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Rapidinhas: Largo Winch e A Informante

O Invencível - Largo Winch (2008) - Adaptações de quadrinhos se tornaram um gênero tão mainstream que fica difícil imaginar alguma que não seja produzida nos EUA, baseada em algum herói da Marvel ou DC. As vezes parece que a Europa não tem tradição em HQs ou cinema. Ambos os pensamentos são terrivelmente equivocados, e este Largo Winch é uma boa prova disso. Com direção de Jérôme Salle, realizador de Anthony Zimmer, que depois foi refilmado naquela atrocidade chamada O Turista, o longa mostra o personagem-título (Tomer Sisley), único herdeiro de um império milionário deixado por seu pai adotivo. O problema é que ninguém sabia de sua existência e a diretoria da empresa que deveria ser sua não está disposta a entregar seu futuro nas mãos de um jovem aventureiro. Boas cenas de ação, trama envolvente e que leva o espectador a belas paisagens ao redor do mundo (no melhor estilo James Bond), O Invencível (nome em português que denota previsibilidade, erroneamente), é um longa francês, baseado em quadrinhos belgas (do autor Jean Van Hamme), sem a maior parte dos vícios que o cinema de ação norte-americano adquiriu ao longo dos tempos. O elenco ainda tem Kristin Scott Thomas, Miki Manojlovic e Karel Roden. O filme ganhou uma segunda parte, que estreou no começo de 2011 nos cinemas franceses.

A Informante (The Whistleblower, 2011) - Rachel Weisz está acostumada a entregar belíssimas e poderosas interpretações e aqui não foge à regra. No longa, a atriz é uma policial que se voluntaria para prestar serviços à ONU durante o período de transição que se deu ao final da Guerra da Bósnia em 1999. Quando chega no país, descobre uma rede de tráfico sexual que envolve seus colegas "pacificadores" e a policia local. Embora suas intenções sejam nobres, no entanto, passa a ser desacreditada pelo próprio alto escalão das Nações Unidas e se vê numa trama que a leva à constante paranóia. A diretora estreante Larysa Kondracki também está cheia de boas intenções ao tornar ainda mais pública essa terrível história real porém, apesar de alguma criatividade (principalmente nas cenas em que a personagem se sente perseguida e nos momentos mais fortes, como a tortura das meninas nos bordéis), não oferece muito em narrativa. Vale mais por sua mensagem e pelo sentimento de repulsa que causa ao espectador quando os crimes passam a atingir uma proporção maior do que o imaginado inicialmente pela protagonista. Impossível também não relacionar a atitude da personagem central a do filósofo Diógenes e sua hercúlea missão de perambular pelas ruas com uma lamparina procurando um homem honesto. Weisz passa exatamente pela mesma situação ao perceber que não pode confiar em ninguém naquele ambiente machista e apático, onde mesmo quem não está envolvido em corrupção é relutante em ajudar a mudar a situação. Além da atriz, estão no filme Vanessa Redgrave, Monica Bellucci, David Strathairn e Benedict Cumberbatch, muito mal aproveitado, desaparecendo sem mais nem menos do longa, justo quando sua participação começa a se tornar interessante. No mais é muito eficiente em sua proposta, um tanto pessimista, uma vez que não transmite o sentimento de mudança, mesmo após a enorme luta da protagonista.
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Veja cinco imagens de Batman: Ano Um e artes conceituais da animação

O longa animado que adapta a minissérie de Frank Miller e conta a origem do Cavaleiro das Trevas será lançado em DVD e Blu-ray em 18 de outubro nos EUA. A Warner colocou na rede algumas cenas do filme e três artes conceituais para estudo do design dos personagens. Confira.








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Batplantão: Vídeos mostram Mulher-Gato em cena de perseguição

Ontem em Pittsburgh a equipe de O Cavaleiro das Trevas Ressurge gravou uma cena de perseguição (que já virou marca registrada da franquia de Nolan) envolvendo três Tumblers, o caminhão militar e a Muler-Gato na Batmoto. Na cena, obviamente não era Anne Hathaway pilotando o veículo, mas quando a dublê parou para descansar revelou o uniforme completo da personagem. Veja os vídeos!





O filme estreia em 27 de julho.
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Artes conceituais de Os Vingadores revelam o Porta-Aviões aéreo da SHIELD

Além da famosa aeronave, o Quinjet também aparece nos esboços criados digitalmente pelo artista Michael Meyers. Trate as imagens como conceitos preliminares, ou seja, não necessariamente o que veremos como versão final no filme Os Vingadores, que estreia no Brasil no final de abril de 2012. Confira abaixo.





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Batplantão: Batwing em detalhes e Comissário Gordon em cena de perseguição

Esqueça as fotos desfocadas e os vídeos feitos de longe. Acaba de cair no youtube um vídeo detalhado (com opção em HD) do Batwing. Agora podemos ver as turbinas, o cockpit (que parece ter um boneco do Batman), tudo bem de perto. Em outro vídeo, Gary Oldman aparece no caminhão que está sendo perseguido pelo novo veículo do Batman. O curioso é que o Comissário Gordon parece estar se escondendo e não em perigo! Confira!






Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia em 27 de julho de 2012.
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Crítica: Super 8

Essa crítica também se encontra publicada no Nerddisse, em uma versão ligeiramente maior. Pra ler a "director's cut" do texto, clique aqui.

Fazer um filme inteiro prestando homenagens a filmografia de alguém pode ser uma via de duas mãos: ou o trabalho acaba reconhecido, como Bastardos Inglórios, a enorme referência ao cinema de Sergio Leone feita por Quentin Tarantino, ou pode gerar o incômodo sentimento de que se está diante de um produto formuláico, que por melhorers fossem as intenções, não acrescentou muito, nem à obra do referenciado e muito menos de quem a idealizou. Super 8, dirigido por J.J. Abrams e destaque nos cinemas brasileiros a partir deste final de semana, fica entre essas duas definições, com tendência a deixar a última falar mais alto.

Buscando inspiração no que Steven Spielberg (que assina a produção) fez de melhor durante as décadas de 70 e 80, o cineasta é muito eficiente ao criar um "filme de Spielberg", mas falha ao desenvolver uma obra que tenha uma identidade própria. Talvez essa não fosse a proposta, mas apenas mostrar pros novos espectadores como o diretor de Tubarão e E.T. é importante não é a melhor justificativa para se fazer um filme. Pra isso, bastaria relançar suas obras no cinema. Super 8 não é ruim, mas causa estranheza por parecer um fanfilm, como o que os garotos protagonistas tentam fazer durante a projeção. Na trama, situada em 1979, as crianças, lideradas por Charles (Riley Griffiths), tentam produzir um curta-metragem de zumbis, que busca inspiração na obra de George Romero (há inclusive uma simpática citação ao diretor no roteiro dos jovens cineastas). É um exercício de metalinguagem, pois Abrams está fazendo a mesma coisa com seu filme (com alguns milhões a mais do que a produção amadora das crianças).

No grupo de garotos está Joe Lamb (Joel Courtney), que há poucos meses perdera a mãe num acidente na metalúrgica que move financeiramente a pequena cidade de Lilliam. Seu pai (Kyle Chandler) é um delegado local que, por perder a esposa e ter de enfrentar sozinho o emprego e as funções domésticas, exibe um semblante cada vez mais cansado, ao mesmo que tempo que assume uma postura de impaciência com seu filho. Numa noite, Joe e seus amigos estão gravando uma cena para o curta na estação de trens local, quando uma enorme locomotiva descarrila (a sequência do acidente é impecável), deixando escapar o que parece ser uma terrível criatura. A partir daí, estranhos desaparecimentos começam a acontecer na cidade, ao mesmo tempo que aumenta a movimentação do exército no local, já que o trem acidentado era das Forças Armadas. Os garotos então partem para sua grande aventura, tentando desvendar o mistério.

Quem conhece a obra de Spielberg, nesse pequeno resumo da premissa de Super 8, já identifica inúmeras referências ao diretor. A tensão existente entre pai e filho, pessoas comuns tentando desvendar uma trama oculta e figuras militares como antagonistas são apenas alguns dos elementos recorrentes em vários filmes dirigidos ou produzidos pelo influente cineasta. Não há problemas nisso, afinal, roteiros, de certa forma, são colchas de retalhos de experiências vividas ou bagagem cultural de quem escreve. O que incomoda um pouco é Abrams emular seu mestre em tudo. Dos elementos visuais até alguns vícios e cacoetes, o criador de Lost insiste em deixar bem claro, a cada quadro, que o espectador está vendo uma homenagem (apaixonada, sem dúvida) e não um filme seu. Até mesmo aqueles reflexos causados pelo contraluz, para desespero da crítica especializada, e que Abrams usa a exaustão em seu longa anterior, a versão reimaginada de Star Trek, entram em Super 8 de forma moderada, lembrando muito mais a fotografia de Contatos Imediatos do Terceiro Grau do que qualquer outra coisa.

A intenção não precisa ser genial. J.J. Abrams não deve provar nada, já que tem em seu curto currículo na sétima arte, dois eficientes exemplares, como a supra-citada nova versão de Jornada nas Estrelas e Missão: Impossível 3. Ambos cumprem a promessa de diversão sem subestimar o público, além de terem se saído muito bem nas bilheterias. Pra Hollywood, isso já basta. E nisso Super 8 também não desaponta. É uma Sessão da Tarde de qualidade, com um elenco mirim afiado, que diverte e emociona na dose certa. Como já dito, não é um filme ruim, de forma alguma. Mas não por méritos do diretor, e sim pelo uso de tudo que Steven Spielberg percebeu que funcionou por duas décadas de profissão, seu período mais memorável, em que cada novo filme era um blockbuster e cujo legado, Abrams faz parte.

Seja na cena inicial, uma bela indicação da tragédia que atingiu a família Lamb (e porque não, a cidade) ou no desenvolvimento dos personagens, em que nenhum momento o roteiro deixa esquecer como essa é uma história humana, fica nítido o potencial do material original e como teria rendido um filme mais interessante se não ficasse preso à carta de "obrigado por tudo" de Abrams e sua vontade de reverenciar mais do que referenciar.

Ironicamente o tema central de Super 8 é o da superação, seja de um ente querido morto (representado de forma até bonita no último ato), do medo (com Joe arriscando sua vida para salvar a garota que ama, interpretada por Elle Fanning) ou de traumas. O texto mostra que é possível se desligar do passado e seguir adiante. A situação é irônica porquê Abrams não segue o que prega e ao invés de mostrar que é possível inovar, mesmo com tantas homenagens, acaba por criar algo que não é seu. Um filme preso à glórias de outro, que, por sinal, soube como ninguém se reciclar ao longo dos anos.

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Leitura recomendada:
5 Filmes que você tem que conhecer antes de assistir Super 8!
Trilhas Marcantes: Super 8


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Remake de Footloose ganha novo trailer

E continua parecendo mais um genérico de Ela Dança, Eu Danço do que um remake do filme oitentista (por mais que tenha o fusca!).

Nos cinemas em 14 de outubro.

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