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Cenas Memoráveis: Grandes Esperanças (1998)

A clássica história de Charles Dickens ganhou em 1998 uma versão modernizada, dirigida por Alfonso Cuarón e protagonizada por Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow. O diretor criou uma obra visualmente impecável, graças ao trabalho da direção de fotografia de Emmanuel Lubezki e do departamento de arte, que concebeu incríveis cenários.

A trama sofreu algumas alterações em comparação com a original e se transformou numa história contemporânea sobre desilusões amorosas, graças à ênfase na personagem de Paltrow, o primeiro amor do protagonista vivido por Hawke, uma garota que desde cedo é ensinada a manipular os homens ao invés de amá-los. A cena a seguir demonstra isso e, de forma bela e poética, define como a relação de ambos personagens se comporta ao longo do tempo, ao som da canção Like a Friend da banda Pulp.

Edição, fotografia e trilha sonora em completa harmonia para cobrir vários temas do filme, como o poder exercido por Paltrow e seu papel como musa de Hawke (que neste momento da história está no meio de um bloqueio criativo), além, é claro, do que já foi mencionado antes, servindo como metáfora visual do relacionamento de ambos. Confira.

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Cenas Memoráveis: Quase Famosos

A autobiografia disfarçada de ficção do diretor Cameron Crowe se tornou cult depois de uma passagem nada satisfatória pelos cinemas em 2000. Também pudera, o cineasta, ao contar a história do jovem que se tornou crítico de rock da revista Rolling Stone, criou sua maior obra. Seja pelo cuidado em levar cada momento vivenciado por ele ao lado de bandas como Led Zeppelin e Allman Brothers, ou pela delicadeza de algumas cenas como a que você confere abaixo.

Antológica desde seu nascimento, a sequência em que Tiny Dancer, de Elton John, é usada como trilha é representativa não apenas para a banda fictícia Stillwater (que passa por problemas internos), mas como também para o jovem William Miller (Patrick Fugit), o alter-ego de Crowe.


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Cenas Memoráveis - Footloose

Aproveitando o lançamento do trailer da refilmagem de Footloose, confira abaixo a cena de fúria do personagem de Kevin Bacon no filme original.

Já comentei isso por aqui algumas vezes, mas é realmente digno de nota a capacidade dos filmes feitos dos anos 80 pra trás, de criarem momentos tão marcantes que praticamente resumem uma obra. Quem remotamente sabe o que é o filme Footloose, tem a sequência abaixo imediatamente na cabeça.

Kevin Bacon fez muito sucesso por causa desse longa, que embora tenha ficado um pouco datado por causa da trilha, ainda deve ser visto pelas novas gerações, se não pela qualidade, pelo menos a título de comparação com o remake (que pelo trailer, deve ter a cena abaixo refeita).

A música da cena é Never, da banda Moving Pictures e o fusquinha tem um som bem potente, pra reverberar por todo o depósito que serve de cenário pra sequência :P


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Cenas Memoráveis - Sucesso a Qualquer Preço

Alec Baldwin nunca foi um ator muito requisitado pelo cinema Hollywoodiano. Não por falta de talento, mas porque, como intérprete, teve uma rápida subida de carreira, para depois, "abandonar" as grandes produções, por interesse em navegar em águas menos badaladas. A primeira prova disso foi quando se negou a voltar ao papel do agente da CIA, Jack Ryan, nas continuações de Caçada ao Outubro Vermelho, para poder se dedicar ao teatro. Uma decisão que provavelmente lhe fez perder muito dinheiro, uma vez que os dois filmes, agora com Harrison Ford como o personagem, fizeram grande sucesso.

Em 1993, com muito custo, aceitou participar de Sucesso A Qualquer Preço, baseado na peça de teatro, Glengarry Glen Ross. Também pudera, já que o vendedor interpretado por Baldwin foi criado exclusivamente para ele, já que não existe no texto original. Um personagem arrogante por causa de seu enorme sucesso em vendas, apresenta uma forma muito peculiar em motivar os colegas de profissão na cena abaixo, que ficou famosa por mostrar o alcance dramático do ator. Considerado um de seus melhores momentos no cinema, o trecho, irônicamente, hoje, é utilizado como vídeo motivacional. Irônico porque... bem, assista e veja se a postura do personagem é realmente adequada para motivação.

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Cenas Memoráveis - Blow Out - Um Tiro na Noite

Brian De Palma construiu sua carreira de cineasta com thrillers, filmes policiais e algumas obras de terror, homenageando Alfred Hitchcock e outras figuras clássicas que serviram de inspiração. E foi justo na época em que o diretor ainda iniciava na sétima arte, que produziu o que muitos consideram seu melhor filme até hoje (e olha que nos anos seguintes ele faria Scarface, Os Intocáveis e O Pagamento Final).

Blow Out - Um Tiro na Noite pode ser considerado um filme sobre filmes, disfarçado com uma trama conspiratória nos moldes de A Conversação de Francis Ford Coppola, amigo de De Palma. No longa, John Travolta é um técnico de som de um estúdio especializado em filmes B. Numa noite, ele está captando o áudio de pássaros num parque, quando ouve um estrondo. Logo em seguida, o barulho de uma derrapada de pneus, terminando na batida de um carro em uma ponte, fazendo o veículo cair em um rio. Quando o motorista é revelado como um importante político, Travolta passa a desconfiar que o acidente tenha sido, na verdade, um assassinato. No decorrer do filme, o protagonista descobre que alguém tirava fotos aquela noite e conseguiu captar a sequência exata de imagens que levaram o carro para seu destino trágico. E aí, De Palma constrói uma cena genial.

Usando os princípios básicos da arte cinematográfica (som e imagem), Travolta edita sua pequena prova do crime. A montagem de imagens sucessivas que dão impressão de movimento é a mais usada das definições da sétima arte e serve como pretexto para o diretor criar a expectativa, aliado à edição de som, que usa a repetição do áudio quase como trilha sonora. Confira a sequência abaixo.


Curiosidade: Blow Out, além de usar o próprio cinema como referência, faz homenagem à um clássico de Antonioni, Blow Up que tem uma trama semelhante, mas com propósitos diferentes.
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Cenas Memoráveis - Karatê Kid (1984)

Ícone de uma geração, Karatê Kid é daqueles filmes com uma bela mensagem e que, de quebra, emociona pelo carisma dos personagens. O Sr. Miyagi (Pat Morita), com toda sua sabedoria, consegue fazer o jovem Daniel Larusso (Ralph Macchio) descobrir o melhor em si mesmo. História bacana, ponto final. Junte isso a um clímax igualmente emocionante e o sucesso de Karatê Kid, assim como o lugar que muitos reservam para o filme em suas memórias, são facilmente compreendidos. Para quem é saudosista, a cena abaixo trará boas lembranças do tempo gasto em frente à TV acompanhando a Sessão da Tarde. Depois do vídeo no entanto, esse texto continua e talvez desmistifique um pouco esse clássico oitentista. Assista e leia por sua conta e risco.



Ok, se você chegou até aqui, talvez não se importe muito em saber que Karatê Kid é, na verdade, um produto de propaganda. Pra entender isso, basta uma simples contextualização. Metade da década de 80, o Japão está chegando com tudo nos EUA. Fusões com grandes empresas, produtos sendo vendidos em diversas áreas de consumo e uma relação que antes fora de antagonismo, toma ares de parceria econômica.

Que forma melhor de retratar as boas relações com a Terra do Sol Nascente mesmo depois de tê-los atacado com duas bombas nucleares?

Quem já viu o filme deve se lembrar da emocionante história do Sr. Miyagi, que sai do Japão, vai para América e luta ao lado do exército estadunidense na Segunda Guerra Mundial. Perde sua mulher e seu filho e é consumido pela culpa de não ter estado ao lado deles.

Entenderam não é? A mensagem basicamente foi: nós fomos atacados pelos japoneses, retaliamos com duas bombas nucleares, mas e daí? Nós tivemos bravos orientais lutando lado a lado em nossas forças armadas! E agora, mais do que nunca, continuamos parceiros e podemos nos ajudar mutuamente.

O filme foi responsável pela popularização das artes marciais nos EUA e provavelmente ajudou o relutante povo americano a aceitar o Japão como parceiro comercial.

E ai, gostava mais de Karatê Kid com os olhos inocentes da infância?

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Cenas Memoráveis - O Mágico de Oz (1939)

São vários fatores que tornam um filme relevante em seu tempo e o fazem entrar para a história do cinema. O Mágico de Oz é um desses longas, não apenas por sua bela história, mas por sua importância técnica.

Era 1939 e a sétima arte ainda passava por um período de descoberta. Não fazia muito tempo (historicamente falando), as películas ainda eram mudas. E, embora já existissem filmes coloridos na época, eram caros demais pra ser produzidos em massa. Apenas alguns produtores podiam se dar ao luxo de bancar o alto custo e só o faziam quando o lucro fosse garantido.

Como acontece com toda tecnologia, algum produto deveria surgir dessa novidade que pudesse ser responsável por popularizá-la. E esse fardo, ou feito, coube, em parte, a O Mágico de Oz.

Para realizar a clássica história, a MGM optou por rodá-la da forma mais cara. Usando câmeras Technicolor de três negativos (em RGB, uma pra cada cor), para que o colorido visto na sala de projeção fosse o mais vívido possível. A película foi feita inteiramente a cores e, às cenas no Kansas, foi adicionado o tom de sépia. Por conta disso, O Mágico de Oz tem uma das cenas mais emblemáticas do cinema. Quando Dorothy, interpretada por Judy Garland, chega à Oz, abre a porta de sua velha casa rural e se depara com uma explosão de cores que, nem ela, nem o espectador, jamais havia visto.

Infelizmente, O Mágico de Oz foi um fracasso de bilheteria, quase levando o estúdio à falência, pois essa era a produção mais cara já vista em um filme. Como o longa ganhou três Oscar no ano seguinte, a MGM, para recuperar o dinheiro investido, começou a incentivar projeções do filme nos cinemas por vários anos. No fim, até que funcionou. Porém, foi a partir da década de 50 que Oz ganhou sua legião de fãs. Com o advento da TV, a exibição do filme se transformou numa tradição anual (em época de festas de fim de ano), levando milhões de crianças pra frente da telinha e transformando a produção na mais assistida de todos os tempos, de acordo com a Library of Congress norte-americana.

Claro que na época, os espectadores não puderam desfrutar de seu magnífico colorido. Foi apenas com o surgimento da TV a cores que o impacto visual pretendido pelos realizadores pôde ser desfrutado pela quantidade de gente idealizada quando do lançamento original. Porém, mesmo o fracasso de bilheteria não pôde deixar de transformar O Mágico de Oz num dos marcos que deram início ao cinema como conhecemos hoje.

Veja a cena da chegada de Dorothy à Oz, clicando aqui. (O autor do vídeo no youtube não permite sua distribuição fora do site). Pro post não ficar sem vídeo, outra cena memorável de O Mágico de Oz, Judy Garland interpretando Over the Rainbow, o inesquecível tema do longa.


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Cenas Memoráveis - Amor à Flor da Pele

Um dos filmes mais conhecidos do diretor chinês Wong Kar Wai, Amor à Flor da Pele mostra um jornalista vivido por Tony Leung, nos anos 60, se envolvendo com sua vizinha Maggie Cheung. O problema é que ambos são casados e a relação proibida acaba revelando mais sobre ambos do que quando estão com seus respectivos cônjuges.

Kar Wai evoluiu a cada filme que dirigiu do final dos anos 80 até o começo dos anos 2000, melhorando sua técnica e adquirindo uma qualidade que o fez se destacar no cinema asiático. Em Amor à Flor da Pele, o diretor chega ao seu melhor momento, unindo edição, fotografia, música e montagem para criar cenas e momentos deslumbrantes. De visual e ritmo, Kar Wai entende muito bem e consegue passar isso a cada cena, economizando em diálogos para mostrar que sentimentos como atração, amor e cumplicidade são universais e não precisam de palavras para representá-los. Uma das cenas que melhor exemplifica isso, você confere abaixo, embalada pela belíssima fotografia de Christopher Doyle e pela música de Shigeru Umebayashi, ambos colaboradores frequentes do cineasta.

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Cenas Memoráveis (Bônus da Semana) - Era uma Vez no Oeste

No começo desta semana finalmente pude conferir no cinema a animação Rango, que além de ser engraçadíssima, é um deleite pra cinéfilos e admiradores da cultura pop. Referências e mais referências pipocam pela tela, seja no visual extremamente bem construído ou na trilha de Hans Zimmer (que tem demonstrado um amadurecimento absurdo de uns 3 anos pra cá). A história do lagarto que chega em uma cidade no deserto de Mojave pra se descobrir um herói traz como maior inspiração o cinema de Sergio Leone e seus colegas diretores do subgênero Western Spaghetti, como ficaram conhecidos os bang-bang produzidos na Itália.

Porém, uma das referências que mais me chamou atenção foi o uso do som em algumas cenas. Leone ficou famoso por seus closes nos olhos dos protagonistas e seus enquadramentos mais intimistas, mas quem assiste seus filmes não pode deixar de notar como a edição de som é importante para definir o "clima" da cena em questão. E Gore Verbinski, o diretor de Rango, usa isso em vários momentos de tensão, como o duelo final na rua principal de Poeira, a cidadezinha que parou no tempo do Velho Oeste.

Um bom exemplo dessa característica do cinema de Leone é a cena de abertura de seu clássico Era uma Vez no Oeste. São 15 minutos de um dos momentos mais tensos do cinema, com grande parte de seu ritmo devido justamente ao som. Pra quem não conhece a cinematografia de Sergio Leone, Era Uma Vez... é um dos filmes mais completos pra se entender a forma como o diretor italiano rodava seus longas. E a cena abaixo é um momento de puro cinema, uma aula de extensão de tempo, cujo maior aluno foi Quentin Tarantino, que fez de seu Bastardos Inglórios quase um Trabalho de Conclusão de Curso da escola cinematográfica Leone. Mas isso é assunto pra outro post. Se você for assistir Rango, com certeza vai se divertir muito mais se conhecer Era Uma Vez no Oeste e Três Homens em Conflito, outra produção do diretor italiano que serviu de inspiração para a animação do lagarto.

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Cenas Memoráveis - Kill Bill Vol. 2

As melhores cenas do cinema são as mais simples. E, nada mais simples do que um diálogo. Ou, no caso abaixo, um monólogo. Nada de truque de câmera, efeitos especiais. É no texto bem escrito de Tarantino que Kill Bill Volume 2 tem seu melhor momento.

Bill, interpretado por David Carradine, explica à protagonista a mitologia do Superman. Como Clark Kent é o disfarce e Superman é o personagem real, ao contrário de todos os outros super-heróis. Tarantino escreveu isso tendo em mente o Super pré-Crise nas Infinitas Terras, a saga da DC que atualizou seu panteão de heróis nos anos 80. A origem atual do Azulão não permite essa análise que Tarantino faz, já que John Byrne transformou Clark Kent na pessoa e Superman no disfarce em sua minissérie Man of Steel, escrita logo após o final da Crise e que serviu de base pro seriado Lois & Clark nos anos 90.

Mas isso não invalida a genialidade do diretor/roteirista. A forma como ele vê o Homem de Aço continua sendo memorável. Confira (sem legendas, sorry...)


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Cenas Memoráveis - Hudson Hawk - O Falcão Está a Solta

Essa cena é tão memorável que nem dá pra ficar perdendo muito tempo falando sobre ela. Bruce Willis e Danny Aiello roubando um museu e cantando Swinging on a Star. E depois não entendem quando os críticos dizem que não se fazem mais filmes como antigamente (e esse nem é tão antigo assim, "só" tem 20 anos).


Pra quem não sabe, Bruce Willis tem uma banda de blues e já gravou alguns álbuns no final da década de 80. Aqui ele toca gaita com B.B. King. Pois é.
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Cenas Memoráveis - Edward Mãos de Tesoura (1991)

Tenho saudades do Tim Burton. Um diretor de enorme criatividade visual e sensibilidade pra contar histórias que são verdadeiros contos-de-fadas contemporâneos. Infelizmente para o cinema, Burton não existe mais da forma como conhecíamos. Hoje, ele caiu numa armadilha que parece ter sido armada por si mesmo. Parou no tempo, num visual que nem de longe é tão impressionante do que ele criou em Edward Mãos de Tesoura ou Batman Returns, por exemplo. Talvez por, na época, sua inventiva personalidade dependesse de efeitos práticos, e não de computação gráfica, sua filmografia até o início dos anos 2000 seja muito mais interessante. Ou, simplesmente por ter se rendido à indústria, deixando de lado o que realmente significa o cinema autoral.

Edward Mãos de Tesoura foi a primeira parceria de Burton com Johnny Depp. E também é um filme de momentos tão marcantes e sinceros que impressiona ter sido dirigido pela mesma pessoa que neste ano entregou uma versão fria e sem ritmo de Alice no País das Maravilhas.

A cena abaixo é minha preferida. A montagem, o clima melancólico marcado pela trilha de Danny Elfman, a fotografia, tudo colabora pra fazer da dança no gelo uma sequência marcante pra quem cresceu assistindo esse filme nas sessões da tarde da vida.

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Cenas Memoráveis - Psicopata Americano

Esse é o filme que trouxe Christian Bale pra uma visualização melhor do publico. Baseado no livro de Bret Easton Ellis, o filme é cheio de momentos de humor negro e ironia. Tudo funciona muito bem como crítica aos yuppies dos anos 80, com suas manias de beleza e consumismo.

A cena a seguir representa isso de forma impecável. Quatro personagens comparando seus cartões de visita. Patrick Bateman, o psicopata vivido por Bale é o primeiro, todo orgulhoso da fonte, da textura e da cor do papel. Porém a medida que cada um vai mostrando seu respectivo cartão, Bateman começa a se morder de inveja. Até que ele pede pra que mostrem o de Paul Allen, outro personagem da trama, mas que não se encontra em cena. Percebam que os outros três imediatamente encolhem-se em suas cadeiras pois sabem da "superoridade" do material. A reação de Bateman é hilária. Em seu pensamento reclama: "Oh, meu Deus, tem até marca d'água!". Reparem também na trilha toda vez que um novo cartão é revelado.

É a força do roteiro que numa cena pequena consegue expor as fraquezas desses jovens deslumbrados com o dinheiro.

P.S.: A versão a seguir é a cena completa, com outros momentos que também contribuem pra essa construção de personagens.


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Cenas Memoráveis - 2001 - Uma Odisséia no Espaço

Se um filme mudou a forma como a ficção científica era vista, foi a obra-prima de Stanley Kubrick. 2001 mostrou que a boa Sci-Fi é aquela que, mais do que mostrar o espaço, criaturas alienígenas ou tecnologia avançada, fala sobre seres-humanos.

A cena a seguir, parte do primeiro segmento do filme, denominado The Dawn of Man. Fala de evolução, sentidos primitivos, inteligência, comunicação, percepção e mais um punhado de temas filosóficos, sem conter um único diálogo. Para uma versão mais completa do segmento, clique aqui, ou simplesmente assista ao filme, o que é mais recomendável.

Assista a cena aqui, no Youtube.
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Cenas Memoráveis - Casablanca

A cena abaixo é cosiderada por muitos aficionados por cinema, como a mais clássica de todos os tempos. Bem, podem haver controvérsias, mas a verdade é que o final de Casablanca é, com certeza, um dos momentos mais bonitos que Hollywood já proporcionou.

Casablanca é, por si só, um filme espetacular. Multi-gênero, já que consegue misturar romance, drama, aventura e intriga numa só história, ainda conta com Humpfrey Bogart, mais inspirado que nunca num habitual papel canastrão. Isso sem falar de Ingrid Bergman, na interpretação pela qual ficou marcada por toda sua carreira.

Um aviso, a cena a seguir é o final do filme, então se você ainda não o assistiu (assista!!!), pode ser que se assistir, estrague a experiencia.

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Cenas Memoráveis - O Encouraçado Potemkin

Obra indispensável pra quem estuda cinema, O Encouraçado Potemkin, é dono de uma das cenas mais memoráveis da arte cinematográfica. E também uma das cenas mais imitadas, ou homenageadas, como deve preferir Brian De Palma, que usou de liberdade poética para "recriar" a sequência a seguir em Os Intocáveis.

Mas, o assunto aqui é o filme de Sergei Eisenstein, uma obra-prima da montagem, a especialidade de seu diretor.

Confiram a sequência abaixo.

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Cenas Memoráveis - Sem Destino

Final da década de 60. O auge da era hippie e da busca pela liberdade num país que continuava mandando jovens soldados pra uma guerra sem sentido.

Sem Destino é um marco dessa época. O filme, regado a drogas e rock and roll é quase um anti-cinema. Dirigido por Dennis Hopper, com trilha de várias bandas da época, incluindo Steppenwolf e a sua inconfundível Born to be Wild, Sem Destino ajudou a levar para o mundo uma certa ideologia de liberdade, ainda buscada nos dias de hoje, mas sem tanta intensidade.

Confira a cena de abertura, praticamente um videoclipe, ao som da trilha citada acima, que ainda por cima ajudou a batizar outra vertente do rock: o heavy metal!

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Cenas Memoráveis - Cantando na Chuva

Pra iniciar a nova fase das Cenas Memoráveis - agora aos finais de semana - um clássico: Singing in the Rain. À fase áurea dos musicais no cinema, Gene Kelly contribui com uma das cenas mais emblemáticas da história (adoro hipérboles, já perceberam?) de Hollywood. Não há quem não conheça a música, e nem a sequência a seguir.

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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Cassino Royale (2006)

Com o carro invisível de Um Novo Dia Para Morrer, a era de invenções tecnológicas malucas dos filmes de 007 chegava ao fim. Não só por isso. É bom explicar que a reinvenção do personagem em Cassino Royale não foi apenas porque a crítica especializada achou o filme anterior o cúmulo do absurdo. A verdade é que a Sony há anos tinha vontade de iniciar sua própria série com o agente britânico, pois detinha de alguns direitos adquiridos numa pendenga judicial de Kevin McClory e Ian Fleming, sobre a criação do personagem. Como a maior parte desses direitos estava nas mãos da MGM, distribuidora da série oficial de filme, a Sony simplesmente comprou o estúdio. Como a aceitação de Um Novo Dia... não foi boa, aproveitou para botar seus planos em ação, convencendo os produtores Michael Wilson e Barbara Broccoli a reiniciarem a franquia.

Cassino Royale foi Bond Back to Basics. Com um clima retrô misturado a gadgets modernas como celulares e notebooks, introduziu o verdadeiro 007 do século 21: Daniel Craig. Rústico, humanizado, cheio de falhas. A adaptação do primeiro livro escrito por Ian Fleming com o personagem foi a chance de adaptar o conceito de filme de origem ao agente secreto. Por mostrar como tudo começou, não fazia muito sentido na cabeça dos produtores, roteiristas e diretor que Bond fosse aquele mulherengo charmoso, de fala macia, que Pierce Brosnan tanto fez questão de interpretar nos filmes anteriores. A nova versão do personagem era mais próxima do que Fleming idealizara nos seus livros. Bond deixou de ser um agente secreto para se tornar mais um assassino. Ora, ele tem licença para matar, não é?

Uma das cenas mais emblemáticas da humanização do personagem foi a tortura que o vilão Le Chiffre submete a 007. Tirada quase que literalmente de sua versão original, a tortura envolve o quase esmagamento da genitália do herói. Violenta e brutal, é aliviada pelo senso de humor do protagonista frente a situação. Impagável a maneira que ele pede para que o vilão dê uma “coçadinha” nas suas partes baixas.


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Cenas Memoráveis - Especial 007

007 - Um Novo Dia para Morrer (2002)

Os filmes de 007 sempre foram lembrados por seus gadgets, as bugigangas usadas pelo agente secreto para cumprir suas missões. Por mais absurdas que fossem, sempre aumentam o grau de diversão dos filmes.

Porém, em 2002, com 007 – Um Novo Dia para Morrer, os produtores pegaram pesado. Sendo o vigésimo filme de Bond, a produção tem um ar de homenagem, com inúmeras cenas fazendo referências aos 19 filmes anteriores. A mais célebre é a do personagem Q, interpretado por John Cleese, mostrando o novo Aston Martin do espião britânico. Aqui a lógica foi completamente mandada às favas e 007 ganha seu primeiro carro invisível. É isso mesmo. Carro invisível.

Exageros a parte, Um Novo Dia... não foi um fracasso de bilheteria, mas afundou em críticas pessimistas quanto ao futuro da franquia. Ou seja, graças a uma trama boba que servia de desculpa para efeitos especiais absurdos e gadgets surreais, quase que um filme comemorativo encerra de vez a carreira de Bond nos cinemas. Foi o último filme de Pierce Brosnan na pele do herói, assim como o fim de uma era. Um novo começo estaria prestes a surgir, 4 anos depois. Mas isso fica pro próximo post. Agora confiram a cena de perseguição do filme, com Bond usando toda a parafernalha do seu Aston Martin.

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