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Crítica: Tudo Pelo Poder

Há 15 anos ninguém dava muito crédito à George Clooney. Saído de um seriado de TV de sucesso, Plantão Médico, o ator se esforçava mas graças a algumas escolhas erradas (Batman & Robin, por exemplo), precisou de algum tempo pra chegar onde está hoje. O Clooney atual não é apenas um ator de respeito, mas vem alcançando bons resultados também atrás das câmeras e em Tudo Pelo Poder não é diferente. Sua direção firme faz do filme uma grata surpresa, já que sua trama não parece ter muito mais a oferecer do que uma visão cínica e pessimista do processo eleitoral norte-americano (ou de qualquer outro país).

Além de atuar como cineasta, o ator também interpreta o governador Mike Morris, que disputa as primárias no partido Democrata para conseguir ser o candidato a presidência dos EUA. No comando de sua campanha estão os assessores Paul Zara (Philip Seymour Hoffman) e Stephen Meyers (Ryan Gosling). Este último, o real protagonista do longa, começa sendo mostrado como o possuidor de uma mente astuta e sempre atenta à todas as possibilidades que poderão ajudar Morris em sua disputa. Há também outra qualidade destacada desde o início. Meyers parece realmente acreditar no discurso de seu candidato e não está disposto a jogar sujo para conseguir vencer. Porém, graças a alguns tropeços, o personagem de Gosling começa a entrar, inadvertidamente no início, mas de livre e espontânea vontade conforme a história avança, neste jogo que, tanto o texto original (o livro Farragut North, de Beau Willimon) quanto no roteiro que Clooney ajudou a conceber, parece ser impossível de ser vencido pela honestidade.

Parece que Clooney, assim como boa parte dos eleitores americanos, está tão descontente com o mandato de Barack Obama, que decidiu descontar sua fúria (já que foi um dos entusiastas do atual presidente norte-americano) com uma história que mais atrapalha do que ajuda o processo político. O filme é bom, tem ótimas interpretações, mas a mensagem que oferece ao espectador é tão pessimista que muitos saírão do cinema com a impressão de que nada vai mudar e de que, de um jeito ou de outro, todos são desonestos, sujos e mesquinhos. Em tempos de desinteresse pela política, Tudo Pelo Poder corrobora ainda mais com o pensamento do cidadão comum que não vê mais perspectivas de mudanças. E isso não se aplica apenas aos eleitores norte-americanos, mas a praticamente a todos que de quatro em quatro anos exercem seu direito ao voto.

Alianças indesejáveis, acordos com a imprensa, nada disso é novidade. Mesmo para as massas que teimam em dizer que não ligam para política. Mas chega a ter uma aura prejudicial quando uma obra de ficção usa uma colagem de praticamente tudo de ruim que já ocorreu com governantes nos últimos anos (incluindo até assédio sexual com estagiária) para expor uma espécie de espelho do cenário político, numa posição que geralmente se aplicaria à paródias, e não a dramas.

Como dito acima, Tudo Pelo Poder não é um filme ruim. A direção de Clooney não o deixa ser. Além de uma inteligente direção de fotografia, que faz referências à mestres como Gordon Willis e Conrad Hall, famosos pelo uso de sombras e recursos pouco comuns de iluminação. E graças às interpretações competentes de Gosling, e dos coadjuvantes Paul Giamatti e Evan Rachel Wood. Mas incomoda a trama não oferecer uma solução e se comportar mais como aqueles comentaristas e colunistas de política, nunca satisfeitos com nada e apontando apenas os defeitos, vilanizando a tudo e a todos.
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Peter Jackson lança mais um videolog de O Hobbit

Apenas o trailer não foi o suficiente para o diretor. Acaba de sair mais um videolog, mostrando os bastidores das filmagens de O Hobbit. Desta vez Jackson aborda as filmagens feitas nas locações da Nova Zelândia. A primeira parte da adaptação chega aos cinemas em dezembro de 2012.







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Anjos da Noite 4: O Despertar ganha mais um trailer

A continuação da franquia estreia em janeiro nos EUA. No Brasil, o longa que traz Kate Beckinsale de volta ao papel da vampira Selene, apenas em 2 de março.

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Cinco rocks para curtir o Natal

E aí, já tá preparando o peru para a ceia? Pra ajudar a entrar no clima das festas de final de ano, preparei uma listinha de cinco músicas de rock n' roll natalino. Como estou sem tempo pra escrever um nariz de cera decente, aperta logo o play e aumenta o som aí:

Joe Perry - Run Rudolph Run

Meu guitarrista favorito mandando um som do Chuck Berry. Outra gravação natalina de Perry é o instrumental Blue Christmas, altamente recomendado para fãs de uma boa guitarra.



The Ramones - Merry Christmas (I Don't Wanna Fight Tonight)

Adoro clipes que começam com diálogos familiares toscos, principalmente se tiverem essa pegada anos 80/início dos anos 90. Natal Punk Rock!



Billy Idol - Jingle Bell Rock

Vamos cantar e dançar com Billy e seu amigo multi-instrumentista (que eu torço para não ser o Steven Stevens)!



Hanoi Rocks - Dead By Xmas

Que Estranho Mundo de Jack o quê! Natal mórbido mesmo é isso aqui.



Luna Sea - Happy Xmas (War is Over)

Não poderia faltar o clássico de John Lennon numa lista de músicas natalinas que se preze, mas pra não ficar muito manjado - e quem me conhece sabe que quase sempre tem que ter uma banda japonesa nas minhas listas -, vamos fechar com o cover mezzo improvisado do Luna Sea. Gosto de como o Sugizo palheta a melodia do "waaar is oooveeer" na guitarra.



Ah, aproveitando a brincadeira do Youtube, não esqueçam de clicar no ícone do floco de neve embaixo do vídeo. E vale conferir também a playlist da Carmem Moraes, do Pop Closet, que tá bem legal. Feliz Natal!
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Primeiro teaser de Prometheus está no ar! Assista e concorra a DVDs!

O longa marca a volta do diretor Ridley Scott à franquia e estreia em junho de 2012. Assista abaixo ao teaser, que tenta vender o filme como um sucessor à altura do original que Scott dirigiu em 1979.

Depois de assistir, aproveite para participar da promoção no final do post!


Ok, ficou animado com Prometheus? Bom, você vai poder conferir os dois primeiros filmes da série Alien participando da promoção. São as Definitive Editions, cada filme vem com um disco de extras contendo documentários imperdíveis. Além disso, tanto o primeiro quanto o segundo Alien vem nas versões de cinema e estendidas/do diretor.


Para participar é muito simples. Vá no twitquero.com e clique em "Quero Ganhar".

Mas atenção! Perfis no twitter que são caça-prêmio não vão ganhar!
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Veja agora o primeiro trailer de O Hobbit legendado!

[Post atualizado com a versão legendada]

O longa, primeira parte da adaptação do livro de Tolkien, chega aos cinemas em dezembro de 2012. Ok, a espera é imensa, mas vindo de Peter Jackson e de boa parte da equipe que fez da trilogia O Senhor do Anéis, o evento cinematográfico que foi, os 12 meses que ainda faltam irão valer a pena.

Assista abaixo e logo em seguida veja o primeiro cartaz de O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (clique nele para ampliar)!



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Crítica: Missão: Impossível - Protocolo Fantasma

Toda franquia de sucesso, uma hora ou outra, acaba enfrentando o desgaste, gerando a falta de interesse do público. Para a sorte dos fãs da cinessérie Missão Impossível, ainda não é desta vez que as aventuras de Ethan Hunt e sua equipe de agentes secretos demonsta sinais de cansaço. Assim como o astro Tom Cruise, protagonista e produtor, a idade já meio avançada não é problema e Missão: Impossível - Protocolo Fantasma ajuda a encerrar o ano como uma das produções mais divertidas de 2011.

A trama envolve um vilão que mais parece ter saído de um filme de 007, cujo objetivo é iniciar uma guerra nuclear. Interpretado por Michael Nyqvist, Hendricks, apesar de ser um antagonista perigoso não chama muita atenção pra si, deixando os melhores momentos do longa para os heróis mesmo. Hunt está de volta à ativa, depois do casamento com Julia (Michelle Monaghan) no filme anterior. Com um ar armagurado por causa do destino de sua amada, Cruise entrega um personagem ainda mais direto do que o habitual (apesar do desenvolvimento do protagonista nunca ter sido o forte da série, nota-se uma evolução aqui). Para ajudar a cumprir a missão, estão Jane (Paula Patton), cujo envolvimento na trama se deve a um certo desejo de vingança, Benji (Simon Pegg, reprisando o personagem do terceiro, cuja participação era minúscula) e Brandt (Jeremy Renner), que se destaca no roteiro, por ser mais do que aparenta (deixando uma sensação de que futuras participações podem acontecer). Como a equipe está especializada no impossível, o maior obstáculo desta vez é que toda a IMF (Impossible Mission Force) foi desativada, com a acusação de ter participado de um atentado na Rússia. Agora cabe aos heróis renegados, tentarem impedir um desastre de proporções globais.

Quantas vezes você já viu uma trama assim? Provavelmente várias, mas isso não impede que a produção seja eficiente em sua proposta: divertir sem compromisso, mas com muita qualidade. E isso se deve, e muito, à Brad Bird. Cineasta acostumado a elogios graças à animações como O Gigante de Ferro, Os Incríveis e Ratatouille, Bird estreia na direção de um filme com atores e se torna uma promessa. Mostrando um domínio de ritmo impecável, o diretor cria uma sequência melhor que a outra, todas memoráveis. Da fuga de Hunt de uma prisão russa ao som de Dean Martin, passando pela comentada cena no edifício mais alto do mundo em Dubai (cujo teor vertiginoso é uma experiência cinematográfica obrigatória e que, se possível, deve ser conferida em IMAX), não há um minuto sequer em que o espectador se sentirá entediado, mesmo nos períodos em que o filme desacelera para tomar fôlego. Existe uma sequência de ação em Protocolo Fantasma que exemplifica o ritmo de todo o filme. É a perseguição de Hunt a um terrorista em meio a uma tempestade de areia. Bird constrói o suspense intercalando súbitos momentos de ação com pausas que o personagem de Cruise usa para se guiar e elaborar um rápido plano de fuga.

Em um filme que destaca sua natureza logo no título, não se pode esperar realismo demais e talvez, por isso, Brad Bird, tão acostumado à animações, tenha se dado tão bem. Sem querer estragar nenhuma surpresa, a sequência que mais traz à tona o passado de desenhos animados de seu realizador é o clímax, em que Hunt e Hendricks lutam para alcançar uma maleta. É também o momento mais criativo da fita e o que mais revela um futuro promissor para Bird. Não é nada fácil encenar algo nesse estilo e sem uma boa noção de timing, a sequência poderia ser arruinada. Tudo isso embalado à trilha sonora de Michael Giacchino, que inteligentemente, não abusa do famoso tema composto para a série de TV por Lalo Schifrin. Acreditando no poder imenso apenas das primeiras notas da canção, Giacchino se solta mais, criando uma partitura que reflete as intenções do longa. O tema é executado em sua totalidade apenas na sequência de créditos de abertura, por sinal, a melhor de todos os filmes, homenageando muito bem a série original.

Como nem só de Tom Cruise vive o filme, é bom destacar a participação de Simon Pegg. Embora seja um character actor, ou seja, um intérprete acostumado a quase sempre os mesmos papéis, ele é muito bom no que faz e funciona com um alívio cômico que nunca parece fora do contexto. Suas tiradas, principalmente a que surge após a escalada ao prédio em Dubai, sempre chegam no momento certo. Outro coadjuvante que surpreende mais pelos momentos engraçados do que pelas sequências de ação é Jeremy Renner. Seu agente Brandt é uma espécie de "anti-Ethan", sendo tudo que o personagem não é: inseguro. Porém não faz feio quando precisa ajudar seus parceiros a realizarem o impossível.

Com tantos elogios, apenas em um detalhe Missão: Impossível 4 falha. Boa parte dos diálogos de exposição da trama são bobos, beirando o infantil. Problema dos roteiristas, Josh Appelbaum e André Nemec, acostumados à televisão, onde, na maioria das vezes, é preciso fazer o ator dizer o que está sentindo ao invés de confiar na interpretação para passar uma mensagem ou emoção. De qualquer forma, não estraga a experiência do que é um exemplar mais do que satisfatório da franquia, que, ao que parece, está se tornando impossível de se desgastar.
Continua...
 
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