiro drama no palco, provocando emoções tão opostas e intensas no público. Era possível olhar ao redor e ver homens e mulheres chorando, por lembranças diversas que as tocantes músicas os traziam, ou simplesmente pela emoção de ver ao vivo uma banda que nem sequer existia mais durante 10 anos. A emoção no rosto dos integrantes também era evidente, principalmente no rosto de Toshi, que parou no meio do palco para admirar a cena dos balões colorindo o lugar, ouvindo o público cantar sozinho durante minutos o refrão, com a banda em silêncio no final da música.


Mas como se isso não houvesse sido intensidade suficiente para o coração de todos, Sugizo surge no palco novamente com o violino para introduzir Art Of Life, a tal música de meia-hora que salvou a vida de Yoshiki no passado. A versão tocada atualmente nos shows tem “somente” cerca de 15 minutos de duração, sendo executada a partir do extenso e caótico solo de piano, seguido de destruidoras performances de guitarra, baixo, bateria e o vocal – mais em forma do que nunca – de Toshi, resultando em um apoteótico e vibrante final para o show.


E se você ainda se pergunta o que o público brasileiro achou do show da tal “maior banda de rock do Japão”, eis a resposta nesse vídeo, filmado durante o playback de baladas após a saída dos integrantes do palco:




Um detalhe que devemos mencionar é que, como é possível ver no vídeo, o show foi todo registrado pela banda, com direito a grua, cinegrafistas no meio da multidão e fãs sendo entrevistados na fila. Será que teremos um DVD sobre o X Japan no Brasil ou mesmo sobre a turnê latino-americana? O jeito é ir separando as moedas no cofrinho e o lugar na estante.


SETLIST:

New Intro

  1. Jade
  2. Rusty Nail
  3. Silent Jealousy
  4. Drain
  5. Violin Solo (SUGIZO)
  6. Piano Solo (YOSHIKI)
  7. Kurenai
  8. Born To Be Free
  9. Drum Solo (YOSHIKI)
  10. I.V
  11. X

Encore:

  1. Forever Love (Piano Version)
  2. Endless Rain
  3. Art Of Life (2nd Movement)

Ending (playbacks):

Tears (English Version)

Forever Love (Acoustic Version)


[Agradecimentos à Yamato Music e à Hayai Assessoria]

Continua...

Crítica: Conan - O Bárbaro (2011)

Assistir o novo Conan – O Bárbaro é uma experiência penosa. E isso deve ser a maior ofensa que um filme de ação pode receber. Dirigido por Marcus Nispel, que antes já havia cometido "obras" como Desbravadores e a refilmagem de Sexta-Feira 13, o longa, que adapta o material criado por Robert E. Howard, não consegue se estabelecer como o filme de gênero que tem a pretensão de ser por diversos fatores. O principal é a falta de tato de seu diretor, que parece não saber os princípios básicos da linguagem cinematográfica, pois é incapaz de conceber um quadro sequer em que o assunto principal da cena possa ser devidamente identificado pelo espectador. Durante as sequências de batalha fica ainda mais evidente a incompetência de Nispel. Quando o longa fica movimentado é quase impossível definir o que o cineasta está tentando mostrar.

A trama tem praticamente os mesmos elementos mostrados no filme original do personagem, que ajudou a moldar a carreira de Arnold Schwarzenegger. A diferença é que ao invés do feiticeiro Thulsa Doom, quem dizima a aldeia onde Conan (Jason Momoa) nasceu e mata seu pai é Khalar Zim, vivido aqui por Stephen Lang. Depois que o cimério cresce, se torna um grande guerreiro em busca de vingança. Ao mesmo tempo, Zim ainda pretende angariar mais força, ao usar uma máscara que lhe trará poderes infinitos. Além disso, o vilão quer trazer de volta sua esposa morta, num ritual de sacrifício. E é isso. A mocinha a ser sacrificada calha de ser o interesse romântico do protagonista (Rachel Nichols) e não há mais nada de relevante a dizer sobre a história.

A primeira adaptação do guerreiro cimério não chega nem perto da obra de Howard, mas funciona como longa-metragem. Com roteiro do então desconhecido Oliver Stone e dirigido por John Milius, o filme mostrava um Conan que não condizia com a condição de ladrão e falastrão idealizada por seu criador, porém era muito eficiente dentro de sua proposta, com uma direção de arte criativa e uma trilha sonora inesquecível, composta por Basil Poledouris. Já esta nova versão tenta estabelecer Conan de acordo com a descrição dos livros, e falha de forma grotesca. Ou seja, às vezes, não ser fiel é mais satisfatório do que tentar respeitar o material base e se tornar uma completa bagunça.

O intérprete do Bárbaro também é um dos motivos do longa falhar tanto. Momoa não tem o carisma necessário pra convencer como o Conan que o roteiro de Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer e Sean Hood erra tanto ao tentar mostrar. Os dois primeiros roteiristas, inclusive, já haviam sido responsáveis por outra bomba em 2011, o terrível Dylan Dog, versão americana do popular personagem de quadrinhos italianos. O ator até tenta, mas não consegue. É limitado demais pra esboçar qualquer coisa além da voz quase gutural e dos gritos de batalha.

E, por fim, a trilha sonora de Tyler Bates, provavelmente a composição menos inspirada deste ano. O músico já havia plagiado tão bem seu colega Elliot Goldenthal quando compôs a trilha de 300, que poderia ao menos ter tentado criar algo próximo à música de Poledouris da versão oitentista de Conan. Mas não, preferiu juntar umas notas genéricas e por fim, criou uma peça que nem no filme é satisfatória, não conseguindo estabelecer um único tema, incluindo para o personagem principal.

É realmente uma pena que uma obra tão aberta a possibilidades como a saga de Conan (seja nos livros ou em sua versão em quadrinhos) tenha caído nas mãos de uma equipe tão incompetente. E é até irônico imaginar que a desculpa pra se criar reboots de franquias que já tiveram seus dias de glória seja justamente reapresentá-las para um novo público. Pobre de uma geração que terá como referência esse longa de Marcus Nispel. Tomara que sirva para trazer à tona o original com Schwarzenegger, bem mais digno e menos doloroso de aturar.
Continua...
 
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