Comercial de fita adesiva recria cena de Tron
Humor: Como Harry Potter deveria ter acabado
Ah e veja até o fim dos créditos.
Humor: Capitão América tinha um parceiro secreto na 2ª Guerra!
Wilhelm Scream - O primeiro meme da cultura Pop!
Agora, veja este trecho de Capitão América - O Primeiro Vingador, longa que estreou nos cinemas no último final de semana.
Identificou o grito? Pois é! Este é o Wilhelm Scream, um dos easter-eggs mais famosos entre os cinéfilos. Tudo começou com o filme de 51 cuja cena está logo acima. Vários gritos foram gravados, mas apenas um foi usado. As amostras que sobraram acabaram guardadas no estoque de efeitos sonoros. Então, em 1953, para o filme The Charge at Feather River, o grito foi novamente usado na cena da morte do soldado Wilhelm. Pronto, a partir daí, várias produções começaram a inserir o áudio em cenas de quedas, mortes por tiros e sustos.
Mas, foi apenas da década de 70 que o Grito Mais Famoso do Cinema realmente virou uma brincadeira em Hollywood. O técnico de som Ben Burtt, enquanto pesquisava áudios prontos para Star Wars, encontrou as gravações originais e incorporou o dito cujo no filme de George Lucas. Burtt então começou a usar a gravação nas produções em que trabalhava, e, como era parceiro habitual de Lucas e Steven Spielberg, você pode ouvir Wilhelm gritar em TODOS os filmes de Star Wars e Indiana Jones.
Não se tem um número exato de quantas vezes o grito foi usado, mas estima-se que seja em mais de 200 filmes, além de séries de TV, desenhos animados e jogos de videogame. Ele está onde você menos espera, pronto pra ser descoberto.
Joe Johnston, diretor de Capitão América, provavelmente incorporou o Wilhelm Scream como uma piada interna, já que fez parte da produção dos primeiros Star Wars e de Caçadores da Arca Perdida.
Assista abaixo uma compilação do Grito de Wilhelm e se prepare. A partir de agora toda vez que você assistir um filme e ouvir o grito, será impossível segurar o riso.
Seleção de fotos mostra heróis idosos
DC Comics lança vídeo para explicar a reformulação de seu universo
Se você não curtiu muito a ideia do reboot, saiba que não é o único. Hitler também está reclamando, olha só (é sexta-feira, vai, gente... vamos descontrair):
Todos os filmes de Michael Bay em 1 minuto!
Weird Al Parodia Lady Gaga em novo video!
You Just Don't Get It, Do You?
Pérolas da Dublagem - O Lado Sombrio Dessa Arte
A dublagem brasileira é uma das melhores do mundo. Isso não é achismo, é fato. Porém, como Guilherme Briggs, um dos dubladores mais reconhecidos do Brasil, sempre diz, como em toda área, existe tanto o bom profissional como também o ruim.
Além de ser uma questão de interpretação, para a dublagem ser bem sucedida, é preciso uma boa adaptação da língua original, para o idioma a ser dublado. Pra isso, é óbvio que, além de sensibilidade pra determinar se essa ou aquela expressão está adequada, é fundamental um trabalho de pesquisa, principalmente em casos de filmes ou desenhos que adaptam obras já conhecidas e traduzidas para o idioma em questão.
Apenas quem não entende isso, generaliza e sai por aí dizendo que dublagem é um absurdo. É compreesível que em filmes cuja interpretação do ator fique em primeiro plano, haja a preferência pelo som original, pois obviamente, por melhor que seja o dublador, ele nunca passará pelo mesmo processo de constução da voz que o ator passou. Porém, em casos como longas mais descompromissados cujos intérpretes são mais limitados, a dublagem pode até favorecer o filme. É o caso da clássica dublagem de Duro de Matar, que pode não conter o famoso "Yppie-Ki-Yay, Motherfucker", proferido por John McClane no original, mas tem o competente trabalho de Newton da Matta, por vários anos, dublador oficial de Bruce Willis.
Sem dúvidas, a dublagem é melhor aceita pelo público geral nos desenhos animados. Mas, há algum tempo, mais precisamente antes dos anos 2000, as adaptações para o português deixavam muito a desejar.
Pegue como exemplo o clássico desenho animado dos X-Men. Você que está lendo este texto provavelmente cresceu assistindo o seriado, nas manhãs da Globo e se lembra da voz marcante do Wolverine, feita pelo incrível Isaac Bardavid. O que você não deve se lembrar é que apesar das vozes serem excelentes, a adaptação do texto tinha problemas gritantes. Em vários momentos havia tradução literal de uma frase que não fazia o menor sentido em português. Isso sem contar nos problemas com pesquisa. Bom, na verdade, "problemas" implicaria no fato de que foi feita alguma pesquisa, o que provavelmente não foi o caso aqui. Vários personagens tiveram seus codinomes alterados por falta de tradução (Omega Vermelho ficou Omega Red e Fanático continuou Juggernaut mesmo) ou por adaptação errada (Bishop foi traduzido pra Bispo e a Saga DA Fênix ficou conhecida como Saga DO Fênix).
Pelo menos em X-Men não houve nada bizarro como o próximo exemplo: a série animada do Homem-Aranha. Pegando carona no sucesso dos mutantes, a Marvel lançou esse desenho, muito bom, que adaptava as melhores histórias do Escalador de Paredes. A dublagem ficou a cargo da recentemente extinta Álamo, que fez um trabalho sofrível tanto na escolha das vozes, quanto na adaptação. Na segunda temporada, o Aranha tem seu primeiro encontro com os X-Men, com direito à música-tema do desenho-irmão e tudo. O problema? Simples. Mesmo com o tremendo sucesso dos Filhos do Átomo, conseguiram o feito de traduzir o Fera pra Animal, e o Wolverine para... LOBÃO! Não estou brincando. Alguns episódios depois, é o Demolidor quem dá as caras pelo desenho. Ou, como ele é chamado aqui, o Atrevido. O Justiceiro virou Vingador e a Madame Teia nunca teve um nome fixo. As vezes era Madame Web, outras, Dama da Teia e no fim acabaram acertando no nome. Há também os erros de leitura, única explicação pro Soro do Supersoldado (aquele mesmo que transformou Steve Rogers em Capitão América) virar Soro Supersólido (imagine a dor pra tomar) ou pro Simbionte (o uniforme negro) virar Simbiate. Desconfio que a dublagem tenha sido feita a partir do áudio em espanhol. Explicaria algumas barbaridades mas não justifica a falta de interesse em pesquisar um pouquinho.
Por conta da popularização de quadrinhos, hoje é praticamente inexistente esse desrespeito com a obra. E as pérolas citadas aqui ficam como lição pros futuros profissionais da área. Não custa fazer uma pesquisa antes pra não confundir Langley, local onde fica a base da CIA, com o nome de alguma pessoa. Como toda profissão, a sua boa aceitação sempre virá quando o trabalho for bem feito e a maioria dos profissionais for competente e qualificada.
Os Cinco Erros de Velozes e Furiosos 5
Os astros do filme vieram ao Rio de Janeiro para gravar algumas cenas, mas personagens que deveriam ser brasileiros claramente são interpretados por atores de outros países. O caso mais claro é o de Zizi (Michael Irby) que fala português com muito sotaque. Aham, e assim foi com Hulk também. Mas o estranho é ninguém achar esquisito que os italianos das novelas brasileiras falam "Portuliano" (neologismo, desculpa) antes de vir pro Brasil. É, pelo visto a passagem brasileira pela Grande Bota é tão grande que aos poucos o português está sendo incorporado ao idioma deles. #NOT!
No Rio, os personagens aceitam participar de um roubo a um trem em movimento. O problema que o trem de turismo que a sequência mostra não existe no Brasil, infelizmente. Nós viajamos por estradas e pelo ar, mas o transporte ferroviário é precário. As paisagens desérticas também não se parece com qualquer vegetação brasileira. Parafraseando a filósofa Chiquinha: "E daí?"
O vilão Reyes (Joaquim de Almeida) explica como era a convivência entre os portugueses e os índios quando o Brasil foi descoberto. Ele disse que antes dos lusitanos, os espanhóis tentaram dizimar os indígenas e falharam. Quem já assistiu a pelo menos uma aula de História sabe que isso é mentira. É, vai, é uma falha de História, mas... poxa, durante anos nossa capital foi Buenos Aires pros americanos então, dane-se (vou usar a versão Sessão da Tarde pra essa expressão tão querida) .
Os personagens decidem invadir uma das bases secretas do vilão e lá encontram um monte de mulheres vestidas apenas de lingerie que contam o dinheiro da venda de drogas. Além da bizarrice do vestuário, há um erro: a esmagadora maioria das notas é de dólar. A menos que os usuários de drogas costumem passar em casas de câmbio antes das compras, as notas deveriam ser de reais. O gênio considera bizarro as mulheres de lingerie? Poxa, aí está o maior erro já que elas deveriam estar nuas! Essa prática evita que as moças roubem as drogas. Esse cara nunca viu O Gângster do Ridley Scott ou qualquer filme sobre tráfico? E sobre os dólares... ah deixa pra lá...
A tal base secreta do vilão fica no bairro de Leblon. Quem assiste ás novelas de Manoel Carlos sabe que a região tem muitos prédios de apartamentos de luxo e a trilha sonora é sempre de bossa nova. Em “Velozes e Furiosos 5”, o bairro é bem pobre. Acho que eu não entendi o humor. O autor está mesmo usando novela do Manoel Carlos como base? Ok, ele está certo sobre o Leblon, mas... ah vá, desisto.
Queima-Filme: Mark Wahlberg
Mark Wahlberg pode ter ficado famoso em sua interpretação no filme Boogie Nights ou, mais recentemente, Os Infiltrados, mas suas primeiras tentativas ao estrelato foram bem bizarras. Pra começar, ele era o líder do grupo Marky Mark and the Funky Bunch. Isso mesmo que você tá pensando: ele era um rapper... branco... Como se Vanilla Ice não tivesse bastado nos anos 80, em 91, Marky lança o (único) sucesso Good Vibrations. Rendeu até um clipe, com o rapaz fazendo pose de marrento e cara de mal. A música é até legalzinha, se você é fã de rap típico dessa época. A banda se desmanchou logo em seguida e qual foi a opção de Mark? Fazer pose pra comerciais de cueca. Tudo bem, essa jogada foi esperta, os comerciais fizeram tanto sucesso que Wahlberg pulou pro cinema rapidinho.
Mas, convenhamos... só o fato do ator ter sido uma cópia do Vanilla Ice já o suficiente pra queimar o filme. O clipe de Good Vibrations é como se fosse a "cereja do bolo", de uma forma bem distorcida do que essa expressão significa...
