Rapinhas: Piratas do Caribe - No Fim do Mundo

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  • segunda-feira, 29 de agosto de 2011
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  • Alexandre Luiz
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  • Esta crítica foi originalmente publicada na primeira versão do RE-ENTER que ainda está no ar!


    Se o atrativo do primeiro filme da série era ser uma aventura descompromissada e divertida, Piratas do Caribe – No Fim do Mundo fecha a saga remando contra a maré (trocadilho infame, mas indispensável). Talvez pelo orçamento exagerado, o terceiro e, esperança é a última que morre, último filme da franquia é uma soma de seqüências megalomaníacas. É também a prova (mais uma) de que não adianta tentar, num filme fantástico, amarrar pontas que nunca foram soltas. Há uma estranha necessidade no roteiro de Piratas 3 em explicar o que ninguém queria saber. Isso porque há tantas reviravoltas na história, que em determinado momento a ação do espectador é pensar “ah, que se dane, estou aqui só pelos efeitos mesmo”. Então, o principal defeito do filme é tentar ser sério demais. As piadas que sobraram para Jack Sparrow (Johnny Depp) são poucas, e delas, se salvam umas três. As outras gags, ou são reciclagens dos dois primeiros filmes ou são típicas de algum besteirol do nível “Apertem os Cintos...O Piloto Sumiu”.

    Na tentativa de ser sério, o filme já começa errado. Várias pessoas consideradas criminosas, enfileiradas, sendo enforcadas. No meio, um garoto de uns 12 anos. Cena completamente desnecessária feita, sabe-se lá porquê, para chocar ou comover. Como se todo o dramalhão envolvendo Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) não fosse suficiente. São quase três horas de encontros e desencontros, cada um mais sem pé nem cabeça. Por falar em cenas desnecessárias, o filme usa e abusa dos recursos “violência” e “nojeiras”. Funciona em filme de terror, mas aqui temos um filme baseado num parque de diversões e que deveria ser uma atração família.

    Mas, Piratas 3 tem seus bons momentos. O primeiro é a participação de Keith Richards como o pai de Jack. A aparição é pequena, mas vale a espera (é lá por volta de 1h50 de filme...). Outra boa sacada (essa só os cinéfilos percebem) foi uma homenagem ao cineasta italiano Sergio Leone. Com direito a trilha sonora plágio de Ennio Morricone e closes nos rostos dos personagens. Destaque também para a interpretação impecável de Geoffrey Rush como Barbossa. Ele só não é o melhor do filme porque Johnny Depp está lá, dando o ar de sua graça. Mas, com certeza, o grande momento é a batalha final. Quase 45 minutos de tiros, explosões, navios se enfrentando no meio de um redemoinho e muita esgrima.

    No geral, o desfecho poderia ter sido melhor, se não fosse a mania de grandeza em buscar ser uma trilogia do nível Star Wars ou Senhor dos Anéis. Se o diretor Gore Verbinski tivesse mantido o ritmo do primeiro filme, o terceiro teria encerrado a franquia de forma muito mais agradável.

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    A resenha do quarto filme você encontra aqui.

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