Batman - O Cavaleiro das Trevas estréia em 18 de julho.
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Batman - O Cavaleiro das Trevas estréia em 18 de julho.
Novo game de Street Fighter sairá para PCs!
Pois então pode ficar tranquilo. A Capcom anunciou que além das versões acima citadas, Street Fighter IV sairá também para PC.
Em mais novidades sobre o jogo, o site francês Jeuxvideo diz que há fortes indícios para o produto chegar às lojas no final de 2008, mais uma boa notícia já que o lançamento era indicado para 2009/2010.
Veja teaser poster de Witchblade
Pelo visto, o filme vai seguir o estilo sensual dos quadrinhos, coisa que o seriado não conseguiu. Aguarde mais novidades aqui no Re-Enter.Peter Jackson e Guillermo del Toro falam sobre O Hobbit
Cerca de 6 mil fãs de O Senhor dos Anéis participaram ontem de um chat com o produtor Peter Jackson e o diretor Guillermo del Toro, responsáveis pela adaptação de O Hobbit em dois longas-metragens (dos quais também servem como co-roteiristas ao lado de Fran Walsh e Philippa Bowens).
Jackson estava na sua Nova Zelândia natal, que mais uma vez servirá como a Terra-média, enquanto del Toro falou de Londres. Vinte questões, as mais populares e importantes, foram respondidas pela dupla. Confira abaixo os melhores momentos da conversa.
Jackson e del Toro exaltaram que alguns dos cenários do primeiro filme devem reaparecer, como o Condado dos Hobbits. "Já estamos negociando com o dono da propriedade que foi usada na trilogia O Senhor dos Anéis para reconstruir a vila dos hobbits por lá", disse o produtor e diretor dos três primeiros filmes. Quem também está confirmado pra voltar é o compositor Howard Shore. "Ele é a voz desses filmes e vai voltar", garantiu del Toro.
Não há certeza ainda do retorno de Ian Holm como Bilbo Bolseiro. "O fato é que Ian Holm foi MUITO memorável no filme, então os produtores da Trilogia fizeram seu trabalho direito. Nós devemos utilizá-lo de alguma maneira, com certeza, mas a dificuldade do papel será melhor analisada depois que o roteiro estiver pronto", seguiu del Toro. Ou seja, é provável que veremos o velho Bilbo em algum tipo de cena do futuro, ou no segundo filme, mas sua versão mais jovem deve ser interpretada por outra pessoa.
O diretor falou ainda sobre os elementos de horror e suspense, seus preferidos, nos dois filmes baseados na obra de J.R.R. Tolkien. "Eu espero que a floresta de Mirkwood [que pode ou não contar com uma aparição de Legolas] possa ser bastante assustadora, mas não de uma maneira gráfica. Além disso, espero que as Charadas no Escuro [momento clássico do livro] também tenham elementos de medo e suspense e sejam profundamente atmosféricas. E Smaug deve ser todo choque e fascínio quando lançar seu ódio. Será muito intenso, mas sem nojeiras", afinal, eles buscam uma censura 13 anos, como os primeiros filmes. Quanto ao dublador do dragão, del Toro disse já ter boas idéias, mas não abre o jogo sobre quem está pensando para o papel. Só garante que não será Ron Perlman (com quem trabalhou em Hellboy e Blade II), mas que tem um espaço para o ator no filme.
Sobre Gandalf, o Cinzento, Jackson e del Toro disseram que adoram o personagem e que ele será empregado igualzinho aos livros: Aparecendo e sumindo conforme acha necessário. E que esses "sumiços" geram ótimas lacunas narrativas que podem ser explorados no segundo filme. Ah, e mais uma vez dão como certa a volta de sir Ian McKellen ao papel. Os membros do Conselho Branco também pode dar as caras nos filmes, "mas ainda é cedo pra ter certeza. Estamos pensando a respeito", disse Jackson. Já sobre o preferido dos fãs, Gollum, ele certamente estará no primeiro filme - assim como seu intérprete, Andy Serkis - e pode aparecer no segundo. "Afinal, como todo mundo sabe, ele tem um arco fascinante de história, sua aliança com Laracna, sua prisão em Thranduil, etc. Mas ainda é cedo pra discutirmos isso", comenta del Toro, que diz, para o deleite dos fãs do original, adorar o personagem Beorn e também Tom Bombadil - que foi cortado da trilogia original.
A respeito da filmagem, o cineasta diz ainda que está pensando se o filme deve ser rodado ou não em 3-D. "É muito cedo e não há planos nesse sentido no momento". A única certeza é que os dois filmes serão rodados simultaneamente, em película (não digital e no mesmo formato que os três existentes), ao longo de um ano, com um pequeno intervalo para descanso e para reconstruir alguns sets. "Vamos aproveitar cada set para cenas no filme um e no filme dois ao mesmo tempo", disse o produtor.
Peter Jackson aproveitou para dizer os motivos da contratação de del Toro: "Ele respeita a fantasia. Ele a entende e não tem medo dela. Guillermo também entende personagens e como o poder de qualquer filme está intimamente relacionado à empatia que temos com eles. Ele também tem confiança total em trabalhar com design e efeitos visuais. E é, como a nossa equipe, desprovido de ego".
Para a equipe do filme, basicamente boa parte das pessoas que trabalharam nos primeiros longas estarão de volta. "A idéia em todos os aspectos do filme é manter-se o mais fiel possível aos outros", disse o diretor. O retorno dos desenhistas conceituais Alan Lee e John Howe, por exemplo, é prova dessa intenção.
A seleção de elenco para os personagens que não estavam na Trilogia do Anel, como os treze anões ("pretendo usá-los todos!"), segundo del Toro, ainda não começou. "Mas algumas pessoas já nos procuraram", completou Jackson. Os testes devem começar apenas em alguns meses, quando o roteiro estará pronto. "Neste ponto, obviamente, o segundo filme ainda está sendo pensado - mas, sem a menor dúvida, com relação aos atores que já originaram papéis nos primeiros filmes, todos serão chamados para reprisar seus personagens. Contratar outra pessoa só será cogitado em casos de problemas de saúde, se eles não estiverem disponíveis ou se não quiserem participar", garante o diretor.
Quanto ao tom do filme, tanto Guillermo del Toro como Peter Jackson acreditam que ele deve ser mais leve que seus antecessores, como o livro, já que ele vai refletir a era em que foi criado. Porém, esse tom deve mudar gradualmente, através de paleta de cores, estilo de câmera, escolhas de textura, etc., conforme a narrativa progride em direção à Trilogia do Anel.
"A Terra-média precisa ser a mesma, assim como o estilo da música, a escala, o design consagrado... mas eu adoraria levar alguns novos sabores a esse mundo. O Hobbit é, em essência, a abertura de uma sinfonia épica na qual temas principais são reprisados, mas novas modulações e cores são introduzidas, temática e texturalmente", concluiu o diretor sobre o assunto.
Outra certeza é equilíbrio entre computação gráfica e efeitos especiais de verdade, como prostéticos e bonecos, uma das especialidades de del Toro. "Minha intenção é misturá-los de forma que o olho não perceba a diferença. Aprendi isso na prática, que as duas ferramentas precisam andar juntas para criar ambientes e criaturas que pareçam vivas. A WETA será a equipe principal, mas ampliaremos o time de criaturas e maquiagem. Para o resultado, imagine criaturas com sistema de músculos faciais controlados por rádio e computação gráfica em determinado ponto da cabeça ou boca e você entenderá o que estou falando..."
E por falar em criaturas, o diretor disse que os Wargs, aquelas montarias dos Orcs em As Duas Torres, serão redesenhados para ficarem mais parecidos com os bichos que Tolkien descreve em seu livro. Outra criatura importante é o já citado Smaug, o Dragão, e sobre ele del Toro não poupou palavras: "Sou um grande fã de dragões e meus dragões favoritos do cinema são os de O Dragão e o Feiticeiro (Dragonslayer), um triunfo de elegância e design. Todos copiaram eles a partir desse filme. Eu planejo criar algo que não seja 'aquele dragão no filme do Hobbit', mas O DRAGÃO. Smaug merece ser o melhor de todos, do passado ou futuro. Mas antes disso, Smaug, o personagem, deve ser mais importante que seu design, com sua magnífica arrogância, inteligência, sofisticação e ganância. [...] Mas Dragões falantes são difíceis - as pessoas tendem a fazê-los com bocas que falam como as nossas - e acho meio estranho. Uma coisa que gosto de Eragon é o jeito como o filme resolveu isso, com o elo psíquico. Pra mim, Smaug é o exemplo perfeito de uma criatura poderosa, definida por seu visual e design, sim, mas também por seu movimento e - olha aqui uma dica - seu ambiente. Não vou falar mais pra não estragar algo que ainda vai levar uns anos pra ficar pronto, mas posso dizer que isso é uma das coisas que mais me empolgam no filme".
Sobre a adaptação do texto, del Toro disse que eles tentarão preservar as idiosincrasias do romance, mesmo as mais "infilmáveis", e fazê-las caber em apenas um filme. "Você pode tratar um clássico como peça de museu ou tentar transformá-lo em algo vivo, que respira e se desdobra aqui e agora", diz. Mas se O Hobbit ficará basicamente restrito ao primeiro filme, o que haverá no segundo?
"A idéia é encontrar uma maneira interessante e empolgante de ligar O Hobbit e A Sociedade do Anel e ampliar visualmente os cinco filmes dentro desse universo. Há omissões e material suficiente em toda a obra criada por Tolkien e licenciada a nós para que tentemos isso. Mas o acordo que temos é que o segundo filme seja suficientemente relevante e emocionalmente forte para que seja trazido à vida - e que O Hobbit seja contido em apenas um", seguiu o diretor. "Eu estou muito empolgado com essa idéia. Ela nos dá uma liberdade que não tivemos até agora. Tem muita coisa pra contarmos nos 60 anos que separam um filme do outro [...] E vamos semear sutilmente algumas sementes disso no primeiro", comenta Peter Jackson.
Enfim, del Toro usou todo o final do chat para explicar os motivos de ter aceitado o projeto, já que declarou mais de uma vez no passado, não gostar do gênero "espadas e feitiçaria". "De toda a obra de Tolkien, eu só conhecia de verdade O Hobbit. Eu o comprei quando tinha 11 anos e ele imediatamente me cativou. Naquela época, O Senhor dos Anéis e Silmarillion (que eu acho dispensável hoje), não fizeram a minha cabeça. Achei complicados demais. Eu sonhei com Mirkwood e Smaug durante eras (na verdade, um dragão bem parecido com ele quase entrou em O Labirinto do Fauno) e nunca imaginei que um dia pudesse dirigir um filme de O Hobbit, já que Peter havia realizado a trilogia. Assim, quando ele me perguntou se eu queria levei 5 segundos pra dizer 'sim'. Eu sou conhecido na indústria como um cara muito mais interessado em projetos próprios do que alguém que aceita projetos gigantes dos outros. Durante décadas recusei incontáveis filmes, mas este é um privilégio fantástico e eu aceitei imediatamente", disse, explicando a seguir que seu desdém pela literatura de fantasia se restringe à grande maioria das obras dentro de universos fantásticos, "as tantas Trilogias ou Crônicas que surgem todos os dias", mas que Tolkien e C.S. Lewis (Nárnia) são exceções por serem absolutamente genuínos. "E aqui estou, lendo feito um lunático pra entender toda essa terra, esse continente - um universo criado por um filologista transformado em Xamã".
Peter Jackson, pra completar, explicou os porquês de não ter retornado à cadeira de diretor: "A idéia de passar os próximos cinco anos da minha vida competindo com meus filmes anteriores me pareceu nada satisfatória. No entanto, eu amo Tolkien e não suportaria ver outra pessoa fazendo esses filmes sem meu envolvimento. Assim, atuar como produtor e roteirista me pareceu perfeito. Acreditem, eu pensei muito a respeito e o que estamos fazendo aqui resultará em filmes ainda melhores. Eu prometo!" O cineasta disse ainda que está trabalhando em versões blu-ray de O Senhor dos Anéis, mas disse que elas devem demorar.
O texto original do chat pode ser lido aqui. Diferente do que havia sido informado anteriormente pelo estúdio, o roteiro será trabalhado até o fim de 2008. 2009 será dedicado à pré-produção. 2010 terá as filmagens simultâneas dos dois filmes e os lançamentos estão marcados para dezembro de 2011 (O Hobbit) e dezembro de 2012 (o segundo filme, ainda sem título).
Notícias do Dia
Foi anunciada esta tarde a data da estréia da Terceira Temporada do seriado. Em 22 de setembro, a rede de TV NBC coloca no ar um especial de 3 horas que marca o retorno de Heroes depois de uma problemática segunda temporada. Vamos ver se a série consegue voltar a liderança com boas histórias.
Veja dois trechos de O Incrível Hulk
O Yahoo! e a MTV colocaram em seus sites, trechos da nova aventura do verdão nos cinemas. O filme estréia em 13 de junho, com Edward Norton no papel principal, além de Liv Tyler e Tim Roth.
Novo site e trailer russo de Procurado
A adaptação da conceituada Graphic Novel que o mostra um jovem aprendendo a ser um vilão acaba de ganhar seu site completo. Confira.
O filme também teve um novo trailer divulgado, especialmente para o público russo (seu diretor é Timur Bekmambetov). Veja aqui o festival de violência em câmera lenta.
O filme estréia em 27 de junho lá fora, e tem Angelina Jolie, James McAvoy e Morgan Freeman no elenco.
Sinopse e arte conceitual de Terminator Salvation
As filmagens do novo volume de Exterminador do Futuro começaram essa semana e o blog do diretor McG acaba de divulgar a sinopse do filme, além de uma interessante arte conceitual. Confira o texto e depois a imagem abaixo.
No aguardado novo capítulo da franquia O Exterminador do Futuro, ambientada no pós-apocalíptico ano de 2018, Christian Bale interpreta John Connor, o homem destinado a liderar a resistência humana contra a Skynet e seu exército de Exterminadores. Mas o futuro no qual Connor foi criado para acreditar foi parcialmente alterado pela chegada de Marcus Wright (Sam Worthington), um estranho cuja última memória é a de estar no corredor da morte. Connor precisa entender se Marcus foi enviado do futuro ou resgatado do passado. Conforme a Skynet prepara seu massacre final, os dois homens embarcam numa odisséia que os levará até o coração das operações da Skynet, onde eles descobrirão o terrível segredo por trás da possível aniquilação da raça humana.
A estréia ocorre em 9 de maio de 2009.Veja primeira imagem de Chun-Li novo filme de Street Fighter
A personagem principal da produção será vivida por Kristin Kreuk, a Lana Lang de Smallvillee na sua primeira foto no filme ela está a cara de... er... bem... hmmm... Lana Lang :P
Crítica: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Você pode ser uma daquelas pessoas torcendo o nariz para Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. E não se preocupe, é compreensível. Depois de quase 20 anos longe das telas, o personagem pode ter aquela aura de “descanse em paz”. Sabe, aquele sentimento que nos pega sempre quando uma continuação de algo marcante para nossa infância é anunciada. Principalmente uma série como a do arqueólogo, que se encerrou (pelo menos é o que achávamos) tão bem com A Última Cruzada. Não seria melhor que George Lucas e Steven Spielberg deixassem isso de lado? E Harrison Ford então! O coitado não conseguiu nenhum papel realmente marcante desde seu outro herói, Jack Ryan, o agente da CIA dos livros de Tom Clancy. Pra que mexer num personagem justo agora, você se pergunta. Bem, se esse é o seu caso, vamos a algumas respostas. Primeiro, não, Steven e George não iriam deixar Indy de lado. Primeiro porque é uma franquia lucrativa. E depois, bem, isso leva a resposta da última pergunta, então espere um pouco. Sobre Ford, não há motivo melhor pra ele retomar o chapéu e o chicote. É a chance de mostrar pra quem o conhece como ele continua sendo o maior herói do cinema, e pra quem não o conhece que ele é bem melhor do “coroa” de filmes do naipe de Firewall e outras bombas. Agora, vamos responder a essa ultima pergunta, na verdade a mais simples: o cinema não oferece nada novo e divertido há muito tempo. Um filme-pipoca, feito não só pra quem quer entretenimento, mas pra quem adora cinema e sabe a origem deste tipo de história. A trilogia clássica chamava atenção justamente por seu clima saudosista. Os seriados dos anos 30 foram a inspiração pra caracterização de Indiana Jones, pros temas, pro tipo de ação. Agora, o novo filme também é saudosista, mas de uma maneira muito própria. Antes era a geração de Spielberg e Lucas que se lembrava de como era bom ir ao cinema num sábado a tarde. Agora é a nossa. Nós é que crescemos assistindo Indy, seja na telona ou seja nas sessões da tarde. O diretor e o produtor do filme também passeiam agora por outro gênero: o da ficção científica dos filmes B dos anos 50, justamente a época em que a nova aventura é situada.
E tudo isso valeu a pena? Claro que valeu. Ford ainda é Indiana Jones, aliás, ele nunca esteve tão a vontade com isso. É impressionante como, apesar dos 19 anos sem intepretar o personagem, nada ficou de fora. Seus trejeitos, sua maneira canastrona de enfrentar o perigo, seu humor deliciosamente fora de contexto (quem em sã consciencia pede pra dar marcha a ré quando se está prestes a despencar de uma cachoeira?). Está tudo lá. Talvez a perfeição na interpretação seja para compensar sua idade avançada que já não da conta do recado como nos velhos tempos, fator que também não atrapalha. Indy não é Super-Homem. A idade chegaria um dia e ele abraça isso com perfeição. A música-tema ainda está lá, pra arrepiar qualquer um que nunca a tenha escutado no cinema. Os vilões caricatos também. Aliás, que história é essa dos críticos virem dizer que Cate Blanchett força a barra como a comunista psíquica? Como se a galeria de nazistas e feiticeiros indianos fosse composta por vilões humanizados. O mesmo aqui vale para a trama. Já não é segredo que desta vez o artefato que heróis e bandidos correm atrás é uma caveira de origem alienígena. E ainda há quem reclame, dizendo que está fora dos padrões. É, realmente, fora dos padrões da arca de onde saem raios e fantasmas, das pedras que se incendeiam e do cálice que dá vida eterna. Façam o favor, vocês críticos frustrados: parem de procurar pelo em ovo. Esta quarta aventura é um autêntico filme de Indiana Jones, como os fãs esperaram por quase duas décadas!
Outra polêmica do filme foi a adição de Shia Labeof no elenco, como Mutt. Em primeiro lugar, Shia é um ator e tanto. O garoto é talentoso e Spielberg gosta disso. E seu personagem... sinceramente, depois de tanto tempo fora das telas, alguem realmente duvidou que numa quarta investida, Dr. Henry Jones não voltaria se descobrindo pai? Até o herói kryptoniano citado acima foi vítima de uma paternidade “indesejada”. Mas aqui, com Indy, o contexto funciona. Não que Mutt seja seu substituto. Um garoto aventureiro já caiu nos braços de Spielberg, e ele se chama Tintim. Muito improvável que o diretor caia na armadilha de ser comparado com ele mesmo, se resolver continuar a saga com um jovem Jones. Mesmo que Lucas queira um filme com Mutt, este não é um personagem forte o suficiente para segurar um filme próprio, principalmente sendo uma continuação de uma franquia deste porte. A série sempre será de Indiana. Aliás, as cenas com os dois funcionam muito bem. A sequência da perseguição com a moto por entre o campus da universidade faz uma homenagem a relação pai-filho mostrada em A Última Cruzada. Ford e LaBeof realmente criaram uma química muito boa.
E o retorno de Marion Ravenwood, a única mulher páreo para Indy? Apesar de não ter o tempo de tela que os fãs queriam e nem a importância que deveria ter, Karen Allen continua sendo a mesma. Ela ainda é a unica mulher para o Dr. Jones, sem dúvida. Os outros atores de suporte não fazem feio, apesar de não terem seu talento totalmente aproveitado. Ray Winstone como o sidekick inglês é divertido em todas as suas cenas, mas ainda deixa a desejar. Suas motivações e seu caráter são tão profundos quanto piscina infantil de clube de campo. E Oxley, o colega desaparecido de Jones, interpretado por John Hurt, não convence como convenciam Marcus Brody e o Dr. Henry Jones de ...Cruzada.
Um fator que chama atenção neste quarto filme é a opção de Spielberg em não seguir as regras de hoje. Edição de videoclipe? Bem, se é isso que você busca, está no filme errado. O diretor ainda pode contar com as mãos competentes de Michael Kahn, seu editor há anos e detentor de um incrivel senso criativo. O ritmo do filme continua o mesmo dos originais.
Quanto aos efeitos especiais, pode ser mesmo que haja um abuso de CGI. As cenas com os macacos digitais realmente ficaram um tanto forçadas e até desnecessárias. Mas nem por isso não são divertidas. Apenas não combinam muito com o tipo de ação dos filmes anteriores, sempre privilegiando as proesas feitas “na marra” do que as cheias de efeitos mirabolantes.
Todo esse conjuto de qualidades e defeitos obviamente indicam que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal não é um filme perfeito. Mas é, pelo menos, sincero. É uma produção que leva, a quem assiste, a um lugar na memória que todos reservamos para os heróis que fizeram parte de uma época em que éramos inocentes o suficiente para nos encontrar presos a poltrona do cinema numa cena de ação bem coreografada. E, como é bom sentir isso de novo. Se você ainda tem dúvidas se um novo Indy era necessário, bem, então você realmente precisa de uma experiência assim.
Cenas Memoráveis - Especial HQ
Pra encerrar essa retrospectiva de momentos marcantes em filmes de quadrinhos, uma sequência extremamente bem feita e bem escrita. Tudo bem que Homem-Aranha 3 não é nem o melhor filme de Sam Raimi e nem passa perto de ser o melhor do Aranha, mas o diretor gosta de imprimir sua marca, de dizer: "Eu estou aqui ainda", mesmo numa produção visivelmente controlada pelo estúdio. O terceiro filme do Aracnídeo sofreu muito com isso. Com a adição de Venom ao roteiro, ficou claro que toda a profundidade do vilão que deveria ter sido o principal, foi por água a baixo. O Homem Areia acabou ficando em segundo plano, mesmo que sua história fosse até mais interessante que o draminha pessoal de Peter Parker.
A sequência abaixo mostra o potencial que o personagem tinha na história. É a sua "criação", a descoberta de seus poderes mostrada de uma forma dramática e tocante, com a ajuda do tema de Christopher Young que ao substituir Danny Elfman na trilha sonora não havia mostrado a que veio, até o momento desta cena. Confira.