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Pôster internacional de Prometheus é quase igual o americano, mas...

... a arte deixa mais clara a figura da cabeça gigante, provavelmente um monumento alienígena, que aparece de relance no teaser. Clique na imagem pra ampliar.


Prometheus é a prequel de Alien - O Oitavo Passageiro, com Ridley Scott de volta à direção do gênero que ajudou a reformular.

O longa estreia em julho.
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Vin Diesel aparece em primeira foto do novo filme de Riddick!

O terceiro longa da franquia (que já teve Eclipse Mortal e A Batalha de Riddick) continua os eventos do último filme, quando o protagonista é abandonado e deixado para morrer num planeta habitado por criaturas hostis e caçadores de recompensa.

Aparentemente a nova produção promete seguir algo mais próximo da primeira aventura do personagem de Vin Diesel. Veja a imagem do ator, caracterizado como Riddick, abaixo.

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[Atualizado]Teaser de Resident Evil 5 está na rede! Assista!

[Atualização] O estúdio liberou a versão oficial do trailer.



O primeiro vídeo de Resident Evil: Retribution foi exibido ontem a noite no canal norte-americano G4. Rapidamente uma versão em baixa qualidade, filmada direto da TV apareceu na web. Mas agora surgiu no Youtube uma com imagem melhor que você confere logo abaixo. E não se engane, apesar dos primeiros segundos parecer um comercial da linha de produtos da Sony, o vídeo é mesmo o primeiro teaser do novo filme da franquia! E fique ligado aqui no blog, já que a tarde a prévia deve ser lançada oficialmente em HD.

O longa estreia em 14 de setembro.

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The Bark Side of the Force: Volkswagen e Star Wars em mais um viral!

Ano passado a Volks surpreendeu todo mundo e ainda levou prêmio pelo comercial do pequeno Darth Vader, lembra dele? Denominado The Force, o vídeo foi ao ar em um dos intervalos mais requisitados da TV norte-americana, o do Superbowl.

Agora, a montadora alemã se une novamente à franquia criada por George Lucas e prepara outra ação para o mesmo evento. Um novo comercial irá ao ar este ano e como teaser, surge na web esse vídeo que você assiste logo abaixo. Um coral de cachorros cantando, ou melhor, latindo, a Marcha Imperial. Sério, precisa dizer mais alguma coisa?

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Vídeo do Dia: Porque Andy Serkis merece uma indicação ao Oscar

A Fox está fazendo uma campanha pesada para convencer a Academia de que Andy Serkis deveria ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho de captura de movimentos que deu vida ao macaco Caesar de Planeta dos Macacos - A Origem.

Pra isso, criou um vídeo que mostra a performance de Serkis sem os efeitos especiais. E, sem querer parecer tendencioso, se as imagens abaixo não comprovam a habilidade de interpretação do ator, então nada mais convencerá os votantes.

Os indicados ao Oscar 2012 serão revelados em 24 de janeiro.

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Crítica: O Espião Que Sabia Demais

Esta crítica contém alguns elementos da trama. Se você se incomoda com alguns spoilers, leia apenas depois de ter assistido ao filme.

Para John Le Carré, autor de vários livros de espionagem, o Serviço Secreto é tão burocrático como qualquer outro departamento público inglês. Ele provavelmente está certo, já que fez parte do MI6 na juventude e escreve com muita propriedade sobre os efeitos que a vida de espião pode ter sobre as pessoas. A maioria dos filmes que adaptam sua obra é bem sucedida em mostrar isso, mas talvez nenhum o fez com tanta competência quanto O Espião Que Sabia Demais, do diretor sueco Tomas Alfredson, que estreou em circuito limitado no Brasil neste final de semana. E isso vindo do escritor cuja obra deu origem a O Espião Que Saiu do Frio, A Casa da Rússia, O Alfaiate do Panamá e O Jardineiro Fiel.

Logo na introdução aos personagens, o espectador é apresentado a um cenário nada convencional pra quem pensa que o mundo da espionagem é próximo ao mostrado nas cinesséries de James Bond e Missão: Impossível. Salas esfumaçadas e mofadas, funcionários em ternos risca de giz e murais com avisos corporativos não são nada glamourosos. Mas o mundo real, principalmente o da época da Guerra Fria onde a trama se situa, nunca é. Além disso, George Smiley, o protagonista vivido por Gary Oldman, que começa o filme deixando o Serviço Secreto, é o mais incomum dos "heróis" com sua idade avançada, fora de forma, cabelos grisalhos e óculos de tamanho considerável. Forçado a voltar, depois de uma desastrosa operação que tentava descobrir a identidade de um possível agente duplo, Smiley precisa seguir as pistas deixadas por seu mentor, Control (John Hurt), para desvendar uma complicada trama que envolve um espião interpretado por Tom Hardy e a cúpula do Circus, apelido do MI6, formada por Bill Haydon (Colin Firth), Roy Bland (Ciarán Hinds), Toby Esterhase (David Dencik) e Percy Alleline (Toby Jones). Além disso, há também um mistério a respeito do agente morto na missão que acabou mal, vivido por Mark Strong. Para conseguir resolver tudo isso, Smiley contará com a ajuda de Peter Guillam (Benedict Cumberbatch) e de um policial aposentado, Mendel (Roger Lloyd-Pack). São vários personagens e cada um é fundamental pra trama, o que exige atenção e paciência do público, já que boa parte da "ação" é baseada em diálogos.

Mas isso não torna o filme arrastado, de forma alguma. O roteiro de Bridget O'Connor e Peter Straughan sabe muito bem fazer uso justamente de toda a conversa pra ditar o ritmo. Claro que isso não adiantaria muito sem uma direção firme e Alfredson proporciona isso, com a competência que já havia mostrado em seu Deixe Ela Entrar. Aliás, do filme sueco vem também o diretor de fotografia, Hoyte van Hoytema, que deu ao longa uma textura granulada que serve tanto para emular a sensação dos anos 70 e de um filme daquela época quanto para dizer ao espectador que esse não é um mundo onde tudo é simples, claro e objetivo. Outra escolha interessante na área técnica foi o uso de lentes longas para filmar os personagens à distância, servindo para colaborar com o clima de paranóia que acompanha aqueles que, ironicamente, vivem da observação de outros.

Com um elenco recheado de astros britânicos, O Espião Que Sabia Demais tem na interpretação de Smiley seu maior destaque, assim como uma grande surpresa. Não que Gary Oldman não seja um bom ator, mas ele não está acostumado a personagens tão serenos e contidos. O resultado é mais do que satisfatório, pois além de colocar sua habilidade de interpretação a toda prova, ainda consegue transmitir todos os dilemas do protagonista, bem como sua inteligência e frieza, demonstradas numa divertida cena dentro de um carro. Enquanto seus ajudantes, acostumados à força bruta tentam espantar uma mosca nos bancos da frente, Smiley apenas observa, esperando que ela se aproxime do vidro para que possa abri-lo, fazendo-a sair do veículo. É exatamente essa a atitude do personagem durante todo o filme. Ele junta informações, busca pistas e aguarda o momento certo para fazer com que o agente duplo revele a si mesmo, evitando os danos colaterais de um confronto direto.

O texto também é brilhante ao abordar a trama como um estudo de personagem, mostrando os "traumas" ou consequências da espionagem. A traição vem pelo tédio ou pela falta de reconhecimento por serviços prestados. Todos ali parecem carregar o mundo em suas costas, muitos diriam até que esse é o motivo de terem os ombros caídos. Mas isso também pode vir da chateação do trabalho, dos papéis a serem preenchidos, das requisições por orçamento que nunca são aceitas ou da falta de um ambiente familiar, representado aqui de três formas: a distante esposa de Smiley, a história contada pelo personagem de Tom Hardy e a vida privada de Guillam.

O diretor Tomas Alfredson também mostra que entende de estímulos visuais e várias sequências são exemplo disso, principalmente as que usam reflexos do mundo exterior quando algum personagem é visto através de uma janela ou vidraça. Boa parte do filme se passa em ambientes fechados e esses takes denotam o sentimento de clausura desses agentes secretos. Apenas em um momento o diretor usa um elemento que além de didático já é um tanto manjado ao mostrar cada um dos suspeitos de traição representado por uma peça de xadrez. Além de parecer desenhar pro espectador a intenção da cena, a conexão com o jogo de tabuleiro é completamente descartável, uma vez que os prováveis traidores já são associados à outra coisa, o "tinker, tailor, soldier, spy" do título original. A decisão, embora pobre, não compromete o longa.

Todo o brilhantismo da produção, no entanto, não prepara o espectador para seu desfecho, que pode ser considerado um dos grandes momentos do cinema recente, graças a escolha incomum da trilha sonora e do encerramento do arco de Smiley. La Mer, interpretada alegremente por Julio Iglesias, é o contraponto perfeito à atmosfera cinza e triste de O Espião Que Sabia Demais. E faz com que o longa termine da forma que merece: aplaudido. De pé, se possível.
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Crítica: As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne

Heróis de ação que não tem nenhum super-poder ou algo do tipo, precisam se valer da própria inteligência para que suas aventuras sempre terminem bem. Com Tintim não é diferente mas, por ser um personagem infantil e necessariamente precisar incentivar seu público, o jovem repórter também entende que além da sua esperteza natural, o que o fará resolver seus mistérios ou sair de grandes problemas é o conhecimento adquirido através de experiências próprias ou pela simples busca na leitura. As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne, que adapta a popular criação do autor belga Hergé, é, além de uma aventura de excelente qualidade, um lembrete da importância do saber, e de que toda informação, uma hora ou outra, há de ser útil.

Essa ode ao conhecimento é o maior legado da obra de Hergé à quem cresceu lendo as tiras de jornal ou aos álbuns em quadrinhos, ou assistindo ao famoso desenho animado de Tintim. O incentivo à leitura era uma constante em sua obra. No longa, o momento que mais define isso está logo no início, quando o personagem principal precisa descobrir tudo que puder sobre o antigo galeão Licorne. Ele diz algo como "vamos ao lugar onde estão as respostas a tudo" e logo em seguida a cena transporta o espectador para o interior de uma biblioteca. Na era do Google, é gratificante esse tipo de referência no texto.

O filme, dirigido por Steven Spielberg e produzido por Peter Jackson, une três famosas histórias de Tintim: O Segredo do Licorne, O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Tesouro de Rackham, o Terrível. Graças ao roteiro de Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish essa salada de tramas se torna bem orgânica e serve a seus propósitos. O primeiro, dar ao herói, vivido através de captura de movimentos por Jamie Bell, uma espécie de MacGuffin, ao melhor estilo Indiana Jones, com o mistério envolvendo as réplicas do navio do subtítulo e seu tesouro. O segundo, introduzir na trama o Capitão Haddock, cujos movimentos são de Andy Serkis. E o terceiro, dar ao espectador um gostinho de quero mais para a próxima aventura de Tintim nos cinemas.

A tecnologia empregada para dar vida aos personagens de Hergé pode trazer uma certa desconfiança já que nem O Expresso Polar ou Os Fantasmas de Scrooge convenceram muito o público de que este pode ser o futuro das animações. Mas em Tintim, a captura de movimentos está excelente, e serve ao maior objetivo do longa, que é o de homenagear a obra do quadrinista belga e seus traços simples e marcantes. Por mais expressivo que qualquer personagem ali possa ser, suas características são todas fiéis às suas contrapartes de papel. Além do mais, Spielberg volta à velha forma, dirigindo uma aventura digna das melhores matinês, como já fez diversas vezes. A diferença aqui é que o cineasta, por estar no comando de uma animação, não teve limitações físicas que o impedissem de criar nada. Isso fica bem claro no alardeado plano sequência em um dos momentos mais impressionantes do longa.

Além disso, o filme foi rodado em 3D com a mesma técnica de Avatar, em que Spielberg, assim como James Cameron, tinha instantaneamente, numa tela acoplada à câmera, o esboço de como a cena ficaria já com algumas texturas aplicadas e no cenário pretendido. Os efeitos em três dimensões são competentes e não se limitam à objetos atirados na tela. A noção de profundidade é constante e auxilia a dinâmica da narrativa, como na sequência em que Haddock interpreta a história de seu antepassado, o capitão do Licorne. O flashback aliás, também é um dos pontos altos da produção. A ação em alto mar é empolgante e conta com, além dos efeitos visuais, a trilha de John Williams que, neste filme, talvez pra rebater as constantes críticas à sua obra, já que muitos o consideram um excelente compositor de temas, mas não de músicas incidentais, não cria nenhuma música marcante para o personagem e se concentra mais no que as cenas querem passar. E, embora Tintim não tenha um tema pomposo como Indiana Jones ou Star Wars, Williams se sai muito bem em sua composição para o longa.

Em As Aventuras de Tintim, Spielberg faz o que melhor sabe. Diverte, emociona, hipnotiza com sua forma já consagrada de narrativa e entrega uma aventura digna da obra original ao mesmo tempo que cria o ponto de partida de uma, assim pretendida, franquia de sucesso. Pelas reações das crianças na sala de cinema, e dos adultos também, o legado de Hergé está em boas mãos.
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