Trilhas Marcantes: Máquina Mortífera (1987)

Provavelmente o trabalho mais famoso de Mel Gibson no cinema, a série Máquina Mortífera começou em 1987 e não foi apenas um filme policial. Reuniu talentos como poucas obras populares conseguiram. Na direção, o competente Richard Donner, que trabalhou em cima do roteiro de Shane Black. No elenco, além de Gibson, está Danny Glover, num papel que lhe coube como uma luva. Além disso, a trilha sonora, que funciona como alma do filme, foi composta por três gênios de diferentes estilos. Michael Kamen, grande compositor de trilhas que já havia flertado com o rock alguns anos antes em Highlander, Eric Clapton, que nos anos 80 estava no auge de sua popularidade e David Sanbourn, saxofonista de grande talento que usa o som de seu instrumento para definir a atmosfera de cada tema do longa.

A parceria se repetiu em todos os quatro filmes da franquia e o tema de Martin Riggs, o personagem de Mel Gibson, é o destaque deste post. Imperdível!



Curiosidade: Michael Kamen e Eric Clapton já haviam trabalhado antes na trilha da minissérie inglesa Edge of Darkness, recentemente transformada em filme com Mel Gibson no papel principal.

Ah, e não deixe de conferir uma Cena Memorável de Máquina Mortífera aqui.
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Cenas Memoráveis - Amor à Flor da Pele

Um dos filmes mais conhecidos do diretor chinês Wong Kar Wai, Amor à Flor da Pele mostra um jornalista vivido por Tony Leung, nos anos 60, se envolvendo com sua vizinha Maggie Cheung. O problema é que ambos são casados e a relação proibida acaba revelando mais sobre ambos do que quando estão com seus respectivos cônjuges.

Kar Wai evoluiu a cada filme que dirigiu do final dos anos 80 até o começo dos anos 2000, melhorando sua técnica e adquirindo uma qualidade que o fez se destacar no cinema asiático. Em Amor à Flor da Pele, o diretor chega ao seu melhor momento, unindo edição, fotografia, música e montagem para criar cenas e momentos deslumbrantes. De visual e ritmo, Kar Wai entende muito bem e consegue passar isso a cada cena, economizando em diálogos para mostrar que sentimentos como atração, amor e cumplicidade são universais e não precisam de palavras para representá-los. Uma das cenas que melhor exemplifica isso, você confere abaixo, embalada pela belíssima fotografia de Christopher Doyle e pela música de Shigeru Umebayashi, ambos colaboradores frequentes do cineasta.

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