Trilhas Marcantes: Vertigo - Um Corpo que Cai (1958)
Cenas Memoráveis - O Homem que Sabia Demais (1956)
Um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, O Homem que Sabia Demais é, na verdade, uma refilmagem de si mesmo. Hitch havia filmado a história nos anos 30 na Inglaterra, e quando foi para a América decidiu refazer, agora com mais recursos financeiros.
O resultado foi uma produção magnífica que tem seu ápice na cena a seguir. Na história, o casal interpretado por James Stewart e Doris Day tem o filho sequestrado por outro casal que planeja matar um cônsul. O assassinato se dará num concerto. No momento da música em que os pratos tocam, o assassino deve dar o tiro. Tanto a personagem de Doris Day quanto de James Stewart sabem do plano e querem tentar impedir, mas não imaginam como. Repare na construção da sequência, uma clara homenagem ao cinema mudo, principalmente nos momentos envolvendo Stewart.
A solução final para a cena é genial e infelizmente não esta completa no vídeo a seguir. Mas é uma boa desculpa para a locação do DVD ;)
Vale destacar que o que você vai ver abaixo foi copiado sem pudores no recente Controle Absoluto, do diretor D.J. Caruso, que já havia surrupiado Janela Indiscreta, outro clássico de Hitchcock, em seu Paranóia.
Curiosidade: o maestro que conduz a orquestra é interpretado por Bernard Herrmann, compositor da trilha deste e de mais um sem número de filmes de Hitchcock, incluindo Psicose. O músico também é famoso por sua composição para Cidadão Kane. É mole?
Cenas Memoráveis - Psicose
Impossível não haver algo de Alfred Hitchcock nessa sessão do blog. O mestre do suspense criou ao longo de sua carreira, inúmeras cenas que entraram no imaginário de praticamente todo cinéfilo que se preze. Talvez a mais famosa, reconhecida por qualquer pessoa, seja a da cena do chuveiro em Psicose.
No filme, Marion Crane (Janet Leigh) foge com dinheiro que roubou de seu patrão para um hotel no meio da estrada, propriedade de Norman Bates (Anthony Perkins). Mal sabe a garota que momentos depois, estaria morta. Na investigação, a irmã de Marion e um detetive descobrem a terrível verdade por trás da família Bates.
Psicose é um clássico do cinema de suspense, sua música virou parte da cultura pop, e na cena a seguir, qualquer um percebe o porquê. Sem a composição de Bernard Herrmann, não haveria o impacto que a sequencia demanda. O compositor criou a partitura desse tema tendo em mente o som da faca, as batidas do coração e a dualidade do personagem de Bates.
Uma curiosidade: Psicose é de 1960, ano que o cinema já estava em seu auge do colorido. Mesmo assim, Hitchcock resolveu filmar em preto-e-branco. Tudo porque a cena do chuveiro não seria tão forte demais com a enorme quantidade de sangue vermelho na tela. O diretor é um dos poucos que entendem a arte da sugestão em oposição à sequências explícitas. Uma qualidade natural de britânicos, mostrar menos causa mais impacto.