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Comercial de fita adesiva recria cena de Tron

A marca Duck Tape criou um comercial fantástico de suas fitas adesivas, recriando a corrida de Lightcycles do Tron original. Em stop motion. Confira.


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Trailer e pôster de Tron Uprising exibidos na Comic Con estão na rede

A série animada se passa entre os eventos de Tron e Tron O Legado. Na trama, um jovem programador, Beck (com voz de Elijah Wood), é guiado por Tron para liderar a resistência contra CLU.

Uprising estreia em 2012 no canal Disney XD norte-americano.

Assista ao vídeo no player abaixo, que mostra alguns desenhos conceituais e novas cenas do programa. Ao lado, uma versão em baixa resolução do primeiro pôster da animação.




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Especial Tron - O novo filme

Tron – O Legado

Há muito tempo fala-se em uma sequência de Tron – Uma Odisseia Eletrônica, o clássico oitentista que chega ser profético com o uso de computação gráfica no cinema. A pergunta, antes mesmo de se saber quando a continuação sairia, sempre foi: o quão relevante um novo Tron pode ser? De cara, para que você, leitor, não crie expectativas muito altas, esta resenha alerta: o novo filme não é revolucionário. Embora muito se tem falado da tecnologia usada para rejuvenescer Jeff Bridges, isso não é novidade. Já foi usado em X-Men 3 e de forma abundante nos últimos volumes da cinessérie Resident Evil para mantar Milla Jovovich jovem. O 3D é bom, usado mais para dar noção de espaço do que gratuitamente com coisa atiradas à tela, mas não é nada que Avatar já não tenha mostrado. Então, porque vale a pena assistir Tron – O Legado?

Um dos grandes trunfos do original era abusar da inocência do espectador para causar surpresa com os efeitos especiais. E nisso, Joseph Kosinski, diretor da sequência, junto com o roteiro de Adam Horowitz e Edward Kitsis, consegue preservar. Os fãs da Odisséia Eletrônica oitentista vão se sentir em casa com as citações, referências e brincadeiras com o original. E com a reverência com que o Kosinski trata a obra. Uma aventura descompromissada, com grandes cenas de ação e que transporta quem quer que esteja assistindo a uma viagem em que o destino é alcançado com um grande sorriso no rosto. A trama começa explicando que Kevin Flynn (Bridges), o protagonista do primeiro filme, recriou a Grade à sua maneira, com a ajuda de Tron (Bruce Boxleitner) e CLU (também Bridges), o programa que no começo do original é capturado pelo MCP. Logo depois Flinn desaparece deixa ao filho Sam (Garret Hedlund) o império construído com a empresa Encom. O problema é que o garoto cresce com os ideais libertários do pai e pratica atos de “ciberterrorismo” dentro de sua própria herança. Depois dessa rápida apresentação, Sam vai parar na Grade e descobre que CLU a dominou e, numa espécie de alusão à Revolução dos Bichos de George Orwell, agora a governa com mão de ferro.

Assim como no filme de 1982, a trama é básica e sem nenhum grande atrativo. O espetáculo fica por conta do visual, que atualiza as criações do quadrinhista francês Moebius, deixando tudo ainda mais parecido com a obra do artista. Como Flynn recriou a Grade, foram tomadas algumas liberdades quanto a apresentação dos personagens, agora mais humanizados e “orgânicos”. Com isso Tron – O Legado tem uma forte semelhança com obras Cyberpunk como os quadrinhos de Enki Bilal ou Blade Runner. Os efeitos são realmente impressionantes e não soam forçados a não ser o já mencionado Jeff Bridges jovem, que não tem vida em seu semblante tornando muito claro que aquilo tudo é digital. Mas não chega a atrapalhar a experiência. Bridges, por sinal, também aparece em sua versão atual, com uma interpretação muito competente, transformando Kevin Flynn em uma figura sábia, que mistura nuances de um mestre Jedi com um velho Hippie. Outro destaque do elenco é Michael Sheen, extremamente à vontade com seu excêntrico Castor, um personagem ambíguo com look de David Bowie e exageros à lá Jim Carey (é sério!). Olivia Wilde como Quorra se esforça mas sua personagem detém um dos clichês mais bobinhos de histórias sobre opressão e liberdade: ela quer conhecer o sol. Por fim, a atuação mais apagada é a de Hedlund. Sam Flynn, embora tenha boas sacadas nos diálogos, não tem o menor carisma e desaparece em meio aos talentos de Bridges e Sheen.

Além do visual, Tron – O Legado tem em sua lista de acertos a trilha sonora do Duo de DJs Daft Punk. É a primeira vez que eles compõem para um filme e o resultado é incrível. Imersiva, onipresente e talvez, tão relevante quanto os próprios efeitos especiais. Talvez a única trilha incidental que faça tanta parte da trama dessa forma seja a de Vangelis para o clássico Blade Runner. Todo o clima e ritmo da película estão profundamente ligados à música. Será uma grande injustiça a provável não inclusão do Daft Punk na lista do Oscar de melhor trilha sonora, já que a academia não indica duplas.

A resposta para a pergunta se vale a pena assistir Tron – O Legado é muito simples: sim, vale. Por ser um filme sincero e, mesmo com roteiro fraco, unir tantos acertos. Como já era de se esperar, talvez não seja tão relevante pro cinema como foi seu antecessor. Talvez não se torne cult também. Mas cumpre a premissa de entreter. Porque, como diz um personagem lá pelas tantas, “quando se procura a perfeição, se esquece de olhar pro que está bem a sua frente”. E o que estava bem a frente de diretor e roteiristas com a chance de renovar um clássico era justamente isso. Entreter, sem culpa.

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Especial Tron - O Filme original

No final dos anos 70 e começo da década de 80, a informática era chamada de cibernética e seus engenheiros eram caras bem mais esquisitos do que os sujeitos descolados de hoje que criam aplicativos pra iPhone e desenvolvem jogos. Mais estranhos ainda eram os animadores que tentavam, a todo custo, surgir com uma novidade em meio à uma arte que, pelo menos no cinema, havia parado no tempo. São nesses dois cenários, a princípio não muito relacionados, que foi gerado Tron – Uma Odisséia Eletrônica, um audacioso projeto que por sorte caiu nas mãos de um grande estúdio, a Disney.

Steven Lisberger era o dono de uma empresa especializada em animações e crescia no ramo ao produzir comerciais para TV. Mas suas ambições estavam no cinema, um sonho que parecia impossível para quem, na época, não estivesse sediado em Los Angeles. Quando percebeu isso, ele e seu sócio, Donald Kushner resolveram tentar a sorte na cidade dos anjos. Desde essa época, uma imagem era recorrente na imaginação de Lisberger: um guerreiro de neon. Lembre-se, estamos falando do final da década de 70 e qualquer coisa de visual futurista era carregada desse tipo de iluminação. Chegando na terra do cinema, resolveu desenvolver melhor essa ideia mesmo sem dar muita atenção ao fato de que ele não tinha noção de como dar vida a essa história e, mesmo que tivesse, não havia dinheiro pra isso.

Foi então que sua empresa, ao criar um curta indicado ao Oscar de melhor curta animado, começou a chamar atenção. Lisberger e sua equipe desenvolveram então uma outra animação, Animalympics, com o intuito de vendê-la para TV e conseguir verba pra dar andamento ao projeto que agora já tinha o nome de Tron.

Depois de muitos esboços feitos, roteiros reescritos e cálculos provando que seria impossível produzir Tron como um filme independente, Lisberger e Kushner decidem bater às portas dos estúdios. Embora amparados por desenhos de produção mostrando o visual proposto, quase ninguém entendeu o que seria aquilo e, mesmo a Disney, que se interessou pelo projeto, não conseguia visualizar direito o que aqueles dois tinham em mente. Mesmo assim, resolveu dar a eles uma chance e comprou a ideia. Foi então que Lisberger e Kushner caíram na realidade: agora teriam mesmo que fazer o filme.

Para ajudar o processo visual foram contratados dois ícones: Syd Mead e Jean Giraud, o Moebius. O primeiro, um engenheiro industrial que ficou famoso por seus designs futuristas e práticos em Blade Runner. O segundo, o quadrinhista francês que despontava nas páginas da HQ Heavy Metal. Coube aos dois a responsabilidade de dar a Tron um visual que pudesse ser criado a partir de técnicas cinematográficas que misturavam animação convencional, CGI e um complicado processo manual de manipulação da película. Peraí. CGI? Em 1980? Sim, é aqui que o filme se destaca por seu pioneirismo. Era a primeira vez que uma produção para cinema usaria animação gerada por computador.

A história de Tron não é tão criativa: um desenvolvedor de softwares é mandado embora da empresa onde trabalha depois de ter seus projetos roubados pelo seu chefe. Com a ajuda de mais dois engenheiros, consegue entrar na empresa pra procurar provas e incriminar seu “algoz”, mas é transportado para o mundo virtual onde vive Tron e vários outros programas, que são dominados por um software do mal chamado MCP. Nada demais até aí, é quase uma versão digital de Nárnia ou Alice. O que realmente começou a chamar atenção dos executivos da Disney eram os efeitos e até onde poderiam ir com todo aquele visual que estava sendo criado. No roteiro, o único ponto alto era o cenário quase profético de computadores ligados em uma rede mundial. Tudo feito de uma forma muito amadora e sem muita relação com a linguagem de softwares que se utilizava. Mas mesmo assim, com um pé na realidade.

Tron ainda contou a trilha sonora de Wendy Carlos e seus sintetizadores, na época outro clichê do futurismo. Mas quando foi lançado não obteve o resultado esperado. A Disney tinha esperança de voltar a produzir filmes live-action, mas Tron não foi exatamente o ânimo que o estúdio precisava. Talvez por causa de uma direção inexperiente, o filme tem um ritmo lento e o roteiro não empolga. Os destaques eram mesmo o visual e a atuação de Jeff Bridges. O filme, porém, cresceu ao longo dos anos. Quando Hollywood percebeu que a computação gráfica poderia ser utilizada para criar efeitos especiais, Tron começou a ser lembrado por seu espírito inovador. E, graças ao home vídeo, o público também passou a apreciá-lo melhor, fazendo com que se tornasse um clássico cult.

Talvez seja essa a justificativa para criar uma continuação quase 30 anos depois do original. Ou também a tentativa de se ganhar dinheiro baseando-se numa nostalgia crescente à decada de 80. Seja qual for a razão, um novo Tron pode não ter o mesmo impacto criativo ou nem virar cult como seu antecessor. Porém, ao se tornar um dos filmes mais esperados do ano, deve encher do orgulho quem um dia pensou que os computadores poderiam servir pra algo além de cálculos complexos e ajudou a transformar a “cibernética” em uma coisa cool e não muito diferente da informática de hoje.

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Cenas Memoráveis - Especial Tron

Estamos a uma semana da estreia de um dos filmes mais aguardados do ano: Tron - O Legado. Durante os próximos dias então, preparei um pequeno especial sobre a franquia Tron e o primeiro post apresenta um pouco do filme original, nesta cena que entrou pra historia do cinema por ser pioneira no uso de computação gráfica. Confira abaixo.


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