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Veja o primeiro pôster de Frankenweenie, nova animação de Tim Burton

O filme em stop-motion é o remake de um curta, um dos primeiros trabalhos de Burton, lá nos anos 80. A estreia acontece em outubro. Clique no pôster para ampliar.

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Cenas Memoráveis: Grandes Esperanças (1998)

A clássica história de Charles Dickens ganhou em 1998 uma versão modernizada, dirigida por Alfonso Cuarón e protagonizada por Ethan Hawke e Gwyneth Paltrow. O diretor criou uma obra visualmente impecável, graças ao trabalho da direção de fotografia de Emmanuel Lubezki e do departamento de arte, que concebeu incríveis cenários.

A trama sofreu algumas alterações em comparação com a original e se transformou numa história contemporânea sobre desilusões amorosas, graças à ênfase na personagem de Paltrow, o primeiro amor do protagonista vivido por Hawke, uma garota que desde cedo é ensinada a manipular os homens ao invés de amá-los. A cena a seguir demonstra isso e, de forma bela e poética, define como a relação de ambos personagens se comporta ao longo do tempo, ao som da canção Like a Friend da banda Pulp.

Edição, fotografia e trilha sonora em completa harmonia para cobrir vários temas do filme, como o poder exercido por Paltrow e seu papel como musa de Hawke (que neste momento da história está no meio de um bloqueio criativo), além, é claro, do que já foi mencionado antes, servindo como metáfora visual do relacionamento de ambos. Confira.

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Ouça uma prévia da trilha sonora de John Carter

O site Ain't Cool News postou um preview da trilha do filme dirigido por Andrew Stanton. A música é de Michael Giacchino, parceiro habitual do diretor/produtor em seus filmes da Pixar. Confira.

John Carter estreia em março.

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Crítica: Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança

Nicolas Cage deve ser o ator menos preocupado com os tipos de filmes relacionados a sua imagem. Pra cada boa produção que atua, existem pelo menos umas dez ruins. Entre elas está o primeiro Motoqueiro Fantasma, adaptação do anti-herói da Marvel, que tinha em cada cena, um momento de vergonha alheia protagonizado pelo artista. Tudo graças à forma cartunesca que Cage encontrou pra viver Johnny Blaze. Fracasso de bilheteria e crítica, era quase impossível alguém em sã consciência dar sinal verde para uma continuação. Quase, pois, contra todas as expectativas, estreou neste final de semana, Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança.

O longa, para o grande público, pode dar a impressão de sequência, afinal o ator principal é o mesmo, mas funciona muito mais como reboot. A começar pela origem do personagem, contada em off nos créditos iniciais, ligeiramente diferente do que é mostrado no primeiro filme. De duas, uma: ou o estúdio tem a completa consciência de que o original era tão esquecível a ponto do espectador não se lembrar da história, ou a ideia era mesmo indicar que Espírito de Vingança é um reinício. De qualquer forma, a pergunta que realmente interessa é "o novo é melhor que o anterior?". De modo geral, sim, embora seja difícil imaginar o grau de incompetência se fizessem algo pior, mas isso não significa que os fãs do personagem poderão apreciar um bom filme.

A trama é tão rasa que qualquer informação a mais entrega praticamente tudo que acontece durante os 95 minutos. Basicamente, Blaze é procurado por Moreau, um padre motociclista e alcoólatra interpretado por Idris Elba, para resgatar um garoto, Danny (Fergus Riordan) antes que este seja usado num ritual promovido pelo Diabo em sua forma humana, vivido por Ciarán Hinds. Cage deixa de lado boa parte dos maneirismos bobos de sua primeira interpretação do personagem, e, embora crie outros igualmente vergonhosos (em menor quantidade, para sua defesa), convence mais com a abordagem amargurada que confere a forma humana do Motoqueiro Fantasma. Elba transborda carisma e em determinados momentos até disputa a posição de protagonista, principalmente na sequência inicial. E Hinds parece se divertir com as tolices proferidas por seu vilão, numa amostra de como a produção é autoconsciente de sua natureza galhofa.

O roteiro, de Scott M. Gimple e Seth Hoffman, lança mão de algumas liberdades quanto a adaptação. Um bom exemplo disso está logo no inicio, quando o Motoqueiro é mostrado de forma mais frágil, sendo derrotado por um grupo de sequestradores de forma até banal. A cena talvez tenha como função, rebater algumas críticas ao filme de 2007 que em momento algum mostrava um desafio à altura do personagem. A grande novidade aqui, contudo, é o fato do amaldiçoado protagonista conferir a qualquer veículo que dirige, o poder infernal de sua moto, gerando uma das sequências mais interessantes da fita, graças a dois fatores que são fundamentais para esta adaptação funcionar de alguma forma. Os competentes efeitos especiais, que estão presentes até nos mínimos detalhes (reparem em como a jaqueta usada por Cage se comporta quando o ator assume a personalidade do Motoqueiro), e a direção, sempre disposta a criar uma cena de ação melhor que a outra.

Dirigido por Mark Neveldine e Brian Taylor, a dupla responsável pelos dois Adrenalina, Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança tem tudo pra agradar quem já conhece o estilo inquieto dos cineastas. As cenas movimentadas são o ponto alto do filme, muito bem coreografadas, sejam nas perseguições automotivas ou nos vários tiroteios que acontecem durante a projeção. Neveldine e Taylor são muito talentosos em conseguir colocar a câmera em lugares incomuns sem prejudicar a noção espacial. Além disso, mesmo abusando das imagens gravadas na mão, tudo que acontece, por mais frenético que seja, é compreendido plenamente pelo público, ao contrário do que pode ser visto em alguns filmes de ação recentes como Conan - O Bárbaro, por exemplo.

É graças ao comando da dupla, portanto, que Espírito de Vingança se torna um bom guilty pleasure. Consegue divertir e atingir seu objetivo, mesmo sendo bobo e sem muito a acrescentar quando o assunto é a história. O argumento de David Goyer gera um daqueles enigmas sem resposta que os cinéfilos já se acostumaram a encarar: como a pessoa responsável pela trama de Batman Begins consegue criar algo tão genérico para outras adaptações em quadrinhos? Goyer também levou aos cinemas as bombas Blade Trinity e O Corvo - Cidade dos Anjos, aumentando ainda mais o mistério que é sua criatividade.

Mas, enigma por enigma, Nicolas Cage permanece o maior de todos. Estaria ele fazendo os filmes que gosta de fazer, ou seu discernimento quanto ao que pode ou não ser bom simplesmente não existe? Seja qual for a resposta, pelo menos dessa vez o erro não foi tão grande.
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Assista uma cena de O Espetacular Homem-Aranha

Liberado através da campanha viral que começou com a lançamento do último trailer, o (curto) trecho é bem focado no humor. Na cena, Peter, Andrew Garfield, é intimidado pelo porteiro que ele cita na prévia. Confira.



O Espetacular Homem-Aranha estreia em julho.
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Crítica: A Invenção de Hugo Cabret

Apenas alguém completamente apaixonado pelo cinema poderia levar A Invenção de Hugo Cabret para a tela grande. Por sorte a tarefa de dirigir o longa baseado no livro de Brian Selznick, caiu nas mãos competentes de Martin Scorsese, cineasta que é, além de tudo, um estudioso da arte cinematográfica e, como fica evidente ao longo da projeção, um saudosista romântico que, mesmo famoso por filmes violentos, é dono de uma sensibilidade enorme.

O filme mostra o jovem Hugo Cabret (Asa Butterfield) morando na estação de trens de Paris, após perder o pai (Jude Law) num incêndio. O garoto passa os dias clandestinamente dando corda nos relógios do lugar, enquanto tenta escapar da atenção do inspetor vivido por Sacha Baron Cohen. Hugo, no entanto, tem uma missão a cumprir: encontrar as peças que faltam para terminar o conserto do autômato encontrado anos antes por seu pai. Roubando um pouco aqui e ali, acaba sendo pego pelo dono de uma loja de brinquedos, George (Ben Kingsley) e a sua afilhada Isabelle (Chloe Moretz). A partir daí a trama se desenrola com a dupla de jovens protagonistas tentando descobrir uma forma para o antigo "robô" funcionar ao mesmo tempo que buscam descobrir o segredo mantido pelo velho George. E é exatamente esta a maior força da produção.

O velho inventor de brinquedos é na verdade George Méliès, o homem que praticamente criou o conceito de efeitos especiais no cinema, com seus mais de 500 filmes que passavam por gêneros como fantasia e ficção científica antes mesmo de haver tal classificação. O cineasta, no filme, está desiludido, triste pelas pessoas não se interessarem mais pelos seus sonhos, como se refere a suas obras. Agora cabe a Hugo mostrar a Méliès a importância de sua arte.

Scorsese comanda o longa como uma aventura juvenil, cheia de referências a clássicos do cinema mudo. É a história dos primórdios da sétima arte contada por alguém cujos olhos devem brilhar a cada vez que as luzes se apagam e uma imagem é projetada na telona. O livro também foi feito como uma forma de apresentar o cinema à crianças mas Scorsese, por ter o apoio visual e sonoro, dá vida e forma a essa carta de amor aos 24 quadros por segundo que encantam platéias desde o final do século 19.

Tudo em A Invenção de Hugo Cabret remete à experiência cinematográfica. O mundo através de janelas, que o jovem protagonista vê por detrás dos relógios da estação e a belíssima introdução do filme, por si só uma referência ao cinema mudo, já seriam citações suficientes para qualquer cinéfilo entender a pretensão da história. Mas Scorsese vai além ao mostrar as breves subtramas envolvendo os personagens que se esbarram diariamente naquele cenário, pequenas histórias acompanhadas por Hugo como um ávido espectador dos momentos mais engraçados e emocionantes que ali acontecem. Ou ao usar o som de engrenagens, parecidíssimo com o barulho dos projetores mais antigos, numa amostra da inteligente engenharia de áudio presente na produção.

Mas o filme tem falhas. São poucas, mas devem ser apontadas. A principal delas, pois pode causar certo desconforto num público menos consciente da proposta de Hugo, é a dificuldade de Scorsese em encontrar o ritmo correto para algumas sequências, tornando-as um tanto arrastadas. Outro problema, que também acaba influenciando no ritmo e na duração do longa, está na presença de alguns personagens, como por exemplo o bibliotecário vivido por Christopher Lee. O veterano é dono de uma presença de tela impressionante mas não acrescenta nada à narrativa a não ser uma epifania de Hugo para explicar que todas as pessoas exercem alguma função no mundo. O roteirista John Logan com certeza conseguiria contornar isso usando outro coadjuvante mais ativo na trama. Por fim, há um momento de extremo didatismo que soa como um breve documentário sobre a origem do cinema. Mas a edição, ao fazer uso de clássicos como A Chegada do Trem na Estação dos pioneiros Irmãos Lumière, e O Gabinete do Dr. Caligari, do expressionista Robert Wiene, entre outros tantos, é muito eficiente e faz o espectador entrar naquela viagem visual e histórica, deixando de lado o choque inicial causado pela estranha mudança de estilo.

Tecnicamente Hugo se destaca não somente pelo impecável 3D (Scorsese rodou o longa no formato, ou seja, não há conversão aqui), mas pelas imagens externas da Paris evocando a beleza de pinturas ao mesmo tempo que referencia a técnica do matte paiting usada para representar paisagens, tanto urbanas quanto naturais, numa época cuja a simples ideia da criação de cenários virtuais soaria extremamente absurda. Ajudado pela direção de fotografia de Robert Richardson, o departamento de arte tem todo seu trabalho evidenciado pelos criativos cenários, sejam pequenos ou os de grande amplitude, como a biblioteca de cinema ou a própria estação de trem onde o protagonista vive.

Toda a trama recebe o auxílio da trilha de Howard Shore quando o compositor busca inspiração em várias peças musicais usadas em filmes mudos do começo do século passado. Além, é claro, de típicos temas franceses que permeiam os passeios da câmera pela Cidade Luz. E há o uso da clássica Danse Macabre, de Camille Sain-Saëns, para ilustrar a montagem de filmes antigos citada logo acima e num dos mais belos momentos da película, a projeção de Viagem à Lua, a obra mais famosa de Méliès. Curiosamente, a mesma música desempenha enorme função narrativa no filme A Regra do Jogo, produzido pelo cineasta francês Jean Renoir em 1939, criando uma outra ligação com o cinema clássico, um pouco mais implícita e, talvez por isso, até mais valiosa.

O diretor ainda encontra espaço para contextualizar a trama como um lembrete de que na origem da sétima arte e na inocência de uma época em que era permitido sonhar, se encontra a essência do cinema, com uma importante mensagem sobre a preservação dessas obras. Só assim as futuras gerações poderão compartilhar da mesma paixão de Scorsese, um amor tão puro e verdadeiro cuja declaração é uma obra-prima.
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Crítica: A Dama de Ferro

É inegável a qualidade da interpretação de Meryl Streep em A Dama de Ferro. A sempre competente atriz se transforma em Margareth Thatcher num trabalho merecedor da indicação ao Oscar. Infelizmente, todo o esforço da protagonista se encontra num filme completamente descartável. A produção, dirigida por Phyllida Lloyd não é satisfatória em nenhum dos níveis a que se propõe pertencer.

A Dama de Ferro não funciona como obra biográfica e histórica, já que o roteiro de Abi Morgan e a direção de Lloyd preferem criar situações que nunca existiram (Thatcher como testemunha do atentado a seu porta-voz, entre outras), e se focar em momentos da “vida privada” da Primeira-Ministra britânica quando está velha e senil. Isso quando não distorce fatos ou os mostra a partir de uma condenável visão paternalista, como no momento que representa a Guerra das Malvinas, um fato lamentável, duramente criticado à época pelo evidente desvio de assunto. A Inglaterra passava por momentos difíceis e a “Dama de Ferro” usou sua campanha belicista contra a Argentina como desculpa pra elevar a moral da massa. Para roteirista e diretora, é mais importante focar em Thatcher como “mãe” dos soldados mortos nas batalhas.

Não se faz omeletes sem quebrar os ovos e parece que Morgan e Lloyd não queriam “sujar as mãos”. Por isso preferiram cozinhá-los, pois dá menos trabalho. Um serviço mais limpo, por assim dizer. É a única explicação pela forma “simpática” que ambas resolveram usar como abordagem para levar às telas a vida de uma figura tão polêmica e controversa.

Outro elemento que falha miseravelmente em A Dama de Ferro é a mensagem de superação feminina. Desde os trailers, o marketing quis passar a idéia de que o filme mostraria a batalha de uma mulher para dominar um mundo predominantemente masculino. Há momentos da projeção que isso fica muito claro, quando a jovem Thatcher, interpretada por Alexandra Roach, entra no parlamento despertando olhares de estranheza. Mas, quando toda a trama é justificada pelos delírios de uma mulher que reluta em aceitar a morte do marido (interpretado de forma divertida por Jim Broadbent), o roteiro reduz a personagem à imagem que qualquer feminista tenta desesperadamente se desvencilhar: uma mera dona-de-casa, e pior, frustrada por nunca ter desempenhado “corretamente” essa função.

Mas a pior falha de A Dama de Ferro é que graças a um conjunto de erros e à péssima direção de Phyllida Lloyd, o longa não se sustenta como obra cinematográfica. A edição confusa e truncada, com cenas que não se comunicam entre si e que ignoram completamente o raccord (nome que se dá a uma série de “regras” para dar coerência e fluidez à continuidade das tomadas), um erro crasso de execução, provavelmente vai chamar atenção até de quem não costuma se atentar a esse tipo de análise. Ao chegar a esse ponto, não sobra muito do filme para o espectador criar o mínimo interesse em continuar acompanhando a trama. A não ser, é claro, por Meryl Streep, que deveria ter uma categoria só pra ela no Oscar deste ano: de paciência e profissionalismo por entregar um trabalho tão bom a partir de um material tão ruim.
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