Rapidinhas: Largo Winch e A Informante

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  • segunda-feira, 15 de agosto de 2011
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  • Alexandre Luiz
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  • O Invencível - Largo Winch (2008) - Adaptações de quadrinhos se tornaram um gênero tão mainstream que fica difícil imaginar alguma que não seja produzida nos EUA, baseada em algum herói da Marvel ou DC. As vezes parece que a Europa não tem tradição em HQs ou cinema. Ambos os pensamentos são terrivelmente equivocados, e este Largo Winch é uma boa prova disso. Com direção de Jérôme Salle, realizador de Anthony Zimmer, que depois foi refilmado naquela atrocidade chamada O Turista, o longa mostra o personagem-título (Tomer Sisley), único herdeiro de um império milionário deixado por seu pai adotivo. O problema é que ninguém sabia de sua existência e a diretoria da empresa que deveria ser sua não está disposta a entregar seu futuro nas mãos de um jovem aventureiro. Boas cenas de ação, trama envolvente e que leva o espectador a belas paisagens ao redor do mundo (no melhor estilo James Bond), O Invencível (nome em português que denota previsibilidade, erroneamente), é um longa francês, baseado em quadrinhos belgas (do autor Jean Van Hamme), sem a maior parte dos vícios que o cinema de ação norte-americano adquiriu ao longo dos tempos. O elenco ainda tem Kristin Scott Thomas, Miki Manojlovic e Karel Roden. O filme ganhou uma segunda parte, que estreou no começo de 2011 nos cinemas franceses.

    A Informante (The Whistleblower, 2011) - Rachel Weisz está acostumada a entregar belíssimas e poderosas interpretações e aqui não foge à regra. No longa, a atriz é uma policial que se voluntaria para prestar serviços à ONU durante o período de transição que se deu ao final da Guerra da Bósnia em 1999. Quando chega no país, descobre uma rede de tráfico sexual que envolve seus colegas "pacificadores" e a policia local. Embora suas intenções sejam nobres, no entanto, passa a ser desacreditada pelo próprio alto escalão das Nações Unidas e se vê numa trama que a leva à constante paranóia. A diretora estreante Larysa Kondracki também está cheia de boas intenções ao tornar ainda mais pública essa terrível história real porém, apesar de alguma criatividade (principalmente nas cenas em que a personagem se sente perseguida e nos momentos mais fortes, como a tortura das meninas nos bordéis), não oferece muito em narrativa. Vale mais por sua mensagem e pelo sentimento de repulsa que causa ao espectador quando os crimes passam a atingir uma proporção maior do que o imaginado inicialmente pela protagonista. Impossível também não relacionar a atitude da personagem central a do filósofo Diógenes e sua hercúlea missão de perambular pelas ruas com uma lamparina procurando um homem honesto. Weisz passa exatamente pela mesma situação ao perceber que não pode confiar em ninguém naquele ambiente machista e apático, onde mesmo quem não está envolvido em corrupção é relutante em ajudar a mudar a situação. Além da atriz, estão no filme Vanessa Redgrave, Monica Bellucci, David Strathairn e Benedict Cumberbatch, muito mal aproveitado, desaparecendo sem mais nem menos do longa, justo quando sua participação começa a se tornar interessante. No mais é muito eficiente em sua proposta, um tanto pessimista, uma vez que não transmite o sentimento de mudança, mesmo após a enorme luta da protagonista.

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