Documentário do Dia: Making of O Exterminador do Futuro

  • terça-feira, 27 de março de 2012
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  • Alexandre Luiz
  • O filme que apresentou James Cameron ao grande público e que mostrou o carisma de Arnold Schwarzenegger, capaz de se tornar maior que a própria obra, mesmo interpretando um vilão.

    O Exterminador do Futuro é um dos marcos da ficção científica no cinema e uma das produções mais emblemáticas dos anos 80. Graças a Cameron, que encarou o projeto com muita seriedade, nem o baixíssimo orçamento (mesmo pra época) foi capaz de diminuir o impacto que o longa teve, e ainda tem, em inúmeros espectadores.

    Abaixo você vê dois documentários de bastidores. O primeiro, mais antigo, contém entrevistas da época do lançamento. Já o segundo celebra o filme com depoimentos em que a memória fala mais alto, já que atores, produtores e diretor, relembram histórias da produção. Imperdíveis, ambos.













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    Sobre o RE-ENTER

  • quarta-feira, 21 de março de 2012
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  • Alexandre Luiz
  • Bom, todo mundo já deve ter notado a falta de atualizações do RE-ENTER. Já havia me pronunciado a respeito no twitter e na fanpage do blog, mas deixei de dar uma satisfação no próprio. Então, reproduzo aqui os esclarecimentos.

    AVISO IMPORTANTE!

    A partir de agora minhas críticas estarão no Cine Alerta e não mais no blog, que será um espaço mais pessoal (calma, não será diario). As notícias também serão postadas por lá, assim como artigos, textos especiais sobre cinema e da cultura pop em geral.

    Vou começar essa semana a migrar os textos que estão no RE-ENTER (e que continuarão por aqui) para o Cine Alerta. Apenas os novos textos é que não estarão mais no blog. Não irei descontinuar o RE-ENTER, ele continuará com as postagens: Video do Dia, Documentario do Dia e alguns textos esporádicos. Também não irei descontinuar a fanpage que continuará postando links, videos e imagens bacanas relacionadas a cultura pop.

    Então é isso, pra ler minhas críticas a partir de agora corram pro http://www.cinealerta.com.br/ que está de cara nova e recheado de novidades!

    Ah, o podcast também não acabou. Espero ainda gravar mais programas pra postar por aqui, mas estou fixo (ou bem regular) no Alerta Vermelho, que é o cast do Cine Alerta. Confiram!
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    Vídeo do Dia: Ruin, um incrível curta pós-apocalíptico!

  • sábado, 17 de março de 2012
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  • Alexandre Luiz
  • Ruin é um curta-metragem animado cuja ambientação em um mundo devastado é um de seus maiores atrativos. Isso porque o diretor Wes Ball criou um visual incrível partindo da ideia do planeta coberto por uma invasão botânica, chegando a um resultado bem diferente do que geralmente se vê no gênero.

    A animação é caprichadíssima e merecem destaque as texturas quase fotorealísticas das plantas, da terra e da água.

    Vejam abaixo (são apenas 8 minutos) e clique aqui para entrar no site da Oddball, a produtora do animador, e conferir o making of.

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    Teaser do novo trailer de Prometheus mostra cenas novas

  • segunda-feira, 12 de março de 2012
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  • Alexandre Luiz
  • De novo o marketing de Prometheus aposta no trailer do trailer. A nova prévia será lançada em 17 de março e pra divulgá-la, a Fox postou um vídeo rápido com algumas cenas inéditas do longa, dirigido por Ridley Scott. Veja abaixo.

    Prometheus estreia em junho.

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    Crítica: John Carter - Entre Dois Mundos

  • sábado, 10 de março de 2012
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  • Alexandre Luiz
  • Adaptar para o cinema uma obra influente é um dos grandes desafios de qualquer roteirista, depois herdado à equipe de produção e mais tarde, passado às mãos do diretor. E John Carter - Entre Dois Mundos ou, mais precisamente, Uma Princesa de Marte, é uma das mais importantes obras da literatura de ficção científica. Escrito por Edgar Rice Burroughs, antes de criar Tarzan, o livro gerou mais 10 continuações, além de ter deixado, como legado, a inspiração pra inúmeras outras histórias como a trilogia original de Star Wars e o recente Avatar, de James Cameron. Por isso, fazer a passagem do papel para a telona exigia não só enorme responsabilidade, já que isso envolve profissionalismo, mas algo mais, que fosse além. Adaptar John Carter exigia respeito e, por mais piegas que isso possa soar, carinho pelo material original. Sorte que o trabalho ficou à cargo de Andrew Stanton e seus companheiros da Pixar.

    Uma Princesa de Marte foi um projeto que ficou anos tentando ver a luz do dia mas que, por diferentes motivos, sempre encontrava dificuldades pra ser realizado. Seja por orçamento apertado ou pelo estúdio não acreditar em seu potencial, a obra de Burroughs foi sendo deixada a escanteio, mesmo despertando interesse de cineastas como Robert Rodriguez e Jon Favreau. Quando a Disney anunciou a produção de John Carter, a notícia, no entanto, foi recebida de forma morna, pra não dizer com um toque de gelo. A verdade é que, embora extramamente bem sucedida em animações, os filmes live action da Casa do Mickey não tem tido a mesma sorte nos últimos anos. A única amostra do sucesso financeiro neste caso é a franquia Piratas do Caribe, que mesmo levando muita gente pro cinema, passou a perder cada vez mais o apoio da crítica especializada, responsável por receber caloramente o primeiro filme, mas também por desprezar com enorme frieza os dois últimos, graças a vertiginosa queda de qualidade dos roteiros. Por isso, a dúvida pairava no ar se a Disney seria mesmo o estúdio mais indicado pra transformar em realidade o sonho de muitos fãs de John Carter: ver suas aventuras mostradas com competência nos cinemas.

    O filme tem problemas, é bom salientar. Não é perfeito, nem mesmo uma obra-prima. Porém, isso não tira os méritos do longa dirigido e co-roteirizado por Andrew Stanton, uma das mentes por trás da Pixar e de filmes como Wall-E e Procurando Nemo (estes sim, geniais), que nesta produção entrega um trabalho não apenas fiel à criação de Edgar Rice Burroughs, mas que também, e talvez até mais importante, expressa uma enorme fidelidade ao espírito, à alma do material usado como base. Porque de nada adiantaria um filme cuja trama fosse a mesma do livro mas que não conseguisse passar ao espectador toda a noção de aventura, de descoberta e de romance ali impressa. John Carter tem tudo isso e se orgulha do fato.

    Como a Pixar se tornou notória por sua preocupação em criar histórias marcantes, o roteiro tinha de fazer jus à essa fama e graças a Stanton, Mark Andrews e Michael Chabon, o faz. Primeiro pelo flerte com a metalinguagem, mostrando no início o jovem Edgar Rice Burroughs (Daryl Sabara) lendo o diário de Carter (Taylor Kitsch), seu tio, recentemente falecido. É através dessa leitura que a história é contada, tal qual no livro original. Essa forma de apresentar a trama não é apenas uma bela homenagem, mas também um elemento cuja importância será revelada mais à frente, fazendo com que nada em John Carter seja por acaso. Tudo ali é importante, como o, relativamente longo, início na Terra (mas nunca cansativo), mostrando o personagem negando a todo custo voltar ao exército para caçar índios, e assim revelando sua índole que, ao mesmo tempo parece ser boa, por ir contra um possível massacre, e egoísta, por dar a entender que, na verdade ele não está interessado em lutar por ninguém, apenas por si. Nesta primeira parte do filme, o básico sobre Carter é apresentado, de sua personalidade a uma de suas principais motivações, mas é ao longo da trama que tudo é aprofundado, seja em suas aventuras em Marte, que ajudam a moldar o futuro herói, ou por rápidos flashbacks, que auxiliam o espectador a compreender melhor seu passado. Destaque também para a forma como o texto dá abertura a sequências ao mesmo tempo que funciona de forma isolada.

    No entanto, o roteiro não favorece a Princesa Dejah Thoris (Lynn Collins), que não se conecta de forma convincente com o público (o que seria fundamental para um maior envolvimento com a trama) e fica dividida entre o papel de "mocinha indefesa" com o de "guerreira", coisa que não faz muito sentido, por mais abalado o psicológico da moça, forçada a um casamento indesejado com o líder rival de seu povo, Sab Than (Dominic West). Apesar disso, Collins faz um trabalho decente, assim como boa parte do elenco de apoio, principalmente o de vozes. Willem Dafoe como Tars Tarkas, o líder dos marcianos Thark, rouba a cena, principalmente quando fala na língua nativa do planeta. E o personagem que dubla é extramente convincente, por ser gerado 100% via computação gráfica. Mark Strong, ator que está se especializando em interpretar vilões, faz aqui o manipulador líder dos Therns e se diverte com o papel, principalmente num diálogo com o protagonista. E Kitsch aproveita muito bem o material que tem em suas mãos, fazendo de seu John Carter um herói complexo, amargurado por acontecimentos no passado e que precisa encontrar novamente alguma razão pra lutar. É aí que Stanton demonstra muito como compreendeu o que Burroughs criou. Uma Princesa de Marte sempre foi um romance antes de uma trama de aventura e ficção científica e o filme captura isso muito bem. O intérprete do personagem-título abraça sem medo esse espírito ingênuo, mas divertido, reflexo do período da criação da obra, o começo do século XX.

    E por ser uma história tão antiga, é impossível não reconhecer traços que mais tarde foram usados por outros autores. Além das óbvias referências citadas no primeiro parágrafo, uma que chama atenção diz respeito ao efeito de Marte em terráqueos: longos saltos, quase pequenos voos, que Carter é capaz de fazer, além da superforça adquirida remetem imediatamente a um certo super-herói alienígena que ao chegar na Terra passa a possuir habilidades semelhantes. Siegel e Shuster com certeza se inspiraram em Burroughs na criação deste conceito para o Superman.

    Além da boa trama, John Carter é um espetáculo visual. O desenho de produção de Nathan Crowley é um show a parte e busca referências em praticamente tudo que já foi lançado sobre a obra, principalmente as famosas pinturas de Frank Frazetta. E mais, o design é funcional e como os vários elementos do roteiro, não está lá à toa. Tudo faz sentido dentro da física proposta pelo texto, criando uma unidade com a história, de forma bem orgânica. Cada detalhe, cada cenário digital e cada efeito especial nas cenas de ação transformam o filme num programa cujo grande impacto acontece mesmo quando assistido no cinema, numa tela adequada e enorme para destacar o esforço de toda equipe envolvida. Tudo ao som da ótima trilha de Michael Giacchino, uma espécie de união entre Maurice Jarre, John Williams e John Barry.

    Infelizmente a Disney, com todos os acertos ao colocar John Carter nas mãos competentes de Andrew Stanton, cometeu graves erros quanto ao marketing do longa, o vendendo de forma aborrecida, sem dar a atenção que a obra merecia. Péssimos trailers e uma campanha que nunca destacou seus pontos fortes, parecendo a todo momento tentar vendê-lo como uma espécie de Príncipe da Pérsia, não empolgaram o grande público. A salvação do filme, que pode levá-lo a uma continuação, ou mais, está no boca a boca. Tomara que a massa enxergue a qualidade da produção e a trate com o mesmo respeito de Stanton. Só assim a audiência poderá voltar à fantástica paisagem marciana. Seu sucesso será mais eficiente que qualquer artefato para transportar os fãs, mais uma vez, para o mundo de John Carter.
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    Divulgada a primeira imagem oficial de Lone Ranger

  • quinta-feira, 8 de março de 2012
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  • Alexandre Luiz
  • O filme que mais uma vez levará às telonas o Cavaleiro Solitário e seu parceiro índio, Tonto, acaba de ganhar sua primeira foto de divulgação.

    Confira logo abaixo, Johnny Depp como Tonto e Armie Hammer na pele do Cavaleiro, alter-ego do jovem John Reid, que é deixado para morrer numa emboscada mas é salvo por seu futuro companheiro indígena.


    No elenco estão William Fichtner, Tom Wilkinson, Barry Pepper, James Badge Dale, Helena Bonham Carter e Ruth Wilson. A direção é de Gore Verbinski, e o filme é produzido por Jerry Bruckheimer, ou seja, a mesma dupla responsável por Piratas do Caribe.

    Lone Ranger chega aos cinemas em 31 de março de 2013.
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    Tocando no telhado: 44 anos de um gênero videoclíptico

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  • Alexandre Luiz
  • Provavelmente você curte uma banda que em algum ponto da carreira fez um videoclipe se apresentando no telhado de um prédio. Você talvez deve até ter se perguntado de onde veio essa ideia. A resposta? Claro, Beatles! Todo mundo conhece a apresentação no Apple Studios de onde saiu o clipe de Get Back (essa também foi a última vez que os 5 Rapazes de Liverpool tocaram ao vivo)! Olha ele aí embaixo; Clique na imagem pra assistir (a partir de agora todos os vídeos serão linkados desta forma no blog, para evitar a cobrança do ECAD - mais sobre isso aqui).

    Pois é, mas essa não foi a primeira vez que uma banda fez um show num telhado. Um ano antes, o Jefferson Airplane havia se apresentado da mesma forma e foi tudo filmado por ninguém menos que Jean-Luc Godard. É mole?

    A ideia foi do Jefferson Airplane, mas os Beatles a popularizaram de vez (afinal, são mais populares que Jesus Cristo). Inúmeras bandas aproveitaram o mesmo conceito e, até hoje, são feitos vídeos musicais com shows num telhado. Videoclipe de gênero, por que não?

    Abaixo você confere alguns dos vídeos mais bacanas que fazem parte desse legado deixado por artistas sessentistas para a indústria fonográfica. Repare que até mesmo a intervenção policial se tornou um elemento quase fundamental pra esse "gênero" funcionar.


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