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Crítica: Velozes e Furiosos 5: Operação Rio

O que faz uma franquia conseguir manter o seu sucesso é a capacidade de se renovar. Várias afundaram quando não encontraram o tom correto para agradar aos fãs e novos espectadores. Aliás, a chave é essa. Uma série que chega ao quinto filme, 10 anos depois do primeiro, precisa entender que seu público é outro e assimilar as mudanças ocorridas no cinema de ação desde então.

É mais ou menos por isso que Velozes e Furiosos 5 surpreendeu ao arrecadar 85 milhões apenas em seu primeiro final de semana nos EUA e deixou a crítica especializada à sua mercê. Lógico que existem aqueles que não conseguem entender, ou aceitar, a existência do cinema pipoca e não medem esforços para recomendar a seu público, que não percam tempo com produções desse nível (função que crítico nenhum deveria desempenhar). Boa parte, no entanto, se rendeu à diversão de excelente nível que o diretor Justin Lin entrega em Velozes 5.

Depois de ajudar seu amigo Dominic Toretto (Vin Diesel, gigante) a escapar da prisão, o ex-agente do FBI Brian O'Connel (Paul Walker) e sua namorada Mia (Jordana Brewster), começam uma fuga que termina no Rio de Janeiro, quando encontram o antigo membro da gangue de Dom, Vince (Matt Schulze). No Brasil, resolvem roubar uns carros, apenas para serem traídos e acabarem na mira do "Rei do Crime" local, Reyes (o ator português Joaquim de Almeida). Além disso, precisam fugir do agente designado à captura do trio, interpretado por Dwayne "The Rock" Johnson. A forma encontrada pelo grupo de se livrar do criminoso é executar um arriscado roubo. Pra isso, chamam "especialistas" em cada área necessária para desempenhar o golpe. Ou seja, praticamente todos os personagens coadjuvantes dos quatro filmes anteriores. À partir deste ponto, Velozes 5 muda seu foco e se transforma num longa de assalto à moda antiga, com elementos familiares à outra franquia: Onze Homens e um Segredo.

Sem perder o timing e deixando cada um dos inúmeros personagens ter seu tempo de tela, Justin Lin não erra a mão nas cenas mais descontraídas do grupo. Porém, são nas cenas de ação que o diretor mostra porque voltou para seu terceiro filme na série. A sequência de perseguição no final é adrenalina pura projetada na tela grande. E, apesar de todas as forçadas de barra, as cenas são bem feitas o sufuciente para que a computação gráfica envolvida não se revele demais, problema que o segundo filme sofreu a exaustão.

Para se livrar do estigma de "filme de rachas", Lin chega a fazer graça com os anteriores. Em determinado momento, o personagem de The Rock critica as modificações feitas à carros clássicos. E, quando o roteiro finalmente leva o espectador para o mundo das corridas clandestinas, a disputa não é mostrada, revelando apenas o resultado.

No quesito elenco, Velozes não compromete. O humor está muito presente por parte dos coadjuvantes, deixando espaço para o relacionamento entre o trio principal. Paul Walker é o mais fraco e não convence muito com sua preocupação em ser um bom pai. Brewster tem uma participação mais ativa do que na quarta parte e Vin Diesel, carismático como sempre, mostra todo seu talento pra herói de ação e o porquê de sua falta ter sido tão sentida nos filmes aos quais não participa. E sua luta com The Rock só não é mais empolgante porque fica pequena perto do que a produção guarda para o final.

E, claro há o fator Brasil. Talvez incomode a audiência tupiniquim, ver o país ser representado daquela forma tão estereotipada, com cara de republiqueta caribenha. Vale lembrar que, há anos, o cinema nacional exporta produções que enaltecem a pobreza, miséria e a criminalidade. Infelizmente, aos olhos de quem não conhece, o Brasil é exatamente daquele jeito. Assim como o cinema Hollywoodiano mostra todo chinês, mestre em artes marciais, todo africano egresso de minas de diamantes e todo inglês com cara de mordomo. A diferença é que a maioria entende e não encana com essas interpretações que podem ser erradas, mas não interferem no andamento e no ritmo do filme (e que são até mesmo necessárias, para o desenrolar da trama). Não dá pra negar uma produção descompromissada por simples melindre.

Ao se renovar, Velozes 5 se torna um longa divertido, feito pra um público que paga por duas horas de escapismo, não quer saber de realismo e não se importa com as leis da física sendo quebradas a todo momento. E, como a cena no meio dos créditos revela, ainda encontra fôlego para mais diversão. Pelo visto, se depender do público, vai ser só uma questão de combustível e da parte dos produtores, diretor e elenco, Velozes 6 virá com o tanque cheio.
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Baú do RE-ENTER: O Falcão Maltês - Relíquia Macabra


Quando se fala em cinema noir, a imagem de Humphrey Bogart em preto-e-branco, sugurando uma estatueta de um falcão deve vir à cabeça de muita gente. Não é pra menos. O Falcão Maltês, filme de 1941, dirigido por John Houston, é considerado o pioneiro do gênero. E não só isso, um dos filmes mais influentes da história do cinema.

Uma prova é que, mesmo quem não viu o filme, o conhece, pela imagem descrita acima. Uma produção duradoura como essa, não tem sua fama à toa.

Diversas características do cinema noir são tão marcantes no filme, que provavelmente seu status de pioneirismo não seja em vão, embora anos antes, Scarface, de Howard Hawks, já ter inúmeros elementos que fariam dos filmes policiais dos anos seguintes, famosos. Porém, até então, nenhuma produção havia se definido de forma tão forte. O detetive falastrão, interpretado por Bogart, a Femme Fatale vivida por Mary Astor, a trama envolvendo corrupção da moral, ganância e outros temas recorrentes estão todos lá. E, de uma forma nunca antes vista e copiada pelos anos seguintes (incluindo atualmente).

A interpretação de Bogart se tornou famosa e graças a ela o ator retornou várias vezes ao noir se tornando um símbolo dessa forma, na época, diferente de se fazer um filme policial. Em Falcão Maltês, ele vive o detetive particular Sam Spade, que depois de ter seu parceiro assassinado numa investigação de rotina, decide ir fundo até descobrir a farsa criada para que algumas pessoas coloquem as mãos no tal falcão do título, uma lendária estatueta de valor inestimável que a História julgava perdida.

A direção do filme é competente, e muito bem marcada, como era de se esperar de John Houston. Não há espaço para improvisos por parte dos atores, mas os diálogos são ácidos como limão, dando a interpretação uma autenticidade única. No que se diz respeito à técnica, o filme não é uma superprodução, porém seus cenários e figurinos não fazem feio. São rústicos e escuros por conta da cinematografia, proposital para dar o filme o tom desejado e que se tornaria também uma característica visual do cinema noir.

A ganância é um forte tema presente, expondo toda sujeira que o ser humano é capaz de fazer por dinheiro. Mentir, roubar, matar. São atos comuns em um filme noir, e nesse caso não seria diferente. Não há limites para se conseguir um bom punhado de dinheiro no mundo sombrio de Falcão Maltês.

Humphrey Bogart – Ícone do noir

São raros, os casos de atores que fazem papéis recorrentes a um mesmo gênero e que se firmam por tanto tempo como verdadeiros ícones. Humphrey Bogart é um desses casos.

O ator, nascido em Nova York, começou no teatro em 1921, sem nunca cursar aulas de interpretação. Descoberto pelo produtor Arthur Hopkins, Bogart fez seu nome na peça The Petrified Forest. Após 196 apresentações, em 1936 a Warner Bros. comprou os direitos de filmagem e junto, Bogart, que reprisaria o papel de Duke Mantee, o protagonista da história, no cinema. Começava aí, a carreira cinematográfica do ator.

Mesmo fazendo o personagem que lhe rendeu fama nos palcos, a Warner não deu, entre 1936 e 38, papéis importantes para Humphrey. Foi apenas em 1941 que ele voltaria a protagonizar filmes. Com duas produções de John Houston, Seu Último Refúgio e O Falcão Maltês, o ator conseguiu se firmar com papéis significativos.

No ano seguinte, viria, talvez, o maior de todos, quando Casablanca foi lançado. No filme, Bogart fazia par com Ingrid Bergman, na história de um campo de refugiados da Primeira Guerra em Marrocos. A produção é considerada um dos maiores clássicos da sétima arte.

O ator ganhou um Oscar por sua interpretação no filme Uma Aventura na África, de 1951. Morreu 6 anos depois, vítima de câncer e é considerado um dos maiores mitos da história do cinema norte-americano.

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Os Cinco Erros de Velozes e Furiosos 5

Na estreia de Rio, a revista Época publicou uma matéria apontando equívocos a respeito da anatomia das aves e outras coisas que desmerecem o filme por, na visão de quem escreveu, não representar a Cidade Maravilhosa com tanta perfeição. Agora é a vez do UOL fazer o mesmo apontando os Erros da estreia de amanhã: Velozes E Furiosos 5 - Operação Rio. Só posso dizer uma coisa dessa matéria: eu "rio" muito de gente que ao invés de divertir perde tempo procurando pelo em ovo.

Vamos falar direito?
Os astros do filme vieram ao Rio de Janeiro para gravar algumas cenas, mas personagens que deveriam ser brasileiros claramente são interpretados por atores de outros países. O caso mais claro é o de Zizi (Michael Irby) que fala português com muito sotaque. Aham, e assim foi com Hulk também. Mas o estranho é ninguém achar esquisito que os italianos das novelas brasileiras falam "Portuliano" (neologismo, desculpa) antes de vir pro Brasil. É, pelo visto a passagem brasileira pela Grande Bota é tão grande que aos poucos o português está sendo incorporado ao idioma deles. #NOT!

Que trem é esse?
No Rio, os personagens aceitam participar de um roubo a um trem em movimento. O problema que o trem de turismo que a sequência mostra não existe no Brasil, infelizmente. Nós viajamos por estradas e pelo ar, mas o transporte ferroviário é precário. As paisagens desérticas também não se parece com qualquer vegetação brasileira. Parafraseando a filósofa Chiquinha: "E daí?"

Escambo
O vilão Reyes (Joaquim de Almeida) explica como era a convivência entre os portugueses e os índios quando o Brasil foi descoberto. Ele disse que antes dos lusitanos, os espanhóis tentaram dizimar os indígenas e falharam. Quem já assistiu a pelo menos uma aula de História sabe que isso é mentira. É, vai, é uma falha de História, mas... poxa, durante anos nossa capital foi Buenos Aires pros americanos então, dane-se (vou usar a versão Sessão da Tarde pra essa expressão tão querida) .

Drogas em dólar
Os personagens decidem invadir uma das bases secretas do vilão e lá encontram um monte de mulheres vestidas apenas de lingerie que contam o dinheiro da venda de drogas. Além da bizarrice do vestuário, há um erro: a esmagadora maioria das notas é de dólar. A menos que os usuários de drogas costumem passar em casas de câmbio antes das compras, as notas deveriam ser de reais. O gênio considera bizarro as mulheres de lingerie? Poxa, aí está o maior erro já que elas deveriam estar nuas! Essa prática evita que as moças roubem as drogas. Esse cara nunca viu O Gângster do Ridley Scott ou qualquer filme sobre tráfico? E sobre os dólares... ah deixa pra lá...

O Leblon que não é de Manoel Carlos
A tal base secreta do vilão fica no bairro de Leblon. Quem assiste ás novelas de Manoel Carlos sabe que a região tem muitos prédios de apartamentos de luxo e a trilha sonora é sempre de bossa nova. Em “Velozes e Furiosos 5”, o bairro é bem pobre. Acho que eu não entendi o humor. O autor está mesmo usando novela do Manoel Carlos como base? Ok, ele está certo sobre o Leblon, mas... ah vá, desisto.

Vamos deixar de ser hipócritas, certo? Por anos, os americanos viram "desertos" no Brasil com os filmes de Cangaço e de retirantes. Inúmeras produções vendem a imagem do Rio de Janeiro com favelas, crime e prostituição como se a cidade só tivesse isso. Velozes só é assim por conta de anos de propaganda negativa que nós mesmos aprovamos e exportamos. Além do mais o filme não é nenhuma obra de arte pra ser estudada. É uma diversão escapista. Então, por favor, aprendam a se divertir mais.
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Cenas Memoráveis - O Mágico de Oz (1939)

São vários fatores que tornam um filme relevante em seu tempo e o fazem entrar para a história do cinema. O Mágico de Oz é um desses longas, não apenas por sua bela história, mas por sua importância técnica.

Era 1939 e a sétima arte ainda passava por um período de descoberta. Não fazia muito tempo (historicamente falando), as películas ainda eram mudas. E, embora já existissem filmes coloridos na época, eram caros demais pra ser produzidos em massa. Apenas alguns produtores podiam se dar ao luxo de bancar o alto custo e só o faziam quando o lucro fosse garantido.

Como acontece com toda tecnologia, algum produto deveria surgir dessa novidade que pudesse ser responsável por popularizá-la. E esse fardo, ou feito, coube, em parte, a O Mágico de Oz.

Para realizar a clássica história, a MGM optou por rodá-la da forma mais cara. Usando câmeras Technicolor de três negativos (em RGB, uma pra cada cor), para que o colorido visto na sala de projeção fosse o mais vívido possível. A película foi feita inteiramente a cores e, às cenas no Kansas, foi adicionado o tom de sépia. Por conta disso, O Mágico de Oz tem uma das cenas mais emblemáticas do cinema. Quando Dorothy, interpretada por Judy Garland, chega à Oz, abre a porta de sua velha casa rural e se depara com uma explosão de cores que, nem ela, nem o espectador, jamais havia visto.

Infelizmente, O Mágico de Oz foi um fracasso de bilheteria, quase levando o estúdio à falência, pois essa era a produção mais cara já vista em um filme. Como o longa ganhou três Oscar no ano seguinte, a MGM, para recuperar o dinheiro investido, começou a incentivar projeções do filme nos cinemas por vários anos. No fim, até que funcionou. Porém, foi a partir da década de 50 que Oz ganhou sua legião de fãs. Com o advento da TV, a exibição do filme se transformou numa tradição anual (em época de festas de fim de ano), levando milhões de crianças pra frente da telinha e transformando a produção na mais assistida de todos os tempos, de acordo com a Library of Congress norte-americana.

Claro que na época, os espectadores não puderam desfrutar de seu magnífico colorido. Foi apenas com o surgimento da TV a cores que o impacto visual pretendido pelos realizadores pôde ser desfrutado pela quantidade de gente idealizada quando do lançamento original. Porém, mesmo o fracasso de bilheteria não pôde deixar de transformar O Mágico de Oz num dos marcos que deram início ao cinema como conhecemos hoje.

Veja a cena da chegada de Dorothy à Oz, clicando aqui. (O autor do vídeo no youtube não permite sua distribuição fora do site). Pro post não ficar sem vídeo, outra cena memorável de O Mágico de Oz, Judy Garland interpretando Over the Rainbow, o inesquecível tema do longa.


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Star Wars em Blu-Ray tem anúncio oficial divulgado

Depois de muita especulação sobre o que seria incluído na coleção Star Wars em Blu-Ray, a Fox e a Lucasfilm finalmente revelaram tudo hoje, para marcar o aniversário de 34 anos da cinessérie.



Repleto de extras, o box que trará os seis filmes é uma adição indispensável para qualquer colecionador e tem lançamento marcado para setembro. Infelizmente não serão incluídas as versões originais, sem as melhorias de efeitos e outras frescuras de George Lucas.

Além do coleção completa, a Fox também irá lançar as duas trilogias em box separados. Porém a lista de extras abaixo se refere ao que inclui todos os filmes. Confira.

Extras Especiais:

STAR WARS: A SAGA COMPLETA EM BLU-RAY é apresentada em widescreen com 6.1 DTS Surround Sound. Extras incluem:

  • DISCO UM – STAR WARS: EPISÓDIO I A AMEAÇA FANTASMA
    • Comentários de Áudio com George Lucas, Rick McCallum, Ben Burtt, Rob Coleman, John Knoll, Dennis Muren e Scott Squires
    • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe
  • DISCO DOIS – STAR WARS: EPISÓDIO II ATAQUE DOS CLONES
    • Comentários de Áudio com George Lucas, Rick McCallum, Ben Burtt, Rob Coleman, Pablo Helman, John Knoll e Ben Snow
    • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe
  • DISCO TRÊS – STAR WARS: EPISÓDIO III A VINGANÇA DOS
    • Comentários de Áudio com George Lucas, Rick McCallum, Rob Coleman, John Knoll e Roger Guyett
    • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe
  • DISCO QUATRO – STAR WARS: EPISÓDIO IV UMA NOVA ESPERANÇA
    • Comentários de Áudio com George Lucas, Carrie Fisher, Ben Burtt e Dennis Muren
    • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe
  • DISCO CINCO – STAR WARS: EPISÓDIO V O IMPÉRIO CONTRA-ATACA
    • Comentários de Áudio com George Lucas, Irvin Kershner, Carrie Fisher, Ben Burtt e Dennis Muren
    • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe
  • DISCO SEIS – STAR WARS: EPISÓDIO VI O RETORNO DE JEDI
    • Comentários de Áudio com George Lucas, Carrie Fisher, Ben Burtt e Dennis Muren
    • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe
  • DISCO SETE – NOVO! STAR WARS ARQUIVOS: EPISÓDIOS I-III
    • Incluindo: cenas deletadas, estendidas e alternativas; objetos de cena, maquete e desenvolvimento de figurino; desenhos dos cenários e ilustrações conceituais; entrevistas complementares com elenco e equipe; uma passagem pelos arquivos da Lucasfilm e mais
  • DISCO OITO – NOVO! STAR WARS ARQUIVOS: EPISÓDIOS IV-VI
    • Incluindo: cenas deletadas, estendidas e alternativas; objetos de cena, maquete e desenvolvimento de figurino; desenhos dos cenários e ilustrações conceituais; entrevistas complementares com elenco e equipe e mais
  • DISCO NOVE – THE STAR WARS DOCUMENTÁRIOS
    • NOVO! Guerreiros Estrelares (2007, Cor, Apx. 84 Minutos) – Alguns fãs de Star Wars querem colecionar os personagens… estes fãs querem ser os personagens! Um tributo ao 501st Legion, uma organização global de entusiastas do figurino de Star Wars, este perspicaz documentário mostra como o super fã-clube promove interesse nos filmes por meio de caridade e trabalho voluntário para levantar fundos em eventos especiais ao redor do mundo.
    • NOVO! Uma Conversa com os Mestres: O Império Contra-Ataca 30 Anos Depois (2010, Cor, Apx. 25 Minutos) – George Lucas, Irvin Kershner, Lawrence Kasdan e John Williams revêem o Making Of de O Império Contra-Ataca em uma profunda retrospectiva da Lucasfilm criada para ajudar a comemorar o 30º aniversário do filme. Os mestres discutem e relembram sobre um dos mais amados filmes de todos os tempos.
    • NOVO! Sátiras de Star Wars (2011, Cor, Apx. 91 Minutos) – A farsa é forte com este produto! Divirta-se com a hilária coleção de sátiras e paródias de Star Wars que foram criadas durante os anos, incluindo clips chocantes de Uma Família da Pesada, Os Simpsons, How I Met Your Mother e mais — e não esqueça “Weird Al” Yankovic’s um tipo de vídeo musical que homenageia A Ameaça Fantasma!
    • O Making Of de Star Wars (1977, Cor, Apx. 49 Minutos) – Conheça as incríveis histórias de bastidores de como o filme original Star Wars foi levado às telas de cinema neste fascinante documentário apresentado por C-3PO e R2-D2. Inclui entrevistas com George Lucas e participações de Mark Hamill, Harrison Ford e Carrie Fisher.
    • O Império Contra-Ataca: Efeitos Especiais (1980, Cor, Apx. 48 Minutos) – Conheça os segredos de fazer um filme em uma galáxia muito, muito distante. Apresentado por Mark Hamill, este documentário revelador oferece vislumbres dos bastidores dos incríveis efeitos especiais que transformaram a visão de George Lucas para Star Wars e O Império Contra-Ataca em realidade!
    • Criaturas Clássicas: O Retorno de Jedi (1983, Cor, Apx. 48 Minutos) – Visite os bastidores – e figurinos - como a sequência da produção de O Retorno de Jedi é intercalada com clips de monstros clássicos dos filmes em profunda exploração de técnicas meticulosas utilizadas por George Lucas para criar as clássicas criaturas e personagens vistos no filme. Apresentado por Carrie Fisher e Billie Dee Williams.
    • Anatomia de um Dewback (1997, Cor, Apx. 26 Minutos) – Veja como alguns dos efeitos especiais de Star Wars se tornaram mais especiais duas décadas depois! George Lucas explica e demonstra como este time transformou as criaturas originais dewback de bonecos de borracha imóveis (do original lançado em 1977) para criaturas aparentemente vivas que respiram em Star Wars 1997 para a atual Edição Especial.
    • A Tecnologia de Star Wars (2007, Cor, Apx. 46 Minutos) – Explorando os aspectos técnicos dos veículos de Star Wars, armas e instrumentos, Star Wars Tech consulta cientistas líderes no campo da física, próteses, lasers, engenharia e astronomia para examinar a plausibilidade da tecnologia de Star Wars baseada na ciência que conhecemos hoje em dia.
A saga completa tem o preço sugerido de R$ 299,90 e cada trilogia sai por R$149,90. É bom começar a juntar dinheiro.
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Trilhas Marcantes: Star Wars - Episódio V - O Império Contra-Ataca (1980)

Em maio de 1977, o mundo viu nascer um fenômeno sem precedentes na cultura pop. Estreava nos cinemas Star Wars, a obra máxima idealizada pelo jovem cineasta George Lucas. Criada na forma de uma trilogia, a saga de Luke Skywalker teria um capítulo ainda melhor, três anos depois.

Com O Império Contra-Ataca, a história ganhava ares de um grande épico de fantasia espacial, coisa que o primeiro filme, embora seja inesquecível, não conseguia ser, pela falta do ritmo adequado. Império é mais sombrio, tem pontos de virada no roteiro muito mais interessantes e trabalha melhor cada um dos personagens.

Além disso, coube ao segundo capítulo da história (na verdade, o quinto se levarmos em conta a nova cronologia) apresentar aquele que seria o mestre de Luke, Yoda. Partindo do princípio de que a sabedoria é muito mais importante do que a força bruta, Yoda nunca seria considerado um mestre por quem não o conhecesse. O jovem aprendiz de Jedi vai até Dagobah procurando um "Grande Guerreiro" e encontra um alienígena pequeno e idoso. Parte do aprendizado de um Jedi é não julgar pela aparência e nisso Luke já começa falhando. Yoda é importantíssimo por ensiná-lo conceitos de humildade e fazê-lo entender que enquanto for arrogante, sua batalha nunca poderá ser vencida.

Para dar a Yoda a aura de sabedoria e serenidade que merece, o mestre John Williams criou um tema sensível, e ao memo tempo forte, para o personagem. A cena em que Yoda tira o X-Wing de Luke do pântano apenas com os poderes da Força é de arrepiar. Conforme o tema cresce, o espectador consegue entender, junto com o futuro Jedi, como aquele pequeno ser é poderoso e nobre. E ao mesmo tempo, ilustra a fragilidade de sua idade, quando treme e demonstra o grande esforço que está fazendo para ajudar seu jovem amigo.

Ouça abaixo mais esse belíssimo tema de Williams, dentre tantos que criou nas últimas três décadas.


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Som: Raphael Saadiq - Stone Rollin

Pode parecer papo de saudosista, mas está virando fato. As mais recentes novidades e promessas da música vêm de artistas que estão retomando um estilo de som característico de décadas atrás. Seja no rock ou no pop, as influências tem ficado cada vez mais evidentes, o que pode revelar a duas coisas: o que é bom nunca morre e sempre será usado como base e que artistas realmente criativos estão cada vez mais escassos. Lógico que depois de anos de revolução musical, é difícil imaginar algo realmente novo surgindo no mercado, o que torna a aceitação de artistas como Raphael Saadiq, mais fácil.

Não há muita novidade no som do guitarrista, cantor e produtor musical, que começou a carreira na metade dos anos 90. Seu mais recente trabalho, e quarto disco solo, Stone Rollin, é uma ode aos primórdios do Rock, e à mais áurea fase do R&B norte-americano. Impossível não se lembrar dos artistas da Motown a cada música do álbum. A começar por Heart Attack, a primeira faixa que parece um misto de The Jackson 5 e Sly and The Family Stone, incluindo até "ecos" de um dos sucessos deste último, Dance To The Music.

Saadiq mostra energia em Go To Hell, a música seguinte, dotada de um baixo marcante e arranjo de metais. Música feita pra ser tocada ao vivo. Seguida por Radio, o primeiro single deste álbum, um rock and roll (tem que ser chamado assim, só "rock" é pouco) pra deixar Chuck Berry sorrindo de uma orelha a outra.

A canção que dá nome ao CD é carregada por uma "vibe" extremamente sensual, meio setentista e meio blues, o que ajuda a abrir espaço para Day Dreams, com sua bem-vinda influência de Bo Didley e Howlin' Wolf.

Outro destaque do álbum é Good Man, não a toa o segundo single a ser lançado. Dueto com Taura Stinson, parece ter saído da trilha sonora de algum filme blaxploitation, gênero que provavelmente inspirou o clipe da música. Aqui Saadiq explora um pouco mais sua capacidade vocal e se sai muito bem, criando a melhor faixa de seu trabalho.

Ao tocar vários instrumentos nas músicas do álbum, incluindo guitarra, baixo, teclado e bateria (uma prática comum a um de seus "padrinhos", Prince, grande influência para o início de sua carreira), mostra domínio de seu som para produzir canções de qualidade e que, se não soarem tão originais, pelo menos lembram os tempos mais produtivos da indústria fonográfica.

Pra conhecer um pouco mais de Raphael Saadiq, dê uma checada na página do artista no Youtube. E abaixo, confira a apresentação conjunta com Mick Jagger, no Grammy deste ano, reconhecimento que qualquer artista que siga esses passos gostaria de ter.



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