Mini-Resenha: Hellboy II - O Exército Dourado

Não é que o filme não mereça uma resenha completa. Eu que estou com preguiça mesmo! :P



Com o primeiro Hellboy, Guillermo Del Toro apresentou ao cinema a história do obscuro personagem idealizado por Mike Mignola. Um demônio criado por humanos e que dedica sua passagem na Terra a caça de monstros, figuras místicas ou qualquer que seja a forma sobrenatural que o mal resolveu tomar. Porém, no primeiro filme, apesar do grande esforço do diretor (o que inclui a participação do próprio Mignola como desenhista de produção, para garantir uma ambentação fiel), haviam certos aspectos que não agradaram nem aos fãs dos quadrinhos de onde surgiu o Hellboy (como o irritante personagem humano pra tentar amenizar as ações do personagem título), e nem aos fãs de Del Toro, que perceberam o quanto o cineasta estava "amarrado" e não pôde exercitar todo seu potencial criativo.


Pois bem, Del Toro realizou O Labirinto do Fauno e se firmou como um diretor visionário, autoral, artístico. Então, nada mais justo do que dar a ele total liberdade em Hellboy II, filme que chegou ao Brasil na última sexta-feira. E o resultado final é um espetáculo visual, uma prova de que o diretor mexicano tem um caminho brilhante por Holywood com suas inventivas formas de contar uma história. É bem parecido com o que a Warner fez com Christopher Nolan em Batman - O Cavaleiro das Trevas. Mas, enquanto no mundo do Homem-Morcego, a palavra é "realismo", em Hellboy, é justamente a fantasia que toma conta. Cenários grandiosos e um sem número de criaturas, que desta vez adquirem o visual típico de Del Toro, fazem desta adaptação uma verdadeira exposição da criatividade do diretor.


Na história, Hellboy (Ron Perlman) tem de impedir o príncipe Nuada (Luke Goss, o reaper de Blade II, também de Del Toro) de ativar o Exército Dourado, criado há muitos anos numa guerra entra o mundo mágico e os humanos. Para o vingativo príncipe, a nossa espécie está destruindo o mundo que as criaturas mágicas tanto lutaram para habitar. Há um tipo de mensagem ecológica nas entrelinhas, mas sem deixar o filme com cara de propaganda do Al Gore. No meio disso tudo, Abe Sapien, mais uma vez interpretado pelo mímico Doug Jones, se apaixona pela irmã dé Nuada, Nuala. Isso dá mais abertura ao personagem, além de render uma sequência engraçadíssima de Abe e Hellboy cantando uma música de Barry Manilow (!!!).

Destaques para a rápida aparição de John Hurt, como o Prof. Broom, e para a abertura em animação contando a história da guerra entre os humanos e as criaturas místicas. Só essa sequencia já mostra que Del Toro é mesmo a escolha ideal para levar O Hobbit às telas. Que venha logo 2012!
Continua...
 
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