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Crítica: Ratatouille

Quando assisto um filme, me sinto na obrigação de recomendá-lo, ou não, aos leitores deste blog. Não são todos os filmes. Apenas alguns, que me empolgam o suficiente para escrever uma resenha. E o último a me deixar ansioso para chegar em casa e escrever foi a animação Disney/Pixar, Ratatouille. A cada ano, essa parceria gera produções melhores, e não é diferente em 2007. E não são melhores apenas em qualidade técnica, mas na história também. Cada vez mais os filmes de animação têm se preocupado em agradar também aos pais ou irmãos mais velhos. E o melhor de tudo, sem soar forçado ou apelativo.

O roteiro mostra um ratinho, Remy, que se difere de sua colônia (como vem se tornando hábito, essas histórias sempre são focadas na minoria excluída). Ele não quer saber de comer restos. Como tem um paladar apurado, descobre sabores em ingredientes mais, digamos, finos. Como Remy cresceu assistindo aos programas de gastronomia do chef Gusteau, ele aprende no lema "qualquer um pode cozinhar" que a sua missão é se tornar um grande cozinheiro. Então, ao se separar de sua família, Remy vai parar em Paris, bem na cozinha do restaurante de seu "mentor", agora falecido. Agora ele tem que ajudar Linguini, um jovem recém-contratado do restaurante a se tornar o maior chef da cidade. O problema é que o novo gerente, Skinner não quer Linguini por perto, já que o jovem é, sem saber o legítimo dono do Gusteau's.

O que realmente impressiona no filme, é a maneira que o diretor Brad Bird conta essa história. Apesar de Remy ser o personagem principal, ele é um animal. E continua sendo um, ao longo de todo filme. Ele não fala com Linguini, apenas se comunica com ações e gestos. Além disso, é o humano da história o protagonista de um romance, e não o rato. Linguini é também uma grande homenagem, no humor físico impagável, a atores como Peter Sellers. Seus trejeitos e timidez levam às sequências mais engraçadas do longa. E suas piadas são as mais adultas, devido à certas sutilezas do texto.

Quanto ao fator técnico, Ratatouille eleva o padrão de texturas a um nível nunca visto. Reparem na sopa que Linguini e Remy preparam. E também no metal dos talheres da cozinha. E, o mais impressionante, Paris. Quando é apresentada pela primeira vez, a cidade é deslumbrante e em momento algum parece ter saido de uma animação.

Fazendo trocadilhos com o mundo gastronômico, Ratatouille é um daquele pratos que você não se contenta em provar apenas uma vez. Mas, não se engane. A Pixar é praticamente um restaurante, pois te oferece, ainda, um prato de entrada tão "saboroso" quanto o principal. Certifique-se de chegar cedo para não perder o curta-metragem Quase abduzido. E ainda pra ficar com aquele gostinho de "quero mais", com o trailer de Wall-E, a aposta para o ano que vem do maior estúdio de animação da atualidade.

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Divulgado teaser de novo Asterix

 

A franquia Asterix nos cinemas parece estar com força total. Depois de Asterix e Obelix contra César e Asterix e Oblix: Missão Cleópatra, é a vez de mais uma adaptação de um álbum de Goscinny e Uderzo. Asterix nos Jogos Olímpicos coloca os gauleses mais uma vez contra os romanos. Confira abaixo o teaser da superprodução francesa de 78 milhões de euros.

 

No elenco estão Alain Delon (P*t* que pariu!!!!!!) (César), José Garcia (Sacapus, um centurião romano), Jean-Claude Van Damme (hauhauahuauha)(o atleta romano Cornedurus) e o comediante espanhol Santiago Segura. Em pontas, aparecerão David Beckham (será que ele vai fazer o que? um atleta metrossexual?), Zinédine Zidane (e esse? será que vai ser algum gaulês que da cabeçadas nos romanos?) e Claudia Cardinale (caraaaaa***!!!!!), entre outros.

Nos papéis principais, Gerard Depardieu volta como Obelix, porém Asterix ganha um novo intérprete: Clovis Cornillac.

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Warner divulga projetos de produtos relacionados à The Dark Knight

 

Que a Warner capricha no marketing de seus filmes não é segredo pra ninguém. Sua mais famosa investida foi a integração cinema, anime e game criada para a trilogia Matrix. E parece que o mesmo tipo de estratégia será utilizada na nova franquia do Homem Morcego.

Em um material de divulgação, a Warner planeja para 2008, o "ano do morcego".

Os produtos relacionados ao filme são:

- Uma série, em estilo anime, que se passa no período entre Batman Begins e The Dark Knight, para lançamento direto em DVD.

- Um jogo multi-plataforma inspirado em The Dark Knight

- Uma extensa lista de publicações da DC Comics relacionadas ao filme, como a adaptação em quadrinhos, revistas infantis para colorir, além de republicações de histórias importantes e que inspiraram o novo filme.

Pelo menos a série animada precisa chegar às mãos dos fãs brasileiros!!!

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Springfields disputam qual será a cidade dos Simpsons

 

Existem nos EUA, 34 cidades com o nome de Springfield. Foi isso que levou Matt Groening, criador dos Simpsons, a dar justo esse nome à cidade da família amarela.

Agora, uma eleição entre 14 dessas cidades vai decidir qual é a oficial. A escolhida irá abrigar a pré-estréia do filme.

A eleição tem gerado uma disputa bem saudável entra as cidades.

"Sempre achamos que fôssemos a cidade dos Simpsons", disse à Reuters Tim Farley, diretor executivo do Bureau de Convenções e Visitantes de Springfield, Illinois. "As semelhanças entre o desenho e nossa Springfield são espantosas."

Com população de 116 mil habitantes, a Springfield de Illinois compete pelo título com outras Springfields nos Estados do Oregon, Colorado, Nebraska, Missouri, Vermont, Michigan, Massachusetts, Nova Jersey, Ohio, Kentucky, Tennessee, Flórida e Louisiana.

O vencedor será anunciado na terça-feira, após uma votação online na qual as pessoas tiveram que escolher o vídeo que melhor representa o "espírito dos Simpsons".

Muitos dos vídeos mostram semelhanças entre sua cidade e a do desenho, com personagens e acontecimentos históricos semelhantes aos do desenho.

O vídeo da Springfield de Illinois mostra Todd Renfrow, gerente da companhia de eletricidade local, cujo nariz comprido e calvície parcial lembram a do vilão dos Simpsons, Montgomery Burns, dono da usina nuclear no desenho.

O que é realmente interessante nessa disputa é que as qualidades apresentadas não são qualidades. São defeitos, e a população toda contente por servir de base para personagens e situações estúpidas e mesquinhas (no melhor estilo Simpsons). Americano é um povo estranho mesmo...

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Turnê de retorno do Genesis é "um saco", segundo Phil Collins

 

É isso mesmo. O vocalista da banda, recém-reunida para uma turnê nos EUA e na Europa, declarou em entrevista à revista "Mojo" que esse reencontro é "um saco" e que não vai prolongar essa turnê que está fazendo com a banda de jeito nenhum.

Segundo Collins, o que está lhe incomodando é o fato de ficar longe dos filhos, que moram na Suíça. "Minha vida está em um redemoinho. Sinceramente eu vivo para meus dois garotos, então essa turnê é um saco porque me mantém longe de casa", comentou Collins.

A turnê do Genesis começou mês passado e deve durar até outubro.

E a pergunta que fica é: se você é tão ligado aos filhos, porque aceitou a reunião, criatura??? 

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Spinal Tap

Era 1984, época do auge das bandas de hard rock e heavy metal (época em que inclusive a linha entre esses gêneros ficava cada vez mais tênue e confusa), fazendo a cabeça da rapaziada com seus cabelos extravagantes, roupas coladas e estampadas, letras sexistas ou cheias de alguma espécie de misticismo, e enfim... tudo o que parecia estar esperando por olhos com alguma veia cômica para sacar a comédia que viria a se tornar essa cena antes mesmo da passagem das décadas. Foi quando surgiu o filme, ou "mockumentary" (falso documentário), "This is Spinal Tap", acompanhando uma turnê da falsa banda Spinal Tap, uma criação dos comediantes Michael McKean, Christopher Guest e Harry Shearer (que interpretam o trio que lidera o Spinal Tap), além do diretor do filme (que interpreta a si mesmo como diretor do tal documentário), Rob Reiner.

Deixe-me apresentar o Spinal Tap: segundo o contexto do filme, é uma das bandas que fizeram a história do rock no Reino Unido, composta pelo vocalista e guitarrista David St. Hubbins (inseguro e "pau-mandado" da mulher esotérica e chata pra cacete), o guitarrista solo Nigel Tufnel (um "virtuose" na guitarra, mas burro como uma porta em todo o resto), e o baixista Derek Smalls (a "água-morna" entre os dois gênios da banda, como ele mesmo se descreve). Há outros integrantes na banda: um tecladista e um baterista... mas o filme já deixa claro: Quem se importa com quem não está na linha de frente? Ainda mais se formos considerar que os bateristas do Spinal Tap sempre acabam morrendo de maneiras pra lá de estranhas...

Derek, Nigel e Dave - "Tonight we're gonna rock you!"

O documentário dirigido pelo cineasta (na verdade diretor de comerciais) Marty DiBergi acompanha a banda em uma turnê pelos Estados Unidos, registrando todos os momentos dos altos e baixos (mais baixos do que altos) do que na verdade é um grupo de artistas com fama decadente, passando por situações hilárias. Claro que tudo é um pretexto para satirizar os estereótipos da cena roqueira da época, passando pelas letras estúpidas demais para não serem geniais, o famoso conflito de egos na liderança da banda, o contato com os empresários e esposas, as respostas vagas em entrevistas, performances teatrais em palco, etc.

O humor do filme funciona por fazer comédia em cima de situações deste cenário, algo que apesar de ter possivelmente influenciado o brasileiro Massacration, é menos pastelão, acertando no tom. É claro que algo que influencia muito para o carisma dos personagens é o fato de que os atores são realmente músicos e compuseram as músicas e tocaram todos os instrumentos. Logo, não fica aquela coisa falsa, mostrando que eles entendem mesmo do assunto de que estão fazendo piada.

Spinal Tap nos anos 60: "Listen to the Flower People"

O filme logo se tornou cult, tanto para cinéfilos quanto para os roqueiros (apesar de não ser tão conhecido no Brasil, talvez devido à fraca distribuição do filme por aqui). E não é para menos. Os 80 minutos de "This is Spinal Tap" deixaram muitas cenas antológicas na memória da cultura pop. O exército de baixos na clássica Big Bottom (é possível encontrar diversos covers dessa música no Youtube e no Soulseek), o amplificador de Nigel que vai até o 11 pra dar aquele grau a mais, a capa toda preta do álbum "Smell The Glove" e a reprodução do monumento de Stonehenge no palco durante a música de mesmo nome (uma das cenas mais hilárias do filme) são alguns exemplos de cenas que viraram referências na cultura pop.

Outro ponto que merece destaque são as músicas do Spinal Tap. Mesmo feitas para serem paródias de um gênero musical, elas não deixam nada a desejar e acabam entrando para o repertório de qualquer hard rocker. Só para sentir o drama, a primeira música que é tocada no filme ("Tonight I'm Going to Rock You") é uma das "fases secretas" do aclamado jogo Guitar Hero 2. O sucesso da trilha sonora do filme levou o grupo a gravar mais um disco do Spinal Tap, em 1992, "Break Like the Wind", com participações de Cher, Slash, Joe Satriani e Jeff Beck. Além disso, a banda lança de tempos em tempos uma música nova na Internet. Em 2000, lançaram a música "Back from the Dead", acompanhada de uma turnê pelos Estados Unidos e Europa.

O amplificador de Nigel: "Porque 11 é maior que 10!"


Por esses e outros motivos, "This is Spinal Tap" é um filme altamente recomendado para quem gosta de rock n' roll e filmes cult de comédia. Procure na locadora, e se não encontrar, procure você sabe onde... ;) Mas enquanto você não faz isso, assista à mais recente reunião da banda: no dia 7/7/7 em Londres, no Live Earth, onde tocaram para milhares de pessoas o hit "Stonehenge" (com mais uma tentativa de erguer o monumento no palco), a nova música "Warmer than Hell" (falando de aquecimento global no estilo Spinal Tap) e o clássico Big Bottom (acompanhados de um monte de músicos das outras bandas do evento, todos tocando baixo, incluindo o Metallica).






Parte 1


Parte 2

PS: Reparem na mãe do Clark Kent no coro!
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Novo clipe do Velvet Revolver

Já lançaram há um tempinho, mas tá aí, "She Builds Quick Machines" a nova música de trabalho do Velvet, a banda dos ex-Guns com um vocalista grunge que deu mais certo do que a nova investida do Axl Rose...

O novo álbum, Libertad, foi lançado semana passada nos EUA.

Continua...
 
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