O curta se situa entre Homem de Ferro 2 e Thor.
Assista ao segundo curta da Marvel, A Funny Thing Happened On The Way to Thor's Hammer
O curta se situa entre Homem de Ferro 2 e Thor.
Assista um trecho do novo curta do Agente Coulson
Capitão América chega no mercado de Home Video em outubro.
Assista The Consultant, o curta da Marvel que estará no Blu-ray de Thor, na íntegra!
O curta mostra o Agente Coulson discutindo com Jasper Sitwell sobre como fazer o General Ross não aceitar o convite da SHIELD pra fazer parte da Iniciativa Vingadores. A ideia do pequeno filme é criar uma ponte entre Homem de Ferro 2 e O Incrível Hulk. Preciso dizer mais alguma coisa? É bom assistir logo, antes que a Marvel tire do ar, já que foi postado no Youtube.
Thor chega ao mercado de Home Video agora em setembro.
Crítica: Capitão América: O Primeiro Vingador
O impacto de um super-herói no mundo real é um dos temas daquela que é considerada a maior obra dos quadrinhos, Watchmen. A visão de Alan Moore, porém, trouxe um grande problema: o cinismo de personagens como o Comediante e o Doutor Manhattan, uma analogia ao Superman. O ser supoderpoderoso daquele universo era analítico e se pudesse ser considerado herói, não era por um enorme desejo de fazer o bem como o citado Homem-de-Aço, ou o Capitão América. Manhattan encerrou a Guerra do Vietnã com alguns dias de combate, já o Capitão, mesmo tendo agilidade e força super-humanas, nunca substituiu os soldados na Segunda Guerra. Ele apenas fazia a sua parte, como tantos outros combatentes que muitas vezes não sabiam o que a batalha em países desconhecidos realmente significava. Essa é a força do personagem e um dos maiores trunfos de Capitão América - O Primeiro Vingador, filme que estreia no Brasil neste final de semana.Quando o longa, dirigido por Joe Johnston, começa, a ação acontece nos tempos atuais. Em algum lugar no ártico, um grupo de soldados descobre uma grande aeronave perdida. Lá dentro, tomam uma enorme surpresa ao encontrarem o escudo do herói da Última Grande Guerra. Imediatamente, o filme volta no tempo, para apresentar o vilão, Johann Schmidt (Hugo Weaving) e sua caça ao Cubo Cósmico, artefato que pode dar àquele que o possuir, o poder de Odin. Com essa informação, o espectador liga os pontos entre este filme e Thor, destaque dos cinemas há alguns meses. Novamente, a Marvel lembra seus fãs de que este é mais um produto cujo objetivo é estabelecer seu universo cinematográfico.
Finalmente a trama segue para Nova York, onde o franzino Steve Rogers (Chris Evans) tenta pela quinta vez ser aceito no exército para lutar na Guerra. Devido a sua inaptidão física, ele é constantemente rejeitado. Até visitar a Feira Mundial com seu amigo Bucky Barnes (Sebastian Stan), onde Howard Stark (pai do Tony, interpretado por Dominic Cooper) apresenta suas novas invenções. Universo Marvel, lembra? É aqui que o jovem Steve é recrutado pelo Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci).
Num dos momentos do filme em que o roteiro dá uma pausa para mostrar a boa índole do protagonista, Erskine pergunta a Rogers se ele quer matar nazistas, e vem a resposta: "Não quero matar ninguém. Só não gosto de abusos, não importa de onde eles vem". Claro que pra um público mais acostumado a anti-heróis e personagens que fazem o bem depois de aprenderem a duras penas a responsabilidade do poder, ideais assim podem parecer piegas, mas é nesta cena que o texto acerta ao mostrar Steve Rogers como um personagem naturalmente bom. E, mais importante, é onde a interpretação de Chris Evans mostra seu intuito. Quando o ator foi anunciado para o filme, a primeira reação foi de estranheza. O Tocha Humana engraçadinho dos filmes do Quarteto Fantástico? Será que ele dá conta de fazer um personagem que deve inspirar os outros ao heroísmo? Se você era uma das pessoas que tinha essas dúvidas, fique tranquilo. Evans mostra um lado que ainda não havia colocado na tela. Próxima ao Superman de Christopher Reeve, das atuações de Christian Bale como Batman e Robert Downey Jr. como Homem de Ferro, a escolha do ator para entrar no uniforme do Capitão América está entre as mais acertadas das adaptações de HQs para o cinema.
Quando Rogers vai para seu treinamento, encontra Peggy Carter (Haley Atwell) por quem, é claro, acaba desenvolvendo uma atração. Não é como em Thor, com a personagem de Natalie Portman. O relacionamento aqui está mais pra tensão sexual do que pra paixão instantânea e funciona muito bem dessa forma. Neste cenário, surge também o General Chester Philips (Tommy Lee Jones), que une discursos rabugentos com ótimas tiradas, que servem como alívio cômico na dose certa.
Chega então o momento de transformar o magro protagonista no herói do título. Isso acontece mais ou menos com 40 minutos de filme e o desenvolvimento dos personagens até aqui é impecável. O diretor Joe Johnston não se apressa e deixa a trama fluir pra chegar ao que todos esperam: a criação do Capitão América.
Após o experimento bem sucedido, o Capitão se torna instrumento de propaganda para compra de bônus de guerra. O governo não quis simplesmente mandar seu único super-soldado pra batalha e arriscar perder todo o investimento feito. A ideia inicial era a criação de um exército mas graças a alguns problemas de percurso, Rogers acaba por se tornar único e de valor inestimável para elevar a moral das famílias americanas que tiveram seus filhos convocados para lutar na Europa. Essa é basicamente a primeira metade do longa e onde ele se sai melhor. Jonhston conseguiu, aliado ao roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, criar personagens com profundidade, fazendo com que o espectador realmente se importe com eles. Evans mostra toda sua frustração em, mesmo agora, com toda sua força, continuar sem poder lutar ao lado dos soldados que tanto admira. Mas a hora de mostrar seu valor está pra chegar, assim como a grande aventura que o aguarda.
Começa então a segunda metade de Capitão América, que precisa adicionar mais ação à trama. O diretor, acostumado ao ritmo aventuresco de longas como Rocketeer, que dirigiu, e da saga original de Star Wars, onde fez parte da equipe de produção, mostra o que aprendeu e realmente entrega bons momentos, dando a seu filme uma áura de diversão à moda antiga que é muito bem-vinda. O problema é que a partir daí, tudo se desenvolve muito rápido. Um exemplo é a montagem com várias aventuras do Capitão e do Comando Selvagem. Embora bonito de se ver, poderia ser um pouco mais aprofundado. E o recurso se torna um tanto repetitivo, quase sempre mostrando o herói arremessando seu escudo contra os soldados da HIDRA. E, se no começo, Hugo Weaving está ameaçador com seu enigmático Schmidt, perde um pouco sua força ao revelar sua verdadeira face, a do Caveira Vermelha. Isso porquê a cena em que acontece é apressada, mostrando uma certa falta de tato para a criação de um suspense maior.
O caminho que o filme faz para seu clímax continua com o ritmo corrido, com o agravante de que a maioria dos espectadores sabe o que vai acontecer. O final perde muito de sua força com isso, deixando a sensação de que poderia ser melhor. Mesmo assim, o longa é muito eficiente em preparar terreno para o esperado filme Os Vingadores. Várias pistas e easter-eggs estão presentes, unindo as outras produções da Marvel Studios de forma coerente. Outro aspecto que merece uma consideração especial é a direção de arte. Com acabamento impecável, Capitão América conta com um design de produção inspirado em obras pulp e pela cultura popular da época. Haley Atwell por exemplo, com seu batom vermelho e cabelos negros, evoca a figura de uma modelo de Pin-up.
Pra ajudar no clima de aventura de matinê, a trilha de Alan Silvestri é uma das poucas peças musicais de filmes baseados em HQs que merece destaque nesses últimos anos. O compositor, acostumado a temas grandiosos, não desaponta, lembrando, em alguns momentos, as obras célebres de John Williams.
Enfim, Capitão América - O Primeiro Vingador é uma obra divertida, com personagens tridimensionais e críveis, principalmente por seu herói, que se existisse no mundo real, teria inspirado a luta pela liberdade, justiça e todos aqueles valores que tantos admiram. Aliás, se um personagem fictício teve impacto na realidade, foi justamente o Capitão, já que suas HQs eram feitas exatamente com esse intuito. É a prova de que o mundo está sempre precisando de heróis. Sejam eles de outro planeta, ou só garotos do Brooklyn que querem fazer a coisa certa.
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Importante: Quando for assistir Capitão América não levante da cadeira até o término dos créditos. Há uma cena depois, como em todos os filmes da Marvel, que é um teaser do filme Os Vingadores. Se o cinema parar a projeção durante os créditos, reclame e peça para que a cena seja exibida. Ela faz parte do filme e da trama e o ingresso que você pagou se refere à duração total do longa. Então, além de ser parte fundamental da obra, reclamar fará valer seu direito de consumidor.
Crítica: Thor
Durante anos, um dos maiores problemas, se não o maior, das adaptações de quadrinhos para o cinema, era o controle criativo dos filmes ficar por conta do estúdio responsável pela produção. De todas as editoras, a que mais sofreu com isso foi a Marvel, que precisou de quase 40 anos de tentativas para finalmente conseguir entender que, como detentora dos direitos, somente ela poderia dar aos fãs aquilo que eles queriam: versões fiéis e respeitosas ao material original e, além disso, bons filmes. Pra alcançar esse objetivo, a Marvel investiu pesado em sua divisão cinematográfica, arriscando contratações ousadas para comandar suas películas. Jon Favreau, inexperiente com o sistema mercadológico Hollywoodiano, se saiu bem com seus dois Homem de Ferro. Louis Leterrier conseguiu agradar gregos e troianos com O Incrível Hulk, com seus momentos de drama, sem deixar de lado a ação que havia faltado na versão do Gigante Esmeralda feita anos antes sob o comando da Universal. Além disso, usou os longas para criar um universo interligado que espelhasse o vasto mundo de heróis dos quadrinhos e ainda pudesse servir como prelúdios de algo muito maior, o vindouro filme dos Vingadores, o supergrupo que conta com Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Gavião Arqueiro e Thor. E é justamente este último que chega agora aos cinemas brasileiros.Para levar o Deus do Trovão para a tela grande, a editora mais uma vez mostrou ousadia e contratou Kenneth Branagh, diretor famoso por suas adaptações cinematográficas de Shakespeare, mas que nunca havia filmado um longa de tamanhas proporções em termos de ação e efeitos especiais. A experiência funcionou e o resultado é uma surprodução que empolga não apenas os fãs de quadrinhos, mas também o espectador que procura uma boa aventura para fazer valer o preço do ingresso dos multiplexes da vida.
Thor começa em Asgard, mostrando relances da história de Odin (Anthony Hopkins) e de como seus feitos em Midgard, nome da Terra para os asgardianos, fizeram com que fosse confundido com um Deus. Também apresenta seus dois filhos, Thor (Chris Hemsworth) e Loki (Tom Hiddleston) (na mitologia nórdica, deuses do Trovão e da Trapaça, respectivamente) e as diferenças entre ambos. Enquanto um é impulsivo e arrogante, o outro demonstra mais serenidade e obediência. Os dois, porém, compartilham o sonho de um dia governar Asgard. Na proclamação de Thor como sucessor de Odin, um ataque ao Reino, promovido pelos Gigantes de Gelo, coloca em dúvida a segurança do local. Agindo sem o consentimento de seu pai, o Deus do Trovão e seus companheiros, Sif e os Três Guerreiros, além de Loki, decidem agir, quase promovendo uma guerra. Como punição pela desobediência, Odin tira os poderes de seu filho preferido e o bane na Terra. Isso desencadeia o plano de Loki para tomar o trono de seu pai, revelando suas verdadeiras intenções.
Sem sua força, Thor encontra na Terra a Dra. Jane Foster (Natalie Portman) e seus companheiros de pesquisa, o Prof. Erik Selvig (Stellan Skarsgard) e a estagiária Darcy Lewis (Kat Dennings). Desorientado, busca uma forma de retornar e de conseguir o martelo Mjolnir (sua maior arma) de volta. A partir daí, o filme faz o espectador viajar entre os dois reinos, mostrando paralelamente a ascenção de Loki ao trono e as aventuras de seu irmão no Novo México. As duas tramas se sustentam o bastante para não deixar o ritmo se perder e é essa a grande força do filme. Os personagens humanos são incorporados ao roteiro de forma orgânica e em nenhum momento a atração da Dra. Foster pelo gigante loiro parece forçada. Isso graças a competente interpretação de Portman e ao roteiro, que coloca ambos em situações divertidas e sensíveis. Além disso, Hemsworth evolui durante o filme, mostrando grande carisma e domínio de cena. Por ser um ator praticamente desconhecido, é um feito admirável.
Já nas sequências em Asgard, a interpretação de Hiddleston impressiona. Seu Loki passa do pacato filho zombado de Odin à vilão perverso e vingativo e ainda convence nas cenas em que discute com Hopkins. E isso não é pouca coisa, já que o eterno Hannibal mostra todo seu talento, como de costume, trazendo veracidade a um personagem que muitos poderiam tratar como unilateral, devido a sua natureza de Todo Poderoso.
Contra todas as desconfianças, Kenneth Branagh mostra muita qualidade em comandar cenas de ação e tem nas mãos um fator que diferencia seus filmes de outras adaptações. Thor não se passa em nenhuma grande metrópole americana, mas no árido cenário do Novo México. Isso traz um ar de novidade ao longa e também mostra que uma batalha pode ser de tirar o fôlego sem a destruição de grandes arranha-céus. E quando o diretor transporta a história para Asgard, consegue colocar toda sua experiência teatral em cenários grandiosos e luxuosos, riquíssimos em detalhes que remetem ao visual dos quadrinhos sem parecer uma transposição literal. Vale destacar também a acertada escolha de não criar os Gigantes de Gelo completamente em computação gráfica. Atualmente esse tipo de detalhe adiciona muito a um filme deste porte, mostrando preocupação não só com ação, mas, no caso de Thor, com o trabalho de Colm Feore, que interpreta o líder dos Gigantes, o Rei Laufey. Seu rosto é expressivo demais para ser recriado no computador, arriscando sua interpretação e o resultado final. Detalhes assim, apenas alguém acostumado a produções cuja composição de personagens é fundamental, pode conceber.
Outro benefício de Branagh para o filme é seu histórico Shakespeariano. Quem conhece as obras do Bardo sabe que tragédias familiares são parte fundamental de suas tramas. E o relacionamento entre Loki e Odin remete imediamentamente a isso. Aliás, toda a história do Deus da Trapaça tem forte influência do criador de Hamlet.
Pra não dizer que Thor é perfeito, o filme até tem algumas falhas, principalmente na passagem do segundo para o terceiro ato. O roteiro se apressa um pouco pra chegar no clímax e causa um certo incômodo, mas não o bastante para gerar desinteresse.
No quesito "Universo Marvel", Thor segue a linha de Homem de Ferro 2, com várias referências e participações especiais. A mais interessante é a de Jeremy Renner como o Agente Barton da SHIELD ou Gavião Arqueiro, para os fãs. Como ele estará em Vingadores, foi uma boa sacada apresentá-lo agora, embora o espectador comum dificilmente se lembrará dessa aparição no ano que vem. O "mimo" vai mais para o fã, ávido por esse tipo de coisa. Quem também volta é o Agente Coulson (Clark Gregg), que serve como ponte entre os filmes da editora.
O longa do Deus do Trovão também traz uma novidade ao mundo concebido por Homem de Ferro e Hulk. Antes com histórias voltadas para a ciência, agora existe o fator magia nas produções, o que abre um leque muito maior de possibilidades para o que virá a seguir, colocando os heróis em um cenário muito mais próximo aos quadrinhos, sem aquele compromisso apenas com o realismo, mas também com a fantasia.
A Marvel finalmente aprendeu que um bom filme baseado em seus personagens é fruto de um trabalho conjunto que envolve sua aprovação e controle do material, bem como as qualidades técnicas do cineasta que comandará a produção. Thor é um bom exemplo disso. Aliás, bom o suficiente para tirar qualquer dúvida que paira sobre as futuras adaptações de Capitão América e Vingadores. Quem acertou tanto até agora não deve errar tão cedo.
Importante: Quando for assistir Thor não levante da cadeira até o término dos créditos. Há uma cena depois, como já virou rotina nos filmes da Marvel, que é um gancho importantíssimo para Vingadores e até mesmo para o Capitão América. Se o cinema parar a projeção durante os créditos, reclame e peça para que a cena seja exibida. Ela faz parte do filme e da trama e o ingresso que você pagou se refere à duração total do longa. Então, além de ser parte fundamental da obra, reclamar fará valer seu direito de consumidor.
Crítica DVD: Homem de Ferro 2 – Edição Especial 2 Discos
Começando no começo: EMBALAGEM
Continuando o que já virou tradição nos DVDs da Paramount, essa edição especial de Homem de Ferro vem envolta em uma luva muito bonita com impressão de efeito metalizado e em alto relevo. Vale destacar a qualidade de impressão, muito melhor que a do primeiro filme (que apresenta sinais de desgaste depois de algum tempo se não for bem guardada). Abrigando o filme, uma embalagem Amaray branca transparente que poderia ter sido melhor aproveitada se a capa do DVD tivesse impressa no verso alguma imagem ou até mesmo a descrição dos capítulos.
Embalagem transparente mal aproveitada
DISCO 1 – O filme
Homem de Ferro 2 continua, com a mesma competência do original, a história de Tony Stark (Robert Downey Jr.), o herói playboy, com crise de meia idade e meio irresponsável, cuja existência se torna o estopim para algo muito maior: a criação dos Vingadores, o super-grupo da Marvel. Agora temos mais participação de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a estreia de mais uma personagem da editora, a Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson, além do Ten. James Rhodes, amigo de Stark interpretado agora por Don Cheadle, que toma pra si um protótipo da armadura original do Homem de Ferro e se torna o Máquina de Guerra. Em conjunto, eles precisam impedir a ameaça da vez, o vilão vivido por Mickey Rourke.
Imagem: A transferência em vídeo do DVD está ótima. A Paramount novamente da um show na codificação e a imagem, que já é ajudada pela fotografia impecável e sem muitos artefatos (reforçando a ideia de que este é um filme de quadrinhos), é cristalina. Claro que aqueles probleminhas de resolução standard sempre aparecem, como o preto não muito sólido e a pixelização de alguns tons de cores, mas nada que atrapalhe a experiência.
Som: Mais um acerto da Paramount, o audio é fantástico e o filme pede isso. As cenas de ação se tornam ainda mais envolventes quando, em uma explosão, você ouve os artefatos sendo jogados pelos cantos da sua sala. Tanto no original em inglês, quanto no dublado em português a experiência é gratificante. Claro que na dublagem perde-se um ou outro efeito da edição de som, mas o filme continua divertido mesmo assim. Vale ressaltar o excelente trabalho de interpretação, principalmente do dublador do Homem de Ferro/ Tony Stark, Marco Ribeiro.
Extra: No Disco 1 o único extra é o comentário do diretor Jon Favreau, sempre bem-humorado e vale por curiosidades sobre background da história e produção.
DISCO 2 – Os extras
Ok, o título deveria ser DISCO 2 – A falta de Extras. Sério, é importante o incentivo ao Blu-Ray, mas isso não pode significar descaso com o DVD, que ainda será a mídia padrão por algum tempo. Pra fazer o COLECIONADOR começar a comprar os filmes na mídia azul, é mais importante o cuidado com o preço, tanto dos filmes quanto do sistema de alta definição que se comparado com preços praticados no exterior, ainda é caro. Os extras são obrigação, principalmente levando em conta o espaço da mídia e o fato do lançamento de EDIÇÕES DE COLECIONADOR. No DVD é a mesma coisa. Se você lança uma edição especial, dê a quem vai pagar 50 reais por ela, algo a mais do que o filme embalado numa luva bonitinha.
O tímido menú do disco 2
Os “extras” de Homem de Ferro 2, somados, chegam a 30 minutos e 21 segundos. O disco 2 se resume a apenas 2 featurettes de bastidores, um com 6 minutos e outro com 8, 10 minutos de cenas deletadas e o clipe da música do AC/DC que faz parte da trilha sonora. E é só. Enquanto no Blu-Ray, só o Making of tem 30 minutos (que ainda conta com uma infinidade de featurettes e cenas adicionais), aqui o disco todo tem essa duração. Pra lançar isso, seria melhor enluvar a edição simples, como foi feito com G.I. Joe.
Avaliação Final: O filme é bom, a imagem e o áudio são excelentes, mas a falta de extras fazem com que o atrativo da Edição Especial seja apenas a sua bonita luva metalizada. Se você é fã do filme, fique com a edição simples ou compre o Blu-Ray pra ter todos os extras que os fãs merecem. Se você é colecionador, vai acabar comprando a versão de dois discos pra combinar com o primeiro filme, esse sim, com suplementos decentes. E, se calhar, vai comprar o azulzinho também.
Crítica: O Incrível Hulk (por Alexandre Luiz)
Me permiti escrever este texto em primeira pessoa. Espero que entendam.Uma das coisas mais legais em histórias em quadrinhos são crossovers. Encontros entre personagens da mesma editora e do mesmo universo, mas que não tem lá muito em comum. Wolverine e Hulk, Demolidor e Homem-Aranha, esse tipo de coisa. Particularmente, achei que nunca veria isso no cinema. Principalmente por saber a besteira que a Marvel fez quando vendeu os direitos de seus personagens mais famosos para estúdios cinematográficos diferentes. Mas agora a editora está tomando conta de alguns heróis. Cabem ao Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Thor e Homem-Formiga (nem pergunte...) “salvarem” o Universo Marvel nas telonas. Quando o filme do Ferroso estreou, com todas aquelas menções a SHIELD e ainda a aparição de Nick Fury, não podia imaginar que isso seria estendido da forma que foi em O Incrível Hulk. Logo na introdução, que mostra a origem do Gigante Esmeralda em flashback (mais baseada na série de TV do que no filme de 2003), podemos ver menções à Fury, SHIELD e Tony Stark. Quando Emil Blonsky (Tim Roth) é convidado a servir de cobaia a um novo experimento, o Projeto Super Soldado é citado (sem mencionar a cena deletada com o Capitão América). E há também a alardeada cena com Robert Downey Jr. no final. Além disso, o próprio universo do Hulk é enriquecido com participações do Dr. Samson (ok, ele aparece mais no teaser do que no próprio filme, mas...), Samuel Sterns (que já dá o gancho como vilão da continuação) e uma menção honrosa a Rick Jones. Mas não é só por isso que O Incrível Hulk é um bom filme.
Quando Louis Leterrier foi contratado para dirigir, eu simplesmente não botei fé. A versão de Ang Lee, embora odiada por muita gente, tem toda uma sensibilidade que eu não imaginava o diretor de Carga Explosiva conseguindo expor. Mas, logo depois Edward Norton entrou no projeto, não só como o intérprete do Dr. Bruce Banner, mas como roteirista não creditado. O ator ajudou a dar o polimento necessário para fazer de O Incrível Hulk uma história humana. Convenhamos, um monstro verde destruindo tudo em 2 horas não é exatamente a definição de uma boa história. Desenvolver os personagens era prioridade para Norton. E ele faz isso muito bem nas cenas envolvendo Banner e Betty Ross (Liv Tyler), e nas sequências mais introspectivas do personagem principal. Da pra perceber o texto dele também quando o filme tem seus momentos a lá King Kong, com Hulk mostrando seus sentimentos para a Dra. Ross. Basicamente quando o filme é pancadaria, quem dá as caras é Leterrier, quando o filme explora os personagens, é Norton. E é por isso que o Incrível Hulk é um bom filme. Por dosar bem as duas coisas. E, pelo diretor francês que se mostra competente principalmente quando o Verdão ataca pela primeira vez. Na sequência toda, temos o personagem nas sombras. Em uma cena que qualquer diretor já iria querer escancarar o Hulk pro espectador, Leterrier sabiamente o esconde. Outro ponto forte é o ritmo de perseguição, algo meio Identidade Bourne, que tem seu auge logo no começo com o ataque do exército americano na Rocinha. Tudo muito bem filmado, com aquele clima clautrofóbico que os estreitos becos da favela proporcionam.
Porém, nem tudo são flores. Como a Marvel esperava mais ação do que drama, a maior parte das cenas que Norton escreveu não está no resultado final. Foram mais de 70 minutos cortados que ajudavam a desenvolver ainda mais os personagens. Por causa disso o filme acabou ficando com buracos gigantescos, que são percebidos até por quem não esta prestando atenção na história. O que o ator queria mesmo era criar o clima do seriado de TV, tão dramático quanto o filme de 2003. A versão de Ang Lee foi praticamente esquecida, em virtude desta homenagem, com direito a participação de Bill Bixby, de uma forma muito original, por sinal. A editora, que agora é também um Estúdio achou que os espectadores já tiveram a sua dose de drama num filme do Gigante Esmeralda. Por essas coisas, Hulk acaba não sendo tão bom quanto Homem de Ferro, mas leva uma vantagem. É um filme mais adulto (seria ainda mais, sem os cortes). E, mesmo com a intromissão da Marvel (melhor do que intromissão de quem não entende de HQ), o resultado final agrada tanto àqueles que esperavam pancadaria (a luta entre Hulk e o Abominável é espetacular) quanto os poucos fãs da versão de Ang Lee, que se preocupam mais com a história do que com a ação. Resta saber agora se Edward Norton volta para a provável sequência, já que as decisões da editora o irritaram um pouco. Uma forma de trazê-lo de volta é lançar um DVD Director’s Cut. Ou seria mais apropriado chamar de Norton’s Cut?
Crítica: O Incrível Hulk
Essa vai ser a primeira de uma série de mini-resenhas que escreverei no decorrer da semana. A prioridade não podia ser para outro filme que não O Incrível Hulk, mais novo lançamento da franquia de super-heróis produzida pela Marvel Studios. E devo dizer, a Marvel está fazendo um ótimo trabalho, acertando o tom das adaptações de quadrinhos como poucos conseguiram antes. O legal desse filme do Hulk e do filme do Homem-de-Ferro é que eles conseguiram dosar muito bem a ação no decorrer do filme, transmitindo aquela característica dinâmica da leitura de histórias em quadrinhos.
Como sabemos, esse novo filme do Hulk é uma espécie de sequência do filme de 2003, ao mesmo tempo em que é uma recriação da franquia. Isso tem pontos positivos, como o de não perder tempo explicando a origem do personagem, coisa que já foi feita à exaustão no filme de Ang Lee, mas também tem uns pontos negativos, que é o fato de que algumas coisas simplesmente não se encaixam com o conteúdo do primeiro filme. Um exemplo disso é a cena em que o General Ross diz que sua filha Betty Ross (Liv Tyler, linda e sempre com aquela vozinha suave que quase não sai da garganta) irá se impressionar quando ver no que seu amado Bruce Banner é capaz de se transformar. E de fato ela se impressiona. Aí eu pensei: “Mas pô! A Betty já viu o Hulk no primeiro filme!”. Enfim, são detalhes que na verdade podem ser até ignorados porque estamos ali para ver o Hulk esmagando tudo, dentro de uma história coesa e bem amarrada, é claro. E o filme vai bem nesses aspectos.
Um aspecto muito valorizado pelos fãs do filme de 2003 é aquela coisa da sensibilização com relação ao homem que se transforma em monstro e tal. O problema é que, apesar de eu também gostar desse primeiro filme, concordo que ele acabou ficando muito dramático e deixou o potencial do personagem para boas cenas de ação um pouco de lado. Nesse novo filme, Edward Norton é o responsável por boas cenas mostrando Bruce Banner sofrendo como um desgraçado, principalmente no início do filme, quando o cara está refugiado no Brasil (na Favela da Rocinha, é claro... existe lugar mais seguro e amistorso para um americano que não fala português querer se refugiar?), fazendo um bico em uma fábrica de sucos (muito boa a cena entre Banner e o dono da fábrica, aliás, mostra bem o “jeitinho brasileiro” de se fazer as coisas) e tendo aulas particulares de jiu-jitsu com Rickson Grayce (numa participação bem legal que eu não estava esperando ao entrar no cinema).
Aliás, esse é um ponto que eu vou aproveitar pra emendar outro assunto aqui, rapidamente. Não entendo o favoritismo que a imprensa brasileira adota com certas celebridades ao participarem de filmes estrangeiros. Por exemplo, se Rodrigo Santoro aparece fazendo papel de estátua durante 10 segundos de um filme qualquer, você vai ouvir sobre isso durante pelo menos um mês inteiro. A mesma coisa está acontecendo agora com Alice Braga, que antes ninguém nem sabia que existia. Nesse filme do Incrível Hulk tem a participação de Débora Nascimento, que fazia a Andréia Biju na novela Duas-Caras, por isso está bem “fresca” na memória do público brasileiro. E nada foi falado sobre essa participação dela e nem do Rickson Grayce, que é um ícone do esporte (e da pancadaria) nacional (apesar de não ser tão idolatrado quanto os praticantes de esportes olímpicos que nossa imprensa eleva às alturas). E olha que a participação deles supera a de Rodrigo Santoro em "Simplesmente Amor" na minha opinião. Aliás, que espetáculo de mulher essa Débora Nascimento, hein... mas vamos voltar ao assunto “Hulk”, hehehe.
Pois bem, depois de ver o Bruce Banner bancando o mendigo andando por toda a América Latina com roupas rasgadas, descalço, pegando chuva (tudo ao som daquela música triste do seriado de televisão do Hulk), a coisa engrena com o exército perseguindo o sujeito, querendo dissecá-lo e criar vários Hulks em série para fins militares. Para combater o verdão, injetam o soro do super-soldado (aquele mesmo do Capitão América) em um militar malucão e obcecado pelo combate. Daí começam grandes cenas de ação, muito quebra pau, explosões, Hulk detonando tudo e etc. Cara, fico feliz em viver numa época em que a computação gráfica alcançou níveis impressionantes. Acho que ainda era impossível fazer isso em 2003. Lembrem por exemplo da cena desse filme antigo em que o Hulk luta com uns cachorros mutantes. Tudo escuro, não dá pra ver nada... provavelmente pra cobrir as imperfeições da CG.
Outra coisa meio chata no filme de Ang Lee é que o Hulk não tem um oponente à altura. Ele passa o filme todo lutando com uns veículos militares e depois briga com uma energia gigante (O Homem-Absorvente, aliás que nome pra um personagem, hein... fico imaginando um sujeito com poderes de Sempre Livre ou O.B.). Nesse novo filme, o tal sujeito que recebeu o super-soro acaba se transformando em um monstrão mais ameaçador do que o próprio Gigante Esmeralda. É o Abominável! (Ohh!! Pausa dramática!) E devo dizer, grande cena de ação... Dois bichos gigantes e grotescamente fortes se porrando até um deles perecer, e enquanto isso quebrando tudo em Nova York (para desespero de George W. Bush). O Hulk desse filme é tão agressivo quanto o personagem deve ser, e o trabalho de dublagem de Lou Ferrigno (o Hulk da série de TV, que inclusive tem uma ponta no papel de um segurança nesse filme) completou a caracterização adequada. Ainda sobre a cena de luta entre os dois monstros, foi uma bela sequência de ação para um encerramento de filme. O filme do Homem-de-Ferro, por exemplo, ainda é superior no geral a esse filme do Hulk, mas essa cena de luta supera aquela entre o “I am Iron Man” e o Monge-de-Ferro. É pra ver no cinema mesmo.
E temos aqui um belo filme de super-herói. Mais um motivo pra deixar papai Stan Lee orgulhoso de suas criações (ele aliás, como de costume, faz uma aparição bem legal no filme também). Só uma crítica final: Não sei de quem foi a idéia de colocar a cena em que Tony Stark aparece antes dos créditos do filme. Era pra ter encerrado com a última cena de Edward Norton, essa sim com cara de “encerramento da história do Hulk, aguardem a sequência”. A cena do Stark devia ir depois dos créditos, como aconteceu com a cena do Nick Fury no filme do Homem-de-Ferro. Fez muito mais sentido na montagem e serviu como um fanservice mesmo. Agora quem não tá ligado sobre quem são os Vingadores, ou nem tá inteirado sobre essa idéia de produzir um filme da equipe fica boiando no cinema.
E é isso, essa foi minha mini-resenha, com duas páginas do Word. =P
Curiosidades:
- O filme deveria começar com uma cena em que Bruce Banner tenta cometer suicídio no Ártico, dando um tiro na boca. Claro que ele não consegue e o Hulk aparece revoltado. Então, segundo o diretor Louis Leterrier, apareceria o Capitão América congelado. Essa cena foi excluída para que o filme não perdesse a classificação etária de 13 anos. Maldita censura idiota... com certeza ficaria bem mais legal com essa cena.
- As cenas da fábrica de suco na verdade foram rodadas em um galpão no Canadá, mas os atores não eram brasileiros e acabaram falando um português sofrível no estilo daquele falado pela equipe de Penny Widmore na série Lost. Por isso eles aparecem dublados na versão brasileira do filme. E a dublagem ficou muito canalha, tá na cara que foi feita às pressas.
- O carro que aparece sendo usado pelo General Ross e sua equipe nas cenas na Rocinha na verdade é o Caveirão do BOPE (nas tomadas externas).
- HULK ESMAGA!!! GAMA WAVE NELES!!!
Crítica: Homem de Ferro
Nos últimos 10 anos o cinema viu uma invasão de adaptações de quadrinhos da Marvel (de outras editoras também, mas a Marvel ganha disparado). Foram filmes bons, como o primeiro Blade, X-Men, Homem-Aranha e bombas homéricas como Elektra e Motoqueiro Fantasma. E também existem os medianos como o divertido Quarteto Fantástico. Quando Homem de Ferro foi anunciado, não estava exatamente claro que linha a adaptação iria seguir. Com a contratação de Jon Favreau para dirigir então, ficou ainda mais obscuro o direcionamento do filme, já que o diretor estava acostumado mais a atuar do que comandar uma produção, principalmente um blockbuster. Foi aí então que anunciaram o nome de Robert Downey Jr. para viver Tony Stark/Homem de Ferro. E é importante ressaltar: o trabalho final pertence ao ator, que provavelmente entrega uma de suas mais inspiradas interpretações. O personagem tem muito em comum com Downey Jr. Ambos vivem uma vida desregrada e cheia de excessos. Bom, pelo menos o ator já superou essa fase, mas é impossível não comparar.


