Os Cinco Erros de Velozes e Furiosos 5

Na estreia de Rio, a revista Época publicou uma matéria apontando equívocos a respeito da anatomia das aves e outras coisas que desmerecem o filme por, na visão de quem escreveu, não representar a Cidade Maravilhosa com tanta perfeição. Agora é a vez do UOL fazer o mesmo apontando os Erros da estreia de amanhã: Velozes E Furiosos 5 - Operação Rio. Só posso dizer uma coisa dessa matéria: eu "rio" muito de gente que ao invés de divertir perde tempo procurando pelo em ovo.

Vamos falar direito?
Os astros do filme vieram ao Rio de Janeiro para gravar algumas cenas, mas personagens que deveriam ser brasileiros claramente são interpretados por atores de outros países. O caso mais claro é o de Zizi (Michael Irby) que fala português com muito sotaque. Aham, e assim foi com Hulk também. Mas o estranho é ninguém achar esquisito que os italianos das novelas brasileiras falam "Portuliano" (neologismo, desculpa) antes de vir pro Brasil. É, pelo visto a passagem brasileira pela Grande Bota é tão grande que aos poucos o português está sendo incorporado ao idioma deles. #NOT!

Que trem é esse?
No Rio, os personagens aceitam participar de um roubo a um trem em movimento. O problema que o trem de turismo que a sequência mostra não existe no Brasil, infelizmente. Nós viajamos por estradas e pelo ar, mas o transporte ferroviário é precário. As paisagens desérticas também não se parece com qualquer vegetação brasileira. Parafraseando a filósofa Chiquinha: "E daí?"

Escambo
O vilão Reyes (Joaquim de Almeida) explica como era a convivência entre os portugueses e os índios quando o Brasil foi descoberto. Ele disse que antes dos lusitanos, os espanhóis tentaram dizimar os indígenas e falharam. Quem já assistiu a pelo menos uma aula de História sabe que isso é mentira. É, vai, é uma falha de História, mas... poxa, durante anos nossa capital foi Buenos Aires pros americanos então, dane-se (vou usar a versão Sessão da Tarde pra essa expressão tão querida) .

Drogas em dólar
Os personagens decidem invadir uma das bases secretas do vilão e lá encontram um monte de mulheres vestidas apenas de lingerie que contam o dinheiro da venda de drogas. Além da bizarrice do vestuário, há um erro: a esmagadora maioria das notas é de dólar. A menos que os usuários de drogas costumem passar em casas de câmbio antes das compras, as notas deveriam ser de reais. O gênio considera bizarro as mulheres de lingerie? Poxa, aí está o maior erro já que elas deveriam estar nuas! Essa prática evita que as moças roubem as drogas. Esse cara nunca viu O Gângster do Ridley Scott ou qualquer filme sobre tráfico? E sobre os dólares... ah deixa pra lá...

O Leblon que não é de Manoel Carlos
A tal base secreta do vilão fica no bairro de Leblon. Quem assiste ás novelas de Manoel Carlos sabe que a região tem muitos prédios de apartamentos de luxo e a trilha sonora é sempre de bossa nova. Em “Velozes e Furiosos 5”, o bairro é bem pobre. Acho que eu não entendi o humor. O autor está mesmo usando novela do Manoel Carlos como base? Ok, ele está certo sobre o Leblon, mas... ah vá, desisto.

Vamos deixar de ser hipócritas, certo? Por anos, os americanos viram "desertos" no Brasil com os filmes de Cangaço e de retirantes. Inúmeras produções vendem a imagem do Rio de Janeiro com favelas, crime e prostituição como se a cidade só tivesse isso. Velozes só é assim por conta de anos de propaganda negativa que nós mesmos aprovamos e exportamos. Além do mais o filme não é nenhuma obra de arte pra ser estudada. É uma diversão escapista. Então, por favor, aprendam a se divertir mais.
Continua...

Cenas Memoráveis - O Mágico de Oz (1939)

São vários fatores que tornam um filme relevante em seu tempo e o fazem entrar para a história do cinema. O Mágico de Oz é um desses longas, não apenas por sua bela história, mas por sua importância técnica.

Era 1939 e a sétima arte ainda passava por um período de descoberta. Não fazia muito tempo (historicamente falando), as películas ainda eram mudas. E, embora já existissem filmes coloridos na época, eram caros demais pra ser produzidos em massa. Apenas alguns produtores podiam se dar ao luxo de bancar o alto custo e só o faziam quando o lucro fosse garantido.

Como acontece com toda tecnologia, algum produto deveria surgir dessa novidade que pudesse ser responsável por popularizá-la. E esse fardo, ou feito, coube, em parte, a O Mágico de Oz.

Para realizar a clássica história, a MGM optou por rodá-la da forma mais cara. Usando câmeras Technicolor de três negativos (em RGB, uma pra cada cor), para que o colorido visto na sala de projeção fosse o mais vívido possível. A película foi feita inteiramente a cores e, às cenas no Kansas, foi adicionado o tom de sépia. Por conta disso, O Mágico de Oz tem uma das cenas mais emblemáticas do cinema. Quando Dorothy, interpretada por Judy Garland, chega à Oz, abre a porta de sua velha casa rural e se depara com uma explosão de cores que, nem ela, nem o espectador, jamais havia visto.

Infelizmente, O Mágico de Oz foi um fracasso de bilheteria, quase levando o estúdio à falência, pois essa era a produção mais cara já vista em um filme. Como o longa ganhou três Oscar no ano seguinte, a MGM, para recuperar o dinheiro investido, começou a incentivar projeções do filme nos cinemas por vários anos. No fim, até que funcionou. Porém, foi a partir da década de 50 que Oz ganhou sua legião de fãs. Com o advento da TV, a exibição do filme se transformou numa tradição anual (em época de festas de fim de ano), levando milhões de crianças pra frente da telinha e transformando a produção na mais assistida de todos os tempos, de acordo com a Library of Congress norte-americana.

Claro que na época, os espectadores não puderam desfrutar de seu magnífico colorido. Foi apenas com o surgimento da TV a cores que o impacto visual pretendido pelos realizadores pôde ser desfrutado pela quantidade de gente idealizada quando do lançamento original. Porém, mesmo o fracasso de bilheteria não pôde deixar de transformar O Mágico de Oz num dos marcos que deram início ao cinema como conhecemos hoje.

Veja a cena da chegada de Dorothy à Oz, clicando aqui. (O autor do vídeo no youtube não permite sua distribuição fora do site). Pro post não ficar sem vídeo, outra cena memorável de O Mágico de Oz, Judy Garland interpretando Over the Rainbow, o inesquecível tema do longa.


Continua...
 
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