Crítica: Ratatouille

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  • domingo, 15 de julho de 2007
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  • Alexandre Luiz
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  • Quando assisto um filme, me sinto na obrigação de recomendá-lo, ou não, aos leitores deste blog. Não são todos os filmes. Apenas alguns, que me empolgam o suficiente para escrever uma resenha. E o último a me deixar ansioso para chegar em casa e escrever foi a animação Disney/Pixar, Ratatouille. A cada ano, essa parceria gera produções melhores, e não é diferente em 2007. E não são melhores apenas em qualidade técnica, mas na história também. Cada vez mais os filmes de animação têm se preocupado em agradar também aos pais ou irmãos mais velhos. E o melhor de tudo, sem soar forçado ou apelativo.

    O roteiro mostra um ratinho, Remy, que se difere de sua colônia (como vem se tornando hábito, essas histórias sempre são focadas na minoria excluída). Ele não quer saber de comer restos. Como tem um paladar apurado, descobre sabores em ingredientes mais, digamos, finos. Como Remy cresceu assistindo aos programas de gastronomia do chef Gusteau, ele aprende no lema "qualquer um pode cozinhar" que a sua missão é se tornar um grande cozinheiro. Então, ao se separar de sua família, Remy vai parar em Paris, bem na cozinha do restaurante de seu "mentor", agora falecido. Agora ele tem que ajudar Linguini, um jovem recém-contratado do restaurante a se tornar o maior chef da cidade. O problema é que o novo gerente, Skinner não quer Linguini por perto, já que o jovem é, sem saber o legítimo dono do Gusteau's.

    O que realmente impressiona no filme, é a maneira que o diretor Brad Bird conta essa história. Apesar de Remy ser o personagem principal, ele é um animal. E continua sendo um, ao longo de todo filme. Ele não fala com Linguini, apenas se comunica com ações e gestos. Além disso, é o humano da história o protagonista de um romance, e não o rato. Linguini é também uma grande homenagem, no humor físico impagável, a atores como Peter Sellers. Seus trejeitos e timidez levam às sequências mais engraçadas do longa. E suas piadas são as mais adultas, devido à certas sutilezas do texto.

    Quanto ao fator técnico, Ratatouille eleva o padrão de texturas a um nível nunca visto. Reparem na sopa que Linguini e Remy preparam. E também no metal dos talheres da cozinha. E, o mais impressionante, Paris. Quando é apresentada pela primeira vez, a cidade é deslumbrante e em momento algum parece ter saido de uma animação.

    Fazendo trocadilhos com o mundo gastronômico, Ratatouille é um daquele pratos que você não se contenta em provar apenas uma vez. Mas, não se engane. A Pixar é praticamente um restaurante, pois te oferece, ainda, um prato de entrada tão "saboroso" quanto o principal. Certifique-se de chegar cedo para não perder o curta-metragem Quase abduzido. E ainda pra ficar com aquele gostinho de "quero mais", com o trailer de Wall-E, a aposta para o ano que vem do maior estúdio de animação da atualidade.

    1 comentários:

    Fábio disse...

    Muito bom esse filme, ta quase chegando a realidade mesmo. mas é bom parar por aí.

    Pois a Realidade é chata.

     
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