Bono concedeu uma entrevista ao jornal The Independent, sobre a produção do sucessor de How To Dismantle an Atomic Bomb, último cd lançado pelo U2.
O vocalista disse que ainda está trabalhando as músicas no sul da França, e lembrou que seus companheiros de banda visitaram a África para fazer algumas experimentações para trazer um som totalmente novo. O irlandês ativista disse que os fãs podem esperar um som que mistura trance, metal e influências marroquinas. Seria uma tentativa de inovar como fizeram no álbum Achtung Baby?
Brincando, Bono fez uma comparação entre o "antigo" e o "novo" U2, dizendo que geralmente quando uma música do U2 é tocada na pista de dança ela imediatamente se esvazia, algo que não vai mais acontecer: "Mas tem também uma guitarra bem hardcore de The Edge [guitarrista do U2]. Não é nada parecido com o que já fizemos, e não acreditamos que seja parecido com algo que qualquer um tenha feito antes".
Bono acrescentou que a banda tem material suficiente para dois álbuns e fechou a entrevista, concedida no Dia Mundial contra a AIDS, insistindo que sua campanha em prol do continente está surtindo efeito: "Há três anos ninguém na África recebia medicamentos anti-retrovirais [que inibem a reprodução do HIV no sangue]. Até o final deste ano, 2 milhões de pessoas vão ter recebido".
O comentário foi para rebater acusações recentes que eventos do porte do Live Aid só servem para piorar a situação da África, pois acostuma os africanos a viverem a base de doações, quando o que eles realmente precisam é de condições para poderem se virar sozinhos. Essas acusações vieram de Jobs Selasie, diretor da African AIDS Action, instituição de caridade em prol da África.
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