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Crítica: X-Men: Primeira Classe

Das adaptações de HQs para o cinema, a visão de Bryan Singer para X-Men talvez seja a mais ousada. O diretor, nos dois primeiros filmes que realizou, não se preocupou em ser fiel à cronologia dos quadrinhos, criando a sua própria, com personagens conhecidos dos fãs, mas que não necessariamente desempenham a mesma função que suas versões de papel. Além disso arriscou quando fez os heróis vestirem couro preto ao invés do colant azul e amarelo. Mesmo quando abandonou a saga dos mutantes, e mais dois filmes foram feitos dentro da franquia, nunca houve muita preocupação em fidelidade ao que está estabelecido em mais de 40 anos de histórias. X-Men é a prova de que existe a possibilidade de um bom filme que seja fiel apenas ao que importa: a mensagem que o material original pretende passar. A dos heróis mutantes é bem clara: a luta por um mundo mais tolerante com as diferenças.

Embora tenham mantido ideia semelhante, porém, os dois longas que se originaram após a saída de Singer não conseguiram atingir o mesmo nível de qualidade. O terceiro filme tem falhas gritantes de roteiro, com personagens demais e pouco tempo para que cada um desempenhe sua função. Já o filme solo de Wolverine, além dos mesmos erros, ainda peca por não conter uma trama interessante. A franquia que havia começado tão bem estava a ponto de desmoronar, não fosse a chance de trazer de volta, o homem por trás do sucesso. Apesar de ocupar apenas a posição de produtor, o cineasta também é responsável pela ideia que culminou em X-Men: Primeira Classe, longa que chega neste final de semana em estreia mundial. A direção ficou a cargo de Matthew Vaughn, que já havia mostrado competência ano passado com sua adaptação de Kick Ass, quadrinho da linha adulta da Marvel. A dupla, que ainda conta com o reforço dos roteiristas Ashley Miller, Zack Stentz e Jane Goldman, voltou seus olhos ao passado para construir uma história de origem, com a intenção de formar um background para os personagens mais importantes do grupo: Magneto e Charles Xavier. A abordagem deu certo e, se nos exemplares anteriores já ficavam nítidos os ideais de ambos, finalmente, com a nova película, o espectador pode entender os motivos.

A trama começa com o jovem Erik Lensherr sendo separado de seus pais num campo de concentração nazista (cena já mostrada no primeiro X-Men). Lá, ele é levado a um cientista (Kevin Bacon) que para forçar uma demonstração de poder do jovem, atira em sua mãe, gerando então uma raiva incontrolável por parte de Erik. Corta para uma mansão em Westchester, Nova York. Aqui, o jovem Charles Xavier se encontra pela primeira vez com Raven, garota que demonstra a capacidade de se transformar em qualquer pessoa. A forma como o roteiro acompanha os protagonistas nesse primeiro momento é bem semelhante ao início do recente Star Trek, quando o filme apresenta James Kirk e Spock. Um salto no tempo e o cenário é o início da década de 60. Lensherr (Michael Fassbender), está viajando o mundo à procura daqueles que o fizeram sofrer no campo de concentração. Um a um, ele está cada vez mais próximo do algoz de sua mãe, agora revelado como Sebastian Shaw, líder de um misterioso grupo mutante chamado Clube do Inferno. Enquanto isso, Xavier (James McAvoy) frequenta a faculdade e se mostra determinado a estudar as mutações.

O caminho de ambos se cruza quando o vilão Shaw se torna alvo do governo americano, que usa Xavier para encontrá-lo e tentar colocar um fim no maquiavélico plano de colocar as duas potências, Rússia e EUA, em guerra. A cena em que os dois se encontram pela primeira vez é extremamente bem encaixada, sem soar forçada, como se o encontro precisasse acontecer. E aí, o filme realmente começa.

Contar uma história de origem é uma tarefa complicada quando já se tem vários elementos estabelecidos. Fazer com que tudo dê liga é difícil, mas Primeira Classe consegue de forma muito natural. Onde os dois últimos filmes falharam, a nova produção encontra força para que tudo faça sentido: cada motivação dos futuros oponentes, é representada através de outros personagens, a "primeira turma" dos X-Men. O recurso ganha força principalmente quando se foca em Raven (Jennifer Lawrence) e no Dr. Hank McCoy (Nicholas Hoult). A partir da insegurança de ambos é que o espectador entende o pensamento do futuro Magneto e do ainda inexperiente Professor X.

Por falar no telepata, sua versão jovem é bem diferente daquele sábio mentor vivido nos longas anteriores por Patrick Stewart. McAvoy mostra um lado de Xavier que não é estranho aos leitores dos quadrinhos, o de galanteador (o personagem detém uma longa lista de amores desfeitos), mas adiciona a isso uma cativante energia movida pela curiosidade natural de todo cientista. Essa interpretação pode até fazer o Prof. X parecer arrogante em determinados momentos, mas é completamente palpável, levando em conta a inteligência e o histórico do personagem, da forma apresentada pelo roteiro.

Já o Erik vivido por Fassbender tem uma evolução interessante no decorrer da aventura. No começo, não há como não simpatizar com sua busca por vingança. E mesmo quando os traços de sua futura personalidade começam a surgir, há uma empatia com o público. Afinal, porque se esforçar tanto para esconder quem você realmente é. Mas, com gestos sutis, e de motivações dúbias, aquele que ainda será considerado o maior terrorista do mundo, mostra suas intenções ocultas.

Mesmo com suas diferenças, os dois partem para o recrutamento de jovens mutantes que possam ajudá-los na missão contra Sebastian Shaw, o vilão vivido com muita competência por Kevin Bacon. Unindo um sorriso simpático com a megalomania de um típico antagonista de James Bond, o ator se destaca, sem ofuscar a trama principal, que é mesmo a formação do que ainda será o grupo de jovens mutantes. É como se Shaw fosse um MacGuffin, que está ali apenas para mover a história, mas sem parecer um adereço. Para completar o time de vilões, January Jones deixa um pouco a desejar como Emma Frost, Jason Flemyng, faz o teleportador Azazel e Álex Gonzáles é Maré Selvagem. Esses dois estão ali mais pela ação do que por qualquer coisa, e não há maior desenvolvimento de suas motivações ou algo que o valha.

Matthew Vaughn não tem medo de assumir o visual sessentista que remete tanto aos quadrinhos originais quanto à produções cinematográficas da época, como a já citada série de 007 ("homenageada" nos créditos finais). Ganha pontos também na edição, principalmente no treinamento da equipe de Xavier. É empolgante ver Banshee (Caleb Jones), Destrutor (Lucas Till), Mística e Fera desenvolvendo seus poderes, interagindo entre si, e descobrindo seus propósitos dentro de uma estética nitidamente inspirada pelas HQs.

O cineasta também acerta onde tantos têm errado nos últimos tempos. Em momento algum Primeira Classe toma o espectador por bobo. Muito pelo contrário. As angústias, o drama e a luta por aceitação dos personagens são mostrados de forma muito madura. Chega a ser revigorante pro gênero "adaptação de quadrinhos" uma obra que funcione tão bem em tantos níveis. Mesmo a trilha incidental de Henry Jackman, apesar de ser bem genérica, cumpre seu papel, principalmente nas inúmeras cenas de ação.

Com um elenco de jovens talentosos, um roteiro bem amarrado e uma direção mais do que competente, X-Men: Primeira Classe consegue trazer de volta a dignidade dos Filhos do Átomo. E se Bryan Singer, quando começou a franquia, ousou em criar uma visão particular dos mutantes, Vaughn se destaca por trazer ares de novidade numa série cinematográfica que parecia não ter mais o que oferecer. Uma boa metáfora para explicar isso é o personagem Darwin (Edi Gathegi), um dos primeiros a ser recrutados por Xavier no filme. Com o poder de se adaptar para sobreviver, fica claro o porquê da comparação.
Continua...
 
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