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Veja os primeiros 3 minutos da nova temporada de True Blood!

Os fãs da série da HBO não aguentam mais esperar pela 4ª temporada. Pra deixá-los ainda mais sedentos pelos novos episódios, a emissora colocou os 3 minutos que iniciam o novo ano de True Blood. Assista abaixo.

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Rapidinhas

A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood, 2011)- Com o sucesso de Crepúsculo com o público jovem, não é de se estranhar o aparecimento de produções genéricas. Realizado pela diretora Catherine Hardwicke, do primeiro filme da Saga vampiresca, A Garota da Capa Vermelha não escapa do destino de toda cópia: ser pior que o original, que convenhamos não é nenhuma obra-prima. O longa é uma versão reimaginada do conto da Chapeuzinho Vermelho, que até poderia ser interessante, não fossem os diálogos risíveis (existem explicações melhores para a motivação do "Lobo" em episódios do Scooby-Doo) e a direção infantil de Hardwicke. A produção também não ajuda e os cenários são tão falsos que não escondem o fato do filme todo ter sido rodado em estúdio, mesmo tendo 80% de cenas que deveriam ser externas. A direção de fotografia chega a ser irritante, com uma câmera subjetiva vez ou outra que se revela como a perspectiva de vários personagens. Sério, pra passar a ideia de que todos podem ser suspeitos dos crimes cometidos pelo lobisomem, bastava um texto inteligente. O uso de recursos assim, de forma exagerada e sem a menor coerência só comprovam a ineficiência de seus realizadores.

Sem Limites (Limitless, 2011) - Um filme não precisa ser "cabeça" pra ser bom. E pode ser inteligente sem se tornar intragável para as massas. Partindo dessa ideia, Sem Limites agrada por ser um filme direcionado ao grande público, sem subestimá-los. O thriller mostra Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor vivendo um momento de bloqueio criativo. Surge então seu ex-cunhado, um traficante de luxo, que lhe oferece uma nova droga, com a promessa de poder ampliar a capacidade do cérebro humano. Morra aceita tomá-la e, com apenas um comprimido, escreve praticamente metade de seu livro. Procurando sair do momento de fracassos em que se encontra, começa a tomar mais doses, passando por transformações radicais em sua vida, o que inclui ser perseguido por um misterioso grupo. Sem Limites tem vários elementos típicos de Philip Dick, como a própria droga, e algumas sutilezas irônicas do texto. Um bom exemplo é o agiota a quem Morra recorre para iniciar seus empreendimentos. Quando ele toma a droga e se descobre inteligente, cita descobertas que fez no Google. A direção de Neil Burger também é acertada, usando recursos visuais sofisticados e uma montagem ágil para contar a história. E há também Robert De Niro, que embora não apareça muito, foge da interpretação caricata a que tem se dedicado nos últimos anos.


Desconhecido (Unknown, 2011) - Liam Neeson parece ter gostado de ser um herói de ação em Busca Implacável e se arrisca novamente com Desconhecido, um thriller bastante eficiente em prender a atenção do espectador (não é pra isso que são feitos, afinal?). Jaume Collet-Serra dirige o longa que mostra Neeson como o Dr. Martin Harris, chegando com sua esposa em Berlin para uma conferência científica. Mas, ao pegar um táxi, sofre um acidente, e quando acorda descobre que sua mulher não o reconhece e há outra pessoa se fazendo passar por ele. É a típica trama de colocar um personagem comum em situações extraordinárias, o que torna Desconhecido um pouco menos interessante pra quem já está acostumado com thrillers dessa linha. Fica a impressão de que o filme seria muito melhor num mundo onde Busca Frenética, de Roman Polanski ou Cortina Rasgada, de Alfred Hitchcock nunca tivessem sido feitos. No mais, existem boas cenas como a perseguição pelas ruas da cidade alemã ou o clímax, apesar dessa última não conter muitas novidades.

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