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Crítica: RED - Aposentados e Perigosos

Filmes que contam com um elenco de peso sempre são interessantes. Geralmente esse tipo de produção reúne astros já consagrados em determinado gênero cinematográfico e os coloca em situações para que cada um se exiba no que sabe fazer melhor. O último exemplo desse tipo de empreitada foi Os Mercenários, de Sylvester Stallone. Em RED – Aposentados e Perigosos, a estrutura é um pouco diferente. No geral é um filme de Bruce Willis. Ação, uma trama não muito original (na verdade baseada em uma Graphic Novel de mesmo nome) e o ator, eterno Duro de Matar, fazendo suas caras de canastrão e soltando frases de efeito. Porém, o diretor Robert Schwentke conseguiu reunir pro elenco de apoio, nomes que trazem ao filme uma certa identidade.

Na história, Willis é um agente aposentado da CIA que de uma hora pra outra tem sua morte encomendada. Pra descobrir o que está acontecendo e conseguir se safar, recorre a antigos colegas de profissão e é aí que a diversão realmente começa. Morgan Freeman faz um agente bem mais velho, e que serve como uma espécie de mentor de Willis. John Malkovich está impagável como o alucinado Marvin Boggs, paranoico ex-espião que carrega consigo um porquinho rosa de pelúcia. Helen Mirren, foge de seu habitual papel de Rainha da Inglaterra pra encarnar uma ex-assassina, com direito a rifle e sub-metralhadoras. Brian Cox é um ex-agente russo que agora está designado a um cargo burocrático na embaixada e sente falta de seus dias de ação. E há ainda a agradável presença de Ernest Borgnine, no auge dos seus 93 anos, fazendo uma ponta divertidíssima. Como vilão temos o, infelizmente sumido das telas, Richard Dreyfuss.

Com tantos nomes, fica realmente difícil avaliar RED por sua história. Cada um dos personagens tem seu momento e são por essas participações que o filme realmente vale a pena. A trama é bem batida e mesmo as situações não são novas. Por exemplo, na invasão ao prédio da CIA a fuga é feita exatamente da mesma forma que na invasão ao mesmo lugar no primeiro Missão:Impossível, de Brian De Palma. A inverossimilhança também pode gerar estranheza. Por mais que seja baseado em uma história em quadrinhos, o filme exagera na dose, principalmente por não saber equilibrar a fantasia da realidade. Em Kick-Ass, outra adaptação de quadrinhos que estreou em 2010, não questiona-se quando um personagem faz algo impossível, pois desde o começo do filme, a fantasia fica muito bem marcada. No caso de RED, enquanto no começo o personagem de Willis é apenas um bem treinado agente, no decorrer da história ele se transforma em um Super-Homem, ao sair de um carro em movimento, andando, sem ao menos levar um tropeço.

No fim, este é só mais um filme de ação, uma boa ideia que só não foi totalmente desperdiçada pela capacidade do elenco de segurar uma história, por mais fraca que seja, apenas pelo seu carisma.

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Nota: A Graphic Novel RED estará disponível neste mês de novembro em bancas e lojas especializadas de todo o país. A Panini Comics resolveu lançar e aproveitar um pouco o barulho deixado pelo filme. O preço é de 7,90.

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Crítica: Scott Pilgrim Contra o Mundo

Scott Pilgrim Contra o Mundo estreia timidamente nos cinemas brasileiros neste final de semana. Infelizmente, poucos terão a chance de ver esse filme nas telonas mas seu público-alvo provavelmente já o assistiu graças aos torrents. Scott Pilgrim é baseado em uma Graphic Novel e conta a história do personagem-titulo e o desafio de ter que lutar com os 7 ex-namorados do mal de Ramona Flowers, a garota por quem ele se encontra apaixonado. É a resposta pra quem acha que quadrinhos só servem pra contar histórias de super-herói. Ok, as lutas coreografadas e cheia de efeitos estão lá, mas exageradamente (e isso é um elogio) baseadas em videogames, com direito até a “vidas extras” e bandidos virando moedas quando derrotados.


A produção, dirigida por Edgar Wright, é uma salada visual, recheada com muita referência pop. Uma metáfora de 110 minutos sobre relacionamentos, auto-estima e tudo mais. Tudo feito de forma nada piegas e as vezes até “cute”. Ou ainda, um romance “kitsch”, mas numa concepção não-depreciativa da palavra. Porém, se você tiver um pouco mais de 25 anos e um pouco menos de 17, corre o risco de achar Scott Pilgrim um tédio. Mas não se engane. O roteiro é inteligente, a execução é “cool” e o filme é um bom exemplo de como chamar atenção de uma geração acostumada a ser bombardeada por informação. Algumas cenas, inclusive, parecem ter sido feitas pensando no DVD, ou seja, na vantagem de pausar um filme, tamanha é a quantidade de elementos em cena que fazem parte da história e exigem a atenção do espectador pra compreensão do desenvolvimento dos personagens.


Talvez por ser o filme com o público-alvo mais definido lançado nos últimos tempos (nerds e geeks saindo da adolescência e acostumados com a cultura indie), não tenha alcançado o sucesso esperado pelo estúdio e muito menos o merecido. Divulgação parca por parte dos distribuidores também é um fator a ser levado em consideração. Mas, pode haver aí outra explicação. Talvez a geração com a qual Scott Pilgrim tenta se comunicar esteja passando por modificações tão rápidas quanto um SMS e suas referências já não pareçam assim tão interessantes quanto na época que a HQ foi lançada, “longos” 6 anos. De qualquer forma, é uma bela surpresa pra quem já se encontra farto de ver histórias de amor no cinema retratadas com a artificialidade de Crepúsculos e derivados. O tema é batido, mas a execução é, se não original (Speed Racer,Kick-Ass, alguém?), pelo menos muito mais interessante.


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Trilhas Marcantes: O Último dos Moicanos (1992)

Quando se fala do diretor Michael Mann, o gênero que vem a cabeça é o policial. Fogo Contra Fogo, Miami Vice, Inimigos Públicos são apenas alguns exemplos de como esse tipo de filme é o forte do cineasta. Porém, em 1992, Mann se aventurou pelo romance de época. O Último dos Moicanos é baseado em uma história norte-americana que já havia sido filmada várias vezes no século XX e que encontrou na vontade do diretor em recriar com realismo os eventos históricos, sua versão definitiva. Daniel Day-Lewis no papel central desempenha uma de suas melhores performances. A fotografia de Dante Spinotti, que privilegia as belíssimas locações também dão vida ao filme. Mas, é na música de Randy Edelman e Trevor Jones que O Último dos Moicanos encontra sua alma. O tema central, que logo de cara abre a primeira sequência é emotivo e ao mesmo tempo imponente, uma ode a bravura dos personagens principais. E o inesquecível tema romântico, até hoje usado a exaustão em casamentos, marca o principal foco da história, o amor entre Hawkeye (Day-Lewis) e Cora (Madeleine Stowe). Confira abaixo.

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Crítica DVD: Homem de Ferro 2 – Edição Especial 2 Discos

Como fiquei devendo a resenha quando estreou, aqui vai a do DVD, com algumas opiniões sobre Homem de Ferro 2. Porém, a crítica é reservada ao produto e não ao filme.Ah e desculpem as fotos, minha câmera resolveu entrar em coma... :(

Começando no começo: EMBALAGEM

Continuando o que já virou tradição nos DVDs da Paramount, essa edição especial de Homem de Ferro vem envolta em uma luva muito bonita com impressão de efeito metalizado e em alto relevo. Vale destacar a qualidade de impressão, muito melhor que a do primeiro filme (que apresenta sinais de desgaste depois de algum tempo se não for bem guardada). Abrigando o filme, uma embalagem Amaray branca transparente que poderia ter sido melhor aproveitada se a capa do DVD tivesse impressa no verso alguma imagem ou até mesmo a descrição dos capítulos.

Embalagem transparente mal aproveitada

DISCO 1 – O filme

Homem de Ferro 2 continua, com a mesma competência do original, a história de Tony Stark (Robert Downey Jr.), o herói playboy, com crise de meia idade e meio irresponsável, cuja existência se torna o estopim para algo muito maior: a criação dos Vingadores, o super-grupo da Marvel. Agora temos mais participação de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a estreia de mais uma personagem da editora, a Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson, além do Ten. James Rhodes, amigo de Stark interpretado agora por Don Cheadle, que toma pra si um protótipo da armadura original do Homem de Ferro e se torna o Máquina de Guerra. Em conjunto, eles precisam impedir a ameaça da vez, o vilão vivido por Mickey Rourke.

Imagem: A transferência em vídeo do DVD está ótima. A Paramount novamente da um show na codificação e a imagem, que já é ajudada pela fotografia impecável e sem muitos artefatos (reforçando a ideia de que este é um filme de quadrinhos), é cristalina. Claro que aqueles probleminhas de resolução standard sempre aparecem, como o preto não muito sólido e a pixelização de alguns tons de cores, mas nada que atrapalhe a experiência.

Som: Mais um acerto da Paramount, o audio é fantástico e o filme pede isso. As cenas de ação se tornam ainda mais envolventes quando, em uma explosão, você ouve os artefatos sendo jogados pelos cantos da sua sala. Tanto no original em inglês, quanto no dublado em português a experiência é gratificante. Claro que na dublagem perde-se um ou outro efeito da edição de som, mas o filme continua divertido mesmo assim. Vale ressaltar o excelente trabalho de interpretação, principalmente do dublador do Homem de Ferro/ Tony Stark, Marco Ribeiro.

Extra: No Disco 1 o único extra é o comentário do diretor Jon Favreau, sempre bem-humorado e vale por curiosidades sobre background da história e produção.

DISCO 2 – Os extras

Ok, o título deveria ser DISCO 2 – A falta de Extras. Sério, é importante o incentivo ao Blu-Ray, mas isso não pode significar descaso com o DVD, que ainda será a mídia padrão por algum tempo. Pra fazer o COLECIONADOR começar a comprar os filmes na mídia azul, é mais importante o cuidado com o preço, tanto dos filmes quanto do sistema de alta definição que se comparado com preços praticados no exterior, ainda é caro. Os extras são obrigação, principalmente levando em conta o espaço da mídia e o fato do lançamento de EDIÇÕES DE COLECIONADOR. No DVD é a mesma coisa. Se você lança uma edição especial, dê a quem vai pagar 50 reais por ela, algo a mais do que o filme embalado numa luva bonitinha.

O tímido menú do disco 2

Os “extras” de Homem de Ferro 2, somados, chegam a 30 minutos e 21 segundos. O disco 2 se resume a apenas 2 featurettes de bastidores, um com 6 minutos e outro com 8, 10 minutos de cenas deletadas e o clipe da música do AC/DC que faz parte da trilha sonora. E é só. Enquanto no Blu-Ray, só o Making of tem 30 minutos (que ainda conta com uma infinidade de featurettes e cenas adicionais), aqui o disco todo tem essa duração. Pra lançar isso, seria melhor enluvar a edição simples, como foi feito com G.I. Joe.

Avaliação Final: O filme é bom, a imagem e o áudio são excelentes, mas a falta de extras fazem com que o atrativo da Edição Especial seja apenas a sua bonita luva metalizada. Se você é fã do filme, fique com a edição simples ou compre o Blu-Ray pra ter todos os extras que os fãs merecem. Se você é colecionador, vai acabar comprando a versão de dois discos pra combinar com o primeiro filme, esse sim, com suplementos decentes. E, se calhar, vai comprar o azulzinho também.

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Séries da nova temporada – O que assistir?

É, demorou um pouquinho mas vamos lá. O fato é que não dá pra analizar uma série por seu piloto, então esperei essas 2 semanas pra poder falar melhor do que vem por aí na sua tv por assinatura nos proximos meses ou o que você já deve acompanhar graças aos torrents e megauploads da vida.

Como não sou maluco de querer assistir a todas as estreias, selecionei abaixo algumas séries que valem a pena e outras que nem tanto. Então vamos lá.

Undercovers – Como fã de Lost começo as análises com a nova série de J.J. Abrams. E, indo contra a maré ou qualquer expectativa de quem está acostumado com as tramas intrincadas do diretor/produtor/roteirista e atual midas de Hollywood, Undercovers é a primeira série que não recomendo de jeito nenhum! Ela foi o principal motivo da demora pra esse post. Pelo piloto, que até foi divertidinho, não dava pra analisar direito o que esperar do seriado, então resolvi dar uma segunda chance ao J.J. e esperar pelo próximo episódio. E... não deu. As cenas de ação até que enganam, mas a trama, que mostra um casal de espiões que volta a ativa, além de ser um clichê atrás do outro, não decola em ponto algum. É o típico seriado em que há zero desenvolvimento de personagem. Aposto que se essa série chegar a uma segunda temporada, o relacionamento dos dois agente estará exatamente onde parou no episódio da semana passada. É um tipo de relacionamento que só funcionou em “Casal 20” (isso porque os protagonista daquele seriado tinham muito mais carisma). O humor chega a atrapalhar. Entra na hora errada e não tem graça nenhuma (sério, alguém ai achou original e engraçado o termo sexpionage? É sério, eles dizem isso. É constragendor). Até aquele seriado das três espiãs era mais engraçadinho por ser assumidamente galhofa.

Hawaii 5-0 – Este é o típico caça-níquel. A chance que as emissoras sempre veem em resgatar uma antiga franquia de sucesso pros novos tempos. Se você, como eu, não se lembra muito do seriado original, sorte sua. A nova roupagem é divertida, tem ação na dose certa, protagonistas carismáticos e tramas que, apesar de não escaparem dos clichês, convencem.

Se você se lembra da série clássica, vai adorar as referências. O tema de abertura está lá (se bem que se não estivesse, nem precisavam fazer a série, né?), as frases de efeito, as histórias que enaltecem o bom trabalho policial... tudo que fez da original, um sucesso, está aqui, com uma nova abordagem que lembra muito o tipo de adaptação feita para Esquadrão Classe A.

Pros fãs de Lost, Daniel Dae Kim está no seriado com um personagem que provavelmente terá muito mais tempo de tela do que o saudoso Jin. Os orfãos de Galactica também vão gostar de saber que a eterna Sharon, a atriz Grace Park também é protagonista. Sua personagem, inclusive, é prima do interpretado por Dae Kim (piada interna sobre as duas séries mais influentes da última década?). O elenco tem como principais nomes Alex O’Loughlin como Steve McGarrett e Scott Caan como o detetive Danny Williams. A química entre os dois é a força do seriado e Cann rouba a cena.

Os roteiros e produção ficam a cargo de Roberto Orci e Alex Kurtman, responsáveis, junto com J.J. Abrams (olha o homem aí de novo) pela reformulação de Star Trek nos cinemas.

Nikita - Todo mundo já conhece a história da agente que se rebela contra a organização que a treinou e resolve sabotar as missões, que são mais do interesse do seu chefe do que dos EUA. Agora, no novo seriado, não somos apresentados novamente a origem de Nikita. Aqui ela já se tornou renegada e desapareceu por 5 anos. Agora ela ressurge e, ao mesmo tempo, a organização começa o treinamento de mais uma delinquente, que da mesma forma que a protagonista, passa por uma severa transformação para se tornar, futuramente, uma assassina e agente secreta. A diferença é que a nova garota é, na verdade, uma espiã que Nikita infiltrou pra acabar de vez com seus perseguidores.

A abordagem é interessante, a série tem seus bons momentos. Mas não vejo muito sentido em sua existência. Desta vez, Nikita é interpretada por Maggie Q de forma não tão memorável quanto suas predecessoras. Mas, vamos lá, o seriado merece uma chance. Ainda não decolou e corre o risco de ficar preso em sua própria trama, se limitando a histórias fechadas a cada semana que podem também não levar a progresso nenhum. Se você não se importa em ficar sem conhecer o final caso a emissora resolva cancelar a série antes mesmo do final da temporada, vale dar uma checada.

Boardwalk Empire – A cereja do bolo das estreias de 2010 é uma série sobre o contrabando de bebidas na época da Lei Seca. O cenário é Atlantic City, que desponta como o centro de apostas mais badalado dos EUA. Seria só mais uma série de gangster se não fosse por um fator: Boardwalk Empire é produzida por Martin Scorsese. O diretor de Bons Companheiros e Os Infiltrados também comandou o episódio piloto, estipulando todo o visual e narrativa, ou seja, se você é fã de Scorsese vai adorar Boardwalk Empire.

Além dos fatores citados, o seriado também tem o trunfo de ser produzido pela HBO, com a qualidade que o canal ficou famoso em manter, desde Os Sopranos, passando por Roma e mais recentemente True Blood (tá, a primeira temporada de True Blood). Violência, sexo e palavrões não são problemas pra esses seriados das emissoras a cabo, o que garante mais liberdade na hora de contar uma história que exige esses elementos.

E o protagonista é ninguém menos que Steve Buscemi, eterno coadjuvante de Hollywood provando aqui a força dramática de uma interpretação que vai segurar o seriado por muito tempo (a segunda temporada já foi encomendada).

Rubicon – Mais uma altamente recomendável. Produzida pelo mesmo canal de Breaking Bad, Rubicon é um seriado sobre teorias de conspiração, que, como a frase de divulgação não deixa ninguém esquecer, não é uma teoria. O que mais chama atenção nessa série é também um dos principais motivos de seu provável cancelamento. O ritmo dos episódios, que pro público americano é lento e arrastado, na verdade demonstra a preocupação de seus roteiristas em primeiro estabelecer os personagens, que não são poucos, pra depois começar a contar a história. Se fosse produzida na Inglaterra estaria fazendo o maior sucesso. Mas, pro telespectador Homer Simpson, rótulo que cada vez mais se encaixa pro brasileiro, Rubicon vai parecer mesmo uma chatisse.

É louvável a falta de pressa em se contar uma trama que nas mãos erradas poderia se tornar um Identidade Bourne genérico. A referência aqui é outra e muito mais antiga. O ritmo lembra muito os filmes de conspiração dos anos 70, principalmente Os Três Dias do Condor. A função do personagem principal do seriado, inclusive, é a mesma daquele interpretado por Robert Redford. Sinceramente espero que a baixa audiência não desanime a emissora e aposte em pelo menos mais uma temporada pra terminar a história e colocar um pouco mais de qualidade nas produções atuais.

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É isso. Além dessas estreias, temos a volta de Dexter, House, Smallville (em sua última temporada), Human Target (azarão do ano passado que convenceu o suficiente pra uma segunda temporada), V, Caprica (que continua a sua primeira temporada, interrompida no meio do ano) e a vindoura The Walking Dead, série baseada na célebre HQ sobre zumbis com inspiração nos filmes de George Romero, que chega às telinhas no final do mês. Por aqui, a partir do dia 17 de outubro a HBO começa a exibir Boardwalk Empire. Já Hawaii 5-0 poderá ser conferida a partir do dia 20 do mesmo mês, pelo canal pago Liv.

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Trilhas Marcantes: Final Fantasy VII - Advent Children (2004)

Ok, essa trilha surgiu originalmente pro jogo Final Fantasy VII, talvez um dos mais importantes títulos ja lançados da franquia e do console Playstation. A música incidental dos jogos de Final Fantasy sempre foram um show a parte. Os temas criados pelo compositor Nobuo Uematsu nunca ficaram devendo nada pra trilha sonora de filmes.

Então, quando a Square resolveu lançar o filme Advent Children, que continua a história do FFVII, nada mais justo que utilizar a música do jogo, mas desta vez com um arranjo mais "encorpado".

De todas as partituras, talvez a que mais tenha se sobressaído nessa empreitada foi One Winged Angel, tema do vilão Sephiroth, que na versão pro filme ficou ainda mais poderoso, misturando guitarras, coro e orquestra numa harmonia dificilmente encontrada em tempos de trilhas cada vez mais minimalistas. Confiram.

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Rapidinhas - Especial Adaptação de Games

Com a estreia, neste fim de semana, de Resident Evil – Recomeço torna-se propícia a análise do já citado filme, assim como outros que foram lançados neste ano. Então vamos lá.

Resident Evil – Recomeço: A série de filmes baseada num dos jogos mais influentes dos últimos 15 anos nunca agradou muito os fãs, mas isso não significa que as produções são de todo ruins. Tudo bem que pouco do estilo do jogo está nessas adaptações, mas convenhamos que são linguagens diferentes e o diretor e produtor Paul W.S. Anderson precisava fazer uma obra que agradasse também aos não iniciados no mundo de Resident Evil. O novo filme, que continua de onde parou o terceiro, tem um atrativo a mais por ser em 3D, mas segue a mesma linha de ação sem cérebro e história praticamente inexistente dos anteriores. Quem conhece os jogos sabe da complexidade da trama envolvendo a Umbrella Corp. e toda infestação de zumbis. Mas nos filmes é tudo muito preto-no-branco. Umbrella=vilão, zumbis=obstáculo pra se chegar ao vilão, Alice=heroína invencível. E é isso. O 3D porém, é incrível. Esse novo filme se vnagloria nos trailers de ter sido rodado com as câmeras desenvolvidas para Avatar de James Cameron. E com razão. Os estúdios que pensam em conversão pra 3D vão ficar morrendo de vergonha ao ver que um filme de entretenimento vazio como Resident se empenhou em criar uma experiência imersiva (a sequência final, com trilha da banda A Perfect Circle é de cair o queixo) que nenhuma dessas produções que as três dimensões são criadas de última hora podem proporcionar. Mas ao mesmo tempo que esse é o maior trunfo do filme, é também seu maior defeito, pois se tirar o 3D não sobra muito motivo pra assisti-lo no cinema. No fim, a impressão é que Resident Evil – Recomeço é um daqueles videos demo de lojas especializadas em TVs de última geração. Só serve pra mostrar como o 3D, quando pensado e filmado de forma correta, pode ser usado pra criar uma experiência única pro espectador.

Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo: Produzido pelo mago dos blockbusters Jerry Bruckheimer e pela Disney, a promessa de Príncipe da Pérsia era a de preencher o espaço ocupado pelos verões passados por Piratas do Caribe. Diversão, ação e efeitos de tirar o fôlego num filme voltado pra família toda. Mas não é bem isso. A ação está lá, os efeitos também, mas o filme não emplaca. A trama é simples demais e há uma necessidade incompreensível de torná-la truncada, o que faz o filme perder o ritmo consideravelmente em momentos que poderiam ser muito melhor aproveitados. Talvez tenha sido por falta de tato do diretor Mike Newell, mas As Areias do Tempo sofre do mesmo mal de sua contraparte dos games: depois de um tempo, as piruetas se tornam cansativas e repetitivas e a promessa de um “algo mais” em diversão nunca se concretiza.

Tekken: Jogos de luta foram a fascinação da garotada nos anos 90. E, praticamente todos ganharam versões de carne e osso, de Street Fighter a Double Dragon (putz!). Faltava mesmo uma versão americanizada de Tekken. Feito direto pro mercado de DVDs, um filme de baixo orçamento, com elenco desconhecido (a não ser por Cary Hiroyuki Tagawa, o eterno Shang Tsung da versão cinematográfica de Mortal Kombat e Gary Daniels, mas as participações são pequenas), acaba se saindo melhor do que as superproduções supracitadas. Os personagens estão lá e o filme não se sente acanhado em mostrá-los nas roupas ridiculas que os acompanha no jogo (com direito ao cofrinho sacana da Christie Monteiro). Ao contrário da última versão de Street Fighter, que inexplicavelmente tenta ser realista (?), Tekken se comporta como deve e apesar dos fracos efeitos, não faz feio nas coreografias e deve agradar os saudosistas que ainda se lembram dos gráficos 2D do jogo. Ah, a história? Fraquinha, fraquinha. Mas pelo menos parece ter sido rodada com honestidade.

King of Fighters: Mais um clássico dos anos 90. Esse sofre do mesmo pecado de Street Fighter – Legend of Chun Li. Se envergonha um pouco das origens do jogo e tenta criar um cenário em que as lutas só existem em outra realidade, pra servir de desculpa pros figurinos ridículos. Tem um elenco mais “conhecido” do que Tekken. Maggie Q e Ray Park. É, só eles. As lutas são bem coreografadas, afinal tem Park dando as piruetas que o tornaram famoso em Star Wars – Episódio I como Darth Maul, mas os efeitos são sofríveis. E o clímax do filme ocupa tempo demais numa luta que envolve quase todos os personagens contra o vilão, fugindo um pouco do clima de game de luta que Tekken conseguiu recriar tão bem.

Na resenha de Max Payne, há alguns anos, contestei a existência de filmes baseados em games. É que a maior parte dos jogos são “adaptações” de histórias que todo mundo já viu no cinema. A única coisa que faz compensar esse tipo de produção é a chance dos fãs verem seus personagens preferidos em carne e osso com alguns efeitos bacanas. As produções citadas nesse post parecem apenas confirmar o que eu já havia escrito. Não há nada de novo no reino dos games e seus filmes. E, pelo visto, nunca haverá.

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