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Veja os ganhadores do Oscar 2008

 

Sem muitas surpresas na entrega do prêmio da Academia neste ano. O filme Onde os Fracos Não Tem Vez, dos irmãos Coen, faturou 4 das 8 estatuetas a que estava indicado. Sangue Negro, que era um dos favoritos ficou com um prêmio técnico e com o que também já era esperado: Melhor Ator para a incrível interpretação de Daniel Day-Lewis.

Para os fãs da franquia Bourne, a boa notícia é que o filme abocanhou todos os prêmios em que concorria. Tudo bem, categorias técnicas, mas é um tipo de produção difícil de entrar na premiação, então essa boa recepção da Academia está até de bom tamanho (e com a confirmação de que o quarto filme está em andamento, a Universal deve estar pulando de alegria).

Quem esperava Ratatouille levando todas se decepcionou. As aventuras do ratinho cozinheiro acabou ficando mesmo com a estueta para Melhor Animação (ganhar de Persépolis é até meio injusto, mas os executivos da Disney/Pixar agradecem).

No mais, foi um Oscar bem equilibrado. Sweeney Todd levou um merecidíssimo prêmio de Direção de Arte e Juno o igualmente merecido prêmio pelo Roteiro Original.

Confira abaixo a lista completa.

Melhor Filme

  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Desejo e Reparação
  • Juno
  • Conduta de Risco
  • Sangue Negro

Melhor Direção

  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Juno
  • Conduta de Risco
  • Sangue Negro

Melhor Ator

  • Daniel Day-Lewis - Sangue Negro
  • George Clooney - Conduta de Risco
  • Johnny Depp - Sweeney Todd
  • Tommy Lee Jones - No Vale das Sombras
  • Viggo Mortensen - Senhores do Crime

Melhor Atriz

  • Marion Cotillard - Piaf Um Hino ao Amor
  • Cate Blanchett - Elizabeth: A Era de Ouro
  • Julie Christie - Longe Dela
  • Laura Linney - The Savages
  • Ellen Page - Juno

Melhor Ator Coadjuvante

  • Javier Bardem - Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Casey Affleck - O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
  • Philip Seymour Hoffman - Jogos do Poder
  • Hal Holbrook - Na Natureza Selvagem
  • Tom Wilkinson - Conduta de Risco

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Tilda Swinton - Conduta de Risco
  • Cate Blanchett - I'm Not There
  • Ruby Dee - O Gângster
  • Saoirse Ronan - Desejo e Reparação
  • Amy Ryan - Gone Baby Gone

Melhor Animação Longa-Metragem

  • Ratatouille
  • Persepolis
  • Tá Dando Onda

Melhor Roteiro Adaptado

  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Desejo e Reparação
  • Longe Dela
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Sangue Negro

Melhor Roteiro Original

  • Juno
  • Lars and the Real Girl
  • Conduta de Risco
  • Ratatouille
  • The Savages

Melhor Direção de Arte

  • Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
  • O Gângster
  • Desejo e Reparação
  • A Bússola de Ouro
  • Sangue Negro

Melhor Fotografia

  • Sangue Negro
  • O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
  • Desejo e Reparação
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Onde os Fracos Não Têm Vez

Melhor Figurino

  • Elizabeth: A Era de Ouro
  • Across the Universe
  • Desejo e Reparação
  • Piaf Um Hino ao Amor
  • Sweeney Todd

Melhor Filme Estrangeiro

  • The Counterfeiters - Áustria
  • Beaufort - Israel
  • Katyn - Polônia
  • Mongol - Cazaquistão
  • 12 - Rússia

Melhor Documentário

  • Taxi to the Dark Side
  • No End in Sight
  • Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience
  • Sicko
  • War/Dance

Melhor Documentário Curta-Metragem

  • Freeheld
  • La Corona
  • Salim Baba
  • Sari's Mother

Melhor Montagem

  • O Ultimato Bourne
  • O Escafandro e a Borboleta
  • Na Natureza Selvagem
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Sangue Negro

Melhor Maquiagem

  • Piaf - Um Hino ao Amor
  • Norbit
  • Piratas do Caribe: No Fim do Mundo

Trilha Sonora Original

  • Desejo e Reparação
  • O Caçador de Pipas
  • Conduta de Risco
  • Ratatouille
  • Os Indomáveis

Melhor Canção Original

  • "Falling Slowly" - Once
  • "Happy Working Song" - Encantada
  • "Raise It Up" - O Som do Coração
  • "So Close" - Encantada
  • "That's How You Know" - Encantada

Melhor Curta Animado

  • Peter & the Wolf
  • I Met the Walrus
  • Madame Tutli-Putli
  • My Love

Melhor Curta Live-Action

  • Le Mozart des Pickpockets
  • At Night
  • Il Supplente
  • Tanghi Argent-i
  • The Tonto Woman

Melhor Edição de Som

  • O Ultimato Bourne
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Ratatouille
  • Sangue Negro
  • Transformers

Melhor Mixagem de Som

  • O Ultimato Bourne
  • Onde os Fracos Não Têm Vez
  • Ratatouille
  • Os Indomáveis
  • Transformers

Efeitos Especiais

  • A Bússola de Ouro
  • Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
  • Transformers

Agora fica aqui meu registro de descontentamento com a completa falta de respeito da Rede Globo para com seus espectadores. Começar a transmissão da entrega do Oscar 1 hora depois do início da festa é uma tremenda sacanagem. Quem queria ver os prêmios serem entregues perdeu Melhor Animação, Figurino, Direção de arte... a lista é longa. Engraçado é que pra transmitir o desfile das escolas de samba do Rio, a emissora colocou o Big Brother as 19h. Porque não mostra o mesmo respeito aos espectadores mais seletos que gostam de assistir ao Oscar?

Além de tudo, somos obrigados a aguentar os comentários ridículos de José Wilker. Exagero? Então leia a transcrição de uma de suas pérolas:

Após a entrega dos dois prêmio relacionados à edição e mixagem de som ao filme Ultimato Bourne, Wilker solta: "depois desses prêmios podemos chegar a conclusão que Ultimato Bourne é um filme do barulho..." (será que é ele que escreve os textos do narrador da Sessão da Tarde?). Isso depois de fazer pouco caso da produção, como se um blockbuster não pudesse ser um bom filme. Bem, depois de confessar que A Noviça Rebelde é seu filme preferido não dá pra esperar muito mesmo.

Continua...

Veja os "vencedores" do Framboesa de Ouro 2008

 

O Oscar começa daqui a pouco para eleger os melhores do cinema no último ano. Mas, se você tem a curiosidade mórbida de saber quem foram os piores, veja abaixo a lista dos contemplados com o Troféu Framboesa de Ouro.

Eu Sei Quem me Matou, terror em que Lindsay Lohan é uma stripper, líder em indicações, faturou quase tudo! Inclusive pior filme de terror. E o páreo estava dificil, nessa categoria a concorrência vinha forte com Hannibal - A Origem do Mal. Eu sei... levou oito das nove indicações que tinha, batendo o recorde histórico do prêmio! Incrível.

Também saiu queimado Eddie Murphy, que concorria nas oito categorias. Ele acabou levando três: Pior Ator, Pior Ator Coadjuvante e Pior Atriz Coadjuvante, culpa dos vários papéis que interpreta no execrável Norbit

Confira a lista completa - vencedores em negrito:

Pior Filme

  • Eu Sei Quem me Matou
  • Bratz
  • Acampamento do Papai
  • Eu os Declaro Marido e... Larry!
  • Norbit

Pior Ator

  • Eddie Murphy (no papel de Norbit em Norbit)
  • Nicolas Cage (Motoqueiro Fantasma, A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos e O Vidente)
  • Jim Carrey (O Número 23)
  • Cuba Gooding, Jr. (Acampamento do Papai e Norbit)
  • Adam Sandler (Eu os Declaro Marido e... Larry!)

Pior Atriz

  • Lindsay Lohan como Aubrey (Eu Sei Quem me Matou)
  • Lindsay Lohan como Dakota (Eu Sei Quem me Matou)
  • Jessica Alba (Awake, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado e Maldita Sorte)
  • Logan Browning, Janel Parrish, Nathalia Ramos & Skyler Shaye - Pelo preço de uma! (Bratz)
  • Elisha Cuthbert (Captivity)
  • Diane Keaton (Minha Mãe Quer Que Eu Case)

Pior Ator Coadjuvante

  • Eddie Murphy como Sr. Wong (Norbit)
  • Orlando Bloom (Piratas do Cocô-ribe: No Fim da Inteligência)
  • Kevin James (Eu os Declaro Marido e... Larry!)
  • Rob Schneider (Eu os Declaro Marido e... Larry!)
  • Jon Voight (Bratz, A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos, September Dawn e Transformers

Pior Atriz Coadjuvante

  • Eddie Murphy como Rasputia (Norbit)
  • Jessica Biel (Eu os Declaro Marido e... Larry! e O Vidente)
  • Carmen Electra (Deu a Louca em Hollywood)
  • Julia Ormond (Eu Sei Quem me Matou)
  • Nicolette Sheridan (Operação Limpeza)

Pior Par

  • Lindsay Lohan & Lindsay Lohan como a Yang do seu próprio Yin (Eu Sei Quem me Matou)
  • Jessica Alba & Hayden Christensen (Awake)
    ou Dane Cook (Maldita Sorte)
    ou Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado)
  • Qualquer combinação de dois personagens descerebrados (Bratz)
  • Eddie Murphy como Norbit & Eddie Murphy como Sr. Wong
    ou Eddie Murphy como Rasputia (Norbit)
  • Adam Sandler & Kevin James
    ou Jessica Biel (Eu os Declaro Marido e... Larry!)

Pior Refilmagem ou Cópia

  • Eu Sei Quem me Matou (cópia de Hostel, Jogos Mortais e The Patty Duke Show - comédia familiar de 1963)
  • Uma Casa de Pernas Para o Ar (Refilmagem/Cópia de Lar, Meu Tormento, de 1948)
  • Bratz (Uma paródia de si mesmo!)
  • Deu a Louca em Hollywood (Paródia de todos os filmes que parodia)
  • Who's Your Caddy? (Cópia de Clube dos Pilantras)

Pior Prelúdio ou Seqüência

  • Acampamento do Papai
  • Aliens Vs Predador 2
  • A volta do Todo Poderoso
  • Hannibal - A Origem do Mal
  • O Albergue: Parte II

Pior Diretor

  • Chris Siverston (Eu Sei Quem me Matou)
  • Dennis Dugan (Eu os Declaro Marido e... Larry!)
  • Roland Joffe (Captivity)
  • Brian Robbins (Norbit)
  • Fred Savage (Acampamento do Papai)

Pior Roteiro

  • Eu Sei Quem me Matou (escrito por Jeffrey Hammond)
  • Acampamento do Papai (Roteiro de Geoff Rodkey e David J. Stem & David N. Weiss)
  • Deu a Louca em Hollywood (escrito por Jason Friedberg & Aaron Seltzer)
  • Eu os Declaro Marido e... Larry! (escrito por Barry Fanaro e Alexander Payne & Jim Taylor)
  • Norbit (roteiro de Eddie Murphy & Charles Murphy e Jay Sherick & David Ronn)

Pior Desculpa para um Filme de Terror (Nova categoria)

  • Eu Sei Quem me Matou
  • Aliens Vs Predador 2
  • Captivity
  • Hannibal - A Origem do Mal
  • O Albergue: Parte II

Amanhã confira os vencedores do Oscar aqui no Re-enter.

Continua...

Resenha: Lenny Kravitz – It’s Time for A Love Revolution

 

http://www.edonis.fr/wp-content/uploads/2007/10/lennykravitz_cover_20081.jpgQuando veio ao Brasil para o Live Earth, Lenny Kravitz aproveitou para se isolar em uma fazenda e gravar seu novo album, o recém-lançado It’s Time for A Love Revolution. Mas o que a nova investida do artista tem de novo? Sinceramente? Nada. E isso é mais do que necessário para fazer desse, um dos melhores trabalhos de Kravitz.

Seu som sempre foi ultrapassado, buscando nas raízes dos anos 70, ritmo, riffs e temas. E exatamente por isso “It’s Time...” é tão bom. Como em seus primeiros álbuns, Lenny está mais afiado do que nunca nessa busca por um som datado. Seu mais bem sucedido lançamento, o CD “5”, foi o começo de uma fase mais pop que chegou ao auge com “Baptism”, não por acaso um CD fraco. Tentativas frustradas de “inovação” como a parceria com Jay-Z provavelmente levaram Kravitz a um retorno ao que ele realmente sabe fazer: rock sem frescuras.

Em “It’s Time...”, como de costume, o músico gravou sozinho todos os instrumentos, o que rende um som mais intimista, principalmente num álbum em que o tema central é o amor. Todas as músicas refletem isso, de uma maneira que só Prince havia feito até agora. Letras que parecem ter saido de algum blues inspirado, melodias que refletem de Queen (a faixa A Long and Sad Goodbye parece até homenagem a Bryan May) a Black Crowes (impossível não se lembrar da banda ao ouvir If You Want It), “It’s Time...” vale ser escutado várias vezes, nem que seja para ficar procurando as inspirações de Lenny.

Mas nem tudo são elogios. Mais uma vez, seu primeiro single não faz justiça ao álbum e a faixa I’ll Be Wating é provavelmente a mais fraca. Não representa o peso das canções mais “hard” e nem as outras belíssimas baladas contidas no CD.

Numa época em que a música não tem mais aquele feeling ou originalidade de antigamente, é até irônico que um artista consiga criar boas canções exatamente por não ser original. Mas esse tipo de coisa é pra quem pode, e não pra quem quer.

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É OFICIAL: Guitar Hero Aerosmith!!

Depois de Street Fighter IV, só uma notícia dessas poderia me deixar mais feliz!

Abaixo, a notícia tirada do site Geek:

A Activision revelou que o próximo título a ser lançado para a série de jogos rítmicos Guitar Hero será dedicado ao sucesso da banda Aerosmith.

Segundo o site TG Daily, o game terá cerca de 30 músicas, cobrindo os mais de 30 anos de história do conjunto, uma das bandas de rock americanas de maior sucesso, com o recorde de vendas na história da música, um total de mais de 66,5 milhões de álbuns apenas nos Estados Unidos.

Em um anúncio da BestBuy, é mencionado que "Guitar Hero: Aerosmith" colocará o jogador na pele de todos os membros da banda, incluindo o cantor Steven Tyler e o baterista Joey Kramer.

A informação, notada pelo site Joystiq, abriu margem para rumores de que periféricos como bateria e microfone podem estar presentes, recurso até então existente apenas no concorrente Rock Band.

"Guitar Hero: Aerosmith" será lançado em junho de 2008 (possivelmente no dia 29) para os videogames PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox 360 e Wii.

Imagem do jogo, com o fundo da turnê Nine Lives!!

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Street Fighter IV: novo personagem revelado

Essa é relativamente velha, mas não tem problema...

Nessa semana aconteceu no Japão a AOU, uma convenção de games. Neste evento, a Capcom montou um estande exclusivo para o jogo ainda em estágio de produção Street Fighter IV, a ser lançado 9 anos depois do último jogo da série (Street Fighter III - Third Strike).

No estande estavam disponíveis máquinas de arcade com o jogo para que os visitantes pudessem experimentar uma partida escolhendo entre um dos 8 personagens clássicos de Street Fighter II (Ryu, Ken, E.Honda, Dhalsim, Chun-Li, Guile, Zangief e Blanka) além de dois novos personagens: a já anteriormente anunciada C. Viper e outro que só foi revelado pouco antes do evento: Abel.

C. Viper, ou Crimson Viper, é uma lutadora norte-americana (mais um americano na série...) com design bem contemporâneo que se utiliza de uma roupa cheia de tecnologia para desferir seus golpes especiais que usam fogo e eletricidade. Já Abel é um grandalhão que apresenta um estilo de luta misto que lembra os de lutadores de torneios MMA (ou "vale-tudo"), e é francês (os jogadores franceses devem estar se sentindo melhor agora, já que o único personagem francês anterior era o infame Remy, de SFIII).

Agora confira as originais sinopses oficiais destes dois personagens: Crimson Viper é "misteriosa" e "pouco se sabe sobre ela" e Abel sofre de amnésia e "busca pelo seu passado, que pode estar ligado à Shadaloo" (organização criminosa do chefão M. Bison). Palmas para a Capcom pela criatividade sem tamanho... Alguém lembra aí da história da Cammy, por exemplo?

Outra novidade é que o game na versão arcade está previsto para ser lançado no meio do ano no Japão. Mais personagens ainda serão revelados até lá.

Agora as artes oficiais dos dois novatos:



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Crítica: Sweeney Todd

Não é que Johnny Depp seja um ator esquisito a ponto de se encaixar tão bem nos personagens de Tim Burton. O segredo é que Depp é simplesmente um excelente ator. Com toda sua versatilidade, ele sabe exatamente o que o diretor e amigo quer. Burton gosta de personagens trágicos, sombrios e freaks. O ator então adapta o arquétipo a sua interpretação e brinda os espectadores sempre com uma atuação perfeita. Em Sweeney Todd, sua mais recente parceria com o diretor de Edward Mãos de Tesoura, não é diferente.

Pra início de conversa, o filme é um musical. Provavelmente, caro internauta, você torceu o nariz. O público brasileiro não é muito acostumado a esse gênero, o que rende comentarios interessantes no cinema como: “coisa chata, esse filme... só tem música!”. Mas, embora muito se tenha reclamado, a adaptação da peça de Stephen Sondheim não chega a ser enfadonha como se imagina. Talvez, exatamente pela direção de Burton e pela interpretação de Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, entre outros, Sweeney Todd seja essa boa surpresa.

A história mostra o barbeiro Benjamim Barker (Depp), retornando a Londres após ser injustamente condenado a prisão pelo Juiz Turpin (Rickman). A condenação veio porque o magistrado se apaixona pela esposa do barbeiro. A moça é levada à desgraça e sua filha é adotada por Turpin. Para se vingar, Barker adota o nome de Sweeney Todd e monta sua barbearia em seu antigo endereço, onde tambem funciona uma loja de tortas comandada pela Srta. Lovett (Bonhan Carter). Todd então resolve matar seus algozes e se une a quituteira que usa a carne das vítimas em suas tortas.

Uma trama assim tão macabra só poderia mesmo atrair a atenção de Tim Burton, que consegue colocar na tela todo o humor negro do texto, e ainda cria um suspense de primeira nas cenas em que o barbeiro entra em ação. A caracterização de Depp por si só já é assustadora. Com afiadas navalhas nas mãos então, nem se fala. Outro destaque do elenco é Sacha Baron Cohen. O eterno Borat, encarna a primeira vítima de Todd, o barbeiro charlatão Pirelli. Sua interpretação “over the top”, típica de humoristas de seu naipe, rouba as cenas, principalmente quando resolve cantar. Por incrível que pareça, sua caracterização é que menos se encaixa no mundo de Burton. Mas que traz um toque singular à produção.

No que se diz respeito às músicas, apesar de não serem tão famosas quanto alguma obra de Andrew Lloyd Weber, tiveram um arranjo tão “Burtoniano”, ou seria “Elfmaniano” (embora Danny Elfman não tenha participado da trilha, sua influência por trabalhos anteriores com Tim é escancarada) que pareciam ter sido concebidas para um filme do diretor e não para uma peça de teatro. E Johnny Depp, sabe cantar, quem diria. Claro, com Pro Tools até o mais desafinado aspirante a cantor consegue alcançar algumas notas, mas, isso não vem ao caso. O que importa é que além de interpretar bem, o astro convence quando solta sua voz.

Além de tudo, a fotografia ajuda no clima sombrio. Embora nada criativa, pois lembra em muito A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (outro resultado da parceria Burton/Depp). Mas é esse visual que o diretor gosta, então, com Sweeney Todd, ele está mais do que confortável. E que não reclamem da quantidade absurda de sangue. A proposta é esta mesmo. O exagero visual dos grandes musicais é transposto aqui para a violência. Não é para chocar nem deixar ninguém enojado. Muito pelo contrário.

Entre tantas tentativas de se trazer o musical de volta as telas de cinema, são poucas que realmente valem a pena. Moulin Rouge, pela sua ousada proposta é um exemplo de como atrair as novas audiências pra esse tipo de produção. Sweeney Todd não traz nada novo, mas pelo menos não cai na armadilha de reciclar elementos clássicos. Com a mão certeira de Burton, o resultado é um filme quase autoral. O diretor encontra mais uma vez uma história que se encaixa em sua visão muito particular de mundo. Sempre escancarando nossos defeitos mais sombrios e estranhos.

Continua...

Saiu o trailer de Indiana Jones 4!!!!

 

Não vou nem comentar! A emoção é tanta que faltam palavras. É Harrison Ford!!! É Spielberg!!! É George Lucas!!! É INDIANA JONES!!!!! Vejam a prévia aqui.

O novo filme, que os fãs aguardam há 19 anos sai em 22 de maio.

Continua...
 
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