Crítica: Eu Sou a Lenda

Existem dois tipos de blockbusters: os sem cérebro, dos quais pertencem os filmes dirigidos por Michael Bay e derivados e aqueles que não são apenas uma diversão-pipoca e têm algum conteúdo a mais, como é o caso de Homem-Aranha, Batman Begins e Eu Sou a Lenda, que estreou sexta passada no Brasil.

O filme, quarta adaptação do romance de Richard Matheson, mostra Robert Neville (Will Smith), cientista e o provável único sobrevivente de uma praga que dizimou a população do planeta. O vírus, em uma forma mutada, também transformou o resto dos seres humanos em uma espécie de vampiros. Neville, por ser a única pessoa viva em Nova York tem que sobreviver aos constantes ataques noturnos das criaturas.

Ok, até aí, típico filme de mortos-vivos, certo? Errado. Graças a competente direção de Francis Lawrence (Constantine) não temos aqui um filme centrado em ação ou efeitos especiais. Eles estão lá, como coadjuvantes, ajudando a contar uma boa história sobre um homem sem fé mas que mesmo assim tenta, com pesquisas e testes, encontrar uma cura para aqueles infectados que o matariam na primeira chance.

Além de toda mensagem, que no mundo atual, pode parecer um pouco piegas, mas é válida exatamente por isso, Eu Sou a Lenda é também um filme de um homem só. Will Smith no papel de Robert Neville dá um show. Por praticamente 50 minutos, a câmera está nele. E ele está na companhia apenas de uma cachorra e de eventuais manequins espalhados pela cidade. E Smith interpreta. Contracena com seres inanimados. E entrega sua melhor atuação desde Ali, em que vive o famoso pugilista. Se não fosse pela forte presença de cena do ator, Eu Sou a Lenda provavelmente seria bem monótono. Apesar das cenas de ação.

No que diz respeito a efeitos especiais, o filme não faz feio, porém os vampiros, todos criados digitalmente, parecem falsos na tela. Não funcionam tão bem quanto funcionariam pessoas devidamente maquiadas. Por outro lado, a recriação de Nova York como uma cidade deserta está perfeita. E ao mesmo tempo assustadora. Ver a “cidade que nunca dorme” da maneira que o filme mostra, e de forma tão realista, chega a fazer qualquer um ter calafrios só de pensar na possibilidade de tal cenário.

Mas como nem tudo são flores, o filme cai um pouco de qualidade em seu final. A narração da personagem de Alice Braga é tão desnecessária quanto a narração de Deckard em Blade Runner. Explica o que não precisava de explicação, e não permite ao espectador uma conclusão mais abstrata. Mas também, nada que comprometa os 100 minutos anteriores de filme.

Com certeza, Eu Sou a Lenda vale o ingresso, se você busca uma diversão um pouco melhor do que o cinema hollywoodiano tem produzido. E aproveite também para conferir as outras adaptações do livro. Mortos que Matam, de 1965 e com Vincent Price, A Última Esperança da Terra, de 1972 com Charlton Heston e o recente e picareta I Am Omega, com Mark Dacascos (esse último encontrado em sites de Torrent, mas assista por sua conta e risco).

Continua...

Confira lista de indicados ao Oscar 2008

 

O anúncio oficial dos indicados ao Oscar 2008 foi realizado nesta terça-feira (22), às 11h30, horário de Brasília, pela atriz Kathy Bates e pelo presidente da Academia de Cinema de Hollywood, Sid Ganis, no Teatro Samuel Goldwyn, em Los Angeles.

Os filmes "Onde os Fracos Não Têm Vez" e "Sangue Negro" lideraram a lista, com oito indicações cada, entre elas, as de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

O épico inglês "Desejo e Reparação" e o drama "Conduta de Risco" vieram em seguida, com sete indicações cada.

Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2008 abaixo:

Melhor ator

George Clooney ("Conduta de Risco")
Daniel Day Lewis ("Sangue Negro")
Tommy Lee Jones ("No Vale das Sombras")
Viggo Mortensen ("Senhores do Crime")
Johnny Depp ("Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet")

Melhor ator coadjuvante

Casey Affleck ("O Assassinato do Jovem Jesse James pelo Covarde Robert Ford")
Javier Bardem ("Onde os Fracos Não Têm Vez")
Philip Seymour Hoffman ("Jogos do Poder")
Hal Holbrook ("Na Natureza Selvagem")
Tom Wilkinson ("Conduta de Risco")

Melhor atriz

Cate Blanchet ( "Elizabeth: A Era de Ouro")
Julie Christie ("Longe Dela")
Marion Cotillard ("Piaf - Um Hino ao Amor")
Laura Linney ("The Savages")
Ellen Page ("Juno")

Melhor atriz coadjuvante

Cate Blanchett ("I'm Not There)
Ruby Dee ("O Gângster")
Saoirse Ronan ("Desejo e Reparação")
Amy Ryan ("Gone Baby Gone")
Tilda Swinton ("Conduta de Risco")

Melhor filme

"Conduta de Risco"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"'
"Sangue Negro"
"Desejo e Reparação"
"Juno"

Melhor filme de animação

"Ratatouille" (Brad Bird)
"Tá Dando Onda" (Ash Brannon and Chris Buck)
"Persépolis" (Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud)

Melhor diretor

Tony Gilroy ("Conduta de Risco")
Jason Reitman ("Juno")
Julian Schnabel ("O Escafandro e a Borboleta")
Paul Thomas Anderson ("Sangue Negro")
Ethan e Joel Coen ("Onde os Fracos Não Têm Vez)

Melhor direção de arte

"O Gângster"
"Desejo e Reparação"
"A Bússola de Ouro"
"Sweeney Todd - o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"
"Sangue Negro"

Melhor fotografia

"O Assassinato do Jovem Jesse James pelo Covarde Robert Ford"
"Desejo e Reparação"
"O Escafandro e a Borboleta"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"

Melhor figurino

"Across the Universe"
"Desejo e Reparação"
"Elizabeth: A Era de Ouro"
"Piaf - um hino ao amor"
"Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"

Melhor documentário

"No End in Sight"
"Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience"
"Sicko"
"Taxi to the Dark Side"
"War/dance"

Melhor documentário de curta-metragem

"Freeheld"
"La Corona"
"Salim Baba"
"Sari's Mother"

Melhor edição

"O Ultimato Bourne"
"O Escafandro e a Borboleta"
"Na Natureza Selvagem"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"

Melhor filme estrangeiro

"The Counterfeiters" (Stefan Ruzowitzky - Áustria)
"Beaufort" (Joseph Cedar - Israel)
"Katyn" (Andrzej Wajda - Polônia)
"12" (Nikita Mikhalkov - Rússia)
"Mongol" (Sergei Bodrov - Cazaquistão)

Melhor maquiagem

"Piaf - Um Hino ao Amor"
"Norbit"
"Piratas do Caribe - No Fim do Mundo"

Melhor trilha sonora original

"Desejo e Reparação" (Dario Marianeli)
"O Caçador de Pipas" (Alberto Iglesias)
"Conduta de Risco" (James Newton Howard)
"Ratatouille" (Michael Giacchino)
"3:10 to Yuma" (Marco Beltrami)

Melhor canção original

"Falling Slowly" (Glen Hansard e Marketa Irglova - "Once")
"Happy Working Song" (Alen Menken e Stephen Schwartz - "Encantada")
"Raise It Up" (Autor a ser determinado - "August Rush")
"So Close" (Alan Menken e Stephen Schwartz - "Encantada")
"That's How You Know" (Alan Menken e Stephen Schwartz - "Encantada")

Melhor curta-metragem

"At Night"
"Il Supplente"
"Le Mozart des Pickpockets"
"Tanghi Argentini"
"The Tonto Woman"

Melhor animação de curta-metragem

"I Met the Walrus"
"Madame Tutli-Putli"
"Meme Lês Pigeons Vont au Paradis"
"My Love"
"Peter and the Wolf"

Melhor edição de som

"O Ultimato Bourne"
"Ratatouille"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"
"Transformers"

Melhor mixagem de som

"O Ultimato Bourne"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Ratatouille"
"3:10 to Yuma"
"Transformers"

Melhor efeito especial

"A Bússola de Ouro"
"Piratas do Caribe - No Fim do Mundo"
"Transformers"

Melho roteiro adaptado

"O Escafandro e a Borboleta"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Desejo e Reparação"
"Longe Dela"
"Sangue Negro"

Melhor roteiro original

"Juno"
"Lars and the Real Girl"
"Conduta de Risco*
"Ratatouille"
"The Savages"

Fonte: Folha de São Paulo

Continua...
 
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