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GoldenEye 007 Reloaded, novo jogo da franquia ganha primeiro trailer

GoldenEye 007: Reloaded é uma versão totalmente em HD do jogo que já havia saído pra Wii ano passado. Agora a Activision lançará o game para PS3 e Xbox 360, com gráficos melhorados, e novos desafios, como o MI-6 Ops Missions, níveis separados da campanha principal do game, com diversos objetivos. O jogo também melhorou o modo multiplayer que permite disputas entre até 16 jogadores, com mais mapas e personagens. Veja o trailer abaixo.



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Crítica: 007-Quantum of Solace

De jeito nenhum que Quantum of Solace é melhor que seu antecessor, Cassino Royale. Mas isso significa que a 22ª aventura do agente secreto é ruim? Não. Longe disso. É o filme anterior que é excelente e dificilmente as próximas produções envolvendo 007 vão chegar no mesmo nível.

Quantum é a continuação direta de Cassino, começa exatamente onde este último termina, com James Bond levando o Sr. White pra ser interrogado. A cena pré-créditos é espetacular, nos seus cortes rápidos no melhor estilo Jason Bourne. Sim, há muito da franquia do outro JB nesse filme, parte por “culpa” de Dan Bradley que coreografou as cenas de ação da trilogia protagonizada por Matt Damon e que agora entrou pro time de Bond, e parte por culpa do sucesso de Bourne que praticamente redefiniu as cenas de ação no cinema. Diminui a sensação que este é um filme de 007? Um pouco, mas somos lembrados que estamos diante de uma aventura do agente britânico mais famoso do mundo quando o filme nos leva a viajar da Itália até Londres, depois pro Haiti, Bolívia e Rússia. Aliás, sensacional a idéia de colocar o nome dos lugares na tela com caracteres típicos de cada cultura.

O que acontece depois da abertura com a música de Jack White e Alicia Keys é que o Sr. White revela que há algo muito maior o comandando, uma organização que está por trás do poder, de governos e de grandes empresas. Assim como a SPECTRE, que deu trabalho a Sean Connery nos primeiros filmes de Bond, a Quantum não tem lados, não interessa se é leste ou oeste, esquerda ou direita. Tudo isso é explicado mais pra frente, num diálogo que faz referência ao que o Dr. No diz quanto a organização no primeiro filme do agente. Aliás, referências não faltam. Seja na abertura, que também usa elementos da primeira aventura cinematográfica de Bond (repare em como os nomes dos envolvidos na produção aparecem), seja na homenagem a Goldfinger ou no momento O Espião que me Amava. Sempre há algum pequeno elemento lembrando o espectador: “É diferente, mas ainda é um filme do 007!”.

E, por ser diferente não significa ser igual ao Bourne, como muitos críticos andam dizendo por aí. Ele não é igual aos outros filmes da franquia porque a mão do diretor Marc Forster foi firme o suficiente pra criar momentos de verdadeira competência cinematográfica. A própria cena pós-créditos, em que somos apresentados a situação do Sr. White enquanto é mostrada cenas do que acontece ao mesmo tempo, a corrida de cavalos de Pálio na Itália, é de uma habilidade impressionante. O mesmo pode-se dizer da sequência da ópera Tosca de Puccini. A edição é uma aula de como montar um filme. São detalhes artísticos num exemplar de uma série de cultura pop. Só por isso, Quantum of Solace já valeria o ingresso.

Mas não só de técnica vive este filme. É hora de elogiar Daniel Craig. O ator está perfeito no papel. A cada cena, percebe-se o quanto o personagem se torna, aos poucos, aquele que ficou tão famoso ao longo de mais de 20 filmes. Do capanga que mata por qualquer motivo em Cassino Royale, a um verdadeiro agente secreto ao final desta nova aventura. Mas não se engane. Há mais elementos do Bond literário do que do Bond cinematográfico, então por mais que ele se aproxime do 007 que o grande público se acostumou tanto nas próximas aventuras, é de sua contraparte dos livros que Craig busca se espelhar. Quem rouba a cena também é Judi Dench, reprisando o papel de M, a chefe do MI-6 (e não M16, como insiste a legenda). O relacionamento dos dois personagens poderia ter sido melhor desenvolvido, mas o resultado final é bem satisfatório. Mathieu Almaric como o vilão Dominc Greene é o que mais deixa a desejar. O ator francês, elogiadíssimo como o personagem principal de O Escafandro e a Borboleta, cria um personagem caricato e cheio de tiques (a luta entre ele e Bond no final que o diga). Há também Jeffrey Wright como o agente da CIA, Felix Leiter, desenvolvendo seu personagem para um futura participação mais ativa nos filmes. E, no quesito Bondgirl, Gemma Arterton como a agente Strawberry Fields (ok, pode rir) até merecia mais tempo de tela, mas é Olga Kurylenko como Camille que realmente chama a atenção. Ian Fleming (o criador de Bond, pra quem não sabe) ficaria orgulhoso da personagem, a mais problemática das Bondgirls. A mais marcada, física e psicologicamente.

Quanto a falta de alguns elementos clássicos, por incrível que pareça, não incomoda. A essa altura todo mundo já sabe que Craig não diz “Bond, James Bond” e nem pede um Martini “Shaken, not Stirred”. Mas, se considerarmos Quantum a segunda metade de uma história, ele já se apresenta com a famosa frase ao final do filme anterior. Já sobre sua predileção pelo “batido e não mexido”, bem, ele nem sabe preparar um drink ainda. E o “gunbarrel”, aquela famosa introdução com 007 atirando em direção à camera ficou pro final, o que faz todo sentido do mundo, já que o “gunbarrel” de Quantum está no começo de Cassino.

Ao final de tudo, Quantum of Solace acaba sendo uma grata surpresa, principalmente pra quem for ao cinema sem a esperança de um filme melhor que Cassino Royale. Como já citado lá no começo da resenha, essa seria uma missão quase impossível pela escassez de boas histórias e também por ter sido o último livro de Ian Fleming a ser adaptado pro cinema.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Cassino Royale (2006)

Com o carro invisível de Um Novo Dia Para Morrer, a era de invenções tecnológicas malucas dos filmes de 007 chegava ao fim. Não só por isso. É bom explicar que a reinvenção do personagem em Cassino Royale não foi apenas porque a crítica especializada achou o filme anterior o cúmulo do absurdo. A verdade é que a Sony há anos tinha vontade de iniciar sua própria série com o agente britânico, pois detinha de alguns direitos adquiridos numa pendenga judicial de Kevin McClory e Ian Fleming, sobre a criação do personagem. Como a maior parte desses direitos estava nas mãos da MGM, distribuidora da série oficial de filme, a Sony simplesmente comprou o estúdio. Como a aceitação de Um Novo Dia... não foi boa, aproveitou para botar seus planos em ação, convencendo os produtores Michael Wilson e Barbara Broccoli a reiniciarem a franquia.

Cassino Royale foi Bond Back to Basics. Com um clima retrô misturado a gadgets modernas como celulares e notebooks, introduziu o verdadeiro 007 do século 21: Daniel Craig. Rústico, humanizado, cheio de falhas. A adaptação do primeiro livro escrito por Ian Fleming com o personagem foi a chance de adaptar o conceito de filme de origem ao agente secreto. Por mostrar como tudo começou, não fazia muito sentido na cabeça dos produtores, roteiristas e diretor que Bond fosse aquele mulherengo charmoso, de fala macia, que Pierce Brosnan tanto fez questão de interpretar nos filmes anteriores. A nova versão do personagem era mais próxima do que Fleming idealizara nos seus livros. Bond deixou de ser um agente secreto para se tornar mais um assassino. Ora, ele tem licença para matar, não é?

Uma das cenas mais emblemáticas da humanização do personagem foi a tortura que o vilão Le Chiffre submete a 007. Tirada quase que literalmente de sua versão original, a tortura envolve o quase esmagamento da genitália do herói. Violenta e brutal, é aliviada pelo senso de humor do protagonista frente a situação. Impagável a maneira que ele pede para que o vilão dê uma “coçadinha” nas suas partes baixas.


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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Um Novo Dia para Morrer (2002)

Os filmes de 007 sempre foram lembrados por seus gadgets, as bugigangas usadas pelo agente secreto para cumprir suas missões. Por mais absurdas que fossem, sempre aumentam o grau de diversão dos filmes.

Porém, em 2002, com 007 – Um Novo Dia para Morrer, os produtores pegaram pesado. Sendo o vigésimo filme de Bond, a produção tem um ar de homenagem, com inúmeras cenas fazendo referências aos 19 filmes anteriores. A mais célebre é a do personagem Q, interpretado por John Cleese, mostrando o novo Aston Martin do espião britânico. Aqui a lógica foi completamente mandada às favas e 007 ganha seu primeiro carro invisível. É isso mesmo. Carro invisível.

Exageros a parte, Um Novo Dia... não foi um fracasso de bilheteria, mas afundou em críticas pessimistas quanto ao futuro da franquia. Ou seja, graças a uma trama boba que servia de desculpa para efeitos especiais absurdos e gadgets surreais, quase que um filme comemorativo encerra de vez a carreira de Bond nos cinemas. Foi o último filme de Pierce Brosnan na pele do herói, assim como o fim de uma era. Um novo começo estaria prestes a surgir, 4 anos depois. Mas isso fica pro próximo post. Agora confiram a cena de perseguição do filme, com Bond usando toda a parafernalha do seu Aston Martin.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Permissão para Matar (1989)
Aqui é onde James Bond finalmente volta a ter um pouco de dignidade na telona, depois da fase galhofa de Roger Moore. Mas, os tempos eram outros e exatamente os motivos que fizeram de Cassino Royale um sucesso arrebatador em 2006, fizeram de Permissão para Matar um fracasso. Não de público, mas de crítica. Ninguém estava preparado para um 007 mais sério, movido pela vingança e violento. A interpretação de Timothy Dalton foi muito criticada, mas era o mais próximo do que o personagem é nos livros.

Dalton é um ator de formação Shakespeariana, ao contrário de Sean Connery (foi leiteiro e caminhoneiro), Roger Moore (oriundo da TV) e George Lazenby (modelo). Quando o papel de 007 lhe caiu no colo, sua exigência foi, conhecendo o personagem, que os filmes passassem a ser mais fiéis aos livros. Em sua primeira aventura (007 - Marcado para Morte), Dalton já mostrava nuances do que ele imaginava para Bond. Ele trouxe de volta o cigarro ao personagem, o deixou mais frio e calculista, mas o mais impressionante, conseguiu mesclar isso com o charme que Connery deu ao agente secreto, principalmente a partir de 007 contra Goldfinger.

Garantiu mais uma produção na pele de 007. Mas a mudança de um filme pra outro é tão drástica que provavelmente assustou os fãs quando foi lançado. A única sequência realmente "viagem" é a de pré-créditos, em que Bond "pesca" um avião. É uma cena emblemática, que representa tudo que Dalton não queria para o personagem, mas que os fãs se acostumaram tanto que precisaram de um filme extremamente centrado em bugigangas e palhaçadas mentirosas pra perceberem que o agente britânico é muito mais que isso. Mas isso fica pro próximo post. Enquanto isso, assistam a cena memorável de hoje, exatamente a pré-créditos de 007 - Permissão para Matar.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)

Ok, vamos sair da ordem cronológica. Quando Sean Connery saiu da franquia 007, George Lazenby acabou o substituindo, gerando um dos filmes mais controversos da cinessérie. Isso porquê, apesar de ser uma das poucas adaptações fiéis dos livros de Ian Fleming, A Serviço Secreto de Sua Majestade fracassou por não ter o astro que fez de James Bond uma febre nos anos 60.

O filme é excelente e Lazenby nem é um Bond ruim (a cena final é uma prova disso). Mas é que Connery era o rosto que todos queriam como 007. Voltou no filme seguinte, apenas para se despedir do papel mais uma vez, dando lugar a Roger Moore, que fez tanto sucesso quanto.

A cena a seguir é a pré-créditos (são quase sempre as mais memoráveis mesmo), mostrando o agente impedindo uma jovem de ser raptada (não com muito sucesso). O que a torna memorável é o que Bond diz quando a moça foge, deixando apenas seu sapato pra trás: "Isso nunca aconteceu com o outro cara". A frase é uma piada com Cinderella, mas também uma bela tirada de sarro com o próprio Lazenby, já que antes nenhuma mulher havia fugido de Connery.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - O Espião que me Amava (1977)

De Sean Connery vamos pular pra Roger Moore. O ator, muito popular como Bond, entregou uma interpretação bem própria, carregada de um humor cínico, tipicamente inglês. Seja visualmente ou em frases cortantes, essa característica ficou mais evidente a cada filme, com apenas uma exceção em 007 - Somente Para Seus Olhos, a interpretaão mais próxima que Moore chegou do James Bond dos livros de Ian Fleming.

Mas, vamos falar de O Espião que me Amava, filme que tira muito de seu roteiro de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. Apesar disso, O Espião... foi o filme da era Moore mais significativo, pois equilibra algumas boas doses de espionagem com o já citado humor. Além disso, tem uma Bondgirl russa, em plena Guerra Fria, que Bond acaba dominando no final.

A cena memorável a seguir já foi copiada inúmeras vezes em várias mídias: cinema, games, TV e por aí vai. Consiste em Bond fugindo de espiões russos de esqui. Até que ao chegar num desfiladeiro, salta e abre seu para-quedas patriota. Essa nasceu clássica. Confiram.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 Contra a Chantagem Atômica (1965)

Se o agente James Bond é famoso por seus apetrechos, com certeza se deve a esse filme, que estipulou um padrão que seria seguido e ampliado ao longo da série. Não que nos anteriores a Chantagem Atômica não houvessem as "gadgets", mas foi aqui que elas começaram a se tornar quase que personagens dos filmes.

Já na sequência pré-créditos, 007 usa uma jatinho estilo Rocketeer. É impagável. E reparem nos efeitos especiais, que renderam ao filme um Oscar nessa mesma categoria.

Como o Youtube bloqueou a divulgação deste vídeo em sites, clique aqui para assistir.
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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

A partir de hoje até novembro (é, parece muito, mas é um sessão semanal :P), vamos revisitar alguma cenas memoráveis dos filmes de 007.

Tudo bem, a cinessérie do agente secreto nunca deixou nenhum diretor criar sequências inteligentes demais, sempre dando prioridade pras peripéciais do herói, mas existem momentos realmente dignos de figurar entre os melhores do cinema comercial.

Vejamos por exemplo, a cena que inicia esse especial: a primeira aparição de Ursula Andress em 007 Contra o Satânico Dr. No. A imagem da primeira Bondgirl saindo do mar com seu biquini branco e uma faca na cintura se tornou clássica e até hoje é reverenciada. Em 007 - Um Novo Dia Para Morrer, Halle Berry reprisa a cena quase que na íntegra (o filme faz referências a vários momentos clássicos dos 19 anteriores). Já em 007 - Cassino Royale, Daniel Craig protagoniza uma cena parecida num momento homoerótico já comentado pelo próprio ator, que se sentiu uma quase Bondgirl. E tem um clipe nacional da Ivete Sangalo que ela protagoniza várias cenas de filme e a de Dr. No está lá (antes que alguém passe a maldizer a referência, vi esta pérola na época que a MTV resolveu virar povão).



E não vamos deixar de mencionar: como primeira Bondgirl o nome da personagem já é bem marcante: Honey Rider. Entra pra lista de nomes que o Mike Myers adora parodiar em seus filmes como Austin Powers. Sério, ainda temos ao longo dos 21 filmes, Tiffany Case, Christmas Jones, Mary Goodnight e, pasmem, Pussy Galore. Essa rende uma Cena Memorável Bônus!
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